Dirigido por
Duração
Há décadas atuando na contramão da política de apagamento que incendeia e assombra a memória do cinema nacional, Eugenio Puppo revisita a formação de uma das mais notórias gerações de cineastas do país, explorando a estreita e inusitada relação entre uma encíclica papal e o surgimento do Cinema Marginal. Composto por um conjunto valioso de imagens de arquivo, o filme se torna uma verdadeira cápsula do tempo, capaz de fazer ecoar no presente (em um aceno direto para o futuro) as provocativas vozes e imagens de Reichenbach, Sganzerla, Mojica e tantos outros.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Uma das maiores virtudes e ao mesmo tempo um dos maiores defeitos do cinema brasileiro é que ele se leva a sério demais e há aqui neste registro uma boa amostra disso.
- ahh! que quentinho no coração ouvir e ver o sganzerla e o carlão falando sobre nosso cinema
- lindo de ver como os grandes nomes da época pagavam pau para o mojica
- por tudo que é dito no documentário que eu sempre valorizo e sempre vou achar o cinema brasileiro o melhor do mundo
- um cinema feito sem recursos, feito na luta, mas com muita criatividade e amor, na maioria das vezes apenas para gerar lucro suficiente para fazerem o próximo filme
Ansioso pra ver o cinema brasileiro nascer.
Eu costumo apregoar que tenho um problema renitente com os chamados "filmes de montagem", sobretudo no que diz respeito à questão da autoria reconstitutiva de fragmentos alheios, mas não tinha como eu ficar fascinado e apaixonado por este filme. Primeiro, porque o que consta como conteúdo é também uma pesquisa muito pessoal de minha parte; segundo, porque os depoimentos a que o diretor teve acesso são geniais; terceiro, porque é sempre maravilhoso rever estas seqüências magníficas de alguns de meus filmes favoritos. O adjetivo do título é utilizado de maneira duplamente satírica. Ótimo! (WPC>)