Conta a história de um rapaz judeu, Jakie Rabinowitz, que sonha em ser cantor de jazz. Para isso, ele tem que ir contra as tradições de sua família. Foi o primeiro filme falado a ser produzido na história do cinema mundial.
Filme revolucionário ao inserir a parte cantada e alguns diálogos pela primeira vez no cinema! A história do pai extremamente conservador e fanático religioso que espera que o seu talentoso filho o siga na escolha, enquanto este quer ser cantor de jazz é interessante e comovente. Bom filme!
O filme até propõe uma ideia interessante sobre essa relação simbólica da música como um proposito individual que se torna como cartase coletiva, mas tanto virtuosismo numa história bem Charles Dickens para no final contrapor judaísmo com... blackface.
Debaixo da estória basicamente pueril, um marco histórico para o Cinema: cantar para as novas audiências (filmes sonoros) ou se render às tradicionais (cinema mudo)? Pois o filme mostra (tanto no enredo como em si próprio) que seria possível a junção dos dois. Inevitável deixar de comentar o black face (e mesmo para a época, acho desnecessário, pois o próprio Jack se apresentava até então sem o uso do ofensivo artifício), mas como nos ensina o filósofo Thomas Kuhn, é muito fácil julgar as outras épocas com os olhos de agora, o importante realmente é não cometer os mesmos erros.
Por se tratar do longa representante do momento de transição do cinema mudo para o falado e usar a complexa tecnologia para época, o Vitaphone, Jazz singer merece seu lugar de destaque, já sua trama não é tão inovadora quanto sua precisão técnica e infelizmente a triste decisão do uso do black face manchou e muito esse trabalho, ainda mais tendo em vista questões sociais delicadas como o próprio judaísmo. Se eleva um e diminui o outro sem que tenham qualquer entrosamento. Não sou a favor da censura ou cancelamento, mas sim do olhar mais critico e questionador sobre o porque dessas obras terem sido concebidas de tal maneira.
"O Cantor de Jazz", de 1927, foi considerado o primeiro longa-metragem com falas e canto sincronizado em um disco de acetato — desde então, os filmes mudos foram perdendo a vez para os falados, que se tornaram a grande novidade. Foi estrelado por Al Jolson, May McAvoy, Warner Oland, e Yossele Rosenblatt, com Jolson sendo o primeiro ator a falar e cantar num filme, com sua voz gravada em seis músicas, todas utilizando banda sonora sincronizada.
Na época, "O Cantor de Jazz" teve significativa recepção e impacto junto ao público. Como a maioria das salas de cinema ainda não estavam preparadas para a projeção de filmes sonoros, o filme foi inicialmente exibido fora das grandes cidades em uma versão muda. Apenas no ano seguinte o filme foi exibido nacionalmente em sua versão falada e cantada.
A produção deste clássico é literalmente simples e modesta, mas sua realização não deixou de ser interessante para o conhecimento dos cinéfilos inveterados e crucial para o desenvolvimento da sétima arte. Por ser considerado o primeiro filme sonoro, "O Cantor de Jazz", no contexto geral, merece ser apreciado culturamente como relevante documento cinematográfico de cunho histórico.
Filme revolucionário ao inserir a parte cantada e alguns diálogos pela primeira vez no cinema! A história do pai extremamente conservador e fanático religioso que espera que o seu talentoso filho o siga na escolha, enquanto este quer ser cantor de jazz é interessante e comovente. Bom filme!
O filme até propõe uma ideia interessante sobre essa relação simbólica da música como um proposito individual que se torna como cartase coletiva, mas tanto virtuosismo numa história bem Charles Dickens para no final contrapor judaísmo com... blackface.
Debaixo da estória basicamente pueril, um marco histórico para o Cinema: cantar para as novas audiências (filmes sonoros) ou se render às tradicionais (cinema mudo)? Pois o filme mostra (tanto no enredo como em si próprio) que seria possível a junção dos dois. Inevitável deixar de comentar o black face (e mesmo para a época, acho desnecessário, pois o próprio Jack se apresentava até então sem o uso do ofensivo artifício), mas como nos ensina o filósofo Thomas Kuhn, é muito fácil julgar as outras épocas com os olhos de agora, o importante realmente é não cometer os mesmos erros.
Por se tratar do longa representante do momento de transição do cinema mudo para o falado e usar a complexa tecnologia para época, o Vitaphone, Jazz singer merece seu lugar de destaque, já sua trama não é tão inovadora quanto sua precisão técnica e infelizmente a triste decisão do uso do black face manchou e muito esse trabalho, ainda mais tendo em vista questões sociais delicadas como o próprio judaísmo. Se eleva um e diminui o outro sem que tenham qualquer entrosamento. Não sou a favor da censura ou cancelamento, mas sim do olhar mais critico e questionador sobre o porque dessas obras terem sido concebidas de tal maneira.
"O Cantor de Jazz", de 1927, foi considerado o primeiro longa-metragem com falas e canto sincronizado em um disco de acetato — desde então, os filmes mudos foram perdendo a vez para os falados, que se tornaram a grande novidade. Foi estrelado por Al Jolson, May McAvoy, Warner Oland, e Yossele Rosenblatt, com Jolson sendo o primeiro ator a falar e cantar num filme, com sua voz gravada em seis músicas, todas utilizando banda sonora sincronizada.
Na época, "O Cantor de Jazz" teve significativa recepção e impacto junto ao público. Como a maioria das salas de cinema ainda não estavam preparadas para a projeção de filmes sonoros, o filme foi inicialmente exibido fora das grandes cidades em uma versão muda. Apenas no ano seguinte o filme foi exibido nacionalmente em sua versão falada e cantada.
A produção deste clássico é literalmente simples e modesta, mas sua realização não deixou de ser interessante para o conhecimento dos cinéfilos inveterados e crucial para o desenvolvimento da sétima arte. Por ser considerado o primeiro filme sonoro, "O Cantor de Jazz", no contexto geral, merece ser apreciado culturamente como relevante documento cinematográfico de cunho histórico.