Precisei rever este filme por motivos pessoais e achei-o primoroso: o tempo fez-lhe muito bem, em termos de legitimação do discurso crítico, manifesto de forma gritante nas entrelinhas da filmagem, na qual o personagem-titulo é quase um pretexto, uma demonstração de certa arrogância crítica paralisada num tempo nostálgico. Aplaudível, não se nega. Sobremaneira influente e dotado de certa lucidez, acrescento. Porém, rançoso e aparentemente desmotivado a perceber os clamores contrários ao seu redor: estava evidente que a condução das entrevistas não era laudatória. Um trabalho a ser analisado e revalorizado posteriormente. Achei incrível na revisão, senti-me pessoalmente atingido, inclusive por uma espécie de identificação reversa em relação ao jornalista que, por anos, foi uma voz quase solitária em defesa do cinema aqui em nosso Estado... Ambivalente, em muitos sentidos. Adorei. Favorito! <3 (WPC>)
Sou amigo do realizador e, por conta de nossa intimidade, tinha diversas suspeitas de que o filme fosse tão bom, no sentido de que discordamos política e ideologicamente em níveis crassos. Assistindo ao filme, entretanto, fiquei impressionado não apenas com o excelente ritmo do mesmo (que homenageia o estilo de câmera frontal e planos longos de alguns filmes asiáticos recentes) mas principalmente com a sutileza da abordagem crítica de Fábio Rogério, que, ao filmar o entrevistado pitoresco como se estivesse fazendo uma exposição laudatória do arquivo titular, desmascara os meandros "inúteis" de um rico acervo transformado num fetiche caprichoso... Uma obra de mestre, que vai além dos limites geográficos de Sergipe! (WPC>)
Precisei rever este filme por motivos pessoais e achei-o primoroso: o tempo fez-lhe muito bem, em termos de legitimação do discurso crítico, manifesto de forma gritante nas entrelinhas da filmagem, na qual o personagem-titulo é quase um pretexto, uma demonstração de certa arrogância crítica paralisada num tempo nostálgico. Aplaudível, não se nega. Sobremaneira influente e dotado de certa lucidez, acrescento. Porém, rançoso e aparentemente desmotivado a perceber os clamores contrários ao seu redor: estava evidente que a condução das entrevistas não era laudatória. Um trabalho a ser analisado e revalorizado posteriormente. Achei incrível na revisão, senti-me pessoalmente atingido, inclusive por uma espécie de identificação reversa em relação ao jornalista que, por anos, foi uma voz quase solitária em defesa do cinema aqui em nosso Estado... Ambivalente, em muitos sentidos. Adorei. Favorito! <3 (WPC>)
Um filme ousado, que entre seus erros e acertos consegue traduzir muito bem uma especie típica dos nosso tempos.
Sou amigo do realizador e, por conta de nossa intimidade, tinha diversas suspeitas de que o filme fosse tão bom, no sentido de que discordamos política e ideologicamente em níveis crassos. Assistindo ao filme, entretanto, fiquei impressionado não apenas com o excelente ritmo do mesmo (que homenageia o estilo de câmera frontal e planos longos de alguns filmes asiáticos recentes) mas principalmente com a sutileza da abordagem crítica de Fábio Rogério, que, ao filmar o entrevistado pitoresco como se estivesse fazendo uma exposição laudatória do arquivo titular, desmascara os meandros "inúteis" de um rico acervo transformado num fetiche caprichoso... Uma obra de mestre, que vai além dos limites geográficos de Sergipe! (WPC>)