Consumidores amam – e não podem viver sem – seus smartphones, tablets e laptops. Uma miríade de novos dispositivos inunda o mercado prometendo ainda mais comunicação, entretenimento 24h por dia e informação instantânea. Mas essa revolução tem seu lado negro. De funestas condições de trabalho na China a famílias intoxicadas em NY e aos corredores ultra-tecnológicos do Vale do Silício, o filme revela como até o menor aparelho eletrônico carrega custos fatais para o meio-ambiente e para nossa saúde.
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O Custo da Vida Digital - Death by design - EUA - 2016 - visto no dia 17.09.20
Filme extremamente necessário, importante para debate, reflexão, análise e até denúncia à grandes corporações de tecnologia que não tem compromisso social, ambiental. Aqui mostra a realidade nua e crua de empresas de renome, influência no mercado mundial de eletrônicos, serviços digitais que não tem ética profissional e ambiental, igual: A
mãe que teve um filho deficiente por não ser orientada que estava exposta e trabalhando com produtos químicos danosos ao corpo humano no periodo de trabalho todo dia.
IBM
nunca tive ideia do histórico de escravidão na qual trata os seus funcionários na produção de componentes eletrônicos na China. Claro que temos a ideia da escravidão intensa na China e sua desigualdade social mas a empresa de tecnologia envolvida nesses crimes realmente
como suicídio, trabalho escravo sem uma remuneração adequada, sem férias, sem as condições básicas que todo funcionário precisa, sendo tratados e explorados como lixo.
para completar tem os despejos ilegais de substâncias, produtos químicos diversos em meio ao rio, a natureza, destruindo o solo, qualidade da água, vida dos animais, população local, além de outros ecossistemas vivos.
pessoas que ficam doentes e com câncer muitas vezes. Pessoas de diversas idades, crianças e idosos vulneráveis expostas.
protótipo de PC feito de madeira e essa preocupação em usar produtos de equipamento eletrônico mais
quanto as pessoas usam celulares e aparelhos eletrônicos, tem gente que diz que troca celular a cada semestre e cada ano.
Foxconn
Nota: 9,0
"Como nossos aparelhos eletrônicos são feitos e desfeitos é sujo e perigoso."
O Custo do Vício Digital #DeathByDesign de #SueWilliams EUA,2016.
Melhor e complementar a O Dilema das Redes, o documentário de Sue Williams é de 2016. Se você está agora utilizando para ler essas palavras um aparelho da Apple, você tem sangue nas mãos. Samsung, IBM e outras empresas também são personagens desse filme imperdível e urgente sobre a febre do mundo virtual. A assassina Apple é a principal responsável pela contaminação do
solo chinês que já chega a 20% de todo o território do país. Essas e outras tragédias (suicídios, mortes por câncer, rios completamente contaminados) são obras das empresas americanas da indústria de eletrônicos. O longa faz uma incrível reflexão sobre a necessidade de termos novos produtos nas mãos e de como empresas como a Apple fazem atrocidades para que seus lucros não diminuam, custe o que custar. Assistir esse filme na sequência do novo documentário da Netflix sobre as redes sociais é um prato cheio para pensar um pouco antes de comprar seu novo produto eletrônico. O longa também fala com micro empresas que tentam fazer um reúso desse lixo eletrônico para criar novos aparelhos ao invés de descartá-los, sem sucesso essas empresas são engolidas pela mídia em massa dos Steves Jobs da vida. Fim do mundo. O longa está disponível gratuitamente na Mostra Ecofalante.
#Documentário
Descobri que nem o touch screen é inocente. Os caras que fabricam celulares utilizam um elemento chamado óxido de índio com estanho e mais um produto altamente tóxico no polimento.
Da exploração, extração a fabricação, todos os aparelhos da era digital são os piores inimigos do meio ambiente. Os celulares nascem de uma das piores degradações, jamais vistas, contra o meio ambiente, contra a natureza, contra o planeta. E o pior, o descarte destes mesmos celulares perpetua o ciclo de destruição.
São mais de 5 bilhões deles... é o aparelho mais consumido no mundo. O maior e pior poluidor, destruidor das águas.
Não sei o que expressar sobre o lago de chorume tóxico resultante da fabricação, considerado o maior do mundo, fica na China, que tem mais de 20 km de extensão, 30 metros de profundidade e nenhuma vida. É um cenário apocalíptico. O segundo maior depósito de chorume tóxico do mundo fica no Vale do Silício -EUA, só que lá os caras enterraram e tá rolando mt problema...
Podemos dizer adeus ao planeta se continuarmos neste ritmo, é sério, não tem como reverter, nem mesmo com a tecnologia salutar contemporânea. Teria que parar tudo, exploração, produção radicalmente, imediatamente e encontrar meios de reverter, o que poderia levar mais de um século.
É deplorável e assustador todo esse processo da era digital... O que fizemos deste tempo que é o nosso?
O documentário, especificamente não é uma produção inovadora, a sua função é investigar, pesquisar e denunciar, e cumpre mt bem o seu papel, pois, informa o ouvinte, o telespectador do que acontece e ainda o deixa curioso, fazendo-o pesquisar sobre o assunto. O assunto, o tema é por demais de pertinente e urgente.
As questões que ficam é, precisamos acabar com a obsolescência programada dos produtos eletrônicos. Precisamos encontrar tecnologias que não promovam tanta e abominável agressão ao planeta.
Seria mt bom ter uma continuação investigativa, passados estes 4 anos de lançamento do documentário, fazer uma produção, neste momento, neste contexto pós pandemia, agravamento das crises ambientais, descompassos políticos e disputa ferrenha entre China e EUA pela hegemonia de mercados... e suscitar maiores reflexões humanísticas, filosóficas, sociais sobre o tema. O assunto é mt rico e necessário.