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O chefe do mercado negro das jóias quer contrabandeiar jóias para a União Soviética escondendo-as num molde ortopédico. Por uma confusão, as jóias vão parar no braço de um "simples cidadão soviético" Semyon Semyonovich Gorbunkov. Ele informa a milícia sobre isto e a milícia usa Gorbunkov como uma isca para capturar os criminosos.
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Um colega do Cazaquistão me indicou, vou procurar para assistir, parece interessante.
"Eu acho que toda pessoa é capaz de fazer muitas coisas. Mas, infelizmente, nem todos sabemos disso."
Muito bommm! Cultura em casa muito obrigada!
Andrei Mironov é incrivel
"Acho que deve-se acreditar em alguém só em último caso."
Braço de Diamante #BrilliantovayaRuka de #LeonidGayday Rússia,1968.
Você já viu uma comédia russa? E uma comédia russa dos anos 60? Eu nunca tinha visto e estou apaixonado pelo longa de Leonid Gayday, Braço de Diamante que inverte os filmes de espionagem e heróis para se tornar um filme original, engraçado e maluco, dessas comédias que usam e abusam do absurdo e pasmem o longa é inspirado em uma história real. Um grande mafioso quer contrabandear jóias raras e acaba colocando as preciosidades num braço engessado de um cidadão comum que está saindo em um cruzeiro de férias. Muitas reviravoltas e personagens ótimos povoam o longa que é um dos maiores sucessos da história da Rússia. Impagável.
#YuriNikulin #NinaGrebeshkova #AndreyMironov #AnatoliPapanov #CinemaRusso #CulturaEmCasa
Comédia soviética de enorme sucesso na URSS na época, “Braço de diamante” saiu em DVD no Brasil pela CPC-Umes Filmes numa cópia excelente, que comprova a qualidade dos filmes produzidos lá nas décadas de 60 e 70 (e infelizmente pouco visto no Brasil). Dividido em duas partes, com prólogo e epílogo, o filme é um pastelão afinado com crítica social – a primeira parte dura praticamente o filme inteiro, intitulada “Diamante que não se vê”, quando se apresenta o protagonista (o ótimo ator Yuriy Nikulin), um cidadão comum viajando num cruzeiro e se encontrando com diversos tipos no navio, dentre eles um impostor, e a partir tem-se início as aventuras com seu braço de diamante; e a segunda parte, nos minutos finais, quando os malfeitores tentam subtrair as joias do personagem principal.
Produzido pelo maior estúdio da Rússia, Mosfilm (ele ainda sobrevive), tem direção e roteiro de Leonid Gayday, realizador de comédias em tom farsesco, com aventura e um ritmo acelerado, muitas delas campeã de audiência na URSS, como “As 12 cadeiras” (1971, que teve diversas versões, inclusive uma brasileira, com Oscarito). “Braço de diamante” possui estrutura, narrativa e roteiro semelhante a “As 12 cadeiras”, sobre roubo de joias, uma espécie de farsa moderna que dialoga com o inusitado e o surreal, sem contar o elenco sendo repetido (como Yuriy Nikulin e Nina Grebeshkova, esposa do diretor na vida real).
Mistura gêneros, tem até números musicais cantados pelos próprios atores em cena e sequências inventivas – destaco a da pescaria e a do sonho, com uso estridente de filtros vermelhos. A trilha sonora é marcante, com ritmo frenético, do compositor Aleksandr Zatsepin, que compôs a de todos os filmes de Gayday.
Preste atenção nos detalhes desse roteiro anárquico, cheio de ciladas, corre-corre com espiões, que funciona bem – ele foi escrito por Gayday e dois roteiristas parceiros dele, Moris Slobodskoy e Yakov Kostyukovskiy.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web