Não é difícil entender o receio de lançar esse filme. Não sei os pequenos, não tenho mais crianças na família, não sei o "feedback nos baixinhos". Mas o filme parece ser mais para NÓS ADULTOS que fomos crianças um dia e crescemos com esses personagens. Alguém pensou que o filme não "sairia bem" por causa disso, o risco de não agradar os "pequenos" e nem os adultos, o que é compreensível, porém estranho, visto que lançam tanta porcaria hoje em dia sem filtro nenhum, gastam dinheiro com tanta coisa sem importância, fizeram o filme e iriam "engaveta-lo" por uma motivo meio esquisito, e o pior de tudo, SUBESTIMAN os grandes "Looney Tunes", isso não se faz. Eles são muito rentáveis se souberem o que ser feito com eles, e por sorte, alguém lá dentro acreditava nisso, pois não só "Coiote vs. Acme" está indo bem, com é um filme bem "light", despretensioso, leve, simples, movimentado e divertido. Sobrando tempo para passar uma mensagem legal, positiva.
Eu gostei! Adorava o Coiote, passava horas e horas vendo ele se descacetado todo fazendo as armadilhas e tentando pegar seu almoço, o 'Papa-Léguas", então, é muito natural pra mim rever meu velho e bom amigo e companheiro das tardes, e o filme respeita isso, entende isso, e é seguro do publico que era seu alvo "maior", parecendo um episódio estendido da série, ou um "epílogo" com um humano.
Uma coisa legal é ver que várias bugigangas aparecem, e podemos reconhecer e lembrar dos episódios que elas foram usadas, muitos personagens "Looney Tunes" também aparecem, muitos fazendo uma ponta, uma "gadget" rápida, ou de plano de fundo em uma cena ou outra, e é muito legal velos novamente, você fica: "Caramba! É o "tal" personagem! "iii! a lá o monstrengo daquele episódio!", "cadê "tal" personagem? olha ele aí!", é bem divertido encontra-los, sua presença, aparições e carisma estão intactos, mesmo que por breves momentos!
Adorei certas justificativas para manter a essência dos desenhos originais, porque eles são como são, ou justificar certos padrões comportamentais dos mesmos, encaixaram como uma luva e brincaram bem com isso, que mesmo que o filme seja BEM simples, se vê que alguém lá dentro conhece esses personagens e tem carinho por eles.
Gostei demais dá testemunha que chamam pra depor no tribunal. Gostei dos personagens que oferecem ajuda a causa. Faz TODO o sentido o "Patolino" está onde está, ficou perfeito! kkk E "o que que há, velhinho?", não podia faltar com a sua presença sempre confiante, debochada e de líder, que quando aparece passa aquela confiança que vai dar tudo certo.
O elenco humano também foi bem, simpáticos, não fazem muito e nem precisam, o filme não exige tanto, não quer, e nem sobre eles por assim dizer, mas não ficaram ruins, movimentam a trama. Uma parte de mim achou que poderia ter mais coisas, como certos enredos antigos, até das animações, que tinham episódios inspiração em filmes consagrados, tramas de detetive, ou tomavam rumos espetaculosos, porém esse aqui é mais "contido", por assim dizer, e tem um orçamento mais "modesto", sendo aplicado com uma visível cautela. Não vai além, mas também não derrapa. Bom, melhor que fazer uma lambança, ou mirar rumos pretenciosos sem ter capacidade, cacife ou talento pra isso.
"Coiote vs. Acme" é uma brincadeira de alguém que sente falta desses personagens, que quer ver eles brilhando novamente, com um enredo muito, muito simples, inspirado mais em episódios menores das séries, que não tenta reinventar a roda, ou se valer de um marketing ilusório e exagerado, mas sim fazer uma leve brincadeira, que te deixa intrigado de como vai terminar. Adorei que não apelaram pra caça niqueis baratos e medalhões do estúdio, usaram o bom e velho Coiote, se comunicando por sua plaquinhas (haha) e seu companheiro ultra veloz e astuto o "Papa-Léguas", dos quais nunca senti raiva, mantendo a essência do desenho intacta.
Bem legal, "bom/bonzinho", dando "1 estrela" a mais pela surpresa. Um parte de mim acho que poderia ser uma bomba de mal gosto, etc. Mas esse filme me fez lembrar como eu tenho carinho por meus velhos companheiros, e como eles me marcaram, sentido falta deles e do meu velho eu, que via o mundo colorido, sem preocupações, que só se preocupava com o próximo episódio deles e suas aventuras, sem nem imaginar que seria consumido pelos velhos e cansado clichês da vida. Deu um leve calor no coração reencontra-los. Não achei um "primor", uma "obra de arte", "maravilhoso", mas é bom, prende, entretém, como um velho e bom "Looney Tune" deve fazer. Então, cumpriu sua proposta/objetivo.
"Isso é tudo pessoal". Aquele abraço do meu eu criança aos meus companheiros de aventuras imaginarias de televisão que nunca conhecemos, e que tenham uma boa sessão.
Se dá um desconto pra esse filme por ser de 1966, e por ser muito influente para a época e diretores posteriores. Há uma crítica a certos comportamentos, atitudes e indiferenças do ser humano, consigo mesmo e com o próximo que são interessantes.
Adorei certas cenas aqui "espaçadamente", e algumas que mantém o clima de suspense com o ocorrido. A situação incomum que o Thomas se encontra ainda funciona, e suas reações são coerentes com seu personagem, gerando CURIOSIDADE. Pontos para o mesmo.
As pessoas que forem ver esse filme, digo, não como "crítico", "resenhador", "sabichão", etc. Digo numa boa, como opinião. Não esperarem um trama convencional/contemporânea como em outros filmes, alguns [até] dá nessa época (anteriores ou posteriores), pois não é bem assim. O filme tem certas "afetações dá época", coisas que hoje soam BEM desnecessárias para alguns (até pra mim em certas partes), que não levam realmente a alguma coisa no sentido de trama em "mais padrão", sendo algo mais atrelado a sua época correspondente como "registro cultural", do que da trama em si, mas ambos servindo um ao outro de alguma forma intrínseca, propositalmente e inevitavelmente.
O ator "David Hemmings" (Thomas) está bem e tem seu carisma, junto a um roteiro que ainda usava certos personagens de índoles duvidosas para passar suas historias, não se valendo de certos moralismos [cansados], era o que era O PERSONAGEM e como era seu envolvimento com o que viria ser ser contado. Bom ponto, e sinto falta disso em muitos filmes as vezes (inclusive atuais!), sem ter que ficar justificando personagens toda hora, ele é o que é, e pronto, "show don't tell" total". O levando a CURIOSIDADE e a expectativa com seu ciclo e atitudes na trama. Com um personagem arrogante, meio nojento, convencido, indiferente, esquisito, que EU não vi problema algum. Alguns podem não gostar, mas o filme usa isso bem. Ok
A cena da banda foi um grata surpresa também, não sabia realmente que aqueles músicos apareceriam, e a cena em si é curiosa pela plateia. Há coisas no filme que lamentavelmente se vê até os dia de hoje.
Mas meu maior problema com "Blow-Up", é que de forma alguma achei ele "ruim", uma "bomba", etc. Meu maior problema foi seu ritmo, seu andamento em alguma partes, o deixando meio "maçante", "cansativo", arrastado desnecessariamente, dando uma leve desinteressada na acertada "CURIOSIDADE", pois o filme já é em uma linguagem mais "devagar", e ele, convenhamos, não tem tanta trama assim pra se sustentar por 1:51, levando o diretor a dar sua "floreada", para outros "aplicar estilo", enfim. Na minha humilde opinião, certas cenas poderiam ser levemente encurtadas, dando facilmente uns 20minutos a menos pra a obra, que não a prejudicaria, tiraria seu peso, ou faria tanta diferença assim no produto final. Entendo a proposta, entendo a "linguagem da época", entendo " estilos" e "particularidade do diretor", mas me cansou um pouco. Como se "pesasse para um lado ou para o outro" em algo que já estava bom, já tinha passado a mensagem perfeitamente, não precisava mais. Faz diferença o "time", não ruiu minha atenção, mas me cansou um pouco.
Não tenho essa sensação com alguns filmes desse tipo/estilo dessa época (ou anteriores). Fora que há cenas onde se promete um acontecimento, se gera uma expectativa, e nada acontece de relevante, o cara deita no chão, vai "beber vinho", "olhar a parede", ver uns peitinhos, enfim.., entendo. Mas tem horas que parece uma esteira em baixa rotação sem necessidade, "vai" mas cansa, pesa aqueles "quilinhos", sendo meu maior """problema""" com o filme.
O filme em si, também pra mim, não chega a ser algo que esteja, ou vá para minha "prateleira particular" com outros clássicos da mesma época ou anteriores, gosto bem mais de outros filmes, que vejo e revejo com da primeira vez, mantendo na memória, e considerando mais "atemporais" em certos quesitos de linguagem e interesse. Mas é questão de gosto pessoal.
Tudo bem que a vida do personagem é vazia, o cara tem uma personalidade meio "repelente", o filme transmite isso muito bem para o pro telespectador, sensação bem acertada, mas também não precisava ser tão ""imersivo"", no mau sentido. Lhe dá movimento e lhe nega o movimento, leva a uma situação, situação tem a expectativa quebrada. Arriscado? sim, "contracultura", ok, caso pensado, beleza! proposita, ótimo, entendo. Porém eu não tenho que me obrigar a gostar disso ou achar "bom" só porque é um filme de "Michelangelo Antonioni", como alguns por aí.. Direito de cada um, mas não curti tanto assim. Não botou tudo a perder pra mim, mas era [bem] redundante e uns pontos. Nada horrível, só cansa..
Como alguns disseram aí, dá uma "sensação de perda de tempo". Pra mim foi [mais] "de boa", mas já meu pai achou horrível. rs
Fora o final... Como disse, não é um filme convencional, nem hoje muitas coisas as pessoas gostam, imagino na época. Eu até curti.
A direção de "Michelangelo Antonioni" é boa, segura e competente pra época. Mas acho que a CURIOSIDADE e o valor histórico do filme/"status", é muito maior que a obra em si. O que não anula sua importância, mas nesse raciocino, eu não botaria minhas expectativas lá na estratosfera, como "a maior obra prima absoluta da 7ª arte", um "primor em tudo do início ou fim". Negativo, eu "fujo" desses "rótulos" e desses exageros, veria como vi, de bom grado, como costumo ver tudo.
Gostei de ter visto, matei a vontade, tem muitas coisas interessantes, reconheço seu valor, sua época, etc. Mas não curti o filme como um todo, e não sei se veria de novo.
Boa sessão a todos.
Visto como meu velho em: 04-09-2026
A indiferença, alienação, apatia, a maldade, falta de empatia e respeito consigo mesmo e com seu próximo, desde de tantas eras... Onde nós demos errado?!
Achei legal esse Spider-Man. Entretém, diverte e passa bem o tempo. Infelizmente, apesar da super produção, dos gastos astronômicos, do "Know How" dos filmes anteriores, da escolha acertada de Andrew Garfield, a sensação que se tem é que "pensaram em tudo", "investiram e tudo", "prepararam tudo", mas esqueceram do primordial, uma ""pequena coisinha"" chamada ROTEIRO, que faz tudo andar, amarra e justifica tudo. Um roteiro interessante, com um storytelling coerente, contundente, condizente teriam ajudado bastante, né. O que é bizarro e imperdoável, sendo um reboot e vindo de experiências anteriores de Homem-Aranha!. Eles sabiam que as expectativas eram altas e o herói já viria com comparações gratuitas e prematuras. Mandaram mal!.
Muita gente esperava um "Homem-Aranha 4" com "Tobey Maguire" (eu incluso!), e a sensação que se tinha era de apreensão e coisa desnecessária/"que ninguém pediu". A Sony não podia errar, e não podia fazer mal feito, só que repetiu outros e alguns erros dos aranhas anteriores. Muito por causa da mesma pressão que fizeram já no estabelecido, competente, e que dava dinheiro para eles, o diretor "Sam Raimi", imagina o pobre "Marc Webb". Que como muitos estúdios fazem, contratam um diretor pouco experiente, mais barato ("controlável"), para segurar uma produção gigantesca do modo [automático] que eles querem.
"Webb", vindo de filme mais simples e flertando com o romance, ainda faz um filme simpático, tenta imprimir coração e boas cenas, mas muito aquém das expectativas e do que poderia ser feito, com outros fatores pesando bastante para imprimir certa autoralidade, talvez, até pegando algo muito maior do que ele desse conta, como visto em sua carreira posteriormente. Enfim..
Acho engraçado em uma galera mais jovem e certos fãs, fazem o aranha do Andrew Garfield ter um paralelo com o "007" do "Timothy Dalton", claro, em suas devidas proporções, época e franquias. Mas como heróis que renderiam mais em seus papeis e duologias, e faz [até] sentido.
Achei o Andrew bem legal aqui e simpático, "gostável", ligeiramente diferente. Acho que um dos maiores "erros" desse filme é tentar "copiar" certas coisas dos filmes [anteriores] do Raimi, que além de não serem bem feitas e construídas como nos anteriores, ainda são repetitivas, gratuitas e redundantes, atrofiando o filme de andar com as próprias pernas, e tirando bastante da graça e do fator surpresa do mesmo, infelizmente. Não mata o filme, mas é desproporcional, pouco criativo, e gera(ria) uma comparação desnecessariamente gratuita, desleal com seu novo herói/produto.
A cena que o Tio Ben é horrível, mas o Andrew e seu carisma no personagem consegue contornar certas coisas. A química dele com a Gwen (Emma Stone) foi um boa sacada, e ficou muito bem acertada. Os dois são meio desengonçados um com o outro e se dão bem de uma forma muito natural e orgânica, sendo um bom acerto e novidade no filme.
Mas tem coisas duvidosas aqui, porém uma "forcinha/vista grossa", apesar de não apagar, tu deixa passar pra ver qual é.. Mas a cena das aranhas não é muito legal, até meio imbecil. O lance dos pais do Peter Parker e a pesquisa do pai dele não é legal, e bem desnecessário já aqui, se tornando muito pior no 2! A forma como certas cenas são conduzidas e o peso delas é irregular. Se vê que houve muita interferência, cortes e mudanças em cima da hora.
Um prejudicado por isso é o ator "Rhys Ifans", quase saindo no prejuízo por cortes de cenas, decisões incontestes e alterações sem sentido na historia do personagem "Lagarto/Lizard", além do design meio duvidoso. Bizarro. Suas motivações ficam meio vazias, e ele acaba parecendo mais um "Duende Verde 2" do William Dafoe piorado. Com "a formula dando errado", mais loucura/"vozes na cabeça" e é isso, de novo! é...ok!? (???) . Acho que tiraram boa parte de seu drama (a família) e a motivação mais aprofundada do personagem. Pra que? Não sei! Se for pra piorar não precisa mexer no que funciona.
Tem até uma brincadeira, "porque ele simplesmente não colocou uma prótese em vez de virar um largado?". É claro que é uma brincadeira, mas sem um estofo coerente, acaba abrindo brecha pra essas coisas. Mas "Rhys Ifans" ainda se esforça, e apesar de eu gostar dele como um lagartão mais puxado pra um dinossauro/dragão de jaleco, se vê que ele é bem perigoso e uma ameaça para um jovem Peter Parker recém transformado enfrentar.
É aí que reside boas cenas, onde o filme anda com as próprias pernas. Gostei o Spider "investigativo", adoro aquela cena do esgoto, onde ele arma as teias de uma forma para perceber movimento. Gosto da briga também, tensa. A cena na escola também é bem legal, e você ver o spider andando nele como uma verdadeira aranha são sacadas bem legais e divertidas de se ver. "Connors" é perigoso e astuto, mas Peter também é habilidoso e esperto. Legal quando "Connors", na briga, mistura duas formulas químicas e joga no aranha, ou ficam em câmera lenta brigando no fundo de uma biblioteca com Stan Lee em primeiro plano. Peter ainda sangra, se ferra todo também.
Gostei do uniforme dele, apesar do "Amazing 2" ficar bem bonito. Ainda tem espaço pra moralidade e lição de valores. Sendo esse Peter mais convencido, com mais atitude e impulsivo, mas também com mais tendência a erros e infelizes baixas. Oh aranha pra se ferrar, e acho ele bem trágico.
O pai da Gwen também faz um personagem legal, servindo de uma bússola moral, e dando uma outra perspectiva para o Parker e o que ele fazia, e se eram "nobres" mesmos seus motivos [de vigilante]. Esse Peter também não é aceito logo de cara e tem diversos problemas, mas vai conquistando a simpatia e respeito das pessoas, e entendendo seu valor e suas responsabilidades, vide a cenas da ponte, do menininho, da promessa, dos guindastes, etc. Bem legal mesmo, e o filme ganha pontos muito positivos com isso.
Assisti esse filme depois de muito tempo, e foi uma grata surpresa divertida, defeituosa, mas com substância, com conteúdo, que com mais carinho e respeito a sua produção e personagens, poderiam ser melhoradas em uma sequência tranquilamente. A Sony estava com "a faca e o queijo na mão", mas lamentavelmente tinha-se outros planos. Uma pena, uma pena mesmo.
O aranha do Garfield ficou inconclusivo, defeituoso e irregular. Mas sua breve jornada, suas virtudes e seus defeitos ainda o faziam carismático. Esse Homem-Aranha é um fodido, ele logo cedo tem mais mortes nas costas e culpa pra carregar que os outros. Em "No Way Home" é legal ver ele complacente, resiliente, e até "positivo", mas se vê que é um cara quebrado, que precisava de mais uma historia para, ao menos, fechar seu ciclo narrativo deixado em aberto.
O tom do filme dele também bate (para alguns) com coisas do futuro (horrível e já cancelado) "Sonyverso", pela forma como as coisas são levadas e o pelo jeito dele. Viasse facilmente Garfield se metendo com vilões excêntricos, "B" (melhor trabalhados), bizarros e esquisitos da galeria do teioso, como o "Morlun", "The Thousand", "Vernin", "Doppelganger", "Carnage", "Venom", etc. Funcionaria, porque ainda tinha um elemento de suspense/terror, que ia do normal ao bizarro em poucos minutos, herdado do aranha do Raimi.
Mas... É isso. Ficou como ficou, acabou como acabou, mas esse aqui passou pra mim. Foi "do céu ao inferno" de um filme pro outro em qualidade abruptamente, com já disse na resenha de "Amazing 2", se perdeu totalmente por decisões abestadas, equivocadas e ridículas do estúdio, mas deixou uma curiosidade e mais uma encarnação do "cabeça de teia", que pode entreter aqueles que gosta do personagem e querem mais dele em curiosas e diferentes aventuras, ficando na historia, deixando nosso "multiverso particular mental" escrever futuras tramas desse "Spider-Garfield" na nossa imaginação. É isso.
Posso dizer que gostei do filme, mesmo que tenha umas ressalvas, suas conveniências, certas "liberdades", que para muitos é sem importância, para outros é negativa, outros positiva, eu digo que gostei do que vi, porque sua mensagem de heroísmo, altruísmos, bondade, ainda é passada. Você tem aquela sensação acertada de querer fazer o bem, querer ser um herói, os sacrifícios de um herói, seus erros, burrices, os aprendizados, virtudes e experiências. Ponto pro filme.
E como passar a mesma mensagem várias e várias vezes, sem se repetir depois de tantos anos e encarnações, escritas e historias diferentes do Spider a essa altura do campeonato, é uma bela tarefa, e aqui, achei bem bacana, divertido, "pipocão".
"Um Novo Dia" tem toda uma estrada, todo um "know how", toda uma "formula pronta"/estrutura hoje em dia, comparado aos filmes do aranha mais "antigos", o que lhe da certa "vantagem de campo", porém e portanto, certas coisas não tem "desculpa" e devem tomar mais cuidado com [certos] erros já repetidos e conhecidos, mas como muitas revistas diferentes, escritas diferentes, tramas diferentes, "encarnações", gostei dessa historia do teioso.
A sua duração de 145 minutos é boa, cuidadosa, pois quando parece que vai passar um pouco, acontece algo que a torna relevante e justificável, mas em alguns momentos expõem certas "rachaduras", que quando você começa a pensar demais em tecnologias, conveniências, como certas coisas são resolvidas com uma certa facilidade "roteiristica", certas questões morais ficam meio ambíguas e dão um leve "forçadinha" em várias situações para que elas aconteçam e se resolvam. É uma coisa que está aqui e não tem como negar, mas dá pra se "relevar", pois trama consegue "amarrar" seu "fio narrativo" de forma constante, veja, "constante", mas nem sempre convincente. Como quando alguém tem conta uma coisa de um jeito tão rápido e tão confiante, que você só vai perceber que a pessoa está te dizendo besteiras sem sentido posteriormente, mas que no momento passaram batido, mas se faz uma "vista grossa".
Certas coisas da historia também são meio estranhas e meio incoerentes com certos personagens, mas eu ainda relevo, pois quero ver aonde querem chegar com isso. São liberdades com certos personagens antigos, já estabelecidos, com uma base de fãs e bem conhecidos, que pode ser ousada, e passar a linha tênue da estupides. O que para muitos esse filme passa, respeito, vejo, mas não me incomodou tanto assim (ainda).
É ousado pra uns e idiota pra outras a liberdade tomada com certos personagens. "Punisher" aqui é "PG13", não "18", ok! Algumas burrices de certos personagens, "ok", algumas cenas gratuitas, "ok". O humor está bem balanceado aqui, tem um cena ou outra que meio que não precisava, mas é simpática, não é horrorosa, enfadonha, ou "quebra clima" como outros filmes por aí. O drama aqui está bem legal, "Tom Holland" mandou bem, gostando dele ou não, acaba que a faceta dele de "bom moço" e de "cara legal" (aparentemente, ele é assim na vida real também) ajudam E MUITO o personagem do Peter/Aranha, pois você se importa com ele, entende seu atos, apesar de ainda ter uma certa imaturidade e dependência de certas coisas, mas ao mesmo tempo você sente pena dele, dá dó dele, que ele é um ingênuo puro, de bom coração mesmo. Alguns podem argumentar certas coisas, mas parece que essa é a "cara" desse aranha mesmo desse universo do "Avengers/MCU". Aí tudo vai depender da onde, da forma, e de como serão contadas as próximas historias. Ok
Tem muito boas cenas aqui com o seu personagem, umas meio corridas, mas tem, tanto de drama quanto de ação. As cenas dele com a MJ (bem melhor aqui) são de cortar o coração. Coitado do Holland/Peter/Aranha. Fora as cenas dele solitário, pesando na vida e nos seus rumos, bem triste, mas ainda se mantendo positivo pelos outros, pelas pessoas, e por si mesmo. Se em "Homem-Aranha 2" (Tobey Maguire) Peter "desiste" ser o teioso, aqui o teioso "desiste" de ser Peter Parker. Ficou legal a sacana, não é novidade, mas funciona.
As cenas de ação também são bem boas, não são super coreografadas como em outros filmes, mas funcionam sem certos exageros desnecessários. Aqui gostei também que a ameaça não é numa escala global hiper/mega destruidora, etc. É um problema grande mas "local", de New York mesmo, sem destruições em larga escala mundiais ou "multiversal". Bom ponto. Para se contar muito, as vezes basta pouco/suficiente.
A essa altura do campeonato todo mundo sabe que a atriz "Sadie Sink" está aqui. Eu particularmente gosto da atriz, acho ela muito competente, esforçada, comprometida e profissional com seu trabalho, passando bem suas emoções e intensidade quando certas cenas exigem, e isso é muito positivo para identificação, apresentação e convencimento numa historia. Ela é "nanica e fofinha", mas sabe fazer um contrapeso muito bem, demostrar emoções e segurar suas pontas sem problemas. Há umas certas "forçadas de barra" com o roteiro, e uma "ajudadas" quanto a poderes, mas ela, A ATRIZ está legal.
A personagem é interessante [também]. Muito acharam péssimo, de extremo mal gosto o que fizeram, outros clichês, outros já não curtiram, outros já não ligaram, outros acharam legal, "badass", enfim.
Eu curti, mas não vejo como a mesma personagem do "The Animated Series", do "Evolution", de certas HQs, ou de filmes anteriores, etc. Nunca foi minha personagem favorita, mas gostei dessa nova ela, sem a dependência do "cadeira"/professor, sem a dependência do Scott, sem certas ladainhas ou moralismos meio "Lisa Simpson", como algumas versões da personagem que tem por aí. Entendo perfeitamente quem não gostou, igual o Scott do Bryan Singer (rs), mas aqui a guria ainda é braba, sem "lacrações" e outras besteiras (eu não quero nem saber). O filme diverte e entretém.
É o que falei da "linha tênue entre ousadia e estupides", tem aqui, não vou negar. Mas uma parte de mim ficou bem curioso de onde isso vai dar, se haverá consequências, respostas, se "vão se perder", etc. Essas coisas de ficar "compartilhando universos", ou ficar usando certos filmes como "propaganda" para outras produções acabam se embolando (como muitos) e com resultados de gosto duvidoso. Então, somente espero que as próximas escritas sejam mais cuidadosas com certas coisas, ou pelo menos, menos óbvias.
O Homem Aranha ainda é um símbolo, o super mais perto de uma pessoa comum, não gosto quando suas historias são ruins ou mal feitas. Eu quero ele entretendo a garotada por aí, lhe dando o que se divertir, valores e mundos imaginativos, como foi pra mim quando moleque.
A cena final mostra isso bem, e acerta em sua montagem, que é outra bem legal. Mostrando bem o que é ser o "Spider-Man". Mas esse aranha ainda tem lenha pra queimar e crescer, é como o Frank/Punisher diz em um determinado momento;
"Ah é?! E depois?!?" "Não se preocupe com "o depois", Frank"... "...E qual é o plano, em??" Torcer para o ""seu plano"" funcionar??"
Esse Homem-Aranha ainda vai "muito na cagada", no "roteirismo", na "ajuda de todo mundo". Quando dizem que ele é "reativo" e não "proativo", não tem como negar.., e uma hora a "dona Sony" ou a "dona Marvel", vão ter que mexer nisso em algum momento, não vai ter pra onde correr. Eu, como telespectador, só cruzo o dedos, torcendo pela qualidade, visão e sucesso das empreitadas futuras. É isso.
Caralho, que filme horrível! É tão ruim que as 1:22 dele são eternas e sem carisma!
É o tipo de coisa que assistir dá dor de cabeça, prejudica o cérebro, destrói os neurônios, te emburrece, te deixa deprimido, faz mal..
É uma coisa que não serve nem como distração, num "trash semi assumido", só que é um trash ruim, pois não é movimentado corretamente, não é envolvente, não é interessante, não tem nada de incomum, não tem aquele "certo humor" (ou "chame/crítica") característico de um bom trash, e se nega a ser divertido, sendo burro, modorrento, tedioso, porco, cansativo, mal parido, sem sal e amador [demais] no mau sentido.
Muito diretores conhecidos começaram nesse "gênero", e muita gente gosta, porém em vários você vê que a um talento bruto (as vezes) por trás das lentes, aqui nem isso...
Comecei a assistir o filme e em poucos minutos já estava igual o "ator" do personagem "Rico", completamente apático, inexpressivo, caricato, e me perguntando, "o que estou fazendo da minha vida, do meu [mau] uso cerebral, de tempo, das minhas córneas, e o escambau", que pelo amor de deus...
Tudo aqui é horrível, sem peso, sem sal, insosso! É como se nós pegássemos nosso celular [agora] e chamássemos conhecidos do bairro, "a dona fofoqueira", o "vizinho tagarela", o dono da quitanda local, o bebum do bar, o pobre mendigo andarilho, etc., e resolvêssemos que somos ""atores/diretores"" e fossemos "fazer um filme" no nosso "achismo", "delírio/deslumbre de diretor", déssemos um papel higiênico (roteiro) com algumas coisas escritas para nosso "atores" "interpretarem" e lerem como profissionais, e botássemos uns figurantes [sei lá] do "Castelo Rá-Tim-Bum" pra dizer que tem "algum famoso envolvido" e "justificar projetos furados", pois esse "filme" é isso, nada mais, nada menos que isso.
Eu desconfio (depois de ver), que tudo isso tenha sido pra pagar despesas médicas, sequelas de drogas, remédios, tratamentos toxicológicos, psiquiátricos, reabilitações, dívidas e traficantes, mas é um palpite.
Muita gente divulgou esse filme (inclusive Youtubers oportunistas fedorentos querendo tirar um casquinha) como algo para "ser assistido", "que estava empacado mas estava sendo produzido/polido", "que estava no forno algo de muita qualidade que precisava ser refinado" e "valeria a pena o resultado final de ser exibido", usaram o "marketing urubu" de "o último filme de Shelley Duvall", ou o nome (do também decadente ator) Edward Furlong para promover essa atrocidade.
Mas o que nasceu aqui é uma coisa horrível, aborrecida, que não importava quanta "produção tivesse" já nasceu ruim, numa extrema perda de tempo, mau gosto, e que já tem trocentas dessas porcarias por aí a anos. A trama de "sangue", "lobisomens", "paranoia", poderia ser trocada por uma dor de "barriga/prisão de ventre" severa que não iria mudar muita coisa, pois tudo é um prato de comida estragado que só jogando fora, todo mundo aqui está com a síndrome do "horripilus atualis", com péssimas atuações/interpretações, com cara de quem está sendo ameaçado de processo por trás das câmeras, numa má vontade desalinhada sem fim, sem empolgação ou qualquer coração, sendo justificada coerentemente (intencional ou não) com sua obra.
Como já disse, muitos filmes amadores baratos tem coração, ou são [toscamente] divertidos, se vê [algum] potencial ali, ou não se levam nada a sério, se assumindo amalucados, usando o gore como brincadeira/sátira ou crítica, mas em "The Forest Hills" não, o mesmo se leva a sério (O.O') em muitos takes, tentando botar trilha, ambientação e música de suspense, criar "tensão", porém nada funciona, se esquecendo totalmente que certas coisas precisam ser minimamente pensadas, trabalhadas, ou se ter ciência mínima (ou competência) para serem realizadas, não basta ter uma graninha e um "eu acho e só". Aqui é [mais] uma basteirada de mal gosto que nem [sequer] segurar suas pontas, não mantem seu ritmo, não gera empatia (nem simpatia), não tem cacife em criar algo que se sustente (nem dentro do seu já batido gênero), entrega um "mistério" expositivamente/tosco, onde nada (ou pouco) importa, e te deixa perguntando o tempo todo;
"Porque eu estou assistindo isso se não me diverte, não corresponde ao seu gênero, é incompetente com sua proposta, e nem me distrai?" Fala sério!
Fiquei me perguntando por que Edward Furlong não era logo o personagem "Rico", mas meia hora depois quando ele dá as caras se entende o porque. Todos esses atores (ligeiramente) conhecidos de outros tempos, muitos já decadentes, muitos oriundos de filmes de terror B/C/D/Trash não servem pra nada (diferente do que alguns marketings dizem por aí), não alimentam nada, não põem em pratica seus anos de experiência, nem servem aos personagens, levando a pensar que muitos realmente [até] merecem/mereciam o limbo da historia e estar onde estão. Lamento por eles, mas lamento mais pelo meu tempo perdido nessa porcaria, que seria melhor se nem tivesse existido.
A história da realização horrenda dessa bomba dá um filme melhor que próprio filme, que não tem muito o que se contar, sendo um perda de tempo chata e aborrecida, que tu fica se perguntando como diabos deram tanto dinheiro em um negócio desses?! O.o'
Num filme completamente perdido, engolido, absorvido e sabotado pela visão amalucada (ou falta dela) de seus envolvidos, com muitos já sabendo que era uma granada sem pino desde o início, que em vez de "achar o pino", tiraram de mais algumas. Assinando contratos, assassinando qualquer criatividade, e estourando orçamentos de uma forma que era impagável. Ou perdia de uma forma ou já perdia de outra.
E comprovadamente, uma coisa maior que o todo fracasso/fiascos que esse filme é/foi, era o ego inflado e a arrogância de Eddie Murphy nessa época. Reescrevendo cenas o tempo todo, não seguindo o roteiro, mudando tudo na hora/quando queria, desrespeitando horários, atores, recomendação de diretores, roteirista. Era o que ele queria e acabou! Elevando o orçamento muito mais, e MAIS AINDA, mandando refazer coisas só porque não gostava, e os puxa sacos de plantão atendendo tudo como meros lacaios imbecilizados, numa infeliz bomba atômica que deu um prejuízo absurdo para os envolvidos, prejudicando muitos, inclusive o próprio Eddie Murphy, já rico, com a carreira meio em baixa, parecia não estar nem aí pra porra nenhuma, tendo sua própria órbita (com planetas girando ao seu redor), piorando o que já não devia ser muito bom, em desastre total apedrejado (merecidamente) por crítica e publico.
[Mais] Um marco negativo de gastos astronômicos, megalomaníacos, estapafúrdios, de estúpidos milionários, que acabam entrando para história bizarramente com suas esbanjadas desnecessárias, extravagâncias imbecis, adulações faraônicas, desrespeito tresloucados, egos estratosféricos, burrices e desperdícios absurdos. Loucura.
Eu sinto falta desse tempo, dessas comédias mais família, "sessão da tarde", com essas situações inusitadas, com personagens incomuns com atitudes comuns, das questionáveis a bondosas, do lado maluco, porém inusitado e humano, diferente do rumo que as comédias atuais tomaram. Entre as sabotagens, as de mau gosto absoluto, muito escrachadas, emporcalhadas, com um humor nada sutil/"in your face" (ou completamente abobalhado), além das paródias frequentes e auto parodias repetitivas que já encheram o saco, fora outros fatores que limitaram, atrofiaram e engessaram o humor completamente a uma fórmula quadrada encaixotada só, uma pena, enfim.. foi tempo. Dito isso, já dá pra ter uma ideia do que vai se encontrar em "De Médico e Louco Todo Mundo Tem pouco" (título BR horrível). Que mesmo que eu tenha gostado do filme e me distraindo muito bem, tendo umas situações bem legais, sabendo se levar. Esse é daqueles filmes que se vale mais pela situação curiosa, competência e carisma dos atores com seus papeis, do que o filme em si, pois de "The Dream Team" (título bem melhor!)...
...É impreciso, o "time" não é bom com as piadas as vezes, e MUITAS ficam perdidas, ou poderiam ser melhor trabalhadas. Muitas vezes a situação é gerada mas não vai pra lugar nenhum, geram expectativa e terminam abruptamente em seguida, projetam um campo pra situações que parecem que vão desenvolver, pra acabar logo na próxima cena, isso me incomodou um pouco. Se vê que faltou uma revisão, cuidado e capricho (talvez até verba), deixando a piada/situação meio "jogada" pelo caminho. Poderia ser mais, mas ok.
Os atores estão bem e bem a vontade em seus papéis. Mas senti o tempo todo que faltou desenvoltura em sua ótima ideia/dar mais corpo a mesma. O diretor "Howard Zieff" se mantem morno, robótico, no piloto automático fazendo o mesmo "feijão com arroz" de sempre, ele não maximiza a trama, porém não põem tudo a perder.
Deixando tudo leve, descompromissado, semi cartunesco, com conveniências, coisas furadas e sem sentido, que você pode relevar, pois o filme não se leva a sério e veste essa carapuça a todo momento. O que pode ser seu maior trunfo.
É agradável, simpático e curioso, mas não é o tipo de coisa que tu [talvez] vá rever tão cedo, e talvez nem fique muito na memória, tirando uma cena ou outra. De novo, não é porque é uma comédia "leve e despretensiosa/sem se levar a sério", que é desculpa para ser medíocre em certos pontos.
Ele cai MUITO em conceito numa revisão posterior, perdendo bastante seu "charme" e [até] a graça, deixando certas falhas mais evidentes.
Esse é o tipo de filme que tem uma premissa ótima e renderia uma coisa muito melhor, mas entrega um bê-á-bá bem chinfrim, comum demais para sua trama inusitada, acabando por se valer quase que exclusivamente pelo carisma e comprometimento de seus atores! Arrisco dizer, que se fossem outros atores na pele desses personagens, ele seria muito menos lembrado, e muito mais esquecido no buraco negro cinematográfico. Uma pena, se vê que renderiam mais/fariam mais.
Se entrega algo de "regular" pra "irregular" em seu entretenimento/aplicação ("1 estrela e meia/2"), mas que consegue entreter do jeito que ficou, sendo generoso e levando a [talvez] um "bom/bonzinho" ("3/2 e meia") na máximo, e está de ótimo tamanho. Como disse, não é "incrível", "memorável", mas também não é horrível, podre de horroroso, tem seu "chamariz".
Além de ser daquelas comédias que também não entrega tudo dos seus personagens de bandeja, deixando que os conheçamos melhor um pouco conforme a trama avança, abrindo um breve espaço pra um leve ""draminha"" de alguns personagens. Não é muito, pois o filme não se dá espaço pra crescer, mas tem, levando a gerar uma empatia a mais por seus envolvidos e situações/condições, principalmente "Christopher Lloyd". É um "espirro", piscou passou.. mas está aqui. É muito aquém de outras comédias da mesma época (até mais baratas) ou anteriores, meio raso, mas como o filme todo tem pouca (ou quase nenhuma) nuance, é uma forma de dar algum "tempero" com esse recurso de roteiro.
Com certeza, nas mãos de gente mais competente, que acreditasse mais no projeto, com mais investimento, revisão e um diretor melhor, seria ouro dos anos 80, do jeito que ficou, é uma coisa leve, banal, que pode vir a agradar/distrair/divertir, mas facilmente esquecível e sem peso, quase não representando direito o gênero que possui, elenco e ideia. É isso.
Falando assim, parece que eu achei o filme horrível, e pende muito mais pro negativo, mas não é bem assim. Os personagens são legais, uns legais até demais, "gente boas" (ponto positivo), e o filme distrai bem, fluí bem e é super simpático, acessível. Não acho que os filme tenham que ser todos iguais, e nem todos tem a "obrigação de serem incríveis ou memoráveis", muitos funcionam bem sendo leves e simples, situações onde o "menos é mais", só acho que aqui, aqui, esse filme merecia mais/poderia ser mais! Mas do jeito que ficou, tá bom. Importante foi cumprido, distrair.
Gostei desse, e o acho subestimado como filme/aventura do "teioso".
O Homem-Aranha deu uma "sofrida" nos inícios de 2010, muito por causa de decisões arbitrárias, equivocadas, incoerentes e autoritárias dos executivos da Sony, que já haviam prejudicando "Homem-Aranha 3" em 2007!, levando a resultados insatisfatórios para a Sony, além de outras decisões estranhas e apressadas, que culminaram no primeiro reboot em 2012 com Andrew Garfield, enquanto muita gente ainda era órfã do Tobey Maguire. Algo totalmente prejudicial e prematuro, e pela pressa da Sony, a duologia do Andrew Garfield também foi prejudicada, com muita gente já torcendo o nariz antes da hora, e se auto sabotando sem necessidade. Tanto que depois de "The Amazing Spider-Man 2" (2014), resolveram fazer outro "fucking reboot"(!) em pouquíssimo tempo, fodendo com identificações com atores, universo construído, coerência e personagens. Quem não viu os outros filmes ficou meio perdido, sem entender certas coisas, e claro, comparações eram inevitáveis.
Nessa lambança desnecessária feita pela Sony, parte dos direitos do personagem voltam para a Marvel, e aí surge a ideia de mais um filme do Homem-Aranha, já sob a tutela de seu "universo compartilhado" (MCU), com um rapaz conhecido por uns, desconhecido por outros, já se aproveitando do "boom" dos super heróis no cinema.
Lógico que torceriam o nariz, e muita gente nem deu bola, o produto estava meio desacreditado, mas era o "Homem-Aranha", o super mais humano e ferrado de todos, que dá muita grana pro estúdio, tinham a missão de não cometer erros com novo "amigo de vizinhança" na pele de "Tom Holland", levando a sua primeira empreitada em um filme só seu.
"Homem-Aranha: De Volta ao Lar" é um nome bem apropriado. E depois de muitos anos, sendo eu, um dos desacreditados, resolvi reassistir, e o resultado foi surpreendente positivo.
Aqui você já tem o spider já iniciado na vida de vigilante, e já é ativo em sua luta e conflitos, inclusive, lutou ao lado dos vingadores no filme "Guerra Civil" (2016), sendo sua primeira aparição oficial. O garoto já tem uma "bagagem", e não precisa ser reapresentado novamente de novo. rs
É legal que já "pula" bastante coisa, corta "gorduras", e não se repete como os filmes dos aranhas anteriores, mas não deixa de ser aquele personagem bacana que conhecemos. Mas o Homem-Aranha do Tom Holland é bem mais novo, mais "guri", mais inexperiente, atrapalhado, sem jeito, "cru". Ele tem medo de fazer certas coisas, mas ainda tem coragem para entrar de cabeça nelas como um herói. Acho legal também certas partes onde ele se enrola, e tem que resolver as coisas correndo desesperado, pois ele não tem tempo, não sabe resolver direito, não se preparou, e nem tem onde lançar suas teias, tornando os momentos icônicos, divertidos e diferentes em sua forma e abordagem. Peter aqui é sem jeito, curioso, imaturo, meio inconsequente, mas tem o coração no lugar, se importando com os outros e sendo valente ao seu jeito. Sua vida dupla ainda é bem retratada, e seu dilema é equilibrado da forma correta, entre a vida de adolescente, e combatente mascarado. Pontos pro filme.
Ele ainda conta com a ajuda do Homem de Ferro, seu "amigo", """pai""", mentor, para auxiliá-lo com certas coisas, orientá-lo, discipliná-lo, e passar [certas] correções/sermões necessários, como um jovem adolescente como ele precisa/necessita. Isso gerou um certo problema na época, do "Homem Aranha ficar na sombra do Homem de Ferro", "tudo bem", mas aqui em "Homecoming" o equilíbrio é bom, não achei excessivo, e esse spider é "nascido" em um universo onde os "Avengers" são presentes (os maiores heróis da terra) e exemplo para todos, inclusive os mais jovens, sendo totalmente crível, coerente e bem exemplificado e explicado aqui, não achei exagerado, ficou "amarradinho" dentro do contexto, e dando uma outra "roupagem" a esse personagem já tão batido e conhecido. Gostei aqui, faz parte da jornada de crescimento desse personagem do MCU curioso e diferente, mas entendo perfeitamente e respeito quem não curtiu.
"Se você não é nada sem esse traje, não deveria tê-lo"!. Ainda é um filme do Aranha, mas com a "mentoria" de um super mais "maduro" e experiente. A jornada está aqui, só não na mesma forma nesse contexto. Não achei prejudicial, ou que "diminui o Peter", não nesse filme. ;)
Outra coisa que achei bem legal, são claro, as cenas de ação, muito bem filmadas, realizadas, coordenadas, pensadas, com efeitos e uma cinematografia interessantes, que ficaram muito bacanas! "Quadros" e composições bem criativas, com diversas cenas que te deixam com um "gostinho de quero mais", ou na expectativa pra próxima. Ponto pro filme de ação blockbusters do cabeça de teia!.
Mas, na minha opinião, quem rouba a cena, e auxilia bastante nas suas construções nesse filme, fazendo o contrapeso, dando todo o movimento necessário, é presença acertadíssima e segura de Michael Keaton! O que seria de um herói sem um bom contrapeso narrativo, ou um bom vilão?! E Keaton corresponde com essa nova roupagem do vilão "Abutre/Vulture", pra ninguém botar defeito!. Adorei o design do MCU, as roupas, as asas tecnológicas gigantescas, o capacete, totalmente coerente com um homem em grandes altitudes, além dos olhos verdes brilhantes intimidadores! O vilão tem postura dentro e fora do traje! Não deixando a peteca cair e mostrando que é uma ameaça séria, e uma provação para o jovem Peter Parker. Muito legal! Tendo ótimas cenas e embates com os dois! Os roubos, a barca, o armazém, o táxi, o avião! Funciona que é uma beleza, dando mais movimento, sendo um espetáculo puro em um filme de herói! Com Keaton [ainda] subestimando o rapaz, e Tom não o levando a sério como deve, levando ambos a evoluírem. Excelente início e bem divertido.
De um vilão velhote carequinha verde com asas, que eu acho bem tosco (sempre achei!), parecendo mais esses mascotes dançarinos de porta de farmácia, a um redesign acertado/retrabalhado de um vilão com mais postura, motivações e intimidador. Cool! Virou minha versão favorita do personagem/vilão. É isso.
Tem uma ceninha ou outra aqui que da uma leve "forçadinha", pra gerar uma situação, que talvez pudesse ser melhor trabalhada de outra forma, mas o quadro geral do filme eu achei muito/tão positivo, que em meio tantos acertos constantes, dá pra [deixar] passar legal. É bem bacana e espetaculoso, ao mesmo tempo que ainda é simples e humano. O Aranha tem fraquezas, "vai na quitanda", salva o dia, apanha, é desacreditado, e eu gosto desse aspecto do personagem, da cidade, dá misancene. O storytelling é seguro, competente, estando tudo aqui em uma roupagem diferente. Os amigos dele aqui estão na medida (graça a deus!), assim como o seu humor! (amém!).
Achei um filme muito divertido, um entretenimento acima da média, e um pipocão que "queima a língua" do meu "eu" de 2017, numa grata surpresa.
My coquito e My cocaine desperdiçados em filme totalmente insosso, inócuo e sem graça.
É o tipo de filme que só serve pro estúdio jogar dinheiro fora, lavar grana de drogas dos engravatados, pagar as contas do envolvidos e de sonífero para o espectador.
O diretor "John Mackenzie" nunca foi grande coisa, e aqui, ele aparentemente se mancou e foi fazer outra coisa.
É o tipo de filme que ficava esquecido e mofado no fundo da locadora, cujo a única coisa que poderia lhe dar uma mera "luz", seria puramente pela curiosidade de quem gosta dos atores, basicamente. Mas sem esperar muita coisa além de somente completar o "álbum de figurinhas filmográficas", pois se esperar muito, ainda pode acabar se aborrecendo. É isso.
Esse eu já não curti não. O roteiro é truncado, atrofiado, arrastado, pouco fluído e cansativo.
Aqui já pesam mais a mão nas piadinhas [mega] excessivas [já] sem organicidade, onde muitas são desnecessárias, sem "time" ou graça.
Não achei necessário essa bobagem de ir pra Europa, não tem peso narrativo, poderia ser em qualquer lugar do mundo que não mudava nada. E mesmo a Europa estando aqui, ainda fica boring, com muitas partes feias, emboladas, sem graça, e de estúdio evidente, quebrando a imersão de outrora de produções anteriores, sem uma cinematografia bacana, ela está lá, e é isso, junto a um pacote de "violões" elementais para destrui-la bem toscos e genéricos (independente do contexto).
O atrativo é minguado e sem sal logo de cara, de cenários e trama.
A trama de Peter aqui é muito fraquinha, fiapenta, conveniente, desinteressante, repetitiva e apoiada em "muletas" de roteiro. Usando os filmes anteriores [de novo], usando os "Avengers" [de novo], usando a figura de Tony Stark, de novo. Que se não é em presença, é "do além", na forma de mensagens deixadas, óculos, tecnologias, drones, etc.! Até a bosta do vilão só existe por causa dele. O que é um ato falho, redundante. O Homem-Aranha tem uma vasta extensão de vilões bacanas no universo dele, e o que aparece do universo dele, aparece por rixa com o Homem de ferro, putz! Ok, o Peter do Tom Holland é ingênuo, bobão, atrapalhado, isso já foi entendido. A figura de Tony Stark funciona muito como um mentor, "mestre", ""pai"", e de passar de bastão para o próximo super herói, ok. Mas o problema é que isso é mal trabalhado na sequência, não acrescentando muita coisa ao cerne narrativo realmente, fora além do, "Homem-Aranha não precisa ser o Homem de Ferro, e pode andar com suas próprias pernas e ter suas própria escolhas", mas não achei isso bem trabalhado aqui, pois o filme dá a entender que ele está mais preocupado em sair com a MJ, que pra mim é uma personagem que "não fede em nem cheira". Pô, fala sério, o andamento do filme vai cansando, e suas escolhas com o personagens são meio duvidosas. Em vez de trabalharem o personagem, deixam ele com meros conflitos retardados, se apoiando na desculpa de que ele tem "15 anos", "é um garoto".
É válido, mas a falta de trabalho nisso, gerando estranheza constante, sendo um sinal de coisa mal feita, corrida, pouco trabalhada.
A relação de Peter com o vilão "Mysterio" também não é boa, foi mal construída e não tem o peso necessário para causar o impacto correto que deveria. Além de "Mystério" não ser um vilão lá muito imponente, ele aqui, só vai vir a desenvolver um "laço" (muito frágil) com o Peter em uma parte já um pouco distante na narrativa, o que não beneficia a trama. Antes ele fosse introduzido como um "novo professor", sei lá, algum confidente da tia May ou alguém, algum clichê qualquer que os fizessem ficar mais próximos de maneira mais rápido e crível, como certos filmes fazem corretamente, inclusive filmes do [próprio] aranha anteriores.
Eles fazem porcamente o "Mysterio" virar um "amigo/confidente" de Peter, e Peter em poucos minutos já confia nele, dá o óculos do seu mentor, amigo, "pai", pra um idiota fantasiado que ouviu algumas de suas lamurias adolescentes. Tosco! É o mesmo Peter que lutou com super seres (em pé de guerra e se desentendendo) em "Guerra Civil" (2016), mesmo Peter que já protegia a cidade, mesmo Peter de "Homecoming", que passou perrengue pro abutre, inclusive era escanteado, não sendo levado a sérios [pela idade, imaturidade e inexperiência] por outros supers. Ele não era nenhum bocó recém picado, e nem tinha pulado pela janela no dia anterior para combater o crime. Que fosse assim, mas não assim tão bobo e estupido, o cara tem 15 anos, não 6. Antes usassem a desculpa do "óculos de Tony Stark"/"a morte dele", ou a "missão de Nick Fury", como um pedido pessoal do próprio Tony. Que Peter iria atender, claro, pelo seu amigo, já numa missão com o próprio "Mysterio", e eles desenvolvendo uma amizade, camaradagem de trabalho, com Peter vendo nele algo parecido com Tony, como a própria cena do óculos, mas com um peso. Só que, obviamente, Peter iria descobrir que nem todos os mentores/amigos, são quem parecem ser... isso já desde o início.. Ainda mexeria com outro tipo de ilusão, que é a da índole, não só de luzes, fantasias e feitos especiais.
Deu um óculos pessoal super perigoso pra ele, que quase matou os colegas no ônibus, entendendo completamente errado a mensagem de Stark, só porque queria ficar logo num namorico imaginário com a MJ (mehhh) e "ficava bonito" no rosto do Jake Gyllenhaal.
Porra, meu! É tosco, é podrinho, a motivação é ruim! sem graça! Cadê a construção? Cadê a emoção? cadê o desenvolvimento? O roteiro é mutante! Que quer focar em um assunto sério/ameaça, responsabilidade, amadurecimento/crescimento, desenvolver uma trama sucinta, botar o personagem pra frente, mas ao mesmo tempo não potencializa a ameaça, não desenvolve sua trama, atrofia seu personagem principal, se apoiando em coisas bestas, soluções fáceis e gracinhas, gerando essas anomalias narrativas conflitantes, inconsistentes e esquisitas.
Fica aquele papagaiada de passeio escolar, namoricos adolescentes, piadinhas, "chove não molha" de forma excessiva, cansativa demais. E a trama que é pra ser a trama mesmo não anda, seu cerne narrativo, espinha dorsal e storytelling são prejudicados, nem parecendo fazer muito sentido, e Nick Fury e outros caindo nessas papagaiadas é complicado de aceitar. Tinha formas melhores de tudo isso ser feito/contado/conduzido. Mas tá aí..
Fora que o filme tenta (estupidamente) manter o vilão como se fosse alguma espécie de revelação/surpresa esquisita. O que é horrível, porque porra! Todo mundo sabe que "Mystério" é um vilão do aranha desde 1964, são 60 anos de existência do personagem, diversas encanações, adaptações, e a Marvel me vem com uma podreira dessas em pleno 2019. Jakezinho era bonzinho e estava pronto para ser "amiguinho" do Parker a qualquer momento. Nossa... deixa o Homem Aranha do Holland mais estúpido do que parece os olhos do público, que isso, horrível!
Acertaram tão bem com o "Abutre" no filme anterior, mesmo com umas forçadinhas de barra. Aqui já torceram a barra toda.
Fora que esse "Mystério" é tosco e nada "misterioso", explicando todo seu plano, deixando coisas pelo caminho, e ainda revelando tudo numa cena ridícula de expositiva em um bar, que chega ser tosco de tão idiota, como se o publico fosse imbecil como o Peter Parker desse filme. É assim que a Marvel enxerga seu publico, praticamente.
Você vê essas coisas e lembra de um tempo [já] distante na "Tv Globinho", "Band Kids", "Fox Kids", "Jetix", "Bom Dia e Cia", etc.. Que passavam episódios dramáticos, com temas até pesados da "Liga da Justiça", de "Super Choque", "X-Men".. e você tinha episódios como; "Para o Homem que tem tudo", do Superman, em um desenho de classificação livre, que não tratava o expectador como paspalho idiota assim o tempo todo, como muitos filmes de heróis que tem saído por aí. Enfim.
Você tem um Herói fraco, com uma motivação capenga, um vilão fraco, com uma motivação tosca, além de uma trama muito ruizinha por si só, cheia de bobagens, firulas e coisas que a deixam difícil de se acompanhar.
Quando "Mysterio" vira realmente uma ameaça pra Peter já deu 01:17 de filme!! Seu primeiro encontro, o primeiro embate deles... atrasado/muito ruim! Um desperdício de personagem e de ator. Suas ilusões são bem legais e você vê que ele é perigoso, mas faltou ser melhor trabalhado. E ele, na minha opinião, poderia ser um personagem mais desequilibrado, falando ao mesmo tempo com gente que existe e gente que não existe, para dar um ar de maluco maior nele, e ficar aquele mistério do que é real e o que não é, pra gente e na cabeça dele, dando mais um complemento pro personagem e aproveitando o Jake Gyllenhaal, em vez de "mais um cara que foi demitido e quer vingança", blá, blá, blá..
Por vários momentos parei pra ir fazer outra coisa. Marvel quase deu uma de Sony [com Andrew Garfield] aqui. Mas ainda se sabia que esses filmes dariam muito dinheiro/retorno.
Mas não tem desculpa um roteiro desses, sendo o sétimo filme live action do Homem Aranha. Quase enterra o personagem de novo, tendo que apelar e pensar grande no posterior "No Way Home" (2021), usando três Homem Aranhas, nostalgia e fan service.
Não veria esse filme de novo, nem as cenas de ação me pegaram tanto. Se vê que o vilão, trama e herói poderiam ser melhores trabalhados, desperdício, e desperdício do meu tempo, me deixando injuriado e aborrecido.
Achei um filme digno, bem bonito, deslumbrante em certos momentos, bem animado e fluído.
Você vê que é um filme pensado, cortado e editado por gente que quer exatamente o que se vê aqui, pois ele tem uma métrica cuidadosa, que mais um pouquinho de cada coisa o poderia comprometer e deixa-lo enjoativo.
Muito por sua duração, muitos personagens, e uma narrativa que pode vir a ser mais "frenética" para alguns, com "muita informação".
Para mim soou bem tranquilo, pois a trama principal, o roteiro, os personagens, seu cerne criativo, narrativo, storytelling, aliado a uma boa trama, é funcional, descontraído, sentimental, bem aplicado, empolgado, sabendo ser sério e divertido.
Miles e Gwen são ótimos personagens! Você simpatiza com eles, suas dores, seus dramas, suas solidões, seus paralelos, cada um em seu mundo, entrelaçados por um caminho/dever que só eles compartilham. A parte paternal também é bem bacana sem soar piegas. Vê-se carinho, que tentaram fazer um filme para família, passar uma boa mensagem, bons valores, de se assistir e curtir.
Certas partes não teve como não lembrar de bons momentos de animações antigas, como o "episodio da mãe do Super Choque", o "final de X-Men Evolution", outras mídias, filmes, quadrinhos, etc. Do peso das suas escolhas, dos seus valores, seus amigos, quem escolhemos para estar ao nosso lado, seus sacrifícios, e o verdadeiro heroísmo, fazer aquilo que é certo. Bem legal.
Uma pena precisar de grandes produções assim para coisas que víamos na nossas tardes, manhãs, com frequência, todos os dias, em um passado não tão distante, mas enfim..
Talvez, um coisa que pegue as pessoas em "Através do Aranhaverso", é que ele é, por enquanto (como já disseram), inconclusivo, necessitando dá segunda parte para saber o desenrolar (talvez fechamento?) dessa trama, mas te deixando com vontade, com gostinho de "quero mais". Espero que a próxima parte seja muito boa, pois vai auxiliar muito esse aqui, fazendo a galera assistir ambos como um filme só. Cruzo os dedos por isso.
Gostei bastante dos Spiders, alguns são apresentados e você [já] gosta, outros não gosta muito [logo de cara] mas passa a entender depois suas personalidades. "Miguel O'Hara", o "Spider-Man 2099" está aqui, e está bem legal! Eu sempre gostei dele por ele não ser "mais um Peter Parker". Ele é mais cínico, sisudo e carrancudo aqui, talvez pelo seu drama e sua posição de extrema responsabilidade que carrega, o deixando mais amargo. Sendo mais uma utilização do personagem, desde quadrinhos a meros trajes, e adaptações de jogos como em; "Shattered Dimensions", onde ele é mais brincalhão e piadista, e "Edge Of Time", onde é mais sério, centrado e disposto a sacrifícios que o Peter não faria, mas você vê que é um cara bom, só é mais "frio". Merece mais adaptações grandes, sua índole é diferente e interessante.
Foi meu motivo de baixar logo o filme. Alguns o acharam "descaracterizado", outros que ele tem a personagem do "Homem-Aranha superior", outros que "ele está muito vilanesco", enfim, todos válidos, porém pra mim não incomodou, pois como disse, vejo com mais uma representação/interpretação do personagem, que ficou boa, tem seus motivos, talvez mais na continuação...
Enfim, achei o filme bem legal. Suas 2:20 me passaram algo bacana, uma alma, um feeling, uma paixão que me deu uma certa nostalgia com um padrão de qualidade que costuma existir/ser tão presente, frequente e comum (em várias animações), que desapareceu em um mar de preguiça. Gostei bastante das musicas também, muitos tendo seus próprios temas, e as piadas não são [tão] excessivas ou constrangedoras, sabendo respeitar suas cenas e seus momentos, mas já em um padrão "mais atual".
O vilão se for bem construído, os personagens forem bem trabalhados, seus destinos forem bem pensados, além do cliffhanger no final, tem tudo para o próximo ser um grande filme.
Quando vi o primeiro filme em 2018 eu achei ruim, não curti, não era o que eu esperava como alguém que curtia o personagem Venom, porém [erroneamente] achei que no 2 poderia melhorar com o "Carnificina", não curti, achei pior ainda... (tirando certas cenas de brigas e ação, enfim..)
Fiquei me perguntando porque gastam tanto dinheiro/desperdiçam tanta grana, oportunidades e boas ideias assim sem motivo... com produções tão ruins, mal feitas, "roteiros" pavorosamente horríveis, vergonhas alheias, ou praticamente inexistentes.
A impressão que se dá é que vão escrevendo esses filmes na hora da filmagem, pois tudo é conveniente, atropelado, sem peso, mal feito, pessimamente interligado, sem paixão... faltando tudo.
Pegam esses personagens com bagagem e boas historias e esculhambam tudo, sendo a última coisa que querem é contar uma boa trama.. fazem lambança e ainda colocam a culpa no público por esses desastres financeiros de péssima recepção de crítica e público.
O problema está na arrogância de quem puxa as cordas.. que não fazem ideia do que estão fazendo, e supõem que o público todo tem fezes no lugar do cérebro para engolir qualquer porcaria.. mas tudo tem um limite.
"Venom: Á Última Rodada" é um filme ruim, podre de ruim, péssimo, horroroso como trama, como filme, como história, como adaptação de personagem, com os personagens que apresenta, é uma bosta e uma lambança completa, e por incrível que pareça ASSUMIDA. Todo o canto desse filme se assume ao ridículo absoluto que nem tenta esconder mais que é um produto defeituoso e mal parido/planejado.
A ironia disso, é que isso pode "salvar" o filme, pois já sabendo disso, e ele se mostrando assim, você desliga tudo que conhece do personagem, tudo que foi construído nos quadrinhos (ou em outras mídias), tudo que se conhece sobre estrutura de filme, roteiro, trama, drama, storytelling, esquece completamente que nada mais quer fazer o mínimo de sentido e simplesmente se deixa levar pelo "trash", podridão e absurdo.
"The Last Dance" é um "filme trash" em essência de grande orçamento.. Ele tem todo aquele "ar tosco", que várias produções possuem, que muitos só se importam mesmo com o "barulho", o "sangue"(gore), a "tosqueira", um contexto para o que acontece e "um abraço", é atirar o "filho fedido" pro alto na esperança de que alguém o salve, aqui, tudo no piloto automático e sem alma, completamente "braindead", e ausente de neurônios.
É basicamente um "action road movie", comédia pastelão, sessão da tarde [ruim] com o Tom Hardy fazendo "cara e bocas", "papagaiadas", falando sozinho, com seu "amigo" simbionte retardado feito em CGI.. é isso.. [bizarro por si só] Umas ceninhas aqui, outras ali pra dar um "movimento" e todo mundo não cair no sono, indo embora assim... Venom aqui tá com preguiça, poderia ter se fundido ao "Didi Mocó" e daria no mesmo.
Dito isso, sabendo, por incrível que pareça, acabei conseguindo ver o filme, mesmo cansado, abatido do trabalho. Tive a curiosidade mórbida de saber o desfecho desse universo "maravilhoso". Expectativas inexistentes, sabendo de todas as criticas, já batendo o olho no filme e vendo "braindead", então, entrei no "clima do filme" e assisti tudo em um estado semivegetativo, totalmente consciente de ter graves danos cerebrais se pensasse um pouco mais que uma barata. Acabou dando certo! Somado a duração acertada, basicamente 1:30, deu pra passar o tempo [semimorto] sem ter grandes prejuízos cognitivos.
Estava afim de perder meu tempo também, aliado a curiosidade, e passou... enfim.
Chega por hoje..
Visto em: 19-08-2026
Esse tempo de 1:49 é ilusório. Tem uma cena com o vilão inútil depois do desfecho, "20 minutos" de créditos, e uma cena pós-créditos, que não vai dar em nada, pois a Sony já anunciou o cancelamento desse "universo de vilões" e é isso.
Escrevo também para me lembrar do filme, pois ele é totalmente esquecível, e fico curioso, caso algum dia reveja. Só.
Gostei de poucas coisas. O Peter e a Gwen continuam com a mesma química gostosa de se ver, apesar de ter muitas cenas que ficariam melhores em outra ordem, principalmente para não comprometerem o andamento, sem ficar nesse "chove não molha" chato de novela. Mas para onde vai é até corajoso, e a Gwen não é uma donzela em perigo, ela toma decisões, tem fibra, se importa, só não tem poderes.
Gostaria muito de ter visto uma "Spider-Gwen" com a Emma Stone dessa época, uma pena.
Outra coisa que achei legal foram as cenas de ação, principalmente com "Electro", seus efeitos, partículas, show de luzes e poder destrutivo. Bem legal.
Agora, todo resto eu achei uma bagunça! O roteiro é ruim demais! É nítido a interferência de acionistas, estúdio, marca, cada uma querendo uma coisa, dando pitaco, e colocando tudo ao mesmo tempo sem se importar se importa, ou é coerente para o andamento saudável da trama e do seu storytelling.
É lamentável, o filme tinha tanto potencial. Se o primeiro era uma reboot meio corrido mas simpático, aqui é uma salada de frutas, uma mistureba de coisas que não importam, que acabam se atrapalhando, colidindo, prejudicando e deixando tudo muito cansativo, desinteressante e aborrecido.
Não há interesse em certas tramas, e vários personagens (muitos sem necessidade) são muito prejudicados por isso. Eu não vou chover no molhado.. o que foi falado de negativo sobre o filme já foi falado, mas parece até um filme sabotado. Tinha horas que dava sono, pois MUITA coisa é desnecessária, redundante, mal elaborada, sem tempero e (até) sem sentido.
Apesar de gostar das cenas de ação, não gostei desse "Electro", não pelo Jamie Foxx, mas pelo personagem parecer uma caricatura tosca, com um design que não curti, independente dos quadrinhos "serem ou não serem," não curtir o personagem aqui, ponto. Ele me lembrou aqueles personagens idiotas feitos pelo Rick Moranis nos anos 90, com um tom esquisito, pastelão, musica tosca, e uma motivação sem lógica, pois foi pouco desenvolvido e muito mal explorado. Deixando o antagonista como um mero retardado chorão, com uma motivação pífia e imbecil contra todo mundo, e ainda mais contra o Aranha (!). Você vê que ele é maluco e não bate bem, mas a falta de um bom preparo e desenvolvimento para seu personagem foi péssima, o deixando uma casca oca e genérica. E ele tinha motivos plausíveis para ser "maluco", mas foi totalmente ignorado e sabotado por péssimas decisões. Antes ele já fosse uma pessoa ruim mesmo logo de cara, seria mais plausível.
O Duende Verde sofre mais ainda, pois a apresentação dele é corrida, atropelada, apressada. Se no filme anterior ele não aparece, e pouco se sabia sobre seu pai, aqui eles atropelam tudo para inserir seu personagem. Ele acabou ficando horrível (no mal sentido) e o ator ficou outro chorão mimado (com uma franja tosca) que dava até nervoso.
Esse são os "Antagonistas" do filme, 2 chorões "injustiçados" que resolveram descontar em gente inocente.. Que você junta com o Spider que (também fica numa choradeira que tem hora que cansa), tendo uma trama capenga, batida e cansativa sobre perda, luto, faculdade, casalzinho, vilões maléficos sem graça e sua trama de família horrível, porra! fica complicado assistir isso!
E tudo fica pior pois esse (já) era o 5.º filme do Aranha no cinema! Em um universo já rebotado, e com erros que já haviam sido cometidos no "Homem Aranha 3" do Maguire!. Não tinham desculpa! Se tem coisa pior que ver coisas em filmes que já são cansativas, clichês e batidas, é ver ERROS infantis de narrativas clichês, cansados e batidos, é a redundância do fracasso e você se sente vendo o mesmo filme ruim que já viu em outras encarnações. Não tinham que errar nesse e erraram.
Tanto que esse universo não foi pra frente... Lamenta-se! Se fosse bem feito, poderiam ter explorado coisas que o [aranha] do Raimi não tinha explorado, e com o Venom, o Carnage, o Morbius, Kraven, etc. Que viriam todos a ter seus filmes solos (que eu achei) horríveis, sendo parte de um universo com um tom interessante do "The Amazing".
O aranha do Andrew Garfield tinha um jeito especial que eu via ele lutando contra vilões como o "Morlun", ou o bizarro "The Thousand". Pois ele era daquele "infantil com liberdade de inserção" fácil e crível, que podia ir facilmente do "infantil" ao bizarro, pesado e espetaculoso, como certas cenas (interessantes) do primeiro. Enfim..
É isso, o que passou passou, o que era pra ser dito, já foi dito. Eu não tenho muito o que dizer, disse aqui para me lembrar, pois o filme me cansou, me deu sono várias vezes, e sua trama/roteiro é uma bagunça capenga atropelada e esquecível, que eu provavelmente vá apagar da memória em breve, menos a lembrança de achar chato. Se o primeiro foi simpático e fazia uma nova apresentação do personagem ao mundo, com um novo potencial a se explorar, aqui achei um banho de agua fria, e uma desistência antes do fim bem visível.
O novo herói já nasceu derrotado, mas não pelos seus vilões, mas pelos vilões em seus bastidores. Fica-se a memória do segundo manto do personagem do cinema, mas certamente não fica muito na minha cabeça. É isso.
Nossa! Me impressiona que um filme tão chato, arrastado e tedioso como esse tenha média "3.1". Caramba! "3.1" é um negócio "bom", um entretenimento bom/bom filme.
Isso aqui tá longe de ser um bom filme... Mas referências de qualidade positivas já foram perdidas a muito tempo, dando lugar ao desespero do "fastfood 8 e 80", entre "obra primas espetaculares magistrais" (esquecidas em uma semana), e "lixos absolutos de merda e frases prontas e repetidas" de gente que as vezes nem vê o filme ou gosta de qualquer coisa... O "meio termo se foi", junto do bom senso, infelizmente.
""""""FATAL FRAME"""""" (2014) NÃO É "FATAL FRAME".
Isso aqui é quase uma fantasia sobrenatural pseudo homossexual. Tudo bem que a franquia Fatal Frame lida com temas bem pesados de sacrifícios humanos, assassinatos, incesto, irmão matando irmão, brutalidades, luto, suicídios, desesperança, sequestros, linhagens de famílias bizarras, paranormalidade, passagem de tempo, fantasmas e fotografias em lugares tensos, com atmosferas pesadas e incomuns. Aqui, nesse filme, BASICAMENTE, não há nada disso. Ok(?)
É uma "adaptação", mas eu já estou cansado de explicar o óbvio! e perder tempo com isso.
Mas "Gekijô-ban: Zero" não funciona em basicamente nada! Ele não funciona como "Fatal Frame", não funciona como adaptação!, não funciona como filme de terror! e trabalha muito mal, MAIS MUITO MAL, seu """suspense""" e personagens. E olha que são até garotas/atrizes simpáticas, não são ruins.
Mas seu texto é morto, morno, pouco engenhoso, desinteressante, e para "preencher" essas lacunas faltantes de falta de criatividade, se cria um mistério misteriosos supremo esticado e arrastado, que com a direção quadrada, didática e burocrática de "Mari Asato", o negócio fica uma coisa difícil de se acompanhar/digerir e se imergir.
Apesar de uma cena ou outra a diretora aplicar bem sua fantasia, e deixar a "cena bonita", ela peca por não colocar tensão, tesão, deixando tudo asséptico, quadrado, pragmático demais, sem sal e sem tempero, em um filme que deveria instigar em seu mistério, tem prender pela tensão, te pegar pelas cenas, e fazer você se importar pelas personagens e pela situação, e isso mal chega. É Muito, MUITO CANSATIVO.
O filme tem 1:45 e parece maior, excessivo, não anda.
E como disse, não é um bom terror, não é um bom suspense, não é uma boa adaptação, e tu fica; "porra! onde que esse troço quer chegar com essa fantasia fantasmagórica mequetrefe que não acerta em nada do que se propõem?", "pra que estou vendo isso?"/"eu não estou me importando com NADA do que está acontecendo mais".
E o que me faz lamentar mais ainda, é que eu joguei e fechei todos os jogos! É uma franquia beeeem legal, divertida, e da umas remexidas em certas coisas, apesar de manter uma certa "base/formula", que mesmo com seus altos e baixos em muitas partes, e partes bem ruins e chatas no jogos (mesmo sendo mídias diferentes, sim!) conseguiam me entreter! Aqui nesse filme, ficou complicado o negócio. O que é lamentável, de mim como "fã", não tivesse a bosta do nome no filme, seria uma propaganda enganosa/uma decepção a menos.
Aí tu entra pra ver o filme e tem uma nota "boa", é mais um quebra de expectativas (e um exagero) sem tamanho, em uma coisa que é quase uma bobagem clichê desperdiçada, que no máximo, explodindo de generosidade, você consegue bota-lo como regurar, sem ser muito (ou quase nada) exigente com a experiência apresentada. Que putz! Oh troço aborrecido.
"Makoto Shibata" deve visto essa porra e pensado; "caramba! Tanto trabalho tenho.. para adaptarem qualquer bosta...", até ele sabe bem (kof, kof, Miku e Mafuyu no), "Maiden of Black Water" que o diga...
"""Fatal Frame""" (2014) é um grande nada. Parece até que fizeram um filme da "menina do espelho", e se eu quisesse ver colegiais flutuando eu ia ver Harry Potter! Até episódios do desenho "Coragem, O cão covarde" são assustadores, sabem ter mais clima, abordar seus temas e montar uma atmosfera e suspense corretos (dentro de seu contexto).
Esse filme é baseado em um mangá. Aqui não achei muito legal, com dissonâncias narrativas de aplicação fortes entre as adaptações (filme/livro), "afetações entre um e outro" na trama, humor fora do tom, e uma "origem de herói" curiosamente esquisita. O.o'
Inclusive, esse é um daqueles filmes "2 em 1". Sua primeira metade, apesar de umas coisas ridículas, exageradas e sem graça, lembram bastante aquele "terror clássico" antigo, que japonês costumava fazer bem, mas digo, LEMBRAM! Os ângulos de câmera tortos, parados, focando no fundo, alguma coisa aparecendo, acontecendo rápido, sumindo ou se aproximando, barulhos estranhos, uma presença incomum, sendo bem cru, sombrio, com uma atmosfera interessante.
Apesar das afetações aqui e ali, é na "segunda metade" que (pros desavisados, jesus!) fica meio difícil embarcar no negócio e levar a sério. Se as piadinhas já eram meio duvidosas no início, ou a ameaça era interessante, a coisa dá uma pesada e a ameaça vira uma coisa pra se "rir", com o humor (já duvidoso!) ficando mais escrachado, comprometendo bastante a [minha] experiência.
Eu entendi a mensagem, e a mensagem é até legal, de não se deixar abater pelo medo, seja ele "da vida", físico, espiritual, sobrenatural, etc. Mas porra! Tem formas melhores de se levar isso.
Se leu até aqui, já sabe que o filme é baseado em um mangá, mas para os desavisados (e mesmo os que já sabem), você é pego de surpresa por uma mudança narrativa brusca/abrupta. Ficando bem "complicado" levar as coisa de uma forma mais séria, densa, tensa, o que é lamentável.
A história da trama é interessante, mesmo que batida, a velha trama de casa assombrada funciona, e o "pano de fundo" dela é triste, pesado, deprimente. Se o andamento se levasse mais a sério, na minha opinião, beneficiaria muito mais o filme, de forma marcante e satisfatória.
Esse tipo de filme "2 em 1" tem que ser bem trabalhado com habilidade para que certas mudança não sejam tão repentinas, dissonantes e bruscas, ou suas partes tenham peso semelhantes em qualidade, aqui você sente o deslize, mesmo que "Koji Shiraishi" (que é um diretor que eu não curto!) ainda consiga manter certas coisa com uma certa coerência, e um tom aceitável para sua trama, sem desandar de vez, ou descambar pro "anime" total, o que saiu/foi entregue não achei muito bom não, e o maior elemento que o torna único/incomum, que seria o que deveria cativar, é também seu calcanhar de Aquiles, o que é uma pena...
PRA MIM, poderia ter sido algo levemente inspirado no mangá, usando o plot principal daqui, mas sem os elementos mais exagerados, se focando em um andamento mais sisudo, tradicional mesmo de contar uma historia (mesmo que ambos virassem "caça fantasmas"). Consegue amarrar bem seus fios narrativos, gerar um certa curiosidade pelo seu desfecho, mas não achei satisfatório como filme como um todo, e nem uma boa execução/experiência no geral. Sua primeira metade é muito mais forte, tradicional, interessante e instigante que a segunda, que é mais "viajada", "porra louca", humorística, com direito a uma senhora "Janes Joplin fumante caçadora de entidades sobrenaturais" O.o'. "Ok" birutices a parte, mas certas coisa precisam ser bem aplicadas, pois geram uma discrepância surreal e desigual. Primeiramente é como se fosse sério e "aquilo que tu procura no terror japonês", para de repente virar uma "idiotice". As duas parte não "conversam bem", os "dois tons/estilos", apesar de manter uma coerência no bizarro/incomum.
Enfim... não quero que o cinema/filmes sejam todos iguais, mas se forem aplicadas certas técnicas e adaptações, ""ultimamente"" o respeito a um "storytelling" básico, funcional, tem passado batido por realizadores. Tudo muito "fastfood" pro meu gosto.
Não sei se veria de novo. Não achei uma bosta total, mas custei (MUITO) pra terminar, perdendo o interesse na trama várias vezes, apesar de ter uma conclusão satisfatória, querendo ou não, ficou um negócio CURIOSO nesse gênero já tão batido. Infelizmente não é bom como deveria/poderia ter sido, sendo pra mim, um entretenimento apenas irregular/1 Estrela e meia. Tem coisa bem melhores por aí!
Por favor, gente. Esse filme não tem nada haver com "O Chamado", ou "O Grito" (Ringu, de 1998 e Ju-On, de 2000). Menos, BEM MENOS, por favor.
Esse filme aqui, "Missing Child Videotape" (2024), por boa parte é UM SUSPENSE DE CRIANÇA DESAPARECIDA. Essa sinopse e esses comentários são meio equivocados.
São só chamarizes. Boa parte do filme é um garoto que desapareceu, e a principio, você até acredita que há um assassinato, ou sequestro, etc. É onde outros comentaram que "acharam chato", "lento", etc. Sim, e é basicamente isso, um filme devagar de um rapaz que perdeu seu irmão. Guarde isso.
Esse rapaz tem um amigo que você vê que ele tem uma sensibilidade mediúnica. Ok! Aí vai aparecer uma repórter querendo saber algo sobre o rapaz e o paradeiro do irmão perdido dele. Certo, até aqui tudo bem?! É isso. NÃO É SPOILER.
São pelo menos uns 40/50 minutos no filme nessa vibe, de mistério, curiosidade, e você querendo entender onde isso vai chegar. PRA MIM estava bom, estava curioso, mas não sei se foi intencional ou não, mas ele começa a tomar um rumo sobrenatural, mas não com "criaturas toda tortas" ou "espíritos procurando vingança por alguma brutalidade, etc".
As raízes do desaparecimento começam a ser ligadas há floresta, PRA MIM, é onde o filme fica simplista demais, e começa a se tornar conveniente. Tudo foi uma presença, tudo é "o mal", o lugar "que ninguém achava", é facilmente achado, enfim.. O filme é BEM SIMPLISTA, e mantém um clima interessante, monocromático, triste.. mas está bem longe, MUITO LONGE (e nada haver) ser comparado com esses clássicos do J-Horror de 90/2000. Sinceramente, não tem nada haver.
É um filme, basicamente de sumiço sobrenatural, mas não tem aqueles sustos, aquelas presenças de canto, aquelas "mise-en-scène" já conhecidas (e já muito batidas) do que estão comparando. É uma cena ou outra, um cantinho ou outro, MUITO POUCO, pouco memorável, ou que vá guardar muito na memória.
O filme é "reto", "liso", não tem muitos detalhes, e depois, ainda tem aqueles finais interpretativos quem muita gente não gosta.
EU não achei o filme ruim, achei legalzinho, "mais ou menos", não é uma bosta, mas me entreteve.
E apesar de "Ryota Kondo" pesar um um pouco a mão em algumas cenas, as deixando cansativas, e causando um principio de desinteresse/sono.
Ele ainda consegue aproveitar um pouco de sua trama "fiapenta". E os atores estão legais, ficaram bem, convencem com suas expressões e deixando duvidas no ar sobre suas atitudes. Além de terem um certo carisma, e você conseguir se importar um pouco com eles.
Tem umas cenas legais que mantém um suspense, ou aquele sentimento de algo a espreita, mas é meio mal explorado por boa parte, e deixa coisas meio jogadas, ou ao "acaso", como já disse, o "desconhecido que resolva", e "você que ligue os pontos", mas certas coisas poderiam ser melhores. Tinha uma boa ideia, excelentes locações e atores com expressão.
O resultado que ficou, ficou bem mais ou menos, mas consegui ver. Agora, cada um faz a comparação que quiser, só acho errônea, comparar com aqueles clássicos dos final de 90/início de 2000, achei nada haver. Gera um expectativa errada sobre o produto e para quem vai assistir, prejudicando ambos. E eu adoro os J-Horror, desde filmes, revistas, jogos.
Pela minha resenha, dá pra ver que o filme é bem mais simples que isso, e não é bem isso que estão dizendo, inclusive na sinopse.
Seria melhor se mantivessem assim: "Jovem achava que seguiria sua vida, mas depois de um acontecimento recente, ele é confrontado pelo seu passado, e descobre que havia algo de estranho no desaparecimento do seu irmão mais novo anos atrás". É isso! Não precisava de "propagandinha" enganosa e tendenciosa. Não baixei o filme por isso, baixei pela atriz "Kokoro Morita", imaginado que fosse um drama/suspense, pois ela fica bem nesses tipos de produções, incluindo o terror. Como já disse o filme tem muito pouco, e ela está "ok".
Mas chega. Já escrevi demais. É isso. Se servir pra alguém, ótimo. Pra mim vai servir para lembrar que já vi. :)
Coyote vs. Acme
3.8 75Não é difícil entender o receio de lançar esse filme. Não sei os pequenos, não tenho mais crianças na família, não sei o "feedback nos baixinhos". Mas o filme parece ser mais para NÓS ADULTOS que fomos crianças um dia e crescemos com esses personagens. Alguém pensou que o filme não "sairia bem" por causa disso, o risco de não agradar os "pequenos" e nem os adultos, o que é compreensível, porém estranho, visto que lançam tanta porcaria hoje em dia sem filtro nenhum, gastam dinheiro com tanta coisa sem importância, fizeram o filme e iriam "engaveta-lo" por uma motivo meio esquisito, e o pior de tudo, SUBESTIMAN os grandes "Looney Tunes", isso não se faz. Eles são muito rentáveis se souberem o que ser feito com eles, e por sorte, alguém lá dentro acreditava nisso, pois não só "Coiote vs. Acme" está indo bem, com é um filme bem "light", despretensioso, leve, simples, movimentado e divertido. Sobrando tempo para passar uma mensagem legal, positiva.
Eu gostei! Adorava o Coiote, passava horas e horas vendo ele se descacetado todo fazendo as armadilhas e tentando pegar seu almoço, o 'Papa-Léguas", então, é muito natural pra mim rever meu velho e bom amigo e companheiro das tardes, e o filme respeita isso, entende isso, e é seguro do publico que era seu alvo "maior", parecendo um episódio estendido da série, ou um "epílogo" com um humano.
Uma coisa legal é ver que várias bugigangas aparecem, e podemos reconhecer e lembrar dos episódios que elas foram usadas, muitos personagens "Looney Tunes" também aparecem, muitos fazendo uma ponta, uma "gadget" rápida, ou de plano de fundo em uma cena ou outra, e é muito legal velos novamente, você fica: "Caramba! É o "tal" personagem! "iii! a lá o monstrengo daquele episódio!", "cadê "tal" personagem? olha ele aí!", é bem divertido encontra-los, sua presença, aparições e carisma estão intactos, mesmo que por breves momentos!
Adorei certas justificativas para manter a essência dos desenhos originais, porque eles são como são, ou justificar certos padrões comportamentais dos mesmos, encaixaram como uma luva e brincaram bem com isso, que mesmo que o filme seja BEM simples, se vê que alguém lá dentro conhece esses personagens e tem carinho por eles.
Gostei demais dá testemunha que chamam pra depor no tribunal. Gostei dos personagens que oferecem ajuda a causa. Faz TODO o sentido o "Patolino" está onde está, ficou perfeito! kkk E "o que que há, velhinho?", não podia faltar com a sua presença sempre confiante, debochada e de líder, que quando aparece passa aquela confiança que vai dar tudo certo.
O elenco humano também foi bem, simpáticos, não fazem muito e nem precisam, o filme não exige tanto, não quer, e nem sobre eles por assim dizer, mas não ficaram ruins, movimentam a trama. Uma parte de mim achou que poderia ter mais coisas, como certos enredos antigos, até das animações, que tinham episódios inspiração em filmes consagrados, tramas de detetive, ou tomavam rumos espetaculosos, porém esse aqui é mais "contido", por assim dizer, e tem um orçamento mais "modesto", sendo aplicado com uma visível cautela. Não vai além, mas também não derrapa. Bom, melhor que fazer uma lambança, ou mirar rumos pretenciosos sem ter capacidade, cacife ou talento pra isso.
"Coiote vs. Acme" é uma brincadeira de alguém que sente falta desses personagens, que quer ver eles brilhando novamente, com um enredo muito, muito simples, inspirado mais em episódios menores das séries, que não tenta reinventar a roda, ou se valer de um marketing ilusório e exagerado, mas sim fazer uma leve brincadeira, que te deixa intrigado de como vai terminar. Adorei que não apelaram pra caça niqueis baratos e medalhões do estúdio, usaram o bom e velho Coiote, se comunicando por sua plaquinhas (haha) e seu companheiro ultra veloz e astuto o "Papa-Léguas", dos quais nunca senti raiva, mantendo a essência do desenho intacta.
Bem legal, "bom/bonzinho", dando "1 estrela" a mais pela surpresa. Um parte de mim acho que poderia ser uma bomba de mal gosto, etc. Mas esse filme me fez lembrar como eu tenho carinho por meus velhos companheiros, e como eles me marcaram, sentido falta deles e do meu velho eu, que via o mundo colorido, sem preocupações, que só se preocupava com o próximo episódio deles e suas aventuras, sem nem imaginar que seria consumido pelos velhos e cansado clichês da vida. Deu um leve calor no coração reencontra-los. Não achei um "primor", uma "obra de arte", "maravilhoso", mas é bom, prende, entretém, como um velho e bom "Looney Tune" deve fazer. Então, cumpriu sua proposta/objetivo.
"Isso é tudo pessoal". Aquele abraço do meu eu criança aos meus companheiros de aventuras imaginarias de televisão que nunca conhecemos, e que tenham uma boa sessão.
Visto em: 06-09-2025
Especiais Efeitos
3.1 10[Em Inglês, Legenda BR]:
https://ok.ru/video/2207488936509
Blow-Up: Depois Daquele Beijo
3.9 380Se dá um desconto pra esse filme por ser de 1966, e por ser muito influente para a época e diretores posteriores. Há uma crítica a certos comportamentos, atitudes e indiferenças do ser humano, consigo mesmo e com o próximo que são interessantes.
Adorei certas cenas aqui "espaçadamente", e algumas que mantém o clima de suspense com o ocorrido. A situação incomum que o Thomas se encontra ainda funciona, e suas reações são coerentes com seu personagem, gerando CURIOSIDADE. Pontos para o mesmo.
As pessoas que forem ver esse filme, digo, não como "crítico", "resenhador", "sabichão", etc. Digo numa boa, como opinião. Não esperarem um trama convencional/contemporânea como em outros filmes, alguns [até] dá nessa época (anteriores ou posteriores), pois não é bem assim.
O filme tem certas "afetações dá época", coisas que hoje soam BEM desnecessárias para alguns (até pra mim em certas partes), que não levam realmente a alguma coisa no sentido de trama em "mais padrão", sendo algo mais atrelado a sua época correspondente como "registro cultural", do que da trama em si, mas ambos servindo um ao outro de alguma forma intrínseca, propositalmente e inevitavelmente.
O ator "David Hemmings" (Thomas) está bem e tem seu carisma, junto a um roteiro que ainda usava certos personagens de índoles duvidosas para passar suas historias, não se valendo de certos moralismos [cansados], era o que era O PERSONAGEM e como era seu envolvimento com o que viria ser ser contado. Bom ponto, e sinto falta disso em muitos filmes as vezes (inclusive atuais!), sem ter que ficar justificando personagens toda hora, ele é o que é, e pronto, "show don't tell" total". O levando a CURIOSIDADE e a expectativa com seu ciclo e atitudes na trama.
Com um personagem arrogante, meio nojento, convencido, indiferente, esquisito, que EU não vi problema algum. Alguns podem não gostar, mas o filme usa isso bem. Ok
A cena da banda foi um grata surpresa também, não sabia realmente que aqueles músicos apareceriam, e a cena em si é curiosa pela plateia. Há coisas no filme que lamentavelmente se vê até os dia de hoje.
Mas meu maior problema com "Blow-Up", é que de forma alguma achei ele "ruim", uma "bomba", etc. Meu maior problema foi seu ritmo, seu andamento em alguma partes, o deixando meio "maçante", "cansativo", arrastado desnecessariamente, dando uma leve desinteressada na acertada "CURIOSIDADE", pois o filme já é em uma linguagem mais "devagar", e ele, convenhamos, não tem tanta trama assim pra se sustentar por 1:51, levando o diretor a dar sua "floreada", para outros "aplicar estilo", enfim. Na minha humilde opinião, certas cenas poderiam ser levemente encurtadas, dando facilmente uns 20minutos a menos pra a obra, que não a prejudicaria, tiraria seu peso, ou faria tanta diferença assim no produto final. Entendo a proposta, entendo a "linguagem da época", entendo " estilos" e "particularidade do diretor", mas me cansou um pouco. Como se "pesasse para um lado ou para o outro" em algo que já estava bom, já tinha passado a mensagem perfeitamente, não precisava mais. Faz diferença o "time", não ruiu minha atenção, mas me cansou um pouco.
Não tenho essa sensação com alguns filmes desse tipo/estilo dessa época (ou anteriores). Fora que há cenas onde se promete um acontecimento, se gera uma expectativa, e nada acontece de relevante, o cara deita no chão, vai "beber vinho", "olhar a parede", ver uns peitinhos, enfim.., entendo. Mas tem horas que parece uma esteira em baixa rotação sem necessidade, "vai" mas cansa, pesa aqueles "quilinhos", sendo meu maior """problema""" com o filme.
O filme em si, também pra mim, não chega a ser algo que esteja, ou vá para minha "prateleira particular" com outros clássicos da mesma época ou anteriores, gosto bem mais de outros filmes, que vejo e revejo com da primeira vez, mantendo na memória, e considerando mais "atemporais" em certos quesitos de linguagem e interesse. Mas é questão de gosto pessoal.
Tudo bem que a vida do personagem é vazia, o cara tem uma personalidade meio "repelente", o filme transmite isso muito bem para o pro telespectador, sensação bem acertada, mas também não precisava ser tão ""imersivo"", no mau sentido. Lhe dá movimento e lhe nega o movimento, leva a uma situação, situação tem a expectativa quebrada. Arriscado? sim, "contracultura", ok, caso pensado, beleza! proposita, ótimo, entendo. Porém eu não tenho que me obrigar a gostar disso ou achar "bom" só porque é um filme de "Michelangelo Antonioni", como alguns por aí.. Direito de cada um, mas não curti tanto assim. Não botou tudo a perder pra mim, mas era [bem] redundante e uns pontos. Nada horrível, só cansa..
Como alguns disseram aí, dá uma "sensação de perda de tempo". Pra mim foi [mais] "de boa", mas já meu pai achou horrível. rs
Fora o final... Como disse, não é um filme convencional, nem hoje muitas coisas as pessoas gostam, imagino na época. Eu até curti.
A direção de "Michelangelo Antonioni" é boa, segura e competente pra época. Mas acho que a CURIOSIDADE e o valor histórico do filme/"status", é muito maior que a obra em si. O que não anula sua importância, mas nesse raciocino, eu não botaria minhas expectativas lá na estratosfera, como "a maior obra prima absoluta da 7ª arte", um "primor em tudo do início ou fim". Negativo, eu "fujo" desses "rótulos" e desses exageros, veria como vi, de bom grado, como costumo ver tudo.
Gostei de ter visto, matei a vontade, tem muitas coisas interessantes, reconheço seu valor, sua época, etc. Mas não curti o filme como um todo, e não sei se veria de novo.
Boa sessão a todos.
Visto como meu velho em: 04-09-2026
A indiferença, alienação, apatia, a maldade, falta de empatia e respeito consigo mesmo e com seu próximo, desde de tantas eras...
Onde nós demos errado?!
O Espetacular Homem-Aranha
3.4 4,8K Assista AgoraAchei legal esse Spider-Man. Entretém, diverte e passa bem o tempo. Infelizmente, apesar da super produção, dos gastos astronômicos, do "Know How" dos filmes anteriores, da escolha acertada de Andrew Garfield, a sensação que se tem é que "pensaram em tudo", "investiram e tudo", "prepararam tudo", mas esqueceram do primordial, uma ""pequena coisinha"" chamada ROTEIRO, que faz tudo andar, amarra e justifica tudo. Um roteiro interessante, com um storytelling coerente, contundente, condizente teriam ajudado bastante, né. O que é bizarro e imperdoável, sendo um reboot e vindo de experiências anteriores de Homem-Aranha!. Eles sabiam que as expectativas eram altas e o herói já viria com comparações gratuitas e prematuras.
Mandaram mal!.
Muita gente esperava um "Homem-Aranha 4" com "Tobey Maguire" (eu incluso!), e a sensação que se tinha era de apreensão e coisa desnecessária/"que ninguém pediu". A Sony não podia errar, e não podia fazer mal feito, só que repetiu outros e alguns erros dos aranhas anteriores. Muito por causa da mesma pressão que fizeram já no estabelecido, competente, e que dava dinheiro para eles, o diretor "Sam Raimi", imagina o pobre "Marc Webb". Que como muitos estúdios fazem, contratam um diretor pouco experiente, mais barato ("controlável"), para segurar uma produção gigantesca do modo [automático] que eles querem.
"Webb", vindo de filme mais simples e flertando com o romance, ainda faz um filme simpático, tenta imprimir coração e boas cenas, mas muito aquém das expectativas e do que poderia ser feito, com outros fatores pesando bastante para imprimir certa autoralidade, talvez, até pegando algo muito maior do que ele desse conta, como visto em sua carreira posteriormente. Enfim..
Acho engraçado em uma galera mais jovem e certos fãs, fazem o aranha do Andrew Garfield ter um paralelo com o "007" do "Timothy Dalton", claro, em suas devidas proporções, época e franquias. Mas como heróis que renderiam mais em seus papeis e duologias, e faz [até] sentido.
Achei o Andrew bem legal aqui e simpático, "gostável", ligeiramente diferente. Acho que um dos maiores "erros" desse filme é tentar "copiar" certas coisas dos filmes [anteriores] do Raimi, que além de não serem bem feitas e construídas como nos anteriores, ainda são repetitivas, gratuitas e redundantes, atrofiando o filme de andar com as próprias pernas, e tirando bastante da graça e do fator surpresa do mesmo, infelizmente. Não mata o filme, mas é desproporcional, pouco criativo, e gera(ria) uma comparação desnecessariamente gratuita, desleal com seu novo herói/produto.
A cena que o Tio Ben é horrível, mas o Andrew e seu carisma no personagem consegue contornar certas coisas. A química dele com a Gwen (Emma Stone) foi um boa sacada, e ficou muito bem acertada. Os dois são meio desengonçados um com o outro e se dão bem de uma forma muito natural e orgânica, sendo um bom acerto e novidade no filme.
Mas tem coisas duvidosas aqui, porém uma "forcinha/vista grossa", apesar de não apagar, tu deixa passar pra ver qual é.. Mas a cena das aranhas não é muito legal, até meio imbecil. O lance dos pais do Peter Parker e a pesquisa do pai dele não é legal, e bem desnecessário já aqui, se tornando muito pior no 2! A forma como certas cenas são conduzidas e o peso delas é irregular. Se vê que houve muita interferência, cortes e mudanças em cima da hora.
Um prejudicado por isso é o ator "Rhys Ifans", quase saindo no prejuízo por cortes de cenas, decisões incontestes e alterações sem sentido na historia do personagem "Lagarto/Lizard", além do design meio duvidoso. Bizarro. Suas motivações ficam meio vazias, e ele acaba parecendo mais um "Duende Verde 2" do William Dafoe piorado. Com "a formula dando errado", mais loucura/"vozes na cabeça" e é isso, de novo! é...ok!? (???) . Acho que tiraram boa parte de seu drama (a família) e a motivação mais aprofundada do personagem. Pra que? Não sei! Se for pra piorar não precisa mexer no que funciona.
Tem até uma brincadeira, "porque ele simplesmente não colocou uma prótese em vez de virar um largado?". É claro que é uma brincadeira, mas sem um estofo coerente, acaba abrindo brecha pra essas coisas. Mas "Rhys Ifans" ainda se esforça, e apesar de eu gostar dele como um lagartão mais puxado pra um dinossauro/dragão de jaleco, se vê que ele é bem perigoso e uma ameaça para um jovem Peter Parker recém transformado enfrentar.
É aí que reside boas cenas, onde o filme anda com as próprias pernas. Gostei o Spider "investigativo", adoro aquela cena do esgoto, onde ele arma as teias de uma forma para perceber movimento. Gosto da briga também, tensa. A cena na escola também é bem legal, e você ver o spider andando nele como uma verdadeira aranha são sacadas bem legais e divertidas de se ver. "Connors" é perigoso e astuto, mas Peter também é habilidoso e esperto. Legal quando "Connors", na briga, mistura duas formulas químicas e joga no aranha, ou ficam em câmera lenta brigando no fundo de uma biblioteca com Stan Lee em primeiro plano. Peter ainda sangra, se ferra todo também.
Gostei do uniforme dele, apesar do "Amazing 2" ficar bem bonito. Ainda tem espaço pra moralidade e lição de valores. Sendo esse Peter mais convencido, com mais atitude e impulsivo, mas também com mais tendência a erros e infelizes baixas. Oh aranha pra se ferrar, e acho ele bem trágico.
O pai da Gwen também faz um personagem legal, servindo de uma bússola moral, e dando uma outra perspectiva para o Parker e o que ele fazia, e se eram "nobres" mesmos seus motivos [de vigilante]. Esse Peter também não é aceito logo de cara e tem diversos problemas, mas vai conquistando a simpatia e respeito das pessoas, e entendendo seu valor e suas responsabilidades, vide a cenas da ponte, do menininho, da promessa, dos guindastes, etc. Bem legal mesmo, e o filme ganha pontos muito positivos com isso.
Assisti esse filme depois de muito tempo, e foi uma grata surpresa divertida, defeituosa, mas com substância, com conteúdo, que com mais carinho e respeito a sua produção e personagens, poderiam ser melhoradas em uma sequência tranquilamente. A Sony estava com "a faca e o queijo na mão", mas lamentavelmente tinha-se outros planos. Uma pena, uma pena mesmo.
O aranha do Garfield ficou inconclusivo, defeituoso e irregular. Mas sua breve jornada, suas virtudes e seus defeitos ainda o faziam carismático. Esse Homem-Aranha é um fodido, ele logo cedo tem mais mortes nas costas e culpa pra carregar que os outros. Em "No Way Home" é legal ver ele complacente, resiliente, e até "positivo", mas se vê que é um cara quebrado, que precisava de mais uma historia para, ao menos, fechar seu ciclo narrativo deixado em aberto.
O tom do filme dele também bate (para alguns) com coisas do futuro (horrível e já cancelado) "Sonyverso", pela forma como as coisas são levadas e o pelo jeito dele. Viasse facilmente Garfield se metendo com vilões excêntricos, "B" (melhor trabalhados), bizarros e esquisitos da galeria do teioso, como o "Morlun", "The Thousand", "Vernin", "Doppelganger", "Carnage", "Venom", etc. Funcionaria, porque ainda tinha um elemento de suspense/terror, que ia do normal ao bizarro em poucos minutos, herdado do aranha do Raimi.
Mas... É isso. Ficou como ficou, acabou como acabou, mas esse aqui passou pra mim. Foi "do céu ao inferno" de um filme pro outro em qualidade abruptamente, com já disse na resenha de "Amazing 2", se perdeu totalmente por decisões abestadas, equivocadas e ridículas do estúdio, mas deixou uma curiosidade e mais uma encarnação do "cabeça de teia", que pode entreter aqueles que gosta do personagem e querem mais dele em curiosas e diferentes aventuras, ficando na historia, deixando nosso "multiverso particular mental" escrever futuras tramas desse "Spider-Garfield" na nossa imaginação. É isso.
Revisto.
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 387Dia 03-09-2026
Posso dizer que gostei do filme, mesmo que tenha umas ressalvas, suas conveniências, certas "liberdades", que para muitos é sem importância, para outros é negativa, outros positiva, eu digo que gostei do que vi, porque sua mensagem de heroísmo, altruísmos, bondade, ainda é passada. Você tem aquela sensação acertada de querer fazer o bem, querer ser um herói, os sacrifícios de um herói, seus erros, burrices, os aprendizados, virtudes e experiências. Ponto pro filme.
E como passar a mesma mensagem várias e várias vezes, sem se repetir depois de tantos anos e encarnações, escritas e historias diferentes do Spider a essa altura do campeonato, é uma bela tarefa, e aqui, achei bem bacana, divertido, "pipocão".
"Um Novo Dia" tem toda uma estrada, todo um "know how", toda uma "formula pronta"/estrutura hoje em dia, comparado aos filmes do aranha mais "antigos", o que lhe da certa "vantagem de campo", porém e portanto, certas coisas não tem "desculpa" e devem tomar mais cuidado com [certos] erros já repetidos e conhecidos, mas como muitas revistas diferentes, escritas diferentes, tramas diferentes, "encarnações", gostei dessa historia do teioso.
A sua duração de 145 minutos é boa, cuidadosa, pois quando parece que vai passar um pouco, acontece algo que a torna relevante e justificável, mas em alguns momentos expõem certas "rachaduras", que quando você começa a pensar demais em tecnologias, conveniências, como certas coisas são resolvidas com uma certa facilidade "roteiristica", certas questões morais ficam meio ambíguas e dão um leve "forçadinha" em várias situações para que elas aconteçam e se resolvam. É uma coisa que está aqui e não tem como negar, mas dá pra se "relevar", pois trama consegue "amarrar" seu "fio narrativo" de forma constante, veja, "constante", mas nem sempre convincente.
Como quando alguém tem conta uma coisa de um jeito tão rápido e tão confiante, que você só vai perceber que a pessoa está te dizendo besteiras sem sentido posteriormente, mas que no momento passaram batido, mas se faz uma "vista grossa".
Certas coisas da historia também são meio estranhas e meio incoerentes com certos personagens, mas eu ainda relevo, pois quero ver aonde querem chegar com isso. São liberdades com certos personagens antigos, já estabelecidos, com uma base de fãs e bem conhecidos, que pode ser ousada, e passar a linha tênue da estupides. O que para muitos esse filme passa, respeito, vejo, mas não me incomodou tanto assim (ainda).
É ousado pra uns e idiota pra outras a liberdade tomada com certos personagens. "Punisher" aqui é "PG13", não "18", ok! Algumas burrices de certos personagens, "ok", algumas cenas gratuitas, "ok". O humor está bem balanceado aqui, tem um cena ou outra que meio que não precisava, mas é simpática, não é horrorosa, enfadonha, ou "quebra clima" como outros filmes por aí. O drama aqui está bem legal, "Tom Holland" mandou bem, gostando dele ou não, acaba que a faceta dele de "bom moço" e de "cara legal" (aparentemente, ele é assim na vida real também) ajudam E MUITO o personagem do Peter/Aranha, pois você se importa com ele, entende seu atos, apesar de ainda ter uma certa imaturidade e dependência de certas coisas, mas ao mesmo tempo você sente pena dele, dá dó dele, que ele é um ingênuo puro, de bom coração mesmo. Alguns podem argumentar certas coisas, mas parece que essa é a "cara" desse aranha mesmo desse universo do "Avengers/MCU". Aí tudo vai depender da onde, da forma, e de como serão contadas as próximas historias. Ok
Tem muito boas cenas aqui com o seu personagem, umas meio corridas, mas tem, tanto de drama quanto de ação. As cenas dele com a MJ (bem melhor aqui) são de cortar o coração. Coitado do Holland/Peter/Aranha. Fora as cenas dele solitário, pesando na vida e nos seus rumos, bem triste, mas ainda se mantendo positivo pelos outros, pelas pessoas, e por si mesmo. Se em "Homem-Aranha 2" (Tobey Maguire) Peter "desiste" ser o teioso, aqui o teioso "desiste" de ser Peter Parker. Ficou legal a sacana, não é novidade, mas funciona.
As cenas de ação também são bem boas, não são super coreografadas como em outros filmes, mas funcionam sem certos exageros desnecessários. Aqui gostei também que a ameaça não é numa escala global hiper/mega destruidora, etc. É um problema grande mas "local", de New York mesmo, sem destruições em larga escala mundiais ou "multiversal". Bom ponto. Para se contar muito, as vezes basta pouco/suficiente.
A essa altura do campeonato todo mundo sabe que a atriz "Sadie Sink" está aqui. Eu particularmente gosto da atriz, acho ela muito competente, esforçada, comprometida e profissional com seu trabalho, passando bem suas emoções e intensidade quando certas cenas exigem, e isso é muito positivo para identificação, apresentação e convencimento numa historia. Ela é "nanica e fofinha", mas sabe fazer um contrapeso muito bem, demostrar emoções e segurar suas pontas sem problemas. Há umas certas "forçadas de barra" com o roteiro, e uma "ajudadas" quanto a poderes, mas ela, A ATRIZ está legal.
A personagem é interessante [também]. Muito acharam péssimo, de extremo mal gosto o que fizeram, outros clichês, outros já não curtiram, outros já não ligaram, outros acharam legal, "badass", enfim.
Eu curti, mas não vejo como a mesma personagem do "The Animated Series", do "Evolution", de certas HQs, ou de filmes anteriores, etc. Nunca foi minha personagem favorita, mas gostei dessa nova ela, sem a dependência do "cadeira"/professor, sem a dependência do Scott, sem certas ladainhas ou moralismos meio "Lisa Simpson", como algumas versões da personagem que tem por aí. Entendo perfeitamente quem não gostou, igual o Scott do Bryan Singer (rs), mas aqui a guria ainda é braba, sem "lacrações" e outras besteiras (eu não quero nem saber). O filme diverte e entretém.
É o que falei da "linha tênue entre ousadia e estupides", tem aqui, não vou negar. Mas uma parte de mim ficou bem curioso de onde isso vai dar, se haverá consequências, respostas, se "vão se perder", etc. Essas coisas de ficar "compartilhando universos", ou ficar usando certos filmes como "propaganda" para outras produções acabam se embolando (como muitos) e com resultados de gosto duvidoso. Então, somente espero que as próximas escritas sejam mais cuidadosas com certas coisas, ou pelo menos, menos óbvias.
O Homem Aranha ainda é um símbolo, o super mais perto de uma pessoa comum, não gosto quando suas historias são ruins ou mal feitas. Eu quero ele entretendo a garotada por aí, lhe dando o que se divertir, valores e mundos imaginativos, como foi pra mim quando moleque.
A cena final mostra isso bem, e acerta em sua montagem, que é outra bem legal. Mostrando bem o que é ser o "Spider-Man". Mas esse aranha ainda tem lenha pra queimar e crescer, é como o Frank/Punisher diz em um determinado momento;
"Ah é?! E depois?!?"
"Não se preocupe com "o depois", Frank"...
"...E qual é o plano, em??" Torcer para o ""seu plano"" funcionar??"
Esse Homem-Aranha ainda vai "muito na cagada", no "roteirismo", na "ajuda de todo mundo". Quando dizem que ele é "reativo" e não "proativo", não tem como negar.., e uma hora a "dona Sony" ou a "dona Marvel", vão ter que mexer nisso em algum momento, não vai ter pra onde correr.
Eu, como telespectador, só cruzo o dedos, torcendo pela qualidade, visão e sucesso das empreitadas futuras. É isso.
Boa sessão a todos.
The Forest Hills
1.8 5Caralho, que filme horrível! É tão ruim que as 1:22 dele são eternas e sem carisma!
É o tipo de coisa que assistir dá dor de cabeça, prejudica o cérebro, destrói os neurônios, te emburrece, te deixa deprimido, faz mal..
É uma coisa que não serve nem como distração, num "trash semi assumido", só que é um trash ruim, pois não é movimentado corretamente, não é envolvente, não é interessante, não tem nada de incomum, não tem aquele "certo humor" (ou "chame/crítica") característico de um bom trash, e se nega a ser divertido, sendo burro, modorrento, tedioso, porco, cansativo, mal parido, sem sal e amador [demais] no mau sentido.
Muito diretores conhecidos começaram nesse "gênero", e muita gente gosta, porém em vários você vê que a um talento bruto (as vezes) por trás das lentes, aqui nem isso...
Comecei a assistir o filme e em poucos minutos já estava igual o "ator" do personagem "Rico", completamente apático, inexpressivo, caricato, e me perguntando, "o que estou fazendo da minha vida, do meu [mau] uso cerebral, de tempo, das minhas córneas, e o escambau", que pelo amor de deus...
Tudo aqui é horrível, sem peso, sem sal, insosso! É como se nós pegássemos nosso celular [agora] e chamássemos conhecidos do bairro, "a dona fofoqueira", o "vizinho tagarela", o dono da quitanda local, o bebum do bar, o pobre mendigo andarilho, etc., e resolvêssemos que somos ""atores/diretores"" e fossemos "fazer um filme" no nosso "achismo", "delírio/deslumbre de diretor", déssemos um papel higiênico (roteiro) com algumas coisas escritas para nosso "atores" "interpretarem" e lerem como profissionais, e botássemos uns figurantes [sei lá] do "Castelo Rá-Tim-Bum" pra dizer que tem "algum famoso envolvido" e "justificar projetos furados", pois esse "filme" é isso, nada mais, nada menos que isso.
Eu desconfio (depois de ver), que tudo isso tenha sido pra pagar despesas médicas, sequelas de drogas, remédios, tratamentos toxicológicos, psiquiátricos, reabilitações, dívidas e traficantes, mas é um palpite.
Muita gente divulgou esse filme (inclusive Youtubers oportunistas fedorentos querendo tirar um casquinha) como algo para "ser assistido", "que estava empacado mas estava sendo produzido/polido", "que estava no forno algo de muita qualidade que precisava ser refinado" e "valeria a pena o resultado final de ser exibido", usaram o "marketing urubu" de "o último filme de Shelley Duvall", ou o nome (do também decadente ator) Edward Furlong para promover essa atrocidade.
Mas o que nasceu aqui é uma coisa horrível, aborrecida, que não importava quanta "produção tivesse" já nasceu ruim, numa extrema perda de tempo, mau gosto, e que já tem trocentas dessas porcarias por aí a anos. A trama de "sangue", "lobisomens", "paranoia", poderia ser trocada por uma dor de "barriga/prisão de ventre" severa que não iria mudar muita coisa, pois tudo é um prato de comida estragado que só jogando fora, todo mundo aqui está com a síndrome do "horripilus atualis", com péssimas atuações/interpretações, com cara de quem está sendo ameaçado de processo por trás das câmeras, numa má vontade desalinhada sem fim, sem empolgação ou qualquer coração, sendo justificada coerentemente (intencional ou não) com sua obra.
Como já disse, muitos filmes amadores baratos tem coração, ou são [toscamente] divertidos, se vê [algum] potencial ali, ou não se levam nada a sério, se assumindo amalucados, usando o gore como brincadeira/sátira ou crítica, mas em "The Forest Hills" não, o mesmo se leva a sério (O.O') em muitos takes, tentando botar trilha, ambientação e música de suspense, criar "tensão", porém nada funciona, se esquecendo totalmente que certas coisas precisam ser minimamente pensadas, trabalhadas, ou se ter ciência mínima (ou competência) para serem realizadas, não basta ter uma graninha e um "eu acho e só". Aqui é [mais] uma basteirada de mal gosto que nem [sequer] segurar suas pontas, não mantem seu ritmo, não gera empatia (nem simpatia), não tem cacife em criar algo que se sustente (nem dentro do seu já batido gênero), entrega um "mistério" expositivamente/tosco, onde nada (ou pouco) importa, e te deixa perguntando o tempo todo;
"Porque eu estou assistindo isso se não me diverte, não corresponde ao seu gênero, é incompetente com sua proposta, e nem me distrai?" Fala sério!
Fiquei me perguntando por que Edward Furlong não era logo o personagem "Rico", mas meia hora depois quando ele dá as caras se entende o porque. Todos esses atores (ligeiramente) conhecidos de outros tempos, muitos já decadentes, muitos oriundos de filmes de terror B/C/D/Trash não servem pra nada (diferente do que alguns marketings dizem por aí), não alimentam nada, não põem em pratica seus anos de experiência, nem servem aos personagens, levando a pensar que muitos realmente [até] merecem/mereciam o limbo da historia e estar onde estão. Lamento por eles, mas lamento mais pelo meu tempo perdido nessa porcaria, que seria melhor se nem tivesse existido.
Boa sessão.
02-09-2026
Pluto Nash
1.8 88Como jogar dinheiro fora em um filme horrível.
A história da realização horrenda dessa bomba dá um filme melhor que próprio filme, que não tem muito o que se contar, sendo um perda de tempo chata e aborrecida, que tu fica se perguntando como diabos deram tanto dinheiro em um negócio desses?! O.o'
Num filme completamente perdido, engolido, absorvido e sabotado pela visão amalucada (ou falta dela) de seus envolvidos, com muitos já sabendo que era uma granada sem pino desde o início, que em vez de "achar o pino", tiraram de mais algumas. Assinando contratos, assassinando qualquer criatividade, e estourando orçamentos de uma forma que era impagável. Ou perdia de uma forma ou já perdia de outra.
E comprovadamente, uma coisa maior que o todo fracasso/fiascos que esse filme é/foi, era o ego inflado e a arrogância de Eddie Murphy nessa época. Reescrevendo cenas o tempo todo, não seguindo o roteiro, mudando tudo na hora/quando queria, desrespeitando horários, atores, recomendação de diretores, roteirista. Era o que ele queria e acabou! Elevando o orçamento muito mais, e MAIS AINDA, mandando refazer coisas só porque não gostava, e os puxa sacos de plantão atendendo tudo como meros lacaios imbecilizados, numa infeliz bomba atômica que deu um prejuízo absurdo para os envolvidos, prejudicando muitos, inclusive o próprio Eddie Murphy, já rico, com a carreira meio em baixa, parecia não estar nem aí pra porra nenhuma, tendo sua própria órbita (com planetas girando ao seu redor), piorando o que já não devia ser muito bom, em desastre total apedrejado (merecidamente) por crítica e publico.
[Mais] Um marco negativo de gastos astronômicos, megalomaníacos, estapafúrdios, de estúpidos milionários, que acabam entrando para história bizarramente com suas esbanjadas desnecessárias, extravagâncias imbecis, adulações faraônicas, desrespeito tresloucados, egos estratosféricos, burrices e desperdícios absurdos. Loucura.
De Médico e Louco Todo Mundo Tem Um Pouco
3.2 47Eu sinto falta desse tempo, dessas comédias mais família, "sessão da tarde", com essas situações inusitadas, com personagens incomuns com atitudes comuns, das questionáveis a bondosas, do lado maluco, porém inusitado e humano, diferente do rumo que as comédias atuais tomaram. Entre as sabotagens, as de mau gosto absoluto, muito escrachadas, emporcalhadas, com um humor nada sutil/"in your face" (ou completamente abobalhado), além das paródias frequentes e auto parodias repetitivas que já encheram o saco, fora outros fatores que limitaram, atrofiaram e engessaram o humor completamente a uma fórmula quadrada encaixotada só, uma pena, enfim.. foi tempo. Dito isso, já dá pra ter uma ideia do que vai se encontrar em "De Médico e Louco Todo Mundo Tem pouco" (título BR horrível). Que mesmo que eu tenha gostado do filme e me distraindo muito bem, tendo umas situações bem legais, sabendo se levar. Esse é daqueles filmes que se vale mais pela situação curiosa, competência e carisma dos atores com seus papeis, do que o filme em si, pois de "The Dream Team" (título bem melhor!)...
...É impreciso, o "time" não é bom com as piadas as vezes, e MUITAS ficam perdidas, ou poderiam ser melhor trabalhadas. Muitas vezes a situação é gerada mas não vai pra lugar nenhum, geram expectativa e terminam abruptamente em seguida, projetam um campo pra situações que parecem que vão desenvolver, pra acabar logo na próxima cena, isso me incomodou um pouco. Se vê que faltou uma revisão, cuidado e capricho (talvez até verba), deixando a piada/situação meio "jogada" pelo caminho. Poderia ser mais, mas ok.
Os atores estão bem e bem a vontade em seus papéis. Mas senti o tempo todo que faltou desenvoltura em sua ótima ideia/dar mais corpo a mesma. O diretor "Howard Zieff" se mantem morno, robótico, no piloto automático fazendo o mesmo "feijão com arroz" de sempre, ele não maximiza a trama, porém não põem tudo a perder.
Deixando tudo leve, descompromissado, semi cartunesco, com conveniências, coisas furadas e sem sentido, que você pode relevar, pois o filme não se leva a sério e veste essa carapuça a todo momento. O que pode ser seu maior trunfo.
É agradável, simpático e curioso, mas não é o tipo de coisa que tu [talvez] vá rever tão cedo, e talvez nem fique muito na memória, tirando uma cena ou outra. De novo, não é porque é uma comédia "leve e despretensiosa/sem se levar a sério", que é desculpa para ser medíocre em certos pontos.
Ele cai MUITO em conceito numa revisão posterior, perdendo bastante seu "charme" e [até] a graça, deixando certas falhas mais evidentes.
Esse é o tipo de filme que tem uma premissa ótima e renderia uma coisa muito melhor, mas entrega um bê-á-bá bem chinfrim, comum demais para sua trama inusitada, acabando por se valer quase que exclusivamente pelo carisma e comprometimento de seus atores! Arrisco dizer, que se fossem outros atores na pele desses personagens, ele seria muito menos lembrado, e muito mais esquecido no buraco negro cinematográfico. Uma pena, se vê que renderiam mais/fariam mais.
Se entrega algo de "regular" pra "irregular" em seu entretenimento/aplicação ("1 estrela e meia/2"), mas que consegue entreter do jeito que ficou, sendo generoso e levando a [talvez] um "bom/bonzinho" ("3/2 e meia") na máximo, e está de ótimo tamanho. Como disse, não é "incrível", "memorável", mas também não é horrível, podre de horroroso, tem seu "chamariz".
Além de ser daquelas comédias que também não entrega tudo dos seus personagens de bandeja, deixando que os conheçamos melhor um pouco conforme a trama avança, abrindo um breve espaço pra um leve ""draminha"" de alguns personagens. Não é muito, pois o filme não se dá espaço pra crescer, mas tem, levando a gerar uma empatia a mais por seus envolvidos e situações/condições, principalmente "Christopher Lloyd". É um "espirro", piscou passou.. mas está aqui. É muito aquém de outras comédias da mesma época (até mais baratas) ou anteriores, meio raso, mas como o filme todo tem pouca (ou quase nenhuma) nuance, é uma forma de dar algum "tempero" com esse recurso de roteiro.
Com certeza, nas mãos de gente mais competente, que acreditasse mais no projeto, com mais investimento, revisão e um diretor melhor, seria ouro dos anos 80, do jeito que ficou, é uma coisa leve, banal, que pode vir a agradar/distrair/divertir, mas facilmente esquecível e sem peso, quase não representando direito o gênero que possui, elenco e ideia. É isso.
Falando assim, parece que eu achei o filme horrível, e pende muito mais pro negativo, mas não é bem assim. Os personagens são legais, uns legais até demais, "gente boas" (ponto positivo), e o filme distrai bem, fluí bem e é super simpático, acessível. Não acho que os filme tenham que ser todos iguais, e nem todos tem a "obrigação de serem incríveis ou memoráveis", muitos funcionam bem sendo leves e simples, situações onde o "menos é mais", só acho que aqui, aqui, esse filme merecia mais/poderia ser mais! Mas do jeito que ficou, tá bom. Importante foi cumprido, distrair.
É o que importa..
Visto em: 24-08-2026
Homem-Aranha: De Volta ao Lar
3.8 1,9K Assista AgoraGostei desse, e o acho subestimado como filme/aventura do "teioso".
O Homem-Aranha deu uma "sofrida" nos inícios de 2010, muito por causa de decisões arbitrárias, equivocadas, incoerentes e autoritárias dos executivos da Sony, que já haviam prejudicando "Homem-Aranha 3" em 2007!, levando a resultados insatisfatórios para a Sony, além de outras decisões estranhas e apressadas, que culminaram no primeiro reboot em 2012 com Andrew Garfield, enquanto muita gente ainda era órfã do Tobey Maguire.
Algo totalmente prejudicial e prematuro, e pela pressa da Sony, a duologia do Andrew Garfield também foi prejudicada, com muita gente já torcendo o nariz antes da hora, e se auto sabotando sem necessidade. Tanto que depois de "The Amazing Spider-Man 2" (2014), resolveram fazer outro "fucking reboot"(!) em pouquíssimo tempo, fodendo com identificações com atores, universo construído, coerência e personagens. Quem não viu os outros filmes ficou meio perdido, sem entender certas coisas, e claro, comparações eram inevitáveis.
Nessa lambança desnecessária feita pela Sony, parte dos direitos do personagem voltam para a Marvel, e aí surge a ideia de mais um filme do Homem-Aranha, já sob a tutela de seu "universo compartilhado" (MCU), com um rapaz conhecido por uns, desconhecido por outros, já se aproveitando do "boom" dos super heróis no cinema.
Lógico que torceriam o nariz, e muita gente nem deu bola, o produto estava meio desacreditado, mas era o "Homem-Aranha", o super mais humano e ferrado de todos, que dá muita grana pro estúdio, tinham a missão de não cometer erros com novo "amigo de vizinhança" na pele de "Tom Holland", levando a sua primeira empreitada em um filme só seu.
"Homem-Aranha: De Volta ao Lar" é um nome bem apropriado. E depois de muitos anos, sendo eu, um dos desacreditados, resolvi reassistir, e o resultado foi surpreendente positivo.
Aqui você já tem o spider já iniciado na vida de vigilante, e já é ativo em sua luta e conflitos, inclusive, lutou ao lado dos vingadores no filme "Guerra Civil" (2016), sendo sua primeira aparição oficial. O garoto já tem uma "bagagem", e não precisa ser reapresentado novamente de novo. rs
É legal que já "pula" bastante coisa, corta "gorduras", e não se repete como os filmes dos aranhas anteriores, mas não deixa de ser aquele personagem bacana que conhecemos. Mas o Homem-Aranha do Tom Holland é bem mais novo, mais "guri", mais inexperiente, atrapalhado, sem jeito, "cru". Ele tem medo de fazer certas coisas, mas ainda tem coragem para entrar de cabeça nelas como um herói. Acho legal também certas partes onde ele se enrola, e tem que resolver as coisas correndo desesperado, pois ele não tem tempo, não sabe resolver direito, não se preparou, e nem tem onde lançar suas teias, tornando os momentos icônicos, divertidos e diferentes em sua forma e abordagem. Peter aqui é sem jeito, curioso, imaturo, meio inconsequente, mas tem o coração no lugar, se importando com os outros e sendo valente ao seu jeito. Sua vida dupla ainda é bem retratada, e seu dilema é equilibrado da forma correta, entre a vida de adolescente, e combatente mascarado. Pontos pro filme.
Ele ainda conta com a ajuda do Homem de Ferro, seu "amigo", """pai""", mentor, para auxiliá-lo com certas coisas, orientá-lo, discipliná-lo, e passar [certas] correções/sermões necessários, como um jovem adolescente como ele precisa/necessita. Isso gerou um certo problema na época, do "Homem Aranha ficar na sombra do Homem de Ferro", "tudo bem", mas aqui em "Homecoming" o equilíbrio é bom, não achei excessivo, e esse spider é "nascido" em um universo onde os "Avengers" são presentes (os maiores heróis da terra) e exemplo para todos, inclusive os mais jovens, sendo totalmente crível, coerente e bem exemplificado e explicado aqui, não achei exagerado, ficou "amarradinho" dentro do contexto, e dando uma outra "roupagem" a esse personagem já tão batido e conhecido. Gostei aqui, faz parte da jornada de crescimento desse personagem do MCU curioso e diferente, mas entendo perfeitamente e respeito quem não curtiu.
"Se você não é nada sem esse traje, não deveria tê-lo"!. Ainda é um filme do Aranha, mas com a "mentoria" de um super mais "maduro" e experiente. A jornada está aqui, só não na mesma forma nesse contexto. Não achei prejudicial, ou que "diminui o Peter", não nesse filme. ;)
Outra coisa que achei bem legal, são claro, as cenas de ação, muito bem filmadas, realizadas, coordenadas, pensadas, com efeitos e uma cinematografia interessantes, que ficaram muito bacanas! "Quadros" e composições bem criativas, com diversas cenas que te deixam com um "gostinho de quero mais", ou na expectativa pra próxima. Ponto pro filme de ação blockbusters do cabeça de teia!.
Mas, na minha opinião, quem rouba a cena, e auxilia bastante nas suas construções nesse filme, fazendo o contrapeso, dando todo o movimento necessário, é presença acertadíssima e segura de Michael Keaton! O que seria de um herói sem um bom contrapeso narrativo, ou um bom vilão?! E Keaton corresponde com essa nova roupagem do vilão "Abutre/Vulture", pra ninguém botar defeito!. Adorei o design do MCU, as roupas, as asas tecnológicas gigantescas, o capacete, totalmente coerente com um homem em grandes altitudes, além dos olhos verdes brilhantes intimidadores! O vilão tem postura dentro e fora do traje! Não deixando a peteca cair e mostrando que é uma ameaça séria, e uma provação para o jovem Peter Parker. Muito legal! Tendo ótimas cenas e embates com os dois! Os roubos, a barca, o armazém, o táxi, o avião! Funciona que é uma beleza, dando mais movimento, sendo um espetáculo puro em um filme de herói! Com Keaton [ainda] subestimando o rapaz, e Tom não o levando a sério como deve, levando ambos a evoluírem. Excelente início e bem divertido.
De um vilão velhote carequinha verde com asas, que eu acho bem tosco (sempre achei!), parecendo mais esses mascotes dançarinos de porta de farmácia, a um redesign acertado/retrabalhado de um vilão com mais postura, motivações e intimidador. Cool! Virou minha versão favorita do personagem/vilão. É isso.
Tem uma ceninha ou outra aqui que da uma leve "forçadinha", pra gerar uma situação, que talvez pudesse ser melhor trabalhada de outra forma, mas o quadro geral do filme eu achei muito/tão positivo, que em meio tantos acertos constantes, dá pra [deixar] passar legal. É bem bacana e espetaculoso, ao mesmo tempo que ainda é simples e humano. O Aranha tem fraquezas, "vai na quitanda", salva o dia, apanha, é desacreditado, e eu gosto desse aspecto do personagem, da cidade, dá misancene. O storytelling é seguro, competente, estando tudo aqui em uma roupagem diferente. Os amigos dele aqui estão na medida (graça a deus!), assim como o seu humor! (amém!).
Achei um filme muito divertido, um entretenimento acima da média, e um pipocão que "queima a língua" do meu "eu" de 2017, numa grata surpresa.
Revisto em: 16-08-2026
Batalha Pela Vida
3.4 2[Em Inglês, Sem Legenda]:
https://www.youtube.com/watch?v=yecv7W7GOBU
O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno
2.1 257Reza a lenda que alguns hospícios costumavam exibir esse filme para facilitar a lobotomização.
Armadilha Internacional
2.8 11My coquito e My cocaine desperdiçados em filme totalmente insosso, inócuo e sem graça.
É o tipo de filme que só serve pro estúdio jogar dinheiro fora, lavar grana de drogas dos engravatados, pagar as contas do envolvidos e de sonífero para o espectador.
O diretor "John Mackenzie" nunca foi grande coisa, e aqui, ele aparentemente se mancou e foi fazer outra coisa.
É o tipo de filme que ficava esquecido e mofado no fundo da locadora, cujo a única coisa que poderia lhe dar uma mera "luz", seria puramente pela curiosidade de quem gosta dos atores, basicamente. Mas sem esperar muita coisa além de somente completar o "álbum de figurinhas filmográficas", pois se esperar muito, ainda pode acabar se aborrecendo. É isso.
Homem-Aranha: Longe de Casa
3.6 1,3K Assista AgoraEsse eu já não curti não. O roteiro é truncado, atrofiado, arrastado, pouco fluído e cansativo.
Aqui já pesam mais a mão nas piadinhas [mega] excessivas [já] sem organicidade, onde muitas são desnecessárias, sem "time" ou graça.
Não achei necessário essa bobagem de ir pra Europa, não tem peso narrativo, poderia ser em qualquer lugar do mundo que não mudava nada. E mesmo a Europa estando aqui, ainda fica boring, com muitas partes feias, emboladas, sem graça, e de estúdio evidente, quebrando a imersão de outrora de produções anteriores, sem uma cinematografia bacana, ela está lá, e é isso, junto a um pacote de "violões" elementais para destrui-la bem toscos e genéricos (independente do contexto).
O atrativo é minguado e sem sal logo de cara, de cenários e trama.
A trama de Peter aqui é muito fraquinha, fiapenta, conveniente, desinteressante, repetitiva e apoiada em "muletas" de roteiro. Usando os filmes anteriores [de novo], usando os "Avengers" [de novo], usando a figura de Tony Stark, de novo. Que se não é em presença, é "do além", na forma de mensagens deixadas, óculos, tecnologias, drones, etc.! Até a bosta do vilão só existe por causa dele. O que é um ato falho, redundante. O Homem-Aranha tem uma vasta extensão de vilões bacanas no universo dele, e o que aparece do universo dele, aparece por rixa com o Homem de ferro, putz!
Ok, o Peter do Tom Holland é ingênuo, bobão, atrapalhado, isso já foi entendido.
A figura de Tony Stark funciona muito como um mentor, "mestre", ""pai"", e de passar de bastão para o próximo super herói, ok. Mas o problema é que isso é mal trabalhado na sequência, não acrescentando muita coisa ao cerne narrativo realmente, fora além do, "Homem-Aranha não precisa ser o Homem de Ferro, e pode andar com suas próprias pernas e ter suas própria escolhas", mas não achei isso bem trabalhado aqui, pois o filme dá a entender que ele está mais preocupado em sair com a MJ, que pra mim é uma personagem que "não fede em nem cheira".
Pô, fala sério, o andamento do filme vai cansando, e suas escolhas com o personagens são meio duvidosas. Em vez de trabalharem o personagem, deixam ele com meros conflitos retardados, se apoiando na desculpa de que ele tem "15 anos", "é um garoto".
É válido, mas a falta de trabalho nisso, gerando estranheza constante, sendo um sinal de coisa mal feita, corrida, pouco trabalhada.
A relação de Peter com o vilão "Mysterio" também não é boa, foi mal construída e não tem o peso necessário para causar o impacto correto que deveria.
Além de "Mystério" não ser um vilão lá muito imponente, ele aqui, só vai vir a desenvolver um "laço" (muito frágil) com o Peter em uma parte já um pouco distante na narrativa, o que não beneficia a trama. Antes ele fosse introduzido como um "novo professor", sei lá, algum confidente da tia May ou alguém, algum clichê qualquer que os fizessem ficar mais próximos de maneira mais rápido e crível, como certos filmes fazem corretamente, inclusive filmes do [próprio] aranha anteriores.
Eles fazem porcamente o "Mysterio" virar um "amigo/confidente" de Peter, e Peter em poucos minutos já confia nele, dá o óculos do seu mentor, amigo, "pai", pra um idiota fantasiado que ouviu algumas de suas lamurias adolescentes. Tosco! É o mesmo Peter que lutou com super seres (em pé de guerra e se desentendendo) em "Guerra Civil" (2016), mesmo Peter que já protegia a cidade, mesmo Peter de "Homecoming", que passou perrengue pro abutre, inclusive era escanteado, não sendo levado a sérios [pela idade, imaturidade e inexperiência] por outros supers. Ele não era nenhum bocó recém picado, e nem tinha pulado pela janela no dia anterior para combater o crime. Que fosse assim, mas não assim tão bobo e estupido, o cara tem 15 anos, não 6.
Antes usassem a desculpa do "óculos de Tony Stark"/"a morte dele", ou a "missão de Nick Fury", como um pedido pessoal do próprio Tony. Que Peter iria atender, claro, pelo seu amigo, já numa missão com o próprio "Mysterio", e eles desenvolvendo uma amizade, camaradagem de trabalho, com Peter vendo nele algo parecido com Tony, como a própria cena do óculos, mas com um peso.
Só que, obviamente, Peter iria descobrir que nem todos os mentores/amigos, são quem parecem ser... isso já desde o início.. Ainda mexeria com outro tipo de ilusão, que é a da índole, não só de luzes, fantasias e feitos especiais.
Deu um óculos pessoal super perigoso pra ele, que quase matou os colegas no ônibus, entendendo completamente errado a mensagem de Stark, só porque queria ficar logo num namorico imaginário com a MJ (mehhh) e "ficava bonito" no rosto do Jake Gyllenhaal.
Porra, meu! É tosco, é podrinho, a motivação é ruim! sem graça! Cadê a construção? Cadê a emoção? cadê o desenvolvimento?
O roteiro é mutante! Que quer focar em um assunto sério/ameaça, responsabilidade, amadurecimento/crescimento, desenvolver uma trama sucinta, botar o personagem pra frente, mas ao mesmo tempo não potencializa a ameaça, não desenvolve sua trama, atrofia seu personagem principal, se apoiando em coisas bestas, soluções fáceis e gracinhas, gerando essas anomalias narrativas conflitantes, inconsistentes e esquisitas.
Fica aquele papagaiada de passeio escolar, namoricos adolescentes, piadinhas, "chove não molha" de forma excessiva, cansativa demais. E a trama que é pra ser a trama mesmo não anda, seu cerne narrativo, espinha dorsal e storytelling são prejudicados, nem parecendo fazer muito sentido, e Nick Fury e outros caindo nessas papagaiadas é complicado de aceitar. Tinha formas melhores de tudo isso ser feito/contado/conduzido. Mas tá aí..
Fora que o filme tenta (estupidamente) manter o vilão como se fosse alguma espécie de revelação/surpresa esquisita. O que é horrível, porque porra! Todo mundo sabe que "Mystério" é um vilão do aranha desde 1964, são 60 anos de existência do personagem, diversas encanações, adaptações, e a Marvel me vem com uma podreira dessas em pleno 2019. Jakezinho era bonzinho e estava pronto para ser "amiguinho" do Parker a qualquer momento. Nossa... deixa o Homem Aranha do Holland mais estúpido do que parece os olhos do público, que isso, horrível!
Acertaram tão bem com o "Abutre" no filme anterior, mesmo com umas forçadinhas de barra. Aqui já torceram a barra toda.
Fora que esse "Mystério" é tosco e nada "misterioso", explicando todo seu plano, deixando coisas pelo caminho, e ainda revelando tudo numa cena ridícula de expositiva em um bar, que chega ser tosco de tão idiota, como se o publico fosse imbecil como o Peter Parker desse filme. É assim que a Marvel enxerga seu publico, praticamente.
Você vê essas coisas e lembra de um tempo [já] distante na "Tv Globinho", "Band Kids", "Fox Kids", "Jetix", "Bom Dia e Cia", etc.. Que passavam episódios dramáticos, com temas até pesados da "Liga da Justiça", de "Super Choque", "X-Men".. e você tinha episódios como; "Para o Homem que tem tudo", do Superman, em um desenho de classificação livre, que não tratava o expectador como paspalho idiota assim o tempo todo, como muitos filmes de heróis que tem saído por aí. Enfim.
Você tem um Herói fraco, com uma motivação capenga, um vilão fraco, com uma motivação tosca, além de uma trama muito ruizinha por si só, cheia de bobagens, firulas e coisas que a deixam difícil de se acompanhar.
Quando "Mysterio" vira realmente uma ameaça pra Peter já deu 01:17 de filme!! Seu primeiro encontro, o primeiro embate deles... atrasado/muito ruim! Um desperdício de personagem e de ator. Suas ilusões são bem legais e você vê que ele é perigoso, mas faltou ser melhor trabalhado. E ele, na minha opinião, poderia ser um personagem mais desequilibrado, falando ao mesmo tempo com gente que existe e gente que não existe, para dar um ar de maluco maior nele, e ficar aquele mistério do que é real e o que não é, pra gente e na cabeça dele, dando mais um complemento pro personagem e aproveitando o Jake Gyllenhaal, em vez de "mais um cara que foi demitido e quer vingança", blá, blá, blá..
Por vários momentos parei pra ir fazer outra coisa. Marvel quase deu uma de Sony [com Andrew Garfield] aqui. Mas ainda se sabia que esses filmes dariam muito dinheiro/retorno.
Mas não tem desculpa um roteiro desses, sendo o sétimo filme live action do Homem Aranha. Quase enterra o personagem de novo, tendo que apelar e pensar grande no posterior "No Way Home" (2021), usando três Homem Aranhas, nostalgia e fan service.
Não veria esse filme de novo, nem as cenas de ação me pegaram tanto. Se vê que o vilão, trama e herói poderiam ser melhores trabalhados, desperdício, e desperdício do meu tempo, me deixando injuriado e aborrecido.
Um estrela de curiosidade. Só.
Revisto em: 22-08-2026
Homem-Aranha: Através do Aranhaverso
4.3 564 Assista AgoraArte em movimento.
Achei um filme digno, bem bonito, deslumbrante em certos momentos, bem animado e fluído.
Você vê que é um filme pensado, cortado e editado por gente que quer exatamente o que se vê aqui, pois ele tem uma métrica cuidadosa, que mais um pouquinho de cada coisa o poderia comprometer e deixa-lo enjoativo.
Muito por sua duração, muitos personagens, e uma narrativa que pode vir a ser mais "frenética" para alguns, com "muita informação".
Para mim soou bem tranquilo, pois a trama principal, o roteiro, os personagens, seu cerne criativo, narrativo, storytelling, aliado a uma boa trama, é funcional, descontraído, sentimental, bem aplicado, empolgado, sabendo ser sério e divertido.
Miles e Gwen são ótimos personagens! Você simpatiza com eles, suas dores, seus dramas, suas solidões, seus paralelos, cada um em seu mundo, entrelaçados por um caminho/dever que só eles compartilham. A parte paternal também é bem bacana sem soar piegas. Vê-se carinho, que tentaram fazer um filme para família, passar uma boa mensagem, bons valores, de se assistir e curtir.
Certas partes não teve como não lembrar de bons momentos de animações antigas, como o "episodio da mãe do Super Choque", o "final de X-Men Evolution", outras mídias, filmes, quadrinhos, etc. Do peso das suas escolhas, dos seus valores, seus amigos, quem escolhemos para estar ao nosso lado, seus sacrifícios, e o verdadeiro heroísmo, fazer aquilo que é certo. Bem legal.
Uma pena precisar de grandes produções assim para coisas que víamos na nossas tardes, manhãs, com frequência, todos os dias, em um passado não tão distante, mas enfim..
Talvez, um coisa que pegue as pessoas em "Através do Aranhaverso", é que ele é, por enquanto (como já disseram), inconclusivo, necessitando dá segunda parte para saber o desenrolar (talvez fechamento?) dessa trama, mas te deixando com vontade, com gostinho de "quero mais". Espero que a próxima parte seja muito boa, pois vai auxiliar muito esse aqui, fazendo a galera assistir ambos como um filme só. Cruzo os dedos por isso.
Gostei bastante dos Spiders, alguns são apresentados e você [já] gosta, outros não gosta muito [logo de cara] mas passa a entender depois suas personalidades. "Miguel O'Hara", o "Spider-Man 2099" está aqui, e está bem legal! Eu sempre gostei dele por ele não ser "mais um Peter Parker". Ele é mais cínico, sisudo e carrancudo aqui, talvez pelo seu drama e sua posição de extrema responsabilidade que carrega, o deixando mais amargo. Sendo mais uma utilização do personagem, desde quadrinhos a meros trajes, e adaptações de jogos como em; "Shattered Dimensions", onde ele é mais brincalhão e piadista, e "Edge Of Time", onde é mais sério, centrado e disposto a sacrifícios que o Peter não faria, mas você vê que é um cara bom, só é mais "frio". Merece mais adaptações grandes, sua índole é diferente e interessante.
Foi meu motivo de baixar logo o filme. Alguns o acharam "descaracterizado", outros que ele tem a personagem do "Homem-Aranha superior", outros que "ele está muito vilanesco", enfim, todos válidos, porém pra mim não incomodou, pois como disse, vejo com mais uma representação/interpretação do personagem, que ficou boa, tem seus motivos, talvez mais na continuação...
Enfim, achei o filme bem legal. Suas 2:20 me passaram algo bacana, uma alma, um feeling, uma paixão que me deu uma certa nostalgia com um padrão de qualidade que costuma existir/ser tão presente, frequente e comum (em várias animações), que desapareceu em um mar de preguiça. Gostei bastante das musicas também, muitos tendo seus próprios temas, e as piadas não são [tão] excessivas ou constrangedoras, sabendo respeitar suas cenas e seus momentos, mas já em um padrão "mais atual".
O vilão se for bem construído, os personagens forem bem trabalhados, seus destinos forem bem pensados, além do cliffhanger no final, tem tudo para o próximo ser um grande filme.
Visto em: 16-07-2026
Venom: A Última Rodada
2.7 271 Assista AgoraQuando vi o primeiro filme em 2018 eu achei ruim, não curti, não era o que eu esperava como alguém que curtia o personagem Venom, porém [erroneamente] achei que no 2 poderia melhorar com o "Carnificina", não curti, achei pior ainda... (tirando certas cenas de brigas e ação, enfim..)
Fiquei me perguntando porque gastam tanto dinheiro/desperdiçam tanta grana, oportunidades e boas ideias assim sem motivo... com produções tão ruins, mal feitas, "roteiros" pavorosamente horríveis, vergonhas alheias, ou praticamente inexistentes.
A impressão que se dá é que vão escrevendo esses filmes na hora da filmagem, pois tudo é conveniente, atropelado, sem peso, mal feito, pessimamente interligado, sem paixão... faltando tudo.
Pegam esses personagens com bagagem e boas historias e esculhambam tudo, sendo a última coisa que querem é contar uma boa trama.. fazem lambança e ainda colocam a culpa no público por esses desastres financeiros de péssima recepção de crítica e público.
O problema está na arrogância de quem puxa as cordas.. que não fazem ideia do que estão fazendo, e supõem que o público todo tem fezes no lugar do cérebro para engolir qualquer porcaria.. mas tudo tem um limite.
"Venom: Á Última Rodada" é um filme ruim, podre de ruim, péssimo, horroroso como trama, como filme, como história, como adaptação de personagem, com os personagens que apresenta, é uma bosta e uma lambança completa, e por incrível que pareça ASSUMIDA. Todo o canto desse filme se assume ao ridículo absoluto que nem tenta esconder mais que é um produto defeituoso e mal parido/planejado.
A ironia disso, é que isso pode "salvar" o filme, pois já sabendo disso, e ele se mostrando assim, você desliga tudo que conhece do personagem, tudo que foi construído nos quadrinhos (ou em outras mídias), tudo que se conhece sobre estrutura de filme, roteiro, trama, drama, storytelling, esquece completamente que nada mais quer fazer o mínimo de sentido e simplesmente se deixa levar pelo "trash", podridão e absurdo.
"The Last Dance" é um "filme trash" em essência de grande orçamento.. Ele tem todo aquele "ar tosco", que várias produções possuem, que muitos só se importam mesmo com o "barulho", o "sangue"(gore), a "tosqueira", um contexto para o que acontece e "um abraço", é atirar o "filho fedido" pro alto na esperança de que alguém o salve, aqui, tudo no piloto automático e sem alma, completamente "braindead", e ausente de neurônios.
É basicamente um "action road movie", comédia pastelão, sessão da tarde [ruim] com o Tom Hardy fazendo "cara e bocas", "papagaiadas", falando sozinho, com seu "amigo" simbionte retardado feito em CGI.. é isso.. [bizarro por si só] Umas ceninhas aqui, outras ali pra dar um "movimento" e todo mundo não cair no sono, indo embora assim... Venom aqui tá com preguiça, poderia ter se fundido ao "Didi Mocó" e daria no mesmo.
Dito isso, sabendo, por incrível que pareça, acabei conseguindo ver o filme, mesmo cansado, abatido do trabalho. Tive a curiosidade mórbida de saber o desfecho desse universo "maravilhoso". Expectativas inexistentes, sabendo de todas as criticas, já batendo o olho no filme e vendo "braindead", então, entrei no "clima do filme" e assisti tudo em um estado semivegetativo, totalmente consciente de ter graves danos cerebrais se pensasse um pouco mais que uma barata. Acabou dando certo! Somado a duração acertada, basicamente 1:30, deu pra passar o tempo [semimorto] sem ter grandes prejuízos cognitivos.
Estava afim de perder meu tempo também, aliado a curiosidade, e passou... enfim.
Chega por hoje..
Visto em: 19-08-2026
Esse tempo de 1:49 é ilusório. Tem uma cena com o vilão inútil depois do desfecho, "20 minutos" de créditos, e uma cena pós-créditos, que não vai dar em nada, pois a Sony já anunciou o cancelamento desse "universo de vilões" e é isso.
Escrevo também para me lembrar do filme, pois ele é totalmente esquecível, e fico curioso, caso algum dia reveja. Só.
The Forest Hills
1.8 5[Em Inglês, Sem Legenda]:
https://ok.ru/video/9707856988710
O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro
3.5 2,6K Assista AgoraGostei de poucas coisas. O Peter e a Gwen continuam com a mesma química gostosa de se ver, apesar de ter muitas cenas que ficariam melhores em outra ordem, principalmente para não comprometerem o andamento, sem ficar nesse "chove não molha" chato de novela. Mas para onde vai é até corajoso, e a Gwen não é uma donzela em perigo, ela toma decisões, tem fibra, se importa, só não tem poderes.
Gostaria muito de ter visto uma "Spider-Gwen" com a Emma Stone dessa época, uma pena.
Outra coisa que achei legal foram as cenas de ação, principalmente com "Electro", seus efeitos, partículas, show de luzes e poder destrutivo. Bem legal.
Agora, todo resto eu achei uma bagunça! O roteiro é ruim demais! É nítido a interferência de acionistas, estúdio, marca, cada uma querendo uma coisa, dando pitaco, e colocando tudo ao mesmo tempo sem se importar se importa, ou é coerente para o andamento saudável da trama e do seu storytelling.
É lamentável, o filme tinha tanto potencial. Se o primeiro era uma reboot meio corrido mas simpático, aqui é uma salada de frutas, uma mistureba de coisas que não importam, que acabam se atrapalhando, colidindo, prejudicando e deixando tudo muito cansativo, desinteressante e aborrecido.
Não há interesse em certas tramas, e vários personagens (muitos sem necessidade) são muito prejudicados por isso. Eu não vou chover no molhado.. o que foi falado de negativo sobre o filme já foi falado, mas parece até um filme sabotado. Tinha horas que dava sono, pois MUITA coisa é desnecessária, redundante, mal elaborada, sem tempero e (até) sem sentido.
Apesar de gostar das cenas de ação, não gostei desse "Electro", não pelo Jamie Foxx, mas pelo personagem parecer uma caricatura tosca, com um design que não curti, independente dos quadrinhos "serem ou não serem," não curtir o personagem aqui, ponto. Ele me lembrou aqueles personagens idiotas feitos pelo Rick Moranis nos anos 90, com um tom esquisito, pastelão, musica tosca, e uma motivação sem lógica, pois foi pouco desenvolvido e muito mal explorado. Deixando o antagonista como um mero retardado chorão, com uma motivação pífia e imbecil contra todo mundo, e ainda mais contra o Aranha (!). Você vê que ele é maluco e não bate bem, mas a falta de um bom preparo e desenvolvimento para seu personagem foi péssima, o deixando uma casca oca e genérica. E ele tinha motivos plausíveis para ser "maluco", mas foi totalmente ignorado e sabotado por péssimas decisões. Antes ele já fosse uma pessoa ruim mesmo logo de cara, seria mais plausível.
O Duende Verde sofre mais ainda, pois a apresentação dele é corrida, atropelada, apressada. Se no filme anterior ele não aparece, e pouco se sabia sobre seu pai, aqui eles atropelam tudo para inserir seu personagem. Ele acabou ficando horrível (no mal sentido) e o ator ficou outro chorão mimado (com uma franja tosca) que dava até nervoso.
Esse são os "Antagonistas" do filme, 2 chorões "injustiçados" que resolveram descontar em gente inocente.. Que você junta com o Spider que (também fica numa choradeira que tem hora que cansa), tendo uma trama capenga, batida e cansativa sobre perda, luto, faculdade, casalzinho, vilões maléficos sem graça e sua trama de família horrível, porra! fica complicado assistir isso!
E tudo fica pior pois esse (já) era o 5.º filme do Aranha no cinema! Em um universo já rebotado, e com erros que já haviam sido cometidos no "Homem Aranha 3" do Maguire!. Não tinham desculpa! Se tem coisa pior que ver coisas em filmes que já são cansativas, clichês e batidas, é ver ERROS infantis de narrativas clichês, cansados e batidos, é a redundância do fracasso e você se sente vendo o mesmo filme ruim que já viu em outras encarnações. Não tinham que errar nesse e erraram.
Tanto que esse universo não foi pra frente... Lamenta-se! Se fosse bem feito, poderiam ter explorado coisas que o [aranha] do Raimi não tinha explorado, e com o Venom, o Carnage, o Morbius, Kraven, etc. Que viriam todos a ter seus filmes solos (que eu achei) horríveis, sendo parte de um universo com um tom interessante do "The Amazing".
O aranha do Andrew Garfield tinha um jeito especial que eu via ele lutando contra vilões como o "Morlun", ou o bizarro "The Thousand". Pois ele era daquele "infantil com liberdade de inserção" fácil e crível, que podia ir facilmente do "infantil" ao bizarro, pesado e espetaculoso, como certas cenas (interessantes) do primeiro. Enfim..
É isso, o que passou passou, o que era pra ser dito, já foi dito. Eu não tenho muito o que dizer, disse aqui para me lembrar, pois o filme me cansou, me deu sono várias vezes, e sua trama/roteiro é uma bagunça capenga atropelada e esquecível, que eu provavelmente vá apagar da memória em breve, menos a lembrança de achar chato. Se o primeiro foi simpático e fazia uma nova apresentação do personagem ao mundo, com um novo potencial a se explorar, aqui achei um banho de agua fria, e uma desistência antes do fim bem visível.
O novo herói já nasceu derrotado, mas não pelos seus vilões, mas pelos vilões em seus bastidores. Fica-se a memória do segundo manto do personagem do cinema, mas certamente não fica muito na minha cabeça. É isso.
Revisto em: 05-08-2026
Excesso de Velocidade
0.8 1[Em Inglês, Sem Legenda]:
https://ok.ru/video/2229496318591
Airborne - Ameaça Letal
1.9 1 Assista AgoraDublado [BR]:
https://www.youtube.com/watch?v=KtQMa30KOLM
Voices in the Wind
3.6 1[Em Inglês, Legenda em Inglês]:
https://www.youtube.com/watch?v=gptcrYzqkNY
Fatal Frame
3.1 45Nossa! Me impressiona que um filme tão chato, arrastado e tedioso como esse tenha média "3.1". Caramba! "3.1" é um negócio "bom", um entretenimento bom/bom filme.
Isso aqui tá longe de ser um bom filme... Mas referências de qualidade positivas já foram perdidas a muito tempo, dando lugar ao desespero do "fastfood 8 e 80", entre "obra primas espetaculares magistrais" (esquecidas em uma semana), e "lixos absolutos de merda e frases prontas e repetidas" de gente que as vezes nem vê o filme ou gosta de qualquer coisa...
O "meio termo se foi", junto do bom senso, infelizmente.
""""""FATAL FRAME"""""" (2014) NÃO É "FATAL FRAME".
Isso aqui é quase uma fantasia sobrenatural pseudo homossexual. Tudo bem que a franquia Fatal Frame lida com temas bem pesados de sacrifícios humanos, assassinatos, incesto, irmão matando irmão, brutalidades, luto, suicídios, desesperança, sequestros, linhagens de famílias bizarras, paranormalidade, passagem de tempo, fantasmas e fotografias em lugares tensos, com atmosferas pesadas e incomuns. Aqui, nesse filme, BASICAMENTE, não há nada disso. Ok(?)
É uma "adaptação", mas eu já estou cansado de explicar o óbvio! e perder tempo com isso.
Mas "Gekijô-ban: Zero" não funciona em basicamente nada! Ele não funciona como "Fatal Frame", não funciona como adaptação!, não funciona como filme de terror! e trabalha muito mal, MAIS MUITO MAL, seu """suspense""" e personagens. E olha que são até garotas/atrizes simpáticas, não são ruins.
Mas seu texto é morto, morno, pouco engenhoso, desinteressante, e para "preencher" essas lacunas faltantes de falta de criatividade, se cria um mistério misteriosos supremo esticado e arrastado, que com a direção quadrada, didática e burocrática de "Mari Asato", o negócio fica uma coisa difícil de se acompanhar/digerir e se imergir.
Apesar de uma cena ou outra a diretora aplicar bem sua fantasia, e deixar a "cena bonita", ela peca por não colocar tensão, tesão, deixando tudo asséptico, quadrado, pragmático demais, sem sal e sem tempero, em um filme que deveria instigar em seu mistério, tem prender pela tensão, te pegar pelas cenas, e fazer você se importar pelas personagens e pela situação, e isso mal chega. É Muito, MUITO CANSATIVO.
O filme tem 1:45 e parece maior, excessivo, não anda.
E como disse, não é um bom terror, não é um bom suspense, não é uma boa adaptação, e tu fica; "porra! onde que esse troço quer chegar com essa fantasia fantasmagórica mequetrefe que não acerta em nada do que se propõem?", "pra que estou vendo isso?"/"eu não estou me importando com NADA do que está acontecendo mais".
E o que me faz lamentar mais ainda, é que eu joguei e fechei todos os jogos! É uma franquia beeeem legal, divertida, e da umas remexidas em certas coisas, apesar de manter uma certa "base/formula", que mesmo com seus altos e baixos em muitas partes, e partes bem ruins e chatas no jogos (mesmo sendo mídias diferentes, sim!) conseguiam me entreter! Aqui nesse filme, ficou complicado o negócio. O que é lamentável, de mim como "fã", não tivesse a bosta do nome no filme, seria uma propaganda enganosa/uma decepção a menos.
Aí tu entra pra ver o filme e tem uma nota "boa", é mais um quebra de expectativas (e um exagero) sem tamanho, em uma coisa que é quase uma bobagem clichê desperdiçada, que no máximo, explodindo de generosidade, você consegue bota-lo como regurar, sem ser muito (ou quase nada) exigente com a experiência apresentada. Que putz! Oh troço aborrecido.
"Makoto Shibata" deve visto essa porra e pensado; "caramba! Tanto trabalho tenho.. para adaptarem qualquer bosta...", até ele sabe bem (kof, kof, Miku e Mafuyu no), "Maiden of Black Water" que o diga...
"""Fatal Frame""" (2014) é um grande nada. Parece até que fizeram um filme da "menina do espelho", e se eu quisesse ver colegiais flutuando eu ia ver Harry Potter! Até episódios do desenho "Coragem, O cão covarde" são assustadores, sabem ter mais clima, abordar seus temas e montar uma atmosfera e suspense corretos (dentro de seu contexto).
[Re]Visto (pois tinha esquecido) em: 30-07-2026
Sayuri
2.3 4Esse filme é baseado em um mangá. Aqui não achei muito legal, com dissonâncias narrativas de aplicação fortes entre as adaptações (filme/livro), "afetações entre um e outro" na trama, humor fora do tom, e uma "origem de herói" curiosamente esquisita. O.o'
Inclusive, esse é um daqueles filmes "2 em 1". Sua primeira metade, apesar de umas coisas ridículas, exageradas e sem graça, lembram bastante aquele "terror clássico" antigo, que japonês costumava fazer bem, mas digo, LEMBRAM! Os ângulos de câmera tortos, parados, focando no fundo, alguma coisa aparecendo, acontecendo rápido, sumindo ou se aproximando, barulhos estranhos, uma presença incomum, sendo bem cru, sombrio, com uma atmosfera interessante.
Apesar das afetações aqui e ali, é na "segunda metade" que (pros desavisados, jesus!) fica meio difícil embarcar no negócio e levar a sério. Se as piadinhas já eram meio duvidosas no início, ou a ameaça era interessante, a coisa dá uma pesada e a ameaça vira uma coisa pra se "rir", com o humor (já duvidoso!) ficando mais escrachado, comprometendo bastante a [minha] experiência.
Eu entendi a mensagem, e a mensagem é até legal, de não se deixar abater pelo medo, seja ele "da vida", físico, espiritual, sobrenatural, etc. Mas porra! Tem formas melhores de se levar isso.
Se leu até aqui, já sabe que o filme é baseado em um mangá, mas para os desavisados (e mesmo os que já sabem), você é pego de surpresa por uma mudança narrativa brusca/abrupta. Ficando bem "complicado" levar as coisa de uma forma mais séria, densa, tensa, o que é lamentável.
A história da trama é interessante, mesmo que batida, a velha trama de casa assombrada funciona, e o "pano de fundo" dela é triste, pesado, deprimente. Se o andamento se levasse mais a sério, na minha opinião, beneficiaria muito mais o filme, de forma marcante e satisfatória.
Esse tipo de filme "2 em 1" tem que ser bem trabalhado com habilidade para que certas mudança não sejam tão repentinas, dissonantes e bruscas, ou suas partes tenham peso semelhantes em qualidade, aqui você sente o deslize, mesmo que "Koji Shiraishi" (que é um diretor que eu não curto!) ainda consiga manter certas coisa com uma certa coerência, e um tom aceitável para sua trama, sem desandar de vez, ou descambar pro "anime" total, o que saiu/foi entregue não achei muito bom não, e o maior elemento que o torna único/incomum, que seria o que deveria cativar, é também seu calcanhar de Aquiles, o que é uma pena...
PRA MIM, poderia ter sido algo levemente inspirado no mangá, usando o plot principal daqui, mas sem os elementos mais exagerados, se focando em um andamento mais sisudo, tradicional mesmo de contar uma historia (mesmo que ambos virassem "caça fantasmas"). Consegue amarrar bem seus fios narrativos, gerar um certa curiosidade pelo seu desfecho, mas não achei satisfatório como filme como um todo, e nem uma boa execução/experiência no geral. Sua primeira metade é muito mais forte, tradicional, interessante e instigante que a segunda, que é mais "viajada", "porra louca", humorística, com direito a uma senhora "Janes Joplin fumante caçadora de entidades sobrenaturais" O.o'. "Ok" birutices a parte, mas certas coisa precisam ser bem aplicadas, pois geram uma discrepância surreal e desigual. Primeiramente é como se fosse sério e "aquilo que tu procura no terror japonês", para de repente virar uma "idiotice". As duas parte não "conversam bem", os "dois tons/estilos", apesar de manter uma coerência no bizarro/incomum.
Enfim... não quero que o cinema/filmes sejam todos iguais, mas se forem aplicadas certas técnicas e adaptações, ""ultimamente"" o respeito a um "storytelling" básico, funcional, tem passado batido por realizadores. Tudo muito "fastfood" pro meu gosto.
Não sei se veria de novo. Não achei uma bosta total, mas custei (MUITO) pra terminar, perdendo o interesse na trama várias vezes, apesar de ter uma conclusão satisfatória, querendo ou não, ficou um negócio CURIOSO nesse gênero já tão batido. Infelizmente não é bom como deveria/poderia ter sido, sendo pra mim, um entretenimento apenas irregular/1 Estrela e meia. Tem coisa bem melhores por aí!
Visto sei lá quando em 2026.
Não Diga Quem Sou Eu
3.1 15[Em Inglês, Sem Legenda]:
https://ok.ru/video/307249875564
Missing Child Videotape
2.9 7Por favor, gente. Esse filme não tem nada haver com "O Chamado", ou "O Grito" (Ringu, de 1998 e Ju-On, de 2000). Menos, BEM MENOS, por favor.
Esse filme aqui, "Missing Child Videotape" (2024), por boa parte é UM SUSPENSE DE CRIANÇA DESAPARECIDA. Essa sinopse e esses comentários são meio equivocados.
São só chamarizes. Boa parte do filme é um garoto que desapareceu, e a principio, você até acredita que há um assassinato, ou sequestro, etc. É onde outros comentaram que "acharam chato", "lento", etc. Sim, e é basicamente isso, um filme devagar de um rapaz que perdeu seu irmão. Guarde isso.
Esse rapaz tem um amigo que você vê que ele tem uma sensibilidade mediúnica. Ok! Aí vai aparecer uma repórter querendo saber algo sobre o rapaz e o paradeiro do irmão perdido dele. Certo, até aqui tudo bem?! É isso. NÃO É SPOILER.
São pelo menos uns 40/50 minutos no filme nessa vibe, de mistério, curiosidade, e você querendo entender onde isso vai chegar. PRA MIM estava bom, estava curioso, mas não sei se foi intencional ou não, mas ele começa a tomar um rumo sobrenatural, mas não com "criaturas toda tortas" ou "espíritos procurando vingança por alguma brutalidade, etc".
As raízes do desaparecimento começam a ser ligadas há floresta, PRA MIM, é onde o filme fica simplista demais, e começa a se tornar conveniente. Tudo foi uma presença, tudo é "o mal", o lugar "que ninguém achava", é facilmente achado, enfim.. O filme é BEM SIMPLISTA, e mantém um clima interessante, monocromático, triste.. mas está bem longe, MUITO LONGE (e nada haver) ser comparado com esses clássicos do J-Horror de 90/2000. Sinceramente, não tem nada haver.
É um filme, basicamente de sumiço sobrenatural, mas não tem aqueles sustos, aquelas presenças de canto, aquelas "mise-en-scène" já conhecidas (e já muito batidas) do que estão comparando.
É uma cena ou outra, um cantinho ou outro, MUITO POUCO, pouco memorável, ou que vá guardar muito na memória.
O filme é "reto", "liso", não tem muitos detalhes, e depois, ainda tem aqueles finais interpretativos quem muita gente não gosta.
EU não achei o filme ruim, achei legalzinho, "mais ou menos", não é uma bosta, mas me entreteve.
E apesar de "Ryota Kondo" pesar um um pouco a mão em algumas cenas, as deixando cansativas, e causando um principio de desinteresse/sono.
Ele ainda consegue aproveitar um pouco de sua trama "fiapenta". E os atores estão legais, ficaram bem, convencem com suas expressões e deixando duvidas no ar sobre suas atitudes. Além de terem um certo carisma, e você conseguir se importar um pouco com eles.
Tem umas cenas legais que mantém um suspense, ou aquele sentimento de algo a espreita, mas é meio mal explorado por boa parte, e deixa coisas meio jogadas, ou ao "acaso", como já disse, o "desconhecido que resolva", e "você que ligue os pontos", mas certas coisas poderiam ser melhores. Tinha uma boa ideia, excelentes locações e atores com expressão.
O resultado que ficou, ficou bem mais ou menos, mas consegui ver. Agora, cada um faz a comparação que quiser, só acho errônea, comparar com aqueles clássicos dos final de 90/início de 2000, achei nada haver. Gera um expectativa errada sobre o produto e para quem vai assistir, prejudicando ambos. E eu adoro os J-Horror, desde filmes, revistas, jogos.
Pela minha resenha, dá pra ver que o filme é bem mais simples que isso, e não é bem isso que estão dizendo, inclusive na sinopse.
Seria melhor se mantivessem assim: "Jovem achava que seguiria sua vida, mas depois de um acontecimento recente, ele é confrontado pelo seu passado, e descobre que havia algo de estranho no desaparecimento do seu irmão mais novo anos atrás". É isso! Não precisava de "propagandinha" enganosa e tendenciosa. Não baixei o filme por isso, baixei pela atriz "Kokoro Morita", imaginado que fosse um drama/suspense, pois ela fica bem nesses tipos de produções, incluindo o terror. Como já disse o filme tem muito pouco, e ela está "ok".
Mas chega. Já escrevi demais. É isso.
Se servir pra alguém, ótimo. Pra mim vai servir para lembrar que já vi. :)
Dia: 25-07-2026