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Duração
Que Toinha não é uma baiana qualquer, isso fica evidente para quem a vê atrás do seu tabuleiro. O que muitos nem desconfiam é que é ela mesma quem fabrica o dendê que utiliza no preparo do acarajé que serve.
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Adentrei a sessão com a impressão de que desgostaria: alguns amigos recomendaram-me este curta-metragem de maneira transversal, enfatizando muito mais a sergipanidade sofrida da personagem que os méritos do filme em si. Para a minha surpresa, gostei muito do que vi. Incomodei-me com alguns aspectos da direção (que eventualmente rende-se a estratagemas televisivos, sobretudo na trilha musical), mas identifiquei-me bastante com a protagonista, projetei-me nela, senti o calor e todo o esforço desprendido na feitura do dendê. Quis comer aqueles acarajés (sem camarão, claro, pois sou vegetariano) e conhecer essa personagem tão impressionante da realidade. Uma lutadora, uma empreendedora de si mesma. Gostei muitíssimo, por razões assumidamente emocionais! (WPC>)