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Data de lançamento
22 Out. 2004Duração
A última vez em que Trevor Reznik (Christian Bale) dormiu foi há um ano, sendo que desde então o cansaço vem destruindo progressivamente sua saúde física e mental. Ele trabalha numa fábrica operando maquinário pesado, e faz de tudo para manter seu emprego. Envergonhado por causa de seu problema, Trevor isola-se cada vez mais, tornando-se paranóico. Depois de se envolver em um acidente no trabalho em que um homem perde um braço, Trevor começa a crer que seus colegas estão conspirando para demiti-lo. Ele precisará lutar não apenas para se manter no cargo, mas também para manter a sanidade.
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The Machinist de 2004, no Brasil O Operário. Filme interessante, às vezes cansativo, porém bem complexo de entender. Com certeza tem várias referências que eu entendi e milhares de outras que passaram batido. A história de Trevor Reznik (Christian Bale) é densa e exige atenção, porque quase tudo que acontece pode passar batido.
Christian Bale está extremamente magro. Soube que ele perdeu 28 quilos para as filmagens e depois recuperou o peso para fazer o Batman. Essa transformação física impressiona e torna ainda mais pesado vê-lo se afundando na loucura e na paranóia.
É agonizante acompanhar sua destruição e, consequentemente, o rompimento dos poucos laços que ainda tinha com as pessoas ao redor. O isolamento dele vai crescendo de forma quase insuportável.
O final é complexo e mostra que tudo estava interligado: o acidente, a Rota 66, as alucinações, o tal Ivan (John Sharian) e a culpa reprimida. No fim das contas, a gente percebe que aquela cela onde o Trevor finalmente consegue dormir não é um castigo, mas a libertação dele. Aquela cena final do túnel, com a luz forte, mostra o momento exato em que a mente dele “deletou” o acidente e criou aquele purgatório de um ano de insônia. Tudo o que vimos até então era o resultado desse bloqueio mental.
Para mim, é um filme denso, perturbador e muito bem construído. Se sustenta principalmente pela entrega absurda de Christian Bale e pela forma como a
narrativa vai revelando, aos poucos, que a maior prisão de Trevor sempre foi a própria mente.
Assistido em 15/09/2026
Tipo de filme que você assiste e durante a trama acredita estar entendendo tudo, e no final, supreendentemente, não era nada do que pensava que fosse.. literalmente kkkk bom filme
Certamente o melhor de Christian Bale. Ele dá um show. É tão agoniante vê-lo agonizar, que a gente quase se sente paranoico também. Não sobra nada da vida para uma pessoa que já desistiu. Uma atuação magnífica do protagonista! Mais um caso de falha da Academia, ao não premiá-lo por essa obra prima que ele nos entregou.
O filme apresenta a total decadência de Trevor em meio à paranoia e à dissociação. É impossível não destacar que a produção, apesar de contar com um bom roteiro, sustenta-se totalmente na interpretação magnífica de Christian Bale. Sua transformação física é impressionante, servindo como a definição pura de atuação de método.
A trama se desenrola no dia a dia de Trevor, que cada vez mais se sente perdido, traído e humilhado pelas pessoas ao seu redor. Se tudo isso é real ou apenas alucinação, só descobrimos no desfecho. O conflito reside no fato de que, por causa dessa situação, o pouco de bom que ainda existe em sua vida também é destruído pela sua própria paranoia.
Uma história desesperadora sobre trauma, culpa, sanidade e responsabilidade. É um absurdo que Bale não tenha ganhado um Oscar por esse papel.
A história é muito longa mas é um bom Thriller psicológico. Christian Bale sabe conduzir o personagem com maestria.