Fantasia musical em Technicolor indicado em 2 categorias no Oscar: melhor trilha sonora e melhor som; no Globo de Ouro, mais 5 nomeações: melhor filme de comédia ou musical, melhor ator de comédia ou musical, Fred Astaire (1899-1987), melhor atriz de comédia ou musical, Petula Clark, melhor atriz coadjuvante, Barbara Hancock, e melhor revelação feminina, Barbara Hancock. O roteiro de E. Y. Harburg (1896-1981) e Fred Saidy (1907-1982) foi baseado em seu musical de 1947 com o mesmo nome.
Por causa de sua sátira ao racismo, este popular musical da Broadway de 1947 foi considerado um grande problema em Hollywood que os estúdios não tocariam nele a menos que tivessem permissão para mudar a estória. Este foi o último musical (não compilado) de Fred Astaire. Essa trama originalmente foi polêmica porque ousou enfrentar o racismo. Agora foi polêmico porque um dos personagens ficou com 'blackface' durante grande parte do show.
Petula Clark, que teve muitos discos de sucesso em francês e inglês, cantou sozinha na versão dublada em francês deste filme. Apesar de interpretar um duende, Tommy Steele tinha 1,70m. Estréia no cinema de Barbara Hancock. Último filme da atriz Phyllis Kennedy (1914-1998).
A sequência de créditos é uma das mais promissoras com aquelas lindas paisagens captadas no Panavision, mas o filme em geral é fraco. O conteúdo social e político do filme (principalmente o racismo) é impressionante, apesar da ingenuidade e da frieza da abordagem. Não é tão ruim quanto diz a lenda, mas o filme de Francis Ford Coppola, uma novidade em sua filmografia, dificilmente pode ser chamado de bom, talvez pela excessiva duração que tenha prejudicado um pouco os resultados.
Foi o cartão de visitas de Francis Ford Coppola para conseguir projetos maiores futuramente na carreira (incluindo, obviamente, "O Poderoso Chefão"), e já possui uma direção minimamente inventiva e uma produção bem executada em termos de construção de universo, tom e beleza dos cenários. Todavia, como é de praxe no gênero musical, "O Caminho do Arco-Íris" se perde eventualmente pela excessiva pieguice de algumas cenas, e mesmo quando o filme tateia um comentário crítico sobre a questão racial nos EUA, o tema soa enfraquecido - e até banalizado - pela leveza de tudo que o rodeia. Vale mais pela oportunidade de vermos Fred Astaire em um de seus últimos trabalhos.
Tentei com força gostar desse filme, mas Coppola não me agradou pela primeira vez. O trabalho de arte é impecável e passa perfeitamente a fantasia que deseja, no entanto, a eloquência pretensiosa Hollywoodiana, a utopia forçada do mundo maravilha, deixa a fita sem algum sentimento que nos ligue, ou seja, em alguma realidade emocional. Tudo é raso demais, parece filme feito para crianças. Isso talvez seja característica marcante dos musicais, mas alguns conseguem manter algum nível de interesse. Em minha opinião, “O Caminho do Arco-Íris” é uma película totalmente desgastante e foi uma luta terrível chegar pelo menos em sua metade.
Fantasia musical em Technicolor indicado em 2 categorias no Oscar: melhor trilha sonora e melhor som; no Globo de Ouro, mais 5 nomeações: melhor filme de comédia ou musical, melhor ator de comédia ou musical, Fred Astaire (1899-1987), melhor atriz de comédia ou musical, Petula Clark, melhor atriz coadjuvante, Barbara Hancock, e melhor revelação feminina, Barbara Hancock. O roteiro de E. Y. Harburg (1896-1981) e Fred Saidy (1907-1982) foi baseado em seu musical de 1947 com o mesmo nome.
Por causa de sua sátira ao racismo, este popular musical da Broadway de 1947 foi considerado um grande problema em Hollywood que os estúdios não tocariam nele a menos que tivessem permissão para mudar a estória. Este foi o último musical (não compilado) de Fred Astaire. Essa trama originalmente foi polêmica porque ousou enfrentar o racismo. Agora foi polêmico porque um dos personagens ficou com 'blackface' durante grande parte do show.
Petula Clark, que teve muitos discos de sucesso em francês e inglês, cantou sozinha na versão dublada em francês deste filme. Apesar de interpretar um duende, Tommy Steele tinha 1,70m. Estréia no cinema de Barbara Hancock. Último filme da atriz Phyllis Kennedy (1914-1998).
A sequência de créditos é uma das mais promissoras com aquelas lindas paisagens captadas no Panavision, mas o filme em geral é fraco. O conteúdo social e político do filme (principalmente o racismo) é impressionante, apesar da ingenuidade e da frieza da abordagem. Não é tão ruim quanto diz a lenda, mas o filme de Francis Ford Coppola, uma novidade em sua filmografia, dificilmente pode ser chamado de bom, talvez pela excessiva duração que tenha prejudicado um pouco os resultados.
Foi o cartão de visitas de Francis Ford Coppola para conseguir projetos maiores futuramente na carreira (incluindo, obviamente, "O Poderoso Chefão"), e já possui uma direção minimamente inventiva e uma produção bem executada em termos de construção de universo, tom e beleza dos cenários. Todavia, como é de praxe no gênero musical, "O Caminho do Arco-Íris" se perde eventualmente pela excessiva pieguice de algumas cenas, e mesmo quando o filme tateia um comentário crítico sobre a questão racial nos EUA, o tema soa enfraquecido - e até banalizado - pela leveza de tudo que o rodeia. Vale mais pela oportunidade de vermos Fred Astaire em um de seus últimos trabalhos.
Fiz cadastro, confirmei e-mail, cliquei em assistir o filme e não deu certo!
Amo!
Quantas saudades!
Tentei com força gostar desse filme, mas Coppola não me agradou pela primeira vez. O trabalho de arte é impecável e passa perfeitamente a fantasia que deseja, no entanto, a eloquência pretensiosa Hollywoodiana, a utopia forçada do mundo maravilha, deixa a fita sem algum sentimento que nos ligue, ou seja, em alguma realidade emocional. Tudo é raso demais, parece filme feito para crianças. Isso talvez seja característica marcante dos musicais, mas alguns conseguem manter algum nível de interesse. Em minha opinião, “O Caminho do Arco-Íris” é uma película totalmente desgastante e foi uma luta terrível chegar pelo menos em sua metade.