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Um músico francês, Stéphane, anda pela Roménia em busca de uma cantora cigana, que apenas conhece pela voz, graças a umas cassetes que o seu pai ouvia obsessivamente antes de morrer. Chega a uma aldeia cigana e tenta falar com um velho, apesar de não falar a língua e de não ser entendido na sua. O velho acaba por o hospedar em sua casa e Stéphane mergulha no universo cigano que desconhecia em absoluto. A aldeia adota-o e Stéphane conhece Sabina, uma cigana que viveu na Bélgica e que começa a desconfiar do "estrangeiro louco".
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SENSACIONAL!!!
Explosão cultural, numa história divertida, louca e contagiante de se acompanhar.
Favorito fácil!!!!
Esse filme tem a capacidade incrível de transitar entre a comédia e o drama de forma impecável. Aceitar e respeitar a alteridade pode abrir e ampliar nossas visões de mundo e, inclusive, pode nos transformar. No entanto, ao enxergar o outro pelas lentes do preconceito e da intolerância, vemos uma realidade por demais distorcida, motor para as mais nefastas formas de violência e segregação. Esse filme é um bom exemplo disso.
Stephane (Romain Duris), um parisiense, viaja para a Romênia em busca de uma cantora cigano que era estimada por seu falecido pai. Ele é acolhido e tratado como um filho por Izidor (Isidor Serban), o chefe de uma pequena comunidade cigana. Esse ancião é um músico com um verdadeiro entusiasmo pela vida. Ele leva Stephane junto com ele quando toca em vários encontros e celebrações. Logo O Estrangeiro Louco, como é chamado, se apaixona por Sabina (Rona Hartner), uma dançarina de espírito livre que deixou o marido. Então, Stephane testemunha, em primeira mão, a violência dos romenos quando expressam toda a força de sua fúria contra a comunidade cigana. Gadjo Dilo é o último de uma trilogia de filmes ( The Princes , Latcho Drom ) de Tony Gatlif sobre a cultura cigana. Essa é uma joia transcultural com insights sobre os rituais, música e dança desse povo. O filme também é um estudo maravilhoso da prática espiritual da hospitalidade. Izidor dá a Stephane o espaço que ele precisa para encontrar o que procura na música e em seu relacionamento com Sabina. O encontro entre diferentes, é bom lembrar, muda tanto um quanto o outro; a magia está em saber exercer a alteridade, o que não é algo fácil...
Filme que conquista! Ele tem um ar de cult, daqueles europeus meio conceituais, mas ao mesmo tempo vai se desenrolando e se mostrando incrivelmente acessível. Os personagens são muito bem construídos e faz com que a gente se importe com eles. A cena do choro no bar, pra mim, é a melhor de todas. Memorável. Pra se ver mais de uma, duas, três, quatro... quantas vezes quiser.
Poxa queria muito ver.. mas tá difícil de achar :/