A cadeia se torna um ringue quando oito prisioneiros disputam um campeonato internacional. O prêmio para o campeão é a liberdade e muitos dólares para o bolso dos organizadores. Scott Adkins volta como Boyka, o furioso russo especialista em artes marciais, pronto para tirar sangue dos adversários.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
"Deus me deu um dom. Apenas um. Eu sou o lutador mais completo do mundo." (Boyka - Lutar é seu sacerdócio)
"Improvise, adapte-se, supere." (O lema dos fuzileiros navais americanos trazido por Turbo; torna-se o mantra de sobrevivência de Boyka no clímax)
Arco: Queda → Purgatório → Provação → Libertação
Larnell Stovall (coreógrafo) e Isaac Florentine usam planos abertos e longos. A ação não é ruído; é desenvolvimento de personagem. Cada estilo de luta reflete a psique do indivíduo (a capoeira de Silva, o estilo acrobático arrogante de Dolor, o MMA brutal de Boyka)
Adkins não apenas executa movimentos que desafiam a gravidade; ele atua através de sua postura, mancando e transmitindo dor a cada golpe, garantindo peso dramático
O sucesso em transformar um vilão unidimensional do filme anterior em um protagonista pelo qual o público nutre profunda identificação
Redenção Através do Sofrimento. Honra Entre os Marginais. A Mercantilização do Corpo.
Os organizadores e mafiosos (Gaga, Rezo) são caricaturas, carecendo de profundidade ou motivações além da ganância desenfreada
Em momentos fora do ringue, o roteiro de David N. White recorre a clichês do gênero prisional, com diálogos por vezes artificiais
A ideia dostoievskiana de que o homem precisa atravessar o purgatório da dor para purificar sua alma.
Resistir ao sistema e sustentar o treinamento impossível.
A estética da "Violência Ordenada" — a geometria do movimento.
Bem interessante. Aqui tem um pouco mais de história q os anteriores e até um capoeirista brasileiro. Eu já tinha visto o final em alguma Sessão da tarde, lembro da cena, mas não do restante do filme. Achei muito bom. Vlw Gabriza kkk
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Pedrada direto pra lista dos favoritos! Um terceiro filme que poderia existir apenas para agradar aos fãs, ou para render alguns trocados, mas não, esse aqui vem com muito mais potência e capricho nas coreografias, ângulos e até mesmo no roteiro. Após ter o joelho fraturado no último filme e ter virado limpador de banheiros da prisão, Boyka dá a volta por cima e retorna mais furioso do que nunca. Agora, ele participa de um torneio que envolve os 8 maiores lutadores das prisões, incluindo um capoeirista brasileiro que, ao enfrentar Boyka, numa coreografia perfeita, parecem estar flutuando no ringue devido aos excelentes movimentos. Tem também o magnífico Marko Zaror como o "chefão" da luta final, rodopiando pelo ar feito um pião (como esses cara fazem isso?). E não é só pancadaria que o longa oferece; fora do ringue, a trama resgata o estilo brucutu dos anos 80/90, com trabalho forçado e desgastante numa pedreira, entregando momentos de superação, empatia e amizade. Como dizia Scorsese: Isso é cinema!!!
— Disponível no Adrenalina Pura
*Dica: O Grande Dragão Branco (1988)
Quase tão bom quanto o primeiro, manteve o padrão nas coreografias de luta e o Boyka continua fodão como antes, mesmo estando um pouco mais humanizado devido algumas circunstâncias que vão acontecendo.
Tem bons adversários, o brasileiro capoeirista Lateef Crowder e Marko Zaror como adversário principal.
Gostei também da relação com Turbo e achei muito bom o final.
30-05-2023 - Revisão