Em um futuro alternativo, Japão dos anos 90 ainda está envolvido na II Guerra Mundial, o conflito durou quase meio século. Dizimados por bombardeios diários, as cidades são escombros e o unico prédio que restou é a Estação Media, uma produção de TV e um centro de difusão, que prevê o país com a sua única fonte de escapismo de entretenimento. Trabalhando como assistente de produção na Estação Media, Izawa vive sozinho em um bairro pobre e pensa em suicídio diariamente. Sua vida começa a parecer um pouco menos sombria, quando ele descobre que a mulher do vizinho, Sayo, escondida em seu quarto. Logo um estranho tipo de relação se desenvolve entre estas duas almas profundamente solitárias.
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É um filme muito esquisito, parece que uma pintura do Salvador Dalí ganhou vida e uma história distópica de fundo. Sendo o herdeiro do Osamu Tezuka, consigo entender porque alguém tentaria abandonar convenções na sua criação artística dessa forma. Começa como um conto lento e depressivo e se transforma em uma erupção surrealista pop-lisérgica. O final me lembrou muito Paprika.
Dos filmes mais esteticamente bonitos que já vi, mas não é para todos. Especialmente para quem não gosta de ficar sem saber o que absorveu de um filme. Eu ainda não sei, mas amei.