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Duração
José Celso Martinez Corrêa volta do exílio e forma um coro de atores de diferentes lugares e várias origens para a reabertura do Teatro Oficina, em São Paulo. Ainda na ditadura, este grupo muito diverso, com fortes influências indígenas e do candomblé, se depara com uma falsa ideia de liberdade e é duramente reprimido e proibido de trabalhar.
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Num primeiro impulso, fica a impressão de que não gostei tanto do filme quanto o farei aqui parecer: há algo de convencional em sua montagem e a estrutura é televisiva. No cotejo com outros trabalhos sobre o Teatro Oficina, talvez ele não seja tão efusivo, espalhafatoso... Porém, temos aqui um compartilhamento íntimo de experiências: a diretora fez parte do grupo titular e promove um reencontro interessantíssimo entre atores que eram/são também cúmplices de vida. E, à medida que eles revivem situações do passado, encontram fotografias e filmagens, emocionamo-nos juntos. Como sou sergipano, tocou-me intimamente o fato de que membros do grupo foram aprisionados aqui, onde moro. Idem para a situação em que eles interagem com o artista Arthur Bispo do Rosário, que foi internado por causa de sua esquizofrenia. Tive o privilégio de assistir ao filme numa sessão com debate, e fiquei encantado perante a sensibilidade e inteligência da diretora. Se o filme em si não me atraiu por completo, o que está relacionado a ele (e que emana dele) excitou-se bastante: foi ótimo entrar em contato com este universo de brasilidade originária e subversiva! (WPC>)