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Duração
Na Aldealseñor, uma aldeia de Soria, restam hoje 14 habitantes. São a última geração da habitantes da cidade. Hoje, a vida continua. Em breve, vai extinguir-se sem deixar testemunhas. Os vizinhos da aldeia e o pintor Pello Azteka, que está se tornando cego, partilham algo: as coisas começaram a desaparecer diante dos seus olhos. A diretora, a última criança a nascer nessa vila, volta às suas origens e assiste a esse final, ao mesmo tempo que procura recuperar a primeira imagem do mundo: a da infância.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
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Tempo: esse bicho selvagem que fingimos domesticar nas paredes. Manso e rude. E belo porque assim é, tal como este filme. Uma poesia sobre a memória, essa coisa inefável que vive nas raízes das árvores, nas cabeças, nas pedras que formam as casas, nas pinturas, no preto das fotografias manchadas, nas cruzes fincadas na terra e nas águas, parente mais próxima do: tempo.
na aldeia de Aldealseñor, além dos habitantes, as paisagens falam...
e tinham rostos naquelas árvores
"Viver-se sem a sombra do problema; com a sabedoria da vanidade de tudo. E nem por isso de forma mais esquizofrênica. Sem o lance existencial. A passagem do tempo não perturba, e não sabemos se por se estar perto do fim. O fato é que, bem pesadas as coisas, estamos sempre perto do fim. O que nos escapa quase sempre é este apaziguador silêncio primordial. O do ser das coisas; o das coisas a ser."
Não tenho nem palavras para descrever o quão belo é este filme.