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Nesse filme aqui o Stifler "rouba" a cena, ficando com basicamente os melhores momentos do filme, preenchendo lacunas, dando andamento e conclusão para muitos acontecimentos na trama, de propósito ou não. O personagem está totalmente insano, sem noção, bizarro e despirocado das ideias, mais que nos outros filmes. Tem que se dar o credito a escrita, e o trabalho de "Seann William Scott", que fez muito bem todas as maluquices desse personagem inconsequente terem vida e serem muito críveis e orgânicas, ao MESMO TEMPO que ele é um porco, sociopata, egoísta, de personalidade horrível, ele AINDA consegue se redimir, sendo engraçado, natural, gerando empatia e simpatia no público. O personagem não é um marco atoa. Quem gosta dele, aqui é prato cheio. E tanto na voz original, quanto nas duas dublagens Brs que o filme possui, é diversão garantida. Apesar da comédia ser algo muito pessoal.
O lance, que todo esse "mega foco" no Stifler, pode atrapalhar um pouco quem gosta, ou queria ver mais de outros personagens.
"Oz" desapareceu completamente, nem é citado. Só foi explicado posteriormente no "American Reunion" em 2012, que se não existisse, deixaria esse furo no grupo de amigos.
"Kevin" virou coadjuvante de vez, parecendo um enfeite de cenário, tendo pouquíssimas cenas, somente quando convém. Ele ainda serve meio que como um apoio moral, mas aqui está totalmente apagado.
Quem conseguiu mais destaque "por tabela" foi o "babacão", "cagão", "comedor de milfs", Paul Finch. Que só consegue o "feito" por já ter uma rivalidade com Stifler, servindo de contrapeso com o personagem. Stifler é gigante aqui, mas Paul Finch não faz feio, tendo boas cenas também, mas indo muito mais no rastro do "furação Stifler".
Quem fica bem e óbvio, tem que ficar!, pois se não o filme não se chamaria "O Casamento", é o "Jim". O homem "que precisa de manual de instrução pro pau", que colou a mão no próprio pinto, "fez" o vídeo pornô mais ridículo da face da terra, etc. O personagem é um tonto, desajeitado, sem jeito, esquisito, mas é aquele cara bom, leal, legal, que é um bom amigo. Aqui não é diferente, mas diferente dos anteriores que ele é mais moleque, aqui ele está um pouco mais consciente, e tentando não fazer [muita] besteira para que seu casamento de certo. Jim vai mais pro lado da "novela" com sua companheira em certos momentos, que são legais também, deixando a narrativa mais doce, coração, daquele jeito que os american pies antigos levavam bem. Não tem como haver "american pie" sem o Jim, ele é a representação de uma fase da vida e de um tipo de pessoa que da o charme da base inicial da franquia, do pastelão mas com sentimento.
Outra que não poderia faltar é o par de casamento do Jim, a ruivinha "Michelle", muito bonitinha, graciosa, simpática, e de gostos estranhos, exóticos, pervertidos, na pele da acertadíssima Alyson Hannigan. O casal foi uma ideia natural, e os dois estranhos se completam como almas gêmeas em seus caminhos de peculiaridades. Como se se merecessem, numa química boa, desenvolvida melhor em "Pie 2".
"A esquisita da banda??"
"Não, Nadia. O esquisito sou eu. Só não faço parte da banda".
- Jim
".... Eu nunca entrei em um lugar em que todo mundo ficasse, uau! nossa!, olha! ela não tá linda??'"
"É exatamente assim que nosso casamento será". Muito bonitinho/fofinho os dois.
Mas não se engane, o filme não é agridoce ou "novelesco", não é esse o foco ir para esse caminho de "romance". Tem cenas que tinham que ter, e o que tem funciona para o que se propõem.
""""Infelizmente"""", "American Pie 3" é um "filme do Stifler", no sentido de que pouco (ou quase nada) há de espaço para boas sketchs ou arcos com outros personagens, com algumas coisas ficando até meio em um "limbo", não tendo muita graça, ou "perdendo a piada", como quando você entende mas não ri. A sorte é que o filme tem cortes precisos, rápidos e um ritmo bom (até meio apressado), passando sem grandes estragos e com uma duração pequena. Tendo uma cena ou outra meio gratuitas, mas passa.
A impressão que se dá, que apesar das qualidades, esse filme foi meio "feito as pressas", para aproveitar o hype que a franquia tinha na época, fazer uma grana e ser mais "safe". Não quiseram arriscar com "tantos" personagens, dos quais muitos não sabiam mais o que ser feitos. "Melhor deixar de fora do que estragar", pode ser, vai de cada um. Felizmente não comete erros absurdos, esdrúxulos e "desmoronadores", focando mais em fazer a coisa funcionar e ser uma comédia agradável, conclusiva em seu título. Tem seus "detalhes", mas ela é fechadinha em si mesmo, podendo-se ver muito bem, sendo um de meus favoritos nesse sentido. A vinda de "Reunion" posteriormente, completou e complementou esse aqui positivamente, dando um ar de "série de cinema" e fechando o ciclo do grupo de amigos dentro de uma fase da vida.
Quem sabe uma próxima?! não sei.. Quem sabe?
""Melhor deixar de fora do que estragar"? Pode ser.
Sei que vejo sempre que passa, e apesar da vida ter me deixado cinza e amargo, esse filme ainda consegue me tirar sorrisos sinceros, mas sem ser [só] por nostalgia, mas pelo o que ele é mesmo, o que ele revive e o que ele passa nas entrelinhas. Daquele momento da vida, das amizades, do planejamento, da inocência com o desconhecido, das coisas que vieram e ficaram/ficarão pelo caminho das memórias. Nem tudo pode funcionar, mas também não é o caso onde "estraga" ou "nada funciona". "Pie 3" tem seu charme, entre cachorros e alianças. flores e tetas de vaca, combinando a ternura a a inocência com escabroso e embaraçoso, como tinha que ser.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Dublado [BR]:
https://www.youtube.com/watch?v=iH146ehaoEM