Em um dia frio de inverno, Sergey Sobolev, major de polícia, está dirigindo para o hospital onde sua esposa está prestes a dar à luz. O misto de nervosismo e felicidade faz com que ele dirija rápido demais e acabe atropelando um menino que caminhava pela calçada. Agora, ele tem duas opções: ir para a cadeia ou ocultar o crime. Sobolev decide apelar para a ajuda de um colega. Mas o caso acaba por se complicar e logo o major descobrirá que, quando se cruza certos limites, não existe caminho de volta. Selecionado para a Semana da Crítica do Festival de Cannes 2013.
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Um filme que, apesar da frieza, trata de maneira humana um grande dilema moral e ético: O que você faria se tivesse que escolher entre a vida de um ente querido e a de um desconhecido? Aqui esse questionamento é feito mostrando uma espiral de acontecimentos infelizes, que ocorrem como em um efeito dominó. O longa ainda pincela críticas á um comportamento miliciano de alguns órgãos policias, que amedronta mais do que protege.
Tecnicamente o filme também não deixa a desejar, com uma fotografia tão gélida quanto ás paisagens russas, além de uma trilha sonora muito bem colocada. Trilha que foi composta pelo próprio diretor Yuri Bykov, que também atua no filme, demonstrando competência nas três funções. Denis Shevod , Ilya Isaev e Irina Nizina, que completam o elenco também estão muito bem.
Talvez o único ponto questionável do longa, o que não é exatamente um demérito, foi ter mirado no suspense policial, com uma trama sobre corrupção e impunidade, e acertado no drama de auto-conhecimento, como um estudo de caráter, abordando a hipocrisia de julgar alguns atos de crueldade das outras pessoas, sem se colocar no lugar delas, ou colocando-se de maneira leviana.
No fim ainda se instaura um ar de aleatoriedade na história, semelhante com o que acontece em Onde os fracos não tem vez (No Country for old Men), e que pode incomodar alguns espectadores. Enfim, Mayor faz jus aos 99 minutos investidos nele, o que justifica o belo caminho que fez nos festivais do ano passado. Um inesperado achado do cinema russo, que com certeza merece ser visto.
gostei
Esperava mais, muito mais do filme.Deixou muito a desejar...
Legenda:
http://www.opensubtitles.org/pb/subtitles/5723744/mayor-pb
Não é exuberante como Leviatã (concorrente ao Oscar de Filme Estrangeiro, 2014), mas como aquele também trata de corrupção - no caso, policial - na Rússia. Apesar do frio, da neve, da paisagem invernal, não por esses fatores, claro, mas pelas situações em que os personagens se envolvem, é impossível não se lembrar do que se passa em muitas corporações policiais brasileiras. Tão corruptas e ou violentas quanto as russas. Vale a pena dar uma olhada, além disso não é um filme tão longo assim.