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Data de lançamento
9 Set. 1990Duração
Twilight do diretor húngaro György Fehér é uma viagem assustadora e hipnotizante na escuridão. Embora adaptado do romance It happened in broad daylight, do escritor Friedrich Durrenmatt, difere bastante de outras interpretações para o cinema da história, com Fehér criando uma atmosfera sedutora e opressiva em torno de um detetive obcecado em descobrir a identidade de um assassino de crianças viajando através do interior da Hungria.
O mesmo romance foi adaptado por Sean Penn sob o titulo de The pledge, e por Ladislao Vajda em Aconteceu em plena luz do dia.
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10.02.2009
Muito pesado =/
György Fehér é mais conhecido por ter trabalhado com Bela Tárr em algumas de suas obras mais famosas. Ele foi produtor em "Sátántangó" e escreveu parte dos diálogos em "Werckmeister Harmonies."
"Szürkület" é seu penúltimo filme, sendo o primeiro que assisti dele. Porém, posso dizer com 100% de certeza que esse foi um dos poucos filmes que assisti na vida que beiram à perfeição. Tudo aqui é importantíssimo, sem nenhum tipo de desperdício. Seu plot é bem simples, e envolve a investigação de um assassino de crianças no interior da Hungria, conduzido por uma direção magnífica de Fehér. Inclui-se uma fotografia p&b belíssima, enquadramentos extremamente longos e uma lentidão tensa e atmosférica que carrega o filme nas costas, que até a maneira dos personagens dialogarem é excentricamente lenta. Como a lentidão da névoa opressiva que assombra quase 95% dos planos do filme.
A trilha sonora também é algo que gostaria de ressaltar. Por mais que consiste em um "cue" musical, dividido em curtas seções, toda vez que parte composta por canto gregoriano tomava conta de uma cena que servia ou como uma forma de "interlúdio" ou transição entre cenas, simplesmente me arrepiava. Simples, porém efetivo. E muito belo.
Definitivamente, não é um filme para todos. É dificílimo pra mim falar dessa obra, porque estou escrevendo isso minutos depois de ter assistido e estou sem palavras. Mas, sem dúvida, me considero marcado profundamente pela beleza dessa obra.
Uma história misteriosa com a característica marcante do cinema do Tárr Béla que são enquadramentos amplos com cenas exaustivamente longas. O filme contempla a beleza de um mistério e da obsessão do detetive em descobrir a identidade do assassino.
György Fehér já trabalhou junto com Béla Tarr em produções posteriores, portanto a impressão de estar mergulhado numa obra do próprio diretor é muito grande aqui. A trama que envolve um assassino de crianças é contada de forma simples, mas a experiência que eu senti foi intensa. Aquela câmera passeando sem pressa sobre a densidade da névoa e das sombras somado aos acordes da única faixa da trilha sonora foi uma sensação que não dá pra explicar tão facilmente.