Híbrido de documentário e ficção, o filme tem como tema a maior tragédia ambiental da História do Brasil: o rompimento da barragem da Samarco em Mariana-MG e suas consequências. Acompanhando de modo ficcional o cotidiano do deputado federal Rey Naldo, nos bastidores do Congresso Nacional, o filme mostra as relações íntimas existentes entre política e mineração; ao mesmo tempo documentário investigativo e ficção alegórica, ele revela um sujeito político empresarial diluído na sociedade brasileira desde o período colonial
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Um documentário que defende a tese da crise política contemporânea fundada pelo abuso de poder econômico, porém que é excessivamente redundante e serve meramente como um levantamento exaustivo (e bota exaustivo nisso) de dados. Até no didatismo o documentário se perde, ao apresentar esquetes caricatas totalmente desnecessários ao andamento da obra. Elenca fatos fundamentais como a negligência de auditoria, licenciamento e fiscalização pelo governo e pela Samarco com alertas de rompimento anteriores ao fatídico crime ambiental de Mariana, o financiamento das campanhas políticas pelos empresários, o fator irracional do capitalismo financeiro que atua na oscilação do preço do minério de ferro demovendo os dirigentes de extinguir a barragem de Fundão de modo a reter os lucros e preservar os acionistas internacionais a despeito dos riscos já previstos, o custo muito maior com as reparações a ter que contratar alguns mihões de um plano apresentado de simulação computacional que controlaria e evitaria a tragédia, o pacto do governo Dilma em oferecer à empresa a administração do pagamento da multa reparadora de 20 bilhões a partir de uma fundação criada pela própria Samarco. Vale apenas como registro dos relatos das vítimas e pela pesquisa, porém se perde totalmente na montagem e na construção dessa narrativa apêndice do deputado.