Goh é um apostador apaixonado, mas um pai desocupado, e tanto sua esposa Yoshiko quanto os familiares desistiram dele. No entanto, existe uma coisa pela qual Go sempre se dedicou profundamente: filmes. Ele e Terashin, dono de um cinema especializado em clássicos, são velhos amigos desde os tempos em que trabalhavam num estúdio. Na juventude, Goh e seus colegas passavam cada momento perseguindo seus sonhos, cercados por grandes diretores e estrelas famosas que representavam a era de ouro do cinema japonês. Entretanto, quando Goh e Terashin se apaixonaram pela mesma garota, as rodas do destino entraram em colapso.
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Assisti em 24/10/22 na 46ª Mostra Internacional de Cinema de SP.
Como pode este cineasta ter realizado mais de noventa filmes e eu nunca ter visto nada dele? Para piorar, a longa duração do filme intimidou-me um pouco. Erros meus, ambos. O filme é divertidíssimo, demonstrando que o epíteto de "cineasta da simplicidade" não é gratuito. Trata-se de um drama bastante leve, que translada para o Japão as fórmulas caprianas (referência assumida pelos personagens, inclusive). Há alguns problemas de narrativa, no vai e vem dos flashbacks, e o protagonista incomoda pelo modo um tanto rude com que trata as suas parentas, mas os triângulos amorosos imbricados são fofinhos. O enredo é gostoso de ser acompanhado e as interpretações são desenvoltas. Um filme muito gracioso e simpático, que homenageia as especificidades da cinematografia nipônica de maneira encantatória: viva os amantes populares de Ozu! (WPC>)