Jos Stelling dá um clima de tensão e claustrofobia a partir da obsessão de um homem solitário por uma mulher. Ele vive isolado numa estação de trem, praticamente deserta, onde uma viajante desce desavisadamente, pensando ser seu ponto de chagada. Os trens param ali raríssimas vezes, assim ela é obrigada a conviver com aquele estranho que nunca teve contato íntimo com uma mulher. A presença dela destrói o equilíbrio pessoal que ele havia construído durante anos, formando um trampolim para vários acontecimentos humorísticos e dramáticos. Esse filme de Stelling recebeu o Prêmio do Público da 10ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
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Minha mãe ficou super decepcionada com a cadência silenciosa e um tanto machista desta obra, e eu admito que não mergulhei o suficiente nesta análise silenciosa e mui caprichada do ciúme do homem tornado paranóico pela solidão. Possui uma atmosfera exótica e talvez não tenha envelhecido muito bem, mas o clima lúgubre de seu desfecho é muito bonito. Numa revisão, talvez o aprecie melhor... (WPC>)
Assisti na época de estréia aqui no Brasil. Gostaria de assisti-lo novamente...
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Achei o filme bacana, apesar do ritmo lento a história inicialmente é boa, da metade pro final muda o tom, mas continua legal. Fala de solidão, relações, e como já disseram de obsessão. Não esperava muito e acabei gostando.
- O filme de Jos Stelling de 1986 –é sensível, poético, e apesar do aspecto solitário e inóspito nos leva a auto-reflexão acerca de como são formada e mantidas as relações; amorosas, de amizade, como processamos a interferência delas em nossas próprias transformações. E arrebatador porque desconstrói visões poéticas das relações.