Durante as gravações do filme "The Survivors", em Portugal, uma equipe de cinema passa por uma série de dificuldades, dentre elas a película e o orçamento que se esgotam antes mesmo de concluírem as filmagens. Além disso, o produtor desaparece, abandonando a todos do set por tempo indeterminado.
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Vencedor do Leão de Ouro e do prêmio da Federação Internacional de Críticos de Cinema no Festival de Veneza. Era o único filme, dos antigos do diretor, que eu ainda não havia assistido. Há anos eu guardava para ver em algum momento, apesar de achar que está muito aquém das maiores obras do diretor, tem seus grandes momentos. Primeiramente sou suspeito para falar do Patrick Bauchau, que eu amo desde adolescente por causa de uma série que assistia com ele, e na minha opinião ele carrega o filme nas costas. As cenas do filme que ele está gravando são maravilhosas, o estilo retro-futurista faz a gente querer que o Wenders tivesse realmente feito algo assim. Há criticas ao cinema pipoca americano por todos os lados. Há personagens chatos também, que parecem não acrescentar muito, mas adoro esse ritmo lento com várias coisas mal contadas nas entrelinhas. A maior parte do elenco foi emprestada de outro filme (The Territory do diretor Raúl Ruiz) enquanto rodavam em Portugal. Definitivamente um tipo de filme que não se faz mais hoje em dia, infelizmente. Quando começou a tocar X no carro fui teletransportado direto para a minha adolescência, uma banda que fazia anos que não escutava.
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Em um diálogo, que sequer tenta disfarçar sua natureza metalinguística, o diretor do filme é confrontado sobre a importância da história. Um filme sem história seria uma casa sem paredes. Sua resposta é de que o espaço entre os personagens dariam conta da sustentação dessa "casa".
Mas, Wim Wenders, para isso, os personagens precisam ser minimamente interessantes.
Apesar do status cult e experimental as obras de Wenders tem sua importância para o cinema mas em sua maioria são filmes difíceis de se gostar. Esse aqui apesar da bela fotografia em preto e branco é lento demais e não envolve tanto assim.
Um dos projetos mais experimentais de Wenders.Não deixando de ser uma homenagem ao cinema e a sua carreira.Já ensaiava momentos para "Paris,Texas".
>Assistido em 19 de Agosto de 2022
-Dou nota 7/10
É sobre a inércia que move o cinema ou as pessoas. A falta de ação proposital incomoda como é comum nos filmes de Wenders mas é inegável seu poder imagético enquanto o diretor discute o futuro ou o fim daquilo que conhecemos como cinema autoral. Talvez a analogia mais válida seja a comparação com Rastros de Ódio sob o olhar de um parâmetro de algo que está deslocado em tempo e espaço. Basicamente como nós cinéfilos atualmente. Grande citação de Dentro da Noite de Raoul Walsh, um dos bons filmes deste diretor um tanto esquecido pelo tempo.