Guido Peter nasceu em Pétange, Luxemburgo,no dia 7 de dezembro de 1959. Aos 12 anos, ele é enviado para um colégio interno em Arlon. Sentindo que desperdiçou três anos de sua vida, ele retorna para sua cidade natal. Mas as coisas não são mais as mesmas e Guido começa a se comportar de maneira diferente. Tendo perdido toda a sua fé na autoridade, ele logo se volta para as drogas como meio de enfrentamento. Tentando manter seu hábito, ele começa a vender heroína e a viver como um viciado. É a história de uma jornada e de uma maldição. Vício e sobrevivência e, também, uma história de uma espécie de “amor”.
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Um drama absolutamente original e inovador em seu formato, onde o protagonista nos conta sua história de vida e vício em heroína através de uma narração “em off” (ele só aparece em uma única cena dolorosa), sem nenhum diálogo e onde apenas as imagens nos transportam para sua jornada.
Muito interessante que suas lembranças são “vazias” como as belas paisagens e todos os ambientes, bem como as expressões das pessoas encobertas por máscaras ou quando aparecem apenas de costas. Em alguns momentos podemos ver alguns rostos, mas apenas os que não passam expressão alguma. Lindo, experimental, absolutamente contemplativo e muito bem bolado. A declaração de “amor” à heroína no final, bem como a própria explicando o porquê é amada, fecham com chave de ouro essa bela narrativa que é mais crítica do que parece.