É aquele caso de filme que começa muito bem, crescendo gradativamente, prometendo muito e no final é só "bom", não atendendo às expectativas criadas inicialmente, terminando de forma abrupta, lamentavelmente. Parecia que tinha muito mais trama para "queimar" e muito mais história para desenvolver, fica a sensação de "inacabado" ou "algo faltando" ao final da sessão. Um pena, estava achando bem bacana e é sempre muito legal ver o McQueen tentando coisas diferentes.
O filme é muito interessante, e questiona a moral e o caráter. Bem bacana e atual.
Os temas de hipocrisia, parcialidade, raiva, certos rancores pessoais, intolerância, medo e intimidação se misturam, vindo de todos os lados, jornais, políticos, povo mal informado e "manobrado", tendo seus próprios interesses e quase nunca pelo fato, pela verdade ou pelo progresso coletivo dos indivíduos. Preferindo mais a "safe zone" da mentira e do conformismo que gira em círculos, até que alguém decide realmente quebrar os paradigmas por aquilo que é correto e pelo o que acredita, municiado pela verdade.
Pena que no segundo ato achei que de tudo fica meio corrido e se "resolve" abruptamente, além de ter algumas musiquinhas bem chatinhas e desnecessárias que são meio mal colocadas em algumas partes, tentando forçar um melodrama sem necessidade em uma obra que já tem força por si só. Falha um pouco em "dar valor", desenvoltura e desenvolvimento para o personagem do McQueen. Merecia. Pois tem uma hora que ele parecia um "disco quebrado", falando a mesma frase e diminuindo um pouco o que foi construído em torno dele. Poderia ser bem mais, mas a mensagem da trama é passada de forma satisfatória.
Não me admira que seja pouco conhecido, faz pensar, traz uns questionamentos reflexivos, que para muitos é uma doença.
Para quem tiver curiosidade, esse filme possui um único "torresmo no site dos piratas", e a única legenda que achei no "opensubtitles" se encaixa perfeitamente nele. Baixem lá e fiquem de seed (se puderem/quiserem) pois ele é bem demorado de se concluir e uma raridade de achar. ^^
Quem gosta de ver McQueen em "ação fazendo barulho", passe longe, pois aqui a única coisa que ele "pilota" é um estetoscópio, e a única (mas poderosa) "arma" que possui é a verdade.
Li a obra de Henrik Ibsen para um trabalho de faculdade e achei simplesmente fantástica a história, pois ele relata em 1882 um tema que é recorrente na nossa vida, mas que às vezes não temos a clareza para poder perceber. Em razão dessa leitura, acabei procurando se havia alguma produção em cinema, já que o texto é uma peça teatral, assim que cheguei nessa obra. Adorei o filme, ele segue bem a narrativa e a forma como eu havia construído a história na minha cabeça. Steve McQueen está irreconhecível, o que eu acho uma vantagem, pois assim prestamos mais atenção à sua performance, que foi super adequada ao texto.
Drama baseado na adaptação de Arthur Miller (1915-2005) de 1950 da peça do norueguês Henrik Ibsen (1828-1906), de 1882. Houve 11 versões desta mesma estória, desde a produção alemã Ein volksfeind (37) até o filme norueguês En folkefiende (05). Esse foi um projeto pessoal da Warner Bros. para Steve McQueen (1930-1980), pois ele provou para muitas pessoas que ele poderia atuar. O ator queria que sua esposa Ali MacGraw estrelasse à sua frente, até que terminaram seu relacionamento pouco antes do início da produção. Estréia no cinema de Robin Pearson Rose.
No início do século 19, um cientista, Dr. Thomas Stockmann, descobre que a água em sua cidade está contaminada. Disposto a alertar a comunidade, ele encontra oposição de cidadãos influentes, incluindo seu próprio irmão e prefeito, Peter Stockmann. Eles estão mais preocupados com o dinheiro que custaria para desinfetar a água e a perda de clientes no spa do que com a saúde das pessoas. Stockmann será vítima de um plano para pôr em causa sua reputação profissional.
Não é um filme importante ou principal, mas é pelo menos tão bom quanto qualquer outro filme de McQueen (aqui em seu antepenúltimo trabalho) que me lembro de ter visto, e obviamente tem coisas que os outros não têm. Não deixa de ser um papel atípico em sua carreira, pois ele está irreconhecível (cabelos longos, óculos e barba enorme). Mesmo que não seja um empreendimento empolgante, é pelo menos tolerável e assistível esta versão subestimada e pouco divulgada de Ibsen.
É aquele caso de filme que começa muito bem, crescendo gradativamente, prometendo muito e no final é só "bom", não atendendo às expectativas criadas inicialmente, terminando de forma abrupta, lamentavelmente. Parecia que tinha muito mais trama para "queimar" e muito mais história para desenvolver, fica a sensação de "inacabado" ou "algo faltando" ao final da sessão. Um pena, estava achando bem bacana e é sempre muito legal ver o McQueen tentando coisas diferentes.
O filme é muito interessante, e questiona a moral e o caráter. Bem bacana e atual.
Os temas de hipocrisia, parcialidade, raiva, certos rancores pessoais, intolerância, medo e intimidação se misturam, vindo de todos os lados, jornais, políticos, povo mal informado e "manobrado", tendo seus próprios interesses e quase nunca pelo fato, pela verdade ou pelo progresso coletivo dos indivíduos. Preferindo mais a "safe zone" da mentira e do conformismo que gira em círculos, até que alguém decide realmente quebrar os paradigmas por aquilo que é correto e pelo o que acredita, municiado pela verdade.
Pena que no segundo ato achei que de tudo fica meio corrido e se "resolve" abruptamente, além de ter algumas musiquinhas bem chatinhas e desnecessárias que são meio mal colocadas em algumas partes, tentando forçar um melodrama sem necessidade em uma obra que já tem força por si só. Falha um pouco em "dar valor", desenvoltura e desenvolvimento para o personagem do McQueen. Merecia. Pois tem uma hora que ele parecia um "disco quebrado", falando a mesma frase e diminuindo um pouco o que foi construído em torno dele. Poderia ser bem mais, mas a mensagem da trama é passada de forma satisfatória.
Não me admira que seja pouco conhecido, faz pensar, traz uns questionamentos reflexivos, que para muitos é uma doença.
Para quem tiver curiosidade, esse filme possui um único "torresmo no site dos piratas", e a única legenda que achei no "opensubtitles" se encaixa perfeitamente nele. Baixem lá e fiquem de seed (se puderem/quiserem) pois ele é bem demorado de se concluir e uma raridade de achar. ^^
Quem gosta de ver McQueen em "ação fazendo barulho", passe longe, pois aqui a única coisa que ele "pilota" é um estetoscópio, e a única (mas poderosa) "arma" que possui é a verdade.
Li a obra de Henrik Ibsen para um trabalho de faculdade e achei simplesmente fantástica a história, pois ele relata em 1882 um tema que é recorrente na nossa vida, mas que às vezes não temos a clareza para poder perceber.
Em razão dessa leitura, acabei procurando se havia alguma produção em cinema, já que o texto é uma peça teatral, assim que cheguei nessa obra.
Adorei o filme, ele segue bem a narrativa e a forma como eu havia construído a história na minha cabeça. Steve McQueen está irreconhecível, o que eu acho uma vantagem, pois assim prestamos mais atenção à sua performance, que foi super adequada ao texto.
Drama baseado na adaptação de Arthur Miller (1915-2005) de 1950 da peça do norueguês Henrik Ibsen (1828-1906), de 1882. Houve 11 versões desta mesma estória, desde a produção alemã Ein volksfeind (37) até o filme norueguês En folkefiende (05). Esse foi um projeto pessoal da Warner Bros. para Steve McQueen (1930-1980), pois ele provou para muitas pessoas que ele poderia atuar. O ator queria que sua esposa Ali MacGraw estrelasse à sua frente, até que terminaram seu relacionamento pouco antes do início da produção. Estréia no cinema de Robin Pearson Rose.
No início do século 19, um cientista, Dr. Thomas Stockmann, descobre que a água em sua cidade está contaminada. Disposto a alertar a comunidade, ele encontra oposição de cidadãos influentes, incluindo seu próprio irmão e prefeito, Peter Stockmann. Eles estão mais preocupados com o dinheiro que custaria para desinfetar a água e a perda de clientes no spa do que com a saúde das pessoas. Stockmann será vítima de um plano para pôr em causa sua reputação profissional.
Não é um filme importante ou principal, mas é pelo menos tão bom quanto qualquer outro filme de McQueen (aqui em seu antepenúltimo trabalho) que me lembro de ter visto, e obviamente tem coisas que os outros não têm. Não deixa de ser um papel atípico em sua carreira, pois ele está irreconhecível (cabelos longos, óculos e barba enorme). Mesmo que não seja um empreendimento empolgante, é pelo menos tolerável e assistível esta versão subestimada e pouco divulgada de Ibsen.