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O diretor Sylvio Back retoma agora em documentário o tema de seu segundo longa-metragem ficcional, “Guerra dos Pelados” (1970). Com o inédito relato de trinta médiuns em transe, articulado ao memorial sobrevivente e à polêmica de especialistas, “O Contestado - Restos Mortais” resgata uma das maiores epopéias do país, a Guerra do Contestado (1912-1916). Envolvendo milhares de civis e militares, o episódio conflagrou Paraná e Santa Catarina por questões de fronteira e disputa fundiária, mesclado à irrupção de um levante messiânico de grandes proporções.
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história do brasil nas telonas...
Na sua estreia oficial no Festival de Cinema de Gramado, em 2010, este documentário do veterano Sylvio Back deve ter batido todos os recordes de gente dormindo e/ou saindo da sala de cinema no meio da exibição. E não sem motivo: "O Contestado" é um documentário frio, excessivamente didático e insuportavelmente longo sobre um fato pouco conhecido da história brasileira, a Guerra do Contestado, disputa territorial entre os Estados de Santa Catarina e Paraná no começo do século passado.
Se o assunto em si deve interessar a pouquíssima gente, imagine ver um documentário de 2h35min preenchidas com um zilhão de repetitivas entrevistas com historiadores, pesquisadores e gente comum que vive na região onde aconteceu o conflito. Todos falam mais ou menos a mesma coisa, e sem muita contextualização histórica, assumindo que espectador já sabe tudinho a respeito da história do Brasil ao entrar no cinema. É difícil agüentar sem dormir o preciosismo do diretor Back, que demonstra o entusiasmo de um professor de história, mas sem conseguir cativar os alunos (ou espectadores).
Para piorar, o diretor ainda comete a façanha de intercalar os depoimentos e imagens históricas com inacreditáveis intervenções de 30 médiuns EM TRANSE, supostamente recebendo OS ESPÍRITOS DAS VÍTIMAS DO CONFLITO!!! Você não leu errado: um documentário que era para ser sério traz DEPOIMENTOS DE ESPÍRITOS, transformando-se automaticamente em piada. A não ser, claro, que você acredite em vida após a morte, e mesmo assim há de convir que misturar espiritismo com história não é ideia das mais brilhantes.
Bom; a capa me lembrou o CD Paranoid, do Black Sabbath.