Ariane está mais solitária do que nunca em sua bela casa. É seu aniversário e as velas estão acesas. Mas os convidados ligaram e pediram desculpas... Ninguém pôde vir à festa. Assim, Ariane decide entrar em seu lindo carro de simplesmente fugir.
O diretor francês Robert Guédiguian, natural de Marselha, costuma filmar seus trabalhos em sua terra natal, aproveitando as inúmeras e belas locações da cidade, como praias, canais de água, castelos, lagoas e a arquitetura rústica. Veterano, dirigiu essencialmente dramas familiares, como “Armênia” (2005), “As neves do Kilimandjaro” (2011) e “Uma casa à beira-mar” (2017), e em muitos de seus filmes (ele também é roteirista e produtor) escala a esposa, a atriz Ariane Ascaride, com quem é casado desde 1975. “O fio de Ariane” (2014) é um deles, mas aqui uma comedinha leve, quase um romance água com açúcar, longe dos tradicionais filmes sobre crise e reencontros entre familiares distantes. Tudo começa com uma mulher solitária que se decepciona quando nenhum dos convidados aparece em sua casa para seu aniversário. Troca a festinha por uma viagem de carro, sozinha, sem destino, para explorar Marselha, e a cada parada encontra-se com pessoas diferentes adotando um novo estilo de vida. Será uma jornada para revisão de sua vida, assim como de lembranças e perspectivas futuras. Daí o significado do título do filme, “O fio de Ariane”, uma metáfora sobre revelações interiores, relacionada ao “fio de Ariadne” da mitologia, da princesa Ariadne, filha do rei de Creta, Minos, que entrega um novelo de linha mágico ao seu amor, Teseu, para que ele não se perca no labirinto do Minotauro. A ideia do fio é o do despertar da consciência, para o enfrentamento das dificuldades. Há momentos deliciosos no filme, como um amigo cágado que conversa com Ariane, sem contar as lindas locações por Marselha. E Ariane é uma atriz boa e carismática – ela pode ser vista em outros filmes do marido, “Marius e Jeannette” (1997), “A cidade está tranquila” (2000) e “O mundo de Gloria” (2019). Em DVD pela Imovision e disponível no Reserva Imovision, streaming da distribuidora Imovision.
O que não falta é maluco nessa bagaça: o chofer, o camaronês Marcial, a própria Ariane... Raphaël, ou o diretor(este deixando a Côte D'Azur preocupada). Mas é bonita a estória em muitos trechos e, posso lhe garantir, melhor que os 𝑏𝑙𝑜𝑐𝑘𝑏𝑢𝑠𝑡𝑒𝑟𝑠 com que por aí se topa.
Totalmente inesperado o final pra mim, achei um filme interessante pra assistir. Deu para passar o tempo, ouvir umas músicas francesas ao fundo e uma bela fotografia!
O diretor francês Robert Guédiguian, natural de Marselha, costuma filmar seus trabalhos em sua terra natal, aproveitando as inúmeras e belas locações da cidade, como praias, canais de água, castelos, lagoas e a arquitetura rústica. Veterano, dirigiu essencialmente dramas familiares, como “Armênia” (2005), “As neves do Kilimandjaro” (2011) e “Uma casa à beira-mar” (2017), e em muitos de seus filmes (ele também é roteirista e produtor) escala a esposa, a atriz Ariane Ascaride, com quem é casado desde 1975. “O fio de Ariane” (2014) é um deles, mas aqui uma comedinha leve, quase um romance água com açúcar, longe dos tradicionais filmes sobre crise e reencontros entre familiares distantes. Tudo começa com uma mulher solitária que se decepciona quando nenhum dos convidados aparece em sua casa para seu aniversário. Troca a festinha por uma viagem de carro, sozinha, sem destino, para explorar Marselha, e a cada parada encontra-se com pessoas diferentes adotando um novo estilo de vida. Será uma jornada para revisão de sua vida, assim como de lembranças e perspectivas futuras. Daí o significado do título do filme, “O fio de Ariane”, uma metáfora sobre revelações interiores, relacionada ao “fio de Ariadne” da mitologia, da princesa Ariadne, filha do rei de Creta, Minos, que entrega um novelo de linha mágico ao seu amor, Teseu, para que ele não se perca no labirinto do Minotauro. A ideia do fio é o do despertar da consciência, para o enfrentamento das dificuldades.
Há momentos deliciosos no filme, como um amigo cágado que conversa com Ariane, sem contar as lindas locações por Marselha. E Ariane é uma atriz boa e carismática – ela pode ser vista em outros filmes do marido, “Marius e Jeannette” (1997), “A cidade está tranquila” (2000) e “O mundo de Gloria” (2019). Em DVD pela Imovision e disponível no Reserva Imovision, streaming da distribuidora Imovision.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
Tem atmosfera alto astral...e alguns bons momentos mas no conjunto o resultado soa irregular.
O que não falta é maluco nessa bagaça: o chofer, o camaronês Marcial, a própria Ariane... Raphaël, ou o diretor(este deixando a Côte D'Azur preocupada). Mas é bonita a estória em muitos trechos e, posso lhe garantir, melhor que os 𝑏𝑙𝑜𝑐𝑘𝑏𝑢𝑠𝑡𝑒𝑟𝑠 com que por aí se topa.
Totalmente inesperado o final pra mim, achei um filme interessante pra assistir. Deu para passar o tempo, ouvir umas músicas francesas ao fundo e uma bela fotografia!
Tartaruga roubando a cena <3
Fantasia e realidade. A vida contemplada através da arte, enobrecendo cenários. A musicalidade no linear do enredo, encanta. Bom filme!