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Data de lançamento
24 Jan. 1979Duração
Aos trinta e cinco anos, o personagem mais famoso de diretor francês François Truffaut, Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) continua o mesmo adolescente de sempre. Recém-divorciado de sua mulher, Christine, ele começa a lembrar as pessoas que marcaram sua vida. Inclusive, Colette, seu primeiro amor, que se tornou uma advogada muito conhecida, e Lucien, o ex-amante de sua mãe, que se transformou num senhor de idade respeitado por todos. Prisioneiro de seu passado, ele conhece Sabine, uma jovem vendedora de discos, por quem se apaixona ao ver sua foto. ''Amor em Fuga'' registra a última aparição de Antoine nos filmes de Truffaut.
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Reminiscências e amores passados.
É o quinto e último filme sobre as aventuras de Antoine Doinel, alter ego do cineasta, interpretado por Jean-Pierre Léaud, ator para sempre identificado com esse papel. Com muito pouco a acrescentar, o filme parece mais um grande compilado de cenas dos filmes anteriores.
O monólogo da Colette no trem foi o meu preferido. Sentirei falta dela e da Christine falando coisas que o menino egoísta se recusa a enxergar.
Um acerto de contas do Antoine com seu passado, mas ele continua um idiota. É o fim da saga do Truffaut com o personagem e foi legal revisitar os outros filmes. Na verdade é essencial ver os outros para assistir esse, se não perde todo o sentido. 24/07/2024
Acho que essa onda negativa sobre os flashbacks é porque o pessoal está analisando muito pela ótica atual, quando o fluxo de informações é cada vez maior e esses filmes são tão fáceis de achar (seja por meios oficiais ou não). Vi toda a saga de Antoine Doinel em um espaço de três semanas e, à primeira vista, também achei apelativo o uso de cenas dos filmes anteriores. Porém, na época a realidade não era assim e dificilmente quando esse filme lançou 9 anos depois de "Domicílio Conjugal" (o maior intervalo entre os lançamentos dessa franquia), os ansiosos conseguiam revisitar os longas anteriores. Acho sim que Truffaut poderia ter sido menos prolixo e ter usado a edição para aparar alguns segundos de algumas cenas revisitadas, ou até mesmo ter sido mais ousado em fazer alterações para ressaltar as mentiras do livro de Antoine (o que só ocorre uma ou duas vezes).
Mas discordo em gênero, número e grau com quem achou esse filme vazio ou raso. Acho inclusive que ele só cresce, especialmente pela excelente presença de Colette. Sim, é o mais fraco dos cinco, mas toda a forma como o diretor amarra a jornada de amadurecimento de seu protagonista e alter-ego chega a ser belíssima, principalmente fazendo uso de um contraponto tão firme de Antoine quanto a figura de Colette que, particularmente, considero uma co-protagonista da obra. Colette era a ferramenta necessária para fazer Antoine se olhar no espelho e se livrar de sua egolatria. O diálogo no trem e a conversa extremamente sincera entre Colette e Christine perto do fim são símbolos da importância desse amor não-correspondido da adolescência. E aqueles créditos finais que trazem de volta o momento mais belo de "Os Incompreendidos" é simplesmente impecável. É o mais fraco, mas ainda cheio de personalidade.