Quando a realizadora indicou-me este trabalho, sem falar do que se tratava, o vi imediatamente, ciente de que seria uma biografia personalizada da Núbia Lafayette (a quem amo) ou algo assim. Num certo sentido, o era: uma translação afetivo-erótico-sentimental, que parte das canções desta magnífica intérprete para uma análise imagético-sonora da solidão noturna, a partir das memórias experimentadas com amantes (1 e 2, segundo os agradecimentos nos créditos), que deixam marcas, eventuais traumas e a necessidade de rememorações masturbatórias. Fiquei apaixonado pela montagem, pelo rigoroso desenho sonoro, pelas exposições compartilhadas de uma carne que sente, pela entrega, pela justificativa sublime do título-homenagem. Como é bom (ainda que doloroso, às vezes) amar. Belíssimo curta-metragem! - WPC>
Quando a realizadora indicou-me este trabalho, sem falar do que se tratava, o vi imediatamente, ciente de que seria uma biografia personalizada da Núbia Lafayette (a quem amo) ou algo assim. Num certo sentido, o era: uma translação afetivo-erótico-sentimental, que parte das canções desta magnífica intérprete para uma análise imagético-sonora da solidão noturna, a partir das memórias experimentadas com amantes (1 e 2, segundo os agradecimentos nos créditos), que deixam marcas, eventuais traumas e a necessidade de rememorações masturbatórias. Fiquei apaixonado pela montagem, pelo rigoroso desenho sonoro, pelas exposições compartilhadas de uma carne que sente, pela entrega, pela justificativa sublime do título-homenagem. Como é bom (ainda que doloroso, às vezes) amar. Belíssimo curta-metragem! - WPC>