Nesse filme aqui o Stifler "rouba" a cena, ficando com basicamente os melhores momentos do filme, preenchendo lacunas, dando andamento e conclusão para muitos acontecimentos na trama, de propósito ou não. O personagem está totalmente insano, sem noção, bizarro e despirocado das ideias, mais que nos outros filmes. Tem que se dar o credito a escrita, e o trabalho de "Seann William Scott", que fez muito bem todas as maluquices desse personagem inconsequente terem vida e serem muito críveis e orgânicas, ao MESMO TEMPO que ele é um porco, sociopata, egoísta, de personalidade horrível, ele AINDA consegue se redimir, sendo engraçado, natural, gerando empatia e simpatia no público. O personagem não é um marco atoa. Quem gosta dele, aqui é prato cheio. E tanto na voz original, quanto nas duas dublagens Brs que o filme possui, é diversão garantida. Apesar da comédia ser algo muito pessoal.
O lance, que todo esse "mega foco" no Stifler, pode atrapalhar um pouco quem gosta, ou queria ver mais de outros personagens.
"Oz" desapareceu completamente, nem é citado. Só foi explicado posteriormente no "American Reunion" em 2012, que se não existisse, deixaria esse furo no grupo de amigos.
"Kevin" virou coadjuvante de vez, parecendo um enfeite de cenário, tendo pouquíssimas cenas, somente quando convém. Ele ainda serve meio que como um apoio moral, mas aqui está totalmente apagado.
Quem conseguiu mais destaque "por tabela" foi o "babacão", "cagão", "comedor de milfs", Paul Finch. Que só consegue o "feito" por já ter uma rivalidade com Stifler, servindo de contrapeso com o personagem. Stifler é gigante aqui, mas Paul Finch não faz feio, tendo boas cenas também, mas indo muito mais no rastro do "furação Stifler".
Quem fica bem e óbvio, tem que ficar!, pois se não o filme não se chamaria "O Casamento", é o "Jim". O homem "que precisa de manual de instrução pro pau", que colou a mão no próprio pinto, "fez" o vídeo pornô mais ridículo da face da terra, etc. O personagem é um tonto, desajeitado, sem jeito, esquisito, mas é aquele cara bom, leal, legal, que é um bom amigo. Aqui não é diferente, mas diferente dos anteriores que ele é mais moleque, aqui ele está um pouco mais consciente, e tentando não fazer [muita] besteira para que seu casamento de certo. Jim vai mais pro lado da "novela" com sua companheira em certos momentos, que são legais também, deixando a narrativa mais doce, coração, daquele jeito que os american pies antigos levavam bem. Não tem como haver "american pie" sem o Jim, ele é a representação de uma fase da vida e de um tipo de pessoa que da o charme da base inicial da franquia, do pastelão mas com sentimento.
Outra que não poderia faltar é o par de casamento do Jim, a ruivinha "Michelle", muito bonitinha, graciosa, simpática, e de gostos estranhos, exóticos, pervertidos, na pele da acertadíssima Alyson Hannigan. O casal foi uma ideia natural, e os dois estranhos se completam como almas gêmeas em seus caminhos de peculiaridades. Como se se merecessem, numa química boa, desenvolvida melhor em "Pie 2".
"A esquisita da banda??" "Não, Nadia. O esquisito sou eu. Só não faço parte da banda".
- Jim
".... Eu nunca entrei em um lugar em que todo mundo ficasse, uau! nossa!, olha! ela não tá linda??'" "É exatamente assim que nosso casamento será". Muito bonitinho/fofinho os dois.
Mas não se engane, o filme não é agridoce ou "novelesco", não é esse o foco ir para esse caminho de "romance". Tem cenas que tinham que ter, e o que tem funciona para o que se propõem.
""""Infelizmente"""", "American Pie 3" é um "filme do Stifler", no sentido de que pouco (ou quase nada) há de espaço para boas sketchs ou arcos com outros personagens, com algumas coisas ficando até meio em um "limbo", não tendo muita graça, ou "perdendo a piada", como quando você entende mas não ri. A sorte é que o filme tem cortes precisos, rápidos e um ritmo bom (até meio apressado), passando sem grandes estragos e com uma duração pequena. Tendo uma cena ou outra meio gratuitas, mas passa.
A impressão que se dá, que apesar das qualidades, esse filme foi meio "feito as pressas", para aproveitar o hype que a franquia tinha na época, fazer uma grana e ser mais "safe". Não quiseram arriscar com "tantos" personagens, dos quais muitos não sabiam mais o que ser feitos. "Melhor deixar de fora do que estragar", pode ser, vai de cada um. Felizmente não comete erros absurdos, esdrúxulos e "desmoronadores", focando mais em fazer a coisa funcionar e ser uma comédia agradável, conclusiva em seu título. Tem seus "detalhes", mas ela é fechadinha em si mesmo, podendo-se ver muito bem, sendo um de meus favoritos nesse sentido. A vinda de "Reunion" posteriormente, completou e complementou esse aqui positivamente, dando um ar de "série de cinema" e fechando o ciclo do grupo de amigos dentro de uma fase da vida.
Quem sabe uma próxima?! não sei.. Quem sabe? ""Melhor deixar de fora do que estragar"? Pode ser.
Sei que vejo sempre que passa, e apesar da vida ter me deixado cinza e amargo, esse filme ainda consegue me tirar sorrisos sinceros, mas sem ser [só] por nostalgia, mas pelo o que ele é mesmo, o que ele revive e o que ele passa nas entrelinhas. Daquele momento da vida, das amizades, do planejamento, da inocência com o desconhecido, das coisas que vieram e ficaram/ficarão pelo caminho das memórias. Nem tudo pode funcionar, mas também não é o caso onde "estraga" ou "nada funciona". "Pie 3" tem seu charme, entre cachorros e alianças. flores e tetas de vaca, combinando a ternura a a inocência com escabroso e embaraçoso, como tinha que ser.
Pô, caiu bastante pra mim na revisão e não achei "a despedida definitiva do Hugh Jackman como o Wolverine".
Primeiro que não foi, uma montanha de dinheiro fez ele mudar de ideia, "Deadpool e Wolverine" (2024) está aí, mas não o criticando e "apontando o dedo", problema é dele, mas é um fato.
Segundo, que caramba! O cara passa o filme inteiro morrendo, o filme inteiro deprimido, o filme inteiro sendo um cretino, o filme inteiro querendo se matar, o filme inteiro sem a mínima esperança (até quando encontra uma!), querendo "juntar uma grana" e "comprar um barco", nossa... Pô! cansativo demais ver um personagem assim, e eu gosto/sou muito tolerante com encarnações e adaptações de personagens que eu gosto, mas "Logan" deram um pesada na coisa, que mesmo em seu final, não achei que torna o "full circle" ou definitivo, num "fechamento digno". Fora que o filme faz parecer até que o "Senador Kelly" estava certo, que os mutantes são uma ameaça, que não sabem lidar com eles mesmos. Há uma fagulha de esperança, mas o que se vê é um oceano de morosidade. Porque se fosse "só" isso é até compreensível, e justo com as circunstancias do filme.
O lance é que o filme/o roteiro resolve englobar o que é mais desinteressante, se mantendo morno, raso, pífio, engessado, arrastado e pouco inventivo, parecendo até que é como essas séries "modernas" chatas, que não acontece nada de relevante em vários episódios, e tem um "gancho", que te ilude e te força a assistir o próximo, indo assim até o fim. Seus intervalos são deprimentemente ocos, não tendo uma junção/elos narrativos bem pensados, construídos e fluidos
Logan tem essa "montagem" estranha. Aliado a um mundo sombrio onde "os mutantes foram devastados", o que seria um plot já tenso por si só e levaria a descobertas interessantes, ele não se justifica como tensão e nem tenta ser interessante. Escolhendo um forma de contar tudo de um jeito duvidoso e sem sentido. Além de escolher não explicar ou mal explicar as coisas, deixando muita coisa subentendida ou interpretativa. O que um negocio curioso, na linha do ousado e do imbecil, do curioso e sem graça. Como se preparasse uma piada, e ela não tivesse um final propositalmente. Tudo bem, se inspiraram em "Velho Logan", mas porra! Passar isso pras telas DESSE JEITO como ficou aqui, achei um negócio muito cansativo.
Em 1hora de filme pouco acontece de real intensidade! Tem horas que nem parece que estão lutando pela vida, parando [até] em hotéis para ver "Shane" (1953), ou ficar de papo furado com uma família de estranhos como se tivesse tudo bem e não em uma situação de alto risco para todos. Se contradizendo, porque o aparecimento de um novo mutante, seria um coisa pra se mostrar um grande acontecimento, mas tanto o filme não faz isso [direito], quanto o personagem [principal] não liga pra isso. Dê novo, "tudo bem" em não querer se "iludir ou ter nova esperanças/expectativas", mas a forma que o filme passa isso é [achei] péssima.
Não consegui me imergir na trama por causa dessas coisas, não consegui me importar com os personagens e nem com seus novos dramas, nem com o [grande] professor Xavier, que é um personagem importantíssimo em qualquer mídia, com tudo que ele representa e sua causa, sendo reduzido por boa parte a "um velho isolado com demência". Pô! Não me leva a mal não! Mas dava pra fazer MAIS com ele, com um esforcinho sai mais, rendia mais!.
Pra piorar os VILÕES SÃO HORRÍVEIS, fraquíssimos, rasos, clichês, vazios, repetitivos, pouco explorados e sem força como antagonistas. Um é um cocô, um fanfarrão, numa mistura de playboy soldado sem graça, com um braço biônico que nem serve pra nada no filme. Fica se achando pra caramba enquanto morrem 50 soldados do seu batalhão de 51. O "outro" é um "doutor" mal explorado, genérico, sem vida e sem carisma. E o "OUTRO" é um Wolverine (Hugh Jackman) clone, mais jovem e retardado, lotado de drogas, que só server para fazer o Wolve de saco de pancadas ambulante. Jesus! Botassem o "Ômega Vermelho", o "Bloodscream e o Roughhouse", sei lá. "Stryker" já tinha usado 3 vezes (!!), não dava mais, né Fox?!. Dizer que "dariam trabalho pro Logan" é bobagem, pois nesses filmes cheios de conveniências e recursos preguiçosos de roteiro, isso seria fácil de resolver.
Enfim. Acaba que tu tem 3 vilões ruins, numa historia pífia, rasa, levada de forma aleijada, cansada, arrastada e desajeitada pelo roteiro. Numa intensidade que convém, basicamente deixada para as cenas de lutas, gore e sangue, e não na importância real das coisas, do mundo, andamento, historia de personagens, peso e intensidade da trama em si, que ela merecia/deveria ter. O filme é +18 em classificação indicativa, mas burro e igualmente preguiçoso em roteiro, como suas versões "light"/livres. Do que adianta? A não ser uma mera "novidade por novidade", que nem é tão "novidade" assim.
Acaba toda essa bobagem prejudicando bastante a personagem Laura, que eu também não curti como personagem, mais por coreografia. Ela é uma criança, beleza, "não fala" no início (pelo menos com Jackman), mas 1 hora depois ela começa a falar, primeiro em espanhol, depois em inglês. Ok! Deve ter sido parte [lá] do treinamento, beleza. Mas como eu saberia se nada é explicado?! suponha-se que ela "não confiava nele", pode ser, ou o roteiro ou alguém da produção viu que era chato pra caramba ela muda?! Não sei, posso supor também pois nada é explicado em vários pontos! Aí dá forma que o filme conta sua rasa história, tu começa a se perguntar; Cadê os outros mutantes restantes? Cadê o Magneto?? Cadê o Doutor Sinistro? Cadê aqueles mutantes "imortais"?! O que aconteceu em todos esses anos?! Veneno? Beleza!, mas quem está levantando a bandeira e lutando pela causa??, 25 anos sem mutantes, e aí? onde estão os outros mutantes?? estão se escondendo? estão presos?? em laboratório?? sendo estudados??? Capturados?? O que aconteceu em todos esses anos?? Que porra de empresa é essa? dá onde veio?? Que mundo é esse com IAs nas estradas, alimentos artificiais?? Que porra de lugar é esse?? Há esperança pros humanos também??. Porra! Acho que há um limite pra coisas que podem ficar sem explicação e coisas que devem ficar sem explicação. Fazer isso, a meu ver, não agregar ao mundo de "Logan", que como eu falei, tem um narrativa e personagem cansados, derrotados e a beira da extinção e suicídio. Cansa meu! Pelo menos me cansou demais!. Acho que não tinha necessidade disso nesse tipo de filme.
A sensação que se dá, é que o mundo não quer ser ambíguo de caso pensado, planejado e orgânico, mas sim por preguiça, porque alguém achou que deveria meter todos os tipos de influencias de diversos filmes diferentes justos, desde desesperançosos, de jornada, "westerns", "road movies" e """pós-apocalípticos""", porque? por que não?!. Usando a desculpa de "+18" como ""novidade"" da vez. Ficou "legal e tals" em certas partes.. mas e a historia??
Na época, ainda tinha um "ar de novidade", mas hoje em dia já está tão batido essa violência por violência, gore e gratuita. E no meio dessas preguiças, abre-se a porta da conveniência a bel prazer! Pô, ficou muito cansativo, e só as cenas de ação acabam não se sustentando se você não tem uma espinha dorsal narrativa bem construída.
É um conceito, um ideia que vai até o fim, onde parece que ninguém quis desenvolver ou elaborar nada melhor. Aí apelam pro sentimentalismo, mas comigo não rolou, pois como disse, não consegui me apegar com nada que estava sendo contado, nem me imergir na trama. Na boa, não deu mesmo. Parecia até que eu tinha sido acertado pelo poder descontrolado do Xavier, ficando travado e "poker face" por boa parte do filme, só querendo que acabasse logo.
E "Logan" perde muito, porque diferente dos X-Men, ou de certos outros filmes, aqui também não há uma equipe, ou outros personagens que tu tenha um certo carinho ou apego, ou uma dinâmica com outros personagens legais ou mutantes exilados diferentes. É Logan sendo um pé no saco o tempo todo, e cismando que "não é um herói", mesmo já tendo feito trocentos filmes que ele salva o mundo e a situação. Recurso de roteiro bem sem graça e desnecessário. E como de praxe nos X-Men da Fox, tudo é meio incoerente, subutilizado e com furos.
Na moral, achei MUITO MELHOR a ""despedida"" do personagem em "Dias de um Futuro Esquecido" (2014), e gostaria que tivessem continuado a partir dali, com aquele elenco, mas deu no que deu, e o resto é resto.
Não gostei de "Logan", e é um filme que dificilmente veria novamente. Muito cansativo, e sem um fio condutor consistente, que nem o pouco de bom fica interessante conforme avança. É isso.
Eu adoro animações, e sou muito tolerante com vários tipos, abordagens e estilos delas. Mas "A Origem dos Guardiões" é um treco que não me pega, nunca me pegou. Por várias vezes tentava/tentei assistir e não consigo/conseguia, várias vezes colocava para ver e ficava disperso, desinteressado e indo ver qualquer outra coisa, até outra animação.
Vendo hoje, eu só posso chegar a conclusão que é questão de gosto, e essa historia não me cativou nem um pouco, mas acho que o meu maior problema com ela, é o protagonista [sem sal] e com um design sem graça, Jack Frost. Toda vez que eu vejo/via não me cativa/cativava, tirando logo em seguida e perdendo o interesse, MAS bastava aparecer qualquer outro dos personagens (bem melhores), que o filme prendia minha atenção. Eu associo [E MUITO] a isso.
Mas como disse, a história [também] não me pegou, lamento, mesmo com sua pouca duração. Só queira deixar um destaque para o vilão "Breu", que é um antagonista super interessante, que [infelizmente] não tem um protagonista a altura.
É isso. Quem sabe uma próxima... Nem toda "magia" ou feitiço dá certo.
Bryan Singer depois de fazer 3 bons filmes dos X-Men, devia estar com a mão (e o nariz) "coçando" pra fazer uma lambança completa pra "chamar de sua".
Conseguiu com louvor, perdendo de vez a chefia e as lentes do que tinha começado lá em 2000, numa bagunça completa. Desperdiçando personagens, plot, atores, dinheiro, paciência e tempo das pessoas, num apocalipse narrativo sem igual.
Se Singer, que já não é lá um diretor interessante, ainda conseguia passar na prova e manter uma "certa" coerência narrativa, ou sequencias de ação. Aqui ele dá asas ao pior dele e faz com maestria. Parabéns.
Mesmo depois de duras criticas dos fãs, opiniões construtivas. Ignoraram tudo, nitidamente na vontade de fazer um lixo totalmente perdido, e o resultado não poderia ser diferente.
Apocalipse teve uma das piores adaptações, o que é uma pena. O tipo de filme que nem vale a pena revisar, que quanto mais vê piora. Tudo é gratuito, sem peso, corrido, medonho de distante, sem carisma, chato, cansativo, num espetáculo de inocuidade. É isso, chega. Já falei demais.
Não acho tão ruim assim. Como já disseram (e todo mundo já sabe), o maior problema é o excesso de personagens e arcos narrativos, que se tornam frágeis, inchados, cansativos, redundantes.
Tem umas vergonhas alheias também, que já parecia que Sam Raimi já tava chutando o pau da barraca para tanta imposição do estúdio em cima dele. Principalmente vinda de "Avi Arad", que insistiu forçadamente a presença do "Venom" na porra do filme. Se ""arrependeu depois""... mas depois de prejudicar terceiros, manchar o nome dos outros, cagar na visão artística e desenvolvimento saudável de uma narrativa, em prol, unicamente do seu próprio egoísmo... O que é um "depois", né?!.
O triste, é que esse filme poderia ter sido muito bom, muito bom, porque todas as cenas do "Homem de Areia" são boas! [Excluindo, o pra mim desnecessário, retcon do Ben]. As cenas do "Harry/Duende Verde" são boas [tirando o mordomo], a Mary Jane (apesar do "arco novelesco") não achei tão ruim assim. Num claro distanciamento de CASAL (os dois, um e outro), perda de afeto e comunicação, muito pelo Peter se tornar exageradamente confiante, não se colocando em seus dramas conjugais, achando que "tá tudo bem", sem equilíbrio e um ausente com sua esposa, nesse "vai em vem" como Peter/Spider/companheiro. Vejo que "Mary Jane" leva a culpa quase sozinha de muitas coisas nesses filmes, mas Peter também é um "virjão" indeciso inexperiente (pelos seus motivos), que acha que somente "estar apaixonado" é chave de tudo numa rotina conjugal. Não falo isso como "cavaleiro branco", "paladino da justiça", "feministo", "colorfull pill", essas porcarias. Falo numa impressão simples e pessoal, não achando "Mary Jane" tão ruim assim. Nesse então, isoladamente, acho funcional e crível. Acho ela "pior" no 2, e legal/simpática no 1. Ela tem um novo conflito junto de Peter, e ele achando que todo mundo tem exatamente seus mesmos pés para calçar seus exatos sapatos, viajando na maionese, e fantasiando a realidade. É até tragicômico a cena das alianças, da "florzinha na ponte", só faltou elas "murcharem" igual desenho animado. Essa balança envolve seu personagem no 3, entre uma ingenuidade, imaturidade como Peter, e uma confiança, naturalidade como "Homem-Aranha". Claro, tem as cenas do Harry, da Gwen, do simbionte e tals, bem "novela", mas é o que eu falei, "CASAL", "distanciamento", "insegurança", "distância", ELES TEM SEUS PROBLEMAS JUNTOS.
Se o roteiro não tivesse sido forçado a fazer concessões sem sentido, esse arco não teria sido tão prejudicado e teria sido melhor desenvolvido.
Uma pena. Fico imaginando esse filme sem o Venom, sem essas sacanagens, como teria sido mais fluído, melhor e enxugado. Removendo barrigas, bobagens e cenas convenientemente burras e gratuitas, como a "da verdade do mordomo". Merda total, que só enfraquecem e sabotam a força da trama e seus personagens como um todo.
"Harry" com o Peter depois com aqueles; "Ei, amigão!" ("buddy", em inglês), "vamos lá, amigão", "isso aí, amigão", "você é meu amigo, amigão", cheio de chamegos e gracinhas depois do que passaram é abobalhado, corrido e embaraçoso. "Sorte" que o caminho construído foi sólido e seguro nas virtudes dos outros filmes, não arrebentando seu desfecho completamente.
"Homem de areia" ficou bem legal e seus efeitos impressionam até hoje, numa boa adaptação do personagem para as telas. O final é bagunçado, mas não tira a força do personagem. Sua cena de nascimento ainda é muito boa, tocante ao mesmo tempo alarmante, embalada por uma boa e segura trilha sonora pra o mesmo.
A ideia do simbionte na roupa (não o Venom!) até funciona, que além da roupa ter ficado legal, com direito a tema próprio e tudo, ainda o deixa diferente, ajudado a dar um "ar de novidade no filme", e com um comportamento mais decisivo e agressivo. Já no Peter Parker, achei questionável... Eu não curto muito não, mas "Emo Peter" virou um ícone/meme (para o bem ou para o mal) inegável da série/cultura pop.
"Eddie Brock" poderia ter sido APRESENTADO nesse filme, e sido usado posteriormente em outro filme, como foi pensado. E acabou que o "Dr. Curt Connors/Lagarto" (Dylan Baker), apresentado no filme anterior nunca teve chance de brilhar.
É um encerramento melancólico e bagunçado, infelizmente. Poderia ter ""fechado"" com chave de ouro, ou ter levado ao (aguardado na época) "Spiderman 4", mas por causa da Sony e pressão de idiotas, a saga parou, sofrendo posteriormente um "reboot" que ninguém pediu, e levando a "The Amazing Spider-man" (2012) já chegar com desconfiança, um peso desnecessário e uma responsabilidade grande nas costas, com comparações inevitavelmente gratuitas aos anteriores. Numa despedida prematura do "Aranha do Raimi/Tobey Maguire/Peter Parker", que ficou marcado no imaginário das pessoas ATÉ hoje. "Perdido" por causa de decisões maldosas, equivocadas, egoístas e sem sentido.
Por muitas vezes parece que "esses caras não gostam de dinheiro", "não gostam de prosperar", e a impressão que se dá, é que nem todos os milhões de dólares (ou bilhões) que uma franquia podem gerar, jamais vão massagear o ego dos seres mais asquerosos e arrogantes do planeta, que são os maiores vilões de si mesmos, e de "Homem Aranha 3", o prejudicando e sabotando o máximo possível.
"Sorte" (mais uma vez) que Sam Raimi foi hábil, sua câmera e seu trabalho pessoal estão competentes. Você consegue enxergar o filme que ele queria contar pelas entrelinhas perdidas nesse aqui. Várias vezes, sua confiança e coração por trás da lentes que salvam spider 3 de ser uma bomba completa, fora os alicerces sólidos que ele tinha construído para franquia, mantendo uma base narrativa, apoiado na importância do mundo edificado e apego do público com os personagens já conhecidos, que apesar dos pesares, consegue funcionar e [até] entreter. Vejo suas falhas, mas não acho "Homem-Aranha 3" TÃO ruim assim. E comparado com coisas que saem por aí hoje em dia, "Spider 3" parece ouro bruto.
Mas não lhe dou tanta importância assim, e basicamente quase não o revisito. O deixando como um entretenimento irregular, "1 estrela e meia". No máximo, sendo camarada, "Regular/2 estrelas", "bonzinho/2 estrelas e meia". Mas não é minha vibe (com ele) nesse momento. É isso.
"Rocket Power" é daqueles desenhos super simples, para distrair e passar o tempo, mas com uma boa mensagem, valores, aprendizados, aliado a bons personagens.
Nem todos os episódios são bons, alguns repetitivos em mensagem, outros são chatinhos e sem graça. Mas revendo hoje, vejo que muitos são bacanas e a distração é garantida.
Quando era moleque achava o "Otto" meio chato, e muitos que conheço acham ele insuportável, e é compreensível.
Mas por outros olhos hoje, vejo que o "Otto" é um excelente personagem! Muito por ser um dos mais falhos do grupo, ao mesmo tempo que ele é o "melhor"/mais talentoso dele. Tornando seu caminho delicado, que sem ter uma direção positiva, ele facilmente seria uma pessoa horrível.
É uma contradição, pois ele é "o líder", mas é [muitas vezes] invejoso, mesquinho, impulsivo, arrogante, egoísta, vitimista, querendo ser o centro das atenções, ao mesmo tempo que é bom, confiante, destemido, proativo e hipercompetitivo, confundindo várias vezes o "vencer o tempo" todo como se fosse o único caminho na vida e perder fosse o fracasso absoluto. Mas a grande sacada de roteiro que o torna "único" (e merecidamente o "numero 1"), não está somente nos esportes, mas na capacidade de reconhecer seu erros, suas falha e limitações, o tornando um dos melhores personagens. Bem legal. Não é (e nem acho que será!) mas tão comum ver escritas assim com os desenhos, com personagens admitindo suas falhas de moral e caráter, e procurando melhorar a si mesmo e seu mundo. Para alguém com a características de "Otto Rocket", isso é um dos seus maiores troféus, e ele não faz isso dá boca pra fora, mesmo a contra gosto as vezes, as partes que o personagem mais ganha é quando ele reconhece que perdeu. Muito bom! Mesmo quando ele "perde", ele "vence". Ele é a síntese da competição em si, e que sem maturidade, sem humildade, você pode ser sua maior ruína.
"Otto Rocket" poderia facilmente ser "revivido" em um "revival" da série. Imagina alguém como ele, com uma aptidão e talento extremo em [quase] qualquer esporte não seguindo esse caminho na vida por algum motivo, ou sua fase tivesse passado!?. Seria um ótimo personagem novamente para gerar certos [novos] conflitos na série e amadurecer em novas áreas da vida. Talvez como um "mentor fodão" de uma nova turma, que ao mesmo tempo que lida com suas responsabilidades, tem que ser maduro por si mesmo e pela nova molecada, lhes dando uma "luz" e um caminho digno. Ou talvez perdendo toda a sua confiança e tendo que conquista-la de volta. Seria legal de assistir, mas vou ver só em meus pensamentos mesmo.
Mas muito compreensível muita gente não gostar dele. E apesar dos pesares, ele é um moleque bom, um bom amigo, e está lá para dar o seu melhor para ajudar. Aquele tipo de parceiro que se tiver ao seu lado vai sair um bagulho bacana, de coração, mesmo que não seja necessariamente bom/bem feito, talvez mais nos esportes, né?! rs
"Twister" também é legal. Quase nenhum deles chega perto de "Otto", e o show não quer ser um "Ei Arnold!" ou um "Doug" da vida, mantendo mais o foco mesmo nos protagonistas. "Twister" é o meio "miolo mole", desalentado, "cabeça de vento" e "alivio cômico" do grupo. As vezes ele é maldoso, babaca, mas por muitas vezes ele tem uma pureza nas suas falas, não sabendo do que se trama mesmo, e levando as coisas mais pura ingenuidade e inocência total. Ele é aquele parceiro que tá sempre contigo, te ajuda, entra contigo nas enrascadas, faz uma "cagada" e tem que ser ajudado, sendo bem fraco de autoestima, desmazelado com as coisas, e necessitando que alguém o ponha na linha, inclusive ele mesmo. Gosto do "Twister", até seu estilo usando um chapéu, e por várias vezes fazendo as mesmas manobra que o "Otto" (e os outros), mas com uma câmera na mão. Brabo, Maurice! Ele tem uma dinâmica de "irmão mais novo mais velho" com o seu irmão ["""vilão"""] desdentado "Lars", o que lhe coloca em enrascadas e geram situações diversas bem orgânicas e naturais dessa dinâmica. Quem tem irmão sabe do que estou falando. rs
"Reggie Rocket" é uma das personagens femininas [de desenho] que me chamou atenção quando garoto. Ela não é a melhor personagem feminina do mundo, lógico. Mas sua forma de ver as coisa no grupo, sua dinâmica com eles é bacana. Sendo menina, mais velha, mais "responsável", hora se colocando como uma "mãezona" para os outros, e horas pesando a mão demais, achando que tem controle sobre todos eles, e que tudo tem que ser da forma que ela quer ou não tem conversa. Ela é geniosa, habilidosa, inteligente, competente e um pouco mais responsável, servindo como uma bussola moral pro grupo. Eu gosto da "Reggie" e são bem legais os conflitos dela em certos episódios, principalmente dela ser "menina fazendo coisas de meninos", ele não ser "feminina o bastante", ou "não estar acima da capacidade dos meninos e até mesmo das meninas", gerando vários momentos de questionamento e reflexão pra ela. Ela também tem uma ótima relação com o personagem "Tito", que é uma relação muito legal, carinhosa, e um amor platônico entre eles, como se o "Tito" fosse um segundo pai pra ela. Bem bonito seus momentos juntos, a ternura é natural, e você vê o quanto um é importante para o outro, sendo cuidadosamente bem escrito. Talvez hoje em dia isso fosse muito mal cuidado e escrito, visto [até] com maus olhos, infelizmente, mas aqui, em "um desenho velho, boboca, infantojuvenil, de 1999(!!!)", funciona muito bem.
"Sam/Pirralho" também é um contraste excelente! Sendo o único que não é um "esportista fodão", indo mais pra onda "nerd clássica", o nerd que era "cdf", estudioso, inteligente, e não qualquer um que "vê animes" ou "acompanha o universo da cultura pop" como hoje, o bom e velho "nerd raiz!". haha "Sam" é muito legal e companheiro, além de ser um dos mais falhos e realistas! Ele, "por não ser bom em nada", é um que entra em várias crises consigo mesmo várias vezes, se questionando com seu lugar no grupo, sua aptidão e auto estima. Ele é canadense, e no primeiro episódio somos apresentando ele (com nós junto) a turma. Claro, ele é zoado, é rebaixado e feito de bobo, mas é um excelente personagem, dando um dinâmica de grupo muito boa, e ajudando demais sempre que todo mundo precisa, ainda mais em coisas que envolvem o cérebro. "Otto" ama quando Sam ajuda a cria, prever, e analisar movimentos e manobras esportivas, maluco que ele é, e competitivo ao extremo, sempre tenta superar os próprios dados da física/ciência que o computador de Sam gera, levando "Otto" a prosperar ou se ferrar muitas vez. O episódio que uma bola de tênis faz ele dar um giro de skate impossível, e ele acha que é mérito dele, é um dos maiores exemplos dessa dinâmica. Mas Sam se diverte com isso, e é onde as diferenças se cruzam e se tornam uma tarefa divertida para ambos. Sam também tem uma trama de pai ausente, e o personagem não é fraco em todos os esportes, sendo bom no surf (depois do conselho/ajuda do "Tito") e é um mestre goleiro no hóquei autodidata. É engraçado quando [em um episódio] ele cria a "caminhada irada!", que é basicamente um parkour piorado. rs
"Ray Rocket" é o "pai da galera" junto de "Tito". Eles são legais, ex esportistas já mais velhos que cuidam agora de um negócio próprio. Os dois não são os principais, mas são personagens frequentes, as vezes fazem besteiras, se desentendem, funcionando mais como alivio cômico, porém muitas vezes como ombro amigo, conselheiros, apoio emocional e amigo/porto seguro da garotada, com os papeis se invertendo em certas ocasiões junto com "Tito" e seu conhecido bordão começando com, "os antigo havaianos costumavam dizer...", ou "É como os antigos havaianos sempre diziam...", falando frases certeiras e reflexivas para a situação, ou coisas que nem ele mesmo sabe do que se trata. Mas a compaixão, a empatia, a camaradagem, o carinho está lá, sempre disposto a ajudar.
O desenho é bem simples bacana, um marco nas animações da "Nickelodeon", tendo 4 temporadas, e se firmando como um clássico e carros chefes da empresa ao lado de outros. "Rocket Power" tem seu valor, as mensagens eram legais e continuam atuais, e apesar das loucuras, a animação também era boa e fluída, deixando as manobras cabulosas mais radicais. hehe
Adorava, e mesmo não estando nos meus favoritos da vida, certamente me marcaram, tendo muito carinho com esses personagens. Eu cheguei a ter uma banda que se chamava "Ocean Shores", que é o nome da cidade que se passa a série. De vez enquanto estou revisitando a animação, e resolvi fazer essa resenha/homenagem a eles. Sinto falta desses desenhos e dessa vibe, dos meus camaradas radicais e outros que compuseram minha infância. Estarão sempre comigo, em um "podium" especial para eles. Se cuidem!
A quem for ver, ou gostava/não gostava. Tenham um boa sessão.
Vou ser meio do contra e dizer que eu gosto mais do primeiro. Questão de gosto.
Engraçado que os dois tem a mesma "média" aqui (por enquanto) "3.5", os deixando equivalentes, sendo eles quase irmãos, e talvez os únicos que não tenham tantos furos, incoerências, erros de continuidade, coisas que não fazem o menor sentido entre um e outro. Inclusive, até certas cafonices, tosqueiras e problemas narrativos acontecem da mesma forma.
Com o orçamento maior, uma equipe mais parruda, é "interessante" e estranho que coisas foram melhoradas e certas coisas [importantes] se mantiveram do mesmo jeito.
Diferente de todo mundo, lamento, mas não curto a cena de abertura na casa branca, NÃO PELA CENA, mas por esse "Noturno", que eu acho um pamonha passivo abobalhado demais. EU prefiro muito mais o personagem quando ele tem a fé pura dele, é ativo na trama, ou espadachim, enfim. Não gosto do ator também, achando ele um porre excêntrico saído do "Castelo Rá-Tim-Bum". De novo, adoro o personagem "Noturno", mas o do "Alan Cumming" não fede e nem cheira.
Outro problema é foco absolutamente excessivo no Wolverine/Hugh Jackman, outro personagem que eu também adoro, mas em um filme do X-MEN, eu queria ver mais dos X-MEN, porra! E ele já tinha sido o protagonista no primeiro! Caramba! Achei muito cansativo! É o tipo de coisa que "em time que está ganhado não se mexe" mas do jeito errado. Na época eu já não gostei, e revendo piora bastante. Não me entenda mal, "Jackman" manda muito bem, e todas as suas cenas são boas! é que o filme é quase um "Project Wolverine Origins", com tudo em torno dele.
Entrando em outro problema. Se no primeiro os personagens são apresentados, mas são subtilizados e jogados para escanteio. Aqui eles são """melhores apresentados""", porém NÃO gostei do que foi """apresentado""", jogando meus amados mutantes para escanteio [de novo], e os deixando rasos como um pires novamente! Poxa! Achei isso horrível!
O movimento das cenas, os andamento rápido, as cenas de ação [boas] dão um tom, mas o elemento básico que eu queria ver foi negligenciado [de novo!]. O que para muitos é mais "de boa", "irrelevante", para mim é (e sempre foi) um incomodo constante.
Seria muito legal se "Ciclope" ajudasse Wolverine na mansão, ou Jean e Tempestade tivessem papeis melhores, com cenas de destaques melhores e tramas significativas. "Rogue/Vampira" também faz muito pouco novamente. "Homem de Gelo" eu não curti, e ele está muito "nerfado" para o que o personagem pode fazer, até mesmo para versões suas mais jovens. "Pyro" eu achei horrível, apesar de ter uma cena de destaque, ele está longe de ser o personagem que ele é, inclusive [até] seus poderes se tornaram meros poderes de fogo genéricos! Esse cara pode fazer de tudo controlando chamas, desde animais a monstros gigantescos. Ele é altamente perigoso, apesar de ser burro e impulsivo, aqui ele é só chato mesmo. E como todos os outros jovens, em vez de terem um tratamento mais puxado, no mínimo, para "X-Men Evolution", eles são puxados para "Malhação", chatíssimo todos eles!. "Colossos" poderia ter ficado no time já nesse, mas... pois é.
Na época eu não ligava muito, mas acabei gostando mais do vilão "Stryker", vivido por um bom "Brian Cox". Claro! Ele é um vilão dos X-Men, mas ele tinha que ser o contrapeso ao astro e vilão direto ligado [ao passado do] "Wolverine", sendo posteriormente o "arroz de festa" da franquia da Fox, e vivido por 3 atores diferentes, com idades malucas/incoerentes e semblantes sem sentido, como ficaria "comum" [infelizmente] nesse desmazelo da Fox com os mutantes. Outra que ficou legal e impõem presença é Lady Letal (Lady Deathstrike), vivida pela bela "Kelly Hu", que apesar de não falar, ele impõem respeito, imponência e presença. Ela é perigosa, e ficou muito legal com seus efeitos, unhas de adamantium e seus olhos "azuis gelados" (pelo controle), que ainda tem um desfecho dramático. Personagem acertada, mesmo que fora de suas características e encarnações mais comuns.
"Magneto" está aqui também e tem suas cenas, mas não esperem algo muito louco dele aqui, ou coisas MUITO LOUCAS de verdade, como o do "Fassbender", menos, bem menos, ele não é destaque aqui. Diferente dos X-Men, aqui resolveram dar espaço para outro vilão.
Mística da "Rebecca Romijn" está aqui também. Adoro a personagem e suas partes, tanto de luta quanto de espionagem são bem legais. A muié manda bem e se garante como ninguém! "Badass" demais! Tem um cena (ou outra) meio nada haver, mas não desanda a personagem.
Infelizmente Ciclope, Jean, Rogue, Tempestade, Noturno, ficam bem jogados. Ciclope nem pra dar mais trabalho pra Lady deu. Poderia ter feito umas cenas muito boas ali, mesmo que ele perdesse!. Uma pena.
Nunca gostei muito da "Jean Grey", dependente de um, dependente de outro, morosa, chorona, moralista meio "Lisa Simpson", e muitas vezes quase inútil, principalmente em certas adaptações e animações, mas jogar a "fênix" na história assim de forma tão porca, mal desenvolvida e preguiçosa foi uma bola fora. Tem gente que gosta, tem gente que não liga, mas achei uma droga, acabando por não ter impacto nenhum seu destino na trama pra mim.
Até aquela cena final perde MUITO do impacto para mim, pois tenta botar todos como um grupo unido e importante, enquando o filme não mostra isso. Claro, tem seus momentos e tem sua causa, mas dá pra entender o que quero dizer.
"Charles Xavier" do "Patrick Stewart" continua muito bem, e aqui ainda lhe dão mais um coisa para se fazer numa parte dramática atrelada ao filho do Stryker, Jason, que também ficou funcional para o que se é apresentando, poderia mais, mas funciona. Mas não espere nada como "A Série Animada" de 1992.
Como pode ver, tem muitas cenas boas, muitas qualidades, mas também deixa muito a desejar, gerando comparações gratuitas com coisas melhores e até episódios de suas séries/encarnações anteriores. Não gosto muito do rumo do roteiro e certos destaques excessivos que se formaram, sempre prejudicam/prejudicaram minha sessão, infelizmente. Prefiro muito mais ver partes isoladas do que o filme inteiro, e isso é ruim, eu mesmo não gosto disso. Não tenho esse problema com o primeiro, engraçado, aceito muito mais certas falhas e coisas por "ser o primeiro", o "protótipo", o "episodio standalone". No segundo certas coisa deveriam ser melhores trabalhadas, tinham obrigação, mas deixaram, ao meu ver, a desejar.
O final com o menino no colo do "Wolverine" acho meio tosco, e depois de uma parte que deveria ser dramática, ainda tem uma "gracinha", já aí a "semente do MCU". Poderia ter botado o moleque no avião, ou nas costa, mas ele tem que ser o "donzelo".
Se tivessem tirado todo mundo do filme, como talvez muitos quisessem lá dentro, talvez tivesse ficado melhor (?), mas aí não seria um filme do GRUPO "X-Men". Ainda não tinha sido dessa vez que alimentariam os sonhos molhados dos produtores com um filme solo do Hugh Jackman/Logan, mas futuramente eles conseguiram.. felizmente levando a "Logan" (2017), mas já era algo claramente pensado desde o início/embrião. Querendo ou não, "Logan/Wolverine/Hugh Jackman" é ao mesmo tempo, o que tem de pior e o que tem de melhor no filme, como seu adamantium, que o ajuda e o envenena ao mesmo tempo. Só faltou o "Bloodscream, Roughhouse e o "Ômega Vermelho" na empreitada, mas aí ficaria obvio demais, ou descaracterizado demais, até pro povão.
Não acho o filme ruim da maneira nenhuma, tanto que o marco como um entretenimento regular (2 estrelas), mas tem coisas aqui que me incomodam muito, sempre me incomodaram, e sempre incomodarão, muito mais que o primeiro. É isso, questão de gosto, só.
Olha, vou te falar. Prefiro MUITO mais a versão normal/"theatrical" do filme.
Posso ser "do contra", mas se dizem "Rogue Cut", poderia se esperar que fosse algo fodástico com a personagem, que a "Rogue" da "Anna Paquin" finalmente não seria uma inútil insossa completa. Ela "na teoria", talvez aparecesse e roubasse os poderes de todo mundo pra deitar as sentinelas, quem sabe?! Talvez ela até se materializasse no passado para ajudar um Logan nerfado e um Beast sozinho na batalha desigual no final? Talvez ela tivesse uma cena dramática super importante ou remetesse a relação que se teve no primeiro filme com o "Wolverine"(?).
Mas não! Jogue tudo isso e todas as suas ideias na privada, de descarga, e faça ela fazer a mesma coisa, ficando SOMENTE no lugar de "Kitty Pryde"! Puta merda!
Sem querer das "spoilers", mas o filme é basicamente a mesma coisa, acrescentando o resgate "super importante" dela, ela no lugar da Kitty, como as sentinelas acharam o esconderijo, e umas [certas] cenas que vou explicar. O resgate da "Vampira" é muito mal explicado, corrido, gratuito, sem emoção, sem graça e inútil. Explica o "sumiço" do [chato] "Homem de Gelo", porém dilui um pouco a importância, letalidade e forma implacável atribuída as sentinelas overpower e maneiras que esse filme apresenta.
Eu não gostei disso. Ainda brinca com nossa inteligência, mentido como corte e nos iludindo a acreditar nessa porcaria!
Outra cena que não gostei e aqui fica com problemas é a cena dos "Magnetos" agindo simultaneamente. Olha, no papel é muito legal, mas é preciso ter talento, consciência, destreza, noção de andamento, montagem, e "Singer" não é lá do diretores mais brilhantes não, lamento quem gosta.
Não leve a mal, as cenas separadas são boas e tem seus impactos em suas épocas, mas a DUAS cenas justas rolando em simultâneo só prejudica e diminui a força de ambas, deixando as mesmas estranhas e as vezes até confusas. Se fosse bem feito seria memorável! A ideia é muito boa, mas a execução não deu o impacto prometido, eu não gostei.
Esse minutos inúteis a mais, meio bagunçados, acabam abalando um pouco a duração também. A versão original, pra mim, tem a duração perfeita pra um filme desses moldes e pelo o que tem para apresentar.
O lance, que é, em essência o filme é o mesmo, então ele ainda é bom, acho ele legal. Mas me deu uma cansada essas coisas e me senti enganado com essa besteira de "Rogue Cut", preferindo muito mais a versão "theatrical". Não tive vontade de fazer uma resenha sobre ela ainda, mas tudo que era pra ser dito sobre essa aqui já foi dito. É isso.
Até tenho uma simpatia por "Joe Johnston", por ele ter feito o filme "O Céu de Outubro" (1999), e por ele ter feito um dos meus filmes favoritos da vida, que é "Jumanji" (1995) com Robin Willians.
Tem certas "pérolas da sessão da tarde" como; "Querida, Encolhi as Crianças" (1989), "The Rocketeer" (1991), "Pagemaster, o Mestre da Fantasia" (1994), e tals. Na teoria, seria o diretor """certo""" para tornar real uma aventura fantástica como "Jurassic Park". Mas se era para bater em "O Céu de Outubro" ou "Jumanji", bateu foi na mediocridade clichê absoluta, inclusive, muito aquém do "Jurassic Park" original de 1993 [também].
"Johnston" não é um diretor com um "DNA" único, diferenciado, incrível ou maravilhoso, mas naquela época, o "feijão com arroz" de muitos diretores era, no mínimo, aceitável. Porém, "Ivan" se deparou com uma [já em andamento] franquia tomando forma, e feita pelo aclamado, consagrado e "puxa sacado" "Steven Spielberg". Franquia que posteriormente se mostraria rentável, mas capenga em conteúdo, com uma régua baixíssima entre os fãs e quem espera algo melhor dela, além de ter que lidar com as já conhecidas e óbvias pressões de estúdio.
O estúdio pressiona, mas não dá material suficientemente criativo no mesmo nível dessa pressão estúpida e exagerada, e o resultado é muito aquém de do que deveria ser na grande maioria das vezes.
"Jurassic Park III" já nasceu forçado e em meio a obrigações contratuais, além de [já] vir de uma continuação "O Mundo Perdido" (1997), que falhou miseravelmente em capturar a mágica do original, inclusive assumidamente feito com desânimo por seu criador "Steven Spielberg", que já não estava ligando muito para tornar isso uma franquia, cometendo erros básicos e negligenciando o mesmo em vários momentos, nem tentando mais chegar perto, no mínimo, da qualidade, carinho e mágica do original, deixando o mesmo como um "raio na garrafa" e invicto até hoje.
Goste você ou não de "The Lost World" (1997), é inegável que ele ficou muito aquém do original também, com "Spielberg" broxado e descuidado, num filme que dividiu opiniões, além de não captar nem metade do clima de aventura de 1993.
Nesse cenário "Jurassic Park 3" foi construído, totalmente perdido em si mesmo e de suas ideias, assim como suas decisões com seus personagens, resolvendo jogar numa "safezone" automática nojenta, cansativa, mecânica, pouco interessante, fluída e natural, baseada em um roteiro burro, conveniente, clichê em "montanha russa" para manter a atenção.
Trazem um personagem conhecido e mais favorito, que é o "Dr. Alan Grant" (Sam Neill), reduzem a graça, escala, intensidade, sentido, inteligência e [até] duração. Tentam trazer [""de volta""] um clima mais leve e "similar com o original" numa ilusão de novidades escancarada.
A "Ilha Sorna", também conhecida como "Sítio B" já tinha sido apresentada na franquia, e a ideia para se ir para ilha é bem qualquer coisa, pra não dizer muito ruim! O filme é um clichê genérico ambulante, a dinâmica entre "nada acontece, barulho, nada, barulho, nada, barulho" é usada a exaustão, indo assim até o final. Seus personagens são poucos, porém ruins e mal desenvolvidos, a menor quantidade dá uma falsa impressão que eles funcionam, mas são tão ruins quanto o do filme anterior, carregados em um filme medíocre, enjoativo, pouco criativo, sem muito gás, com uma ideia estapafúrdia e sem sal.
Apesar de NÃO ACHAR esse TÃO RUIM quanto o segundo, esse acabou ficando, como o "pior da franquia" por um bom tempo (e no imaginário popular por alguns até hoje!), não acho. Não é um TÃO ruim assim, pois é mais "safe", leve, e há um movimento, mas comparado ao que foi estabelecido, principalmente no primeiro, a qualidade foi caindo vertiginosamente. O que é uma pena, pois a franquia renderia coisas muito melhores e incrivelmente bacanas. Na mente dos fãs há historias bem melhores e mais bem elaboras do que se é produzido. Poderiam explorar tantas coisas em uma ilha sombria e hostil repleta dos mais diferentes tipos de dinossauros possíveis, mas infelizmente, quase nunca é isso que acontece, preferindo ir mais para uma "safezone blockbuster descerebrada".
Os próprios "Dinos" parecem mais inteligentes que os realizadores da franquia (dado suas circunstâncias), que acabam se tornando meros monstrinhos para gerar situações fracas, que poderiam ter matado esses personagens horríveis dezenas de vezes, e eles escapam da forma mais preguiçosa possível!
"Alan" mesmo, o "mestre dos dinossauros", quase morre várias vezes, cercado por Velociraptors, até por uma escada (!), mas é salvo por um menino que ficou 8 semanas (!!!) naquela floresta """perigosíssima"", que até "mijo de T-Rex" pegou (o.O''). Putz! O moleque já sabia "tudo" da sobrevivência, conhecendo a floresta como uma extensão de si mesmo, ouvindo "Dinos" a distâncias, se preparado com tralhas, mais um pouco ele virava o "Dr. Dolittle dos dinossauros" na ilha, só faltando "falar com eles". Cruzes! Exército pra quê?
As cenas de "comédia" também não funcionam direito, são contidas, ruinzinhas ou constrangedoras, seria melhor até não ter, mas tiveram medo do filme "soar como o segundo", ou não ser "sessão da tarde o bastante"/"family friendly".
Aqui também é o filme onde o ""beta"" bigodudo descobre sua ""macheza"" e coragem, impressionando sua mulher novamente e rejuntando sua família. Não é TÃO bem isso, mas é tão horrível e mal feito que pode se "entender" assim..
A personagem de "Téa Leoni" é horrível, muito ruim, nem cenas de destaque ela tem, ela "pega nos ovos", mas no final os ovos ficam sendo [talvez] o do "bigodudo beta" novamente, além de ficar gritando como uma imbecil e fazendo aquela "mãe de família genérica" e sem graça de trocentos filmes por aí. Ficando tudo MUITO PIOR, pois a "Ellie Sattler" (Laura Dern) está no filme e não faz porra nenhuma! Horrível! E um absoluto desperdício de atrizes e personagens!
A cena do bebê é aquela coisa, "puta merda! que bosta!", "é isso que põem pra gerar suspense a essa altura do campeonato?", jesus... faltaram boas ideias nesse filme, ou desenvolver o que se tinha de bom.. medonho!
"Alessandro Nivola" está no filme. Eu nunca gostei desse ator, mas ele está aqui. Ele tem até suas cenas, mas é engraçado que pelo roteiro ser tão ruim, um "chapéu" parece mais importante que ele, nem pra ter uma mera frase para mostrar que um certo personagem se arrepende do que disse teve! Horroroso! A cena da conversa na barca é tosca, constrangedora e totalmente ausente de direção de atores e ternura.
Cara, tudo fica tão ruim a ponto dos "Dinos" (em animatronic ou CGI) serem melhores "atores" e os "salvadores" da trama, dando mais movimento ao filme que os personagens, que não fazem realmente nada de significativo a não ser ficar pra lá e pra cá na floresta o filme inteiro. Nada! Nem uma nova descoberta nem nada! O filme é um pires, e a sinopse é tudo que tem no filme, sem tirar nem por.
De vez enquando toca a musica tema de "John Williams" para você não esquecer que está vendo "Jurassic Park" e não um filme genérico qualquer. A impressão que se dá é que acharam o roteiro dentro do cocô do "Espinossauro "[uma das ""gracinhas"" do filme].
Uma pena! Uma pena mesmo! A ambientação ainda é muito boa, as locações, clima, mas isso é mérito do lugar e dá equipe de produção, que infelizmente não foi bem retribuída com uma trama a altura que merecia, com essas amebas/personagens caminhando sobre mesma.
Apesar do meu eu moleque ter um certo "carinho" por esse filme, uma "simpatia", não o achando pior que o "O Mundo Perdido" (e outros da franquia). Revendo [me] dá um sensação de cansaço, de perda de tempo, que tirando a mais mera curiosidade e algumas cenas, poderia estar vendo qualquer outra coisa.
No máximo, sendo camarada, apesar de TODOS o pesares, consigo dar um regular pra ele, "2 estrelas", mas muito mais por achar o segundo muito pior e ele ter uma média maior, mexendo mais na média dele aqui no que na minha preferência mesmo, questão de gosto. Não acho o pior de todos, mas é bem ruim, pode entreter, mas sem grandes expectativas, sendo menos em tudo, inclusive empolgação.
É como andar uma montanha russa bocejando. É isso, só.
Muito criativo, engenhoso, ácido e descontraído, ao mesmo tempo que é bobo, astuto, absurdo e divertido. Junta o comum ao fantasioso com muita competência, e faz (em 1984!) coisas que até certos filmes atuais não conseguem fazer direito (até esqueceram como fazer!), sendo muito hábil em estabelecer seu universo, tipo de humor, particularidades, peculiaridades, trama, tom e personagens logo de cara, que sem você perceber, você aceita as maluquices e rumos das coisas de forma muito prática, "plástica", natural e orgânica, do mais mais mundano aos mais absurdos.
Falando assim parece fácil, mas é um coisa difícil de se fazer, tem que ter tato, "time", um bom material, visão de cena, conexão de mundo proposto/personagens, consciência, competência e uma equipe de talento. Ainda mais sendo uma das peças importantíssimas da trama, e por mais "simples/suave" que pareça, é difícil e delicado de se fazer.
É quase [como] um episódio de um desenho animado vivo, mas continua com os pés no chão e na realidade, mesmo na forma e no andamento de como se lida com as coisas, transitando de forma muito [MUITO] boa entre a seriedade, patetice, humor pastelão, piadinhas de duplo sentido, tiradas precisas, dramaticidade, seriedade (sic) e suspense curioso.
O sobrenatural e o estranho ficam "de mãos dadas" a rotina normal do "pião" trabalhador. "New York" também se torna uma locação acertada, quase um "personagem extra", com sua massa demográfica gigante assustadora, intimidadora e quase "claustrofobia", acontecimentos diários, e [seu] aspecto popular de que "tudo acontece por lá", a tornam aliada perfeita para os "dedetizadores de fantasmas" serem algo presente no dia a dia das pessoas. [A cena de New York sendo "pega pelo mal" ao som de "I believe It's Magic" é marcante e icônica, prendendo a atenção, intrigando e imergindo muita gente, naquela época e hoje].
MUITOS filmes comédia ou fantasia falham nisso (ou nem se ligam mais nesse aspecto), inclusive as continuações/sequencias da própria franquia.
O elenco também foi muito bem escolhido, pensado e afiado. Muito a vontade em seus personagens, e dá pra ver que eles foram pensados e escritos com suas características estabelecidas, interpretados exatamente da forma que tinham/queriam ser. Algumas coisas [infelizmente] são impensáveis hoje em dia, pois o ser humanos parece que regrediu em vários quesitos de educação, respeito, bom senso/senso de realidade, deixando tudo "padronizado", moralista, mecânico, cansativo, pouco dinâmico e limitado. Uma pena, alguns nem o anacronismo entendem mais. Mas... o filme existe e está aí pra ser visto, ainda bem.
Em "Ghostbusters" me espanta o quanto tudo é fluído, natural, orgânico e identificável, do dia a dia a ambientes de trabalho comuns. Bem bacana! Não me admira que ainda fale com o público, e gere empatia na novas e velhas gerações durante tanto tempo.
Os fantasmas e monstros também tem exatamente o tom do filme. Uns são bobos, outros são cartunesco, outros são estranhos, outros mais "padrão", realistas, e tem aqueles praticamente alienígenas, entidades sem um corpo físico real, ou que tenham sido seres humanos. Bem legal, e teria aberto uma franquia de cinema com potenciais infinitos tranquilamente por eras, mas não era a visão da obra (e de alguns dos envolvidos) na época. Apesar de ter ido para desenhos e outras mídias, e posteriormente, continuações em "live-action" novamente.
O filme, falando, muitas vezes parece bobo, e até é! Mas ele tem qualidades, um afinco, um suor, uma "arregaçada de camisas" trabalhosa para fazer tudo ser crível e dar certo, sem soar gratuito e idiota para todos. Poderia ser a coisa mais estupida, "trash" e imbecil possível, sendo feito da forma errada, mas botaram mentes para trabalhar, e fizeram por merecer seu marco na cultura pop do momento e da historia. Sua musica tema, carro, roupas, quartel general, mochilas protônicas são icônicos, e o filme, certamente merece uma espiada por aqueles que tem curiosidade, ou os tais "amantes dos anos 80".
Podem não gostar do filme, mas certamente reconhecerão seu valor e suas qualidades, para época e posteriores.
Não ponho "Ghostbusters" com "estrelas" maiores e entre os meus favoritos porque não é! Acho ele um bom filme, já exaltei as qualidades positivas dele. Mas ele perde força em algumas partes, nem tudo funciona, e não é tão perfeito assim como dizem. Esse tom entre "sério e cartunesco" é arriscadíssimo e difícil de se reproduzir, então, tem horas você nem mesmo leva o filme ou as cenas a sério, deixando o filme "meio solto", "ah tá acontecendo alguma coisa aí!", mas (também) é legal a forma como o próprio filme brinca com a indiferença das pessoas. "Os Caça Fantasmas" é um inegável marco no cinema pipoca, da época, do anos 80, e até hoje é assistível e está por aí.
Quem não gosta, normal, respeito. Se quiser assisti-lo, tanto seu idioma original, quanto na dublagem [BR] clássica funcionam. Todos desempenham e mostraram muito respeito com a obra e com os personagens, podendo [até] ser visto várias vezes seguidas de tanto que ele é simples em sua FORMA, mas cheio de nuances e charme que lhe dão um toque único.
Revendo hoje. Cresceu em meu conceito mais do que na época, achando bem legal, satisfatório, diferenciadamente divertido/esquisitamente descontraído. Pontos para o filme.
Cara, não consigo gostar desse filme, acho no máximo passável, e questão de gosto. Porém, enquanto "X-Men Origins Wolverine" é BURRO, ele pelo menos é assumido, pobretão e capenga. Agora "Wolverine Imortal" é "BURRO FLOREADO", disfarçado em uma produção maior, orçamento maior, um relativo cuidado maior, tendo um diretor mais competente e já veterano no comando.
Ele tem uma "liberdade" maior, e uma consciência melhor do que quer ser. Mas ele continua capenga e pobretão no sentido de história, que mesmo cheio de movimento e mais personagens, não achei nenhum deles ou seus conflitos interessantes. Nunca gostei dessa história do "Wolverine no Japão", esse clima de novela, essa dor de corno, e esse cansativo e insosso "Samurai de Prata", aqui sendo quase um "Transformer".
O filme acaba fazendo a mesma coisa que seu irmão pobretão e se apoiando quase que totalmente na figura/carisma de Hugh Jackman e cenas de ação, vai ficando cansativo.
Assisti as duas versões, e sinceramente, não vi melhoras significativas "astronômicas" assim, são cenas a mais e tals, mas não me pegou do mesmo jeito, pois a historinha dele é ruim, a dramaticidade é ruim e tudo cansa logo, sendo ele também maior em duração.
Esse filme funciona como uma continuação de "X-Men 3" (2006), mas o que a Fox estava fazendo (ou deixando de fazer) com esses filmes era bizarro, totalmente perdidos, incoerentes, cheio de furos, que tudo ia ficando cada vez mais sem sentido e gratuito.
Felizmente James Mangold conseguiu fazer um ensaio aqui e conhecer o personagem, de uma forma que o levaria a "Logan" (2017). Mas apesar de ter suas cenas, nenhuma foi tão bem como a da bomba atômica no início. Tem o trem, certas lutas, mas eu achei que o filme seria mais impactante, ou mais divertido, não me pegou em nada, além de não ter interesse nem simpatia pela trama, a sensação se estendeu para os personagens, não me importando com nada nem com ninguém.
Eu vou ser meio do contra aqui. Esse filme tem coisas bizarras, inconsistências malucas, falta de coerência com quase tudo, um final, um meio e um início todo atrapalhado, e um """"Deadpool"""" bisonho, que parece que alguém "leu" somente uma tirinha, perguntou para alguém que não sabia nada direito dos personagens, ou simplesmente não estava nem aí para quem habitaria a trama, em um total desleixo e descaso consigo mesmo/material. Padrão X-Men/Fox de "qualidade'.
Além dele ser todo torto, corrido, capenga, burro e sem razão de existir, ele ainda sofre com um orçamento limitado, efeitos piores que os filmes mais antigos, e um diretor amador totalmente desconhecido para estar por trás das câmeras, enquanto a Fox estava atrás dele, o controlando como um boneco de ventríloquo. Um filme que já nasceu errado.
Tudo é atropelado e pouco se tem para desenvolver, mas uma coisa que o "salva" e acaba me pegando, é esse "ar amador", mais puxado para o primeiro filme dos X-Men (2000), e o fato de que ele ainda cria uma empatia, se aproveitando de algumas boas escolhas de elenco e se apoiando na única coisa que funciona e que move o filme, fazendo até ele parece um ep perdido de alguma série, que é a trama dos [aqui] irmãos "Logan" e "Victor Creed"/Wolverine e Dentes-de-Sabre. o.O'.
Não faz sentido, e isso não existia, mas aqui tentaram fazer sentido e até "funciona" como uma breve/rasa trama de vingança. A química e o trabalho, tanto de "Hugh Jackman", quando de "Liev Schreiber" funciona, há um contrapeso. Mesmo que "Liev Schreiber" não seja gigante, loiro e assassino em série, ele ainda tem uma postura e impõem presença com seu "Dentes-de-Sabre", sendo frio, sádico, e sentido prazer pelos atos ruins que comete, além da inveja e rivalidade com Wolverine.
Tem as diferenças, mas tem suas coerências. Isso funciona, pois ainda é algo levemente baseado no seu material característico original. O filme ""seria"" como um episódio do "Dentes-de-Sabre" e do "Wolverine" brigando, numa rivalidade que sempre deu certo, e aqui, mesmo que com tudo jogado, uma leve palha/fagulha dessa rivalidade funciona. Mérito dos personagens e atores, não do filme. O filme também se beneficia da duração menor, fazendo bem pra ele, pois não tem muita coisa. Eu não sou muito fã de "tramas novelescas", mas a atriz "Lynn Collins" ficou bem, bonita e simpática, que mesmo apagada e com motivações clichês, "fiapentas", ela ficou bem em cena com Hugh Jackman, e suas cenas são funcionais quando acontecem.
Outro personagem já conhecido (e "arroz de festa" da Fox) é o "Stryker", prefiro a versão do "Brian Cox" em X-Men 2 (2003), mas funciona, pois não é preciso perder tempo apresentando esse personagem novamente, apesar do semblante e os atores não fazerem o menor sentido, mas é a Fox e seu desleixo total com qualquer outra coisa que não fosse o Wolverine/Hugh Jackman.
Um personagem desperdiçado [como vários!] desde sempre na franquia foi o "Gambit", aqui bem escalado, porém descaracterizado, mas simpático na pele de "Taylor Kitsch". Queria mais cenas do personagem (e o ator merecia), cheguei a olhar se houve cenas cortadas, mas é só isso mesmo, o cara aparece por aparecer, entra, caga, dá descarga e some, sem desenvolver nada, mas "tá aí".
"Blob" achei horrível, medonho, ele parecia "melhor" na primeira aparição, depois põem um CGI pavoroso no ator e uma ""comicidade" ridícula gratuita, quase de cartunesca. Nossa! Felizmente é rápido.
"will.i.am" ficou horroroso, tanto o personagem quanto o ""ator"", que nem as falas ruins dele ele faz direito, péssima escalação.
"Ryan Reynolds", apesar dos pesares, acabou FUTURAMENTE vingando e se dando muito bem com o personagem. Aqui tendo até uma breve boa cena, dos quais ele parodiaria no filme "Deadpool 2". Só que há uma inversão, enquanto "Origins" é um filme feito de má vontade, o personagem faz o trabalho com vontade, em "Deadpool 2", o filme é feito com vontade e o personagem faz de má vontade, sendo a parte cômica e referência direta a "Origins".
Mas o filme continua ruim, não acho o filme bom. Mas tenho uma simpatia por ele e acho que ele funciona melhor em certo quesitos, sendo até menos pior que muita coisa que sai por aí com orçamentos maiores e aclamações exageradas. As cenas do Logan pequeno são inúteis e poderiam ter sido cortadas, ele querer o adamantium é apressado e faz pouco sentido, quase todos os personagens são jogados e desperdiçados em uma trama [ruim] totalmente corrida e abobalhada. Porém, inexplicavelmente, consigo me distrair/deixar passando as vezes, até rever! Enquanto outros filmes não consigo nem botar os olhos. É tudo tão tosco e fora da continuidade correta, que dá pra ver como algo fechado, sem se importar com continuidade e nem parar para pensar nisso. É tosco, é ruim, mas e o que é.
"Origins" tem uma cafonice, uma "capenguice" pobre, quase trash, que ainda passa um feeling de uma revistinha em quadrinhos vagabunda comemorativa "cash grab" ruim assumida, com algumas qualidades em pontos certos, que servem melhor para me entreter.
Talvez por gostar do "Gambit", do "Wolverine", do "Stryker", do "Dentes de Sabre", do "Deadpool" contribua com minha "simpatia" com o mesmo, pois estão todos aqui. Poderia ficar puto pela forma como foram usados, mas sei lá, tem tanta coisa pior por aí. Vejo mais esse filme como um delírio maluco em um limbo sem sentido, que acaba tirando o peso de pensar em lógica, pois nem ele tem, que eu acho que se eu ficar chateado só seria pior pra mim mesmo.
Engraçado que ele tem até uma nota relativamente boa aqui e próxima a "Imortal" (2013), que também acho bem ruim, e já não curto totalmente. Apesar de "Origins" ser uma experiência duvidosa, o mero resquício de presença desses personagens, e a impressão dada com algumas performances, contribuem para que eu me importe com eles, levando a uma visão "mais branda" com o filme, sendo o famoso "a gente sabe que é ruim, sabe que é defeituoso, mas não odeia". Fazer o que...
É mais fácil matar um T-Rex com um cortador de unha que aturar um Steven Spielberg com preguiça.
Esses personagens horríveis cairiam bem num filme do Jason para serem massacrados. E a trama é horrível, pouquíssimo inspirada, arrastada, filmadas no piloto automático, numa preguiça que sei lá.
Parece que Spielberg estava de férias no caribe e mandou seu mordomo para fazer o filme em nome dele. Tudo é tão chato e cansativo que é difícil trafegar nos seus atos e se importar com o que está acontecendo. "Cash grab" total, e muito, MUITO AQUÉM do filme original.
Dá até preguiça em escrever sobre porcarias como essa. Já teve 2:08:47 da minha vida, e já foi muito. Me aborreceu e saio com a impressão muito pior que dá primeira vez..
É um filme ruim com algumas cenas curiosas, mas algumas cenas não salvam 128 minutos de um filme inteiro do marasmo narrativo preguiçoso absoluto. Puta merda...
Quer jogar dinheiro fora despeja em um vulcão, ou dá pra alguém que precisa, não façam essas merdas não. Tem gente que tem mais o que fazer da vida! Dá até raiva gastar as córneas e tempo em coisas assim.
Como já disseram. Ele é bem "ok", "meio fraco", "nada demais". Realmente, concordo.
Mas digo, é muito "8 e 80" as médias de filmes nesse site ou em alguns outros, porém, acho que aqui é uma das vezes onde a nota coincide com o produto/experiência, sendo 3.4, "bom/bonzinho", "tá na média/distrai", meio que acertada.
Pois "Thunderbolts*" não vai além, não "espetaculariza" muito sua trama, não é "épica" ou memorável (como outros), mas também não é cheia de erros que a deixam meio duvidosa, ou cheia de problemas que a descambam para o medonho lixo absoluto. Ela é como uma revistinha em quadrinhos de banca de jornal, de uma batalha simplista local com uns "heróis improváveis", que tu compra, lê, pega o bonde andando/distrai e depois a esquece no fundo de uma gaveta.
A Marvel com essa coisa de "multiverso" ou "universo compartilhado" deixou algumas coisas meio confusas para quem não acompanha, ou certas partes de certas tramas/personagens em outros filmes, porém aqui, tirando uma coisinha ou outra para dar um leve "complemento", é possível assistir esse em "modo solo" tranquilamente, que não prejudica entendimento algum, o que é ótimo.
Comecei a ver o filme com "2 pés atrás" e com a empolgação de alguém que vai desentupir uma privada, e felizmente o filme foi uma distração positiva.
Gostei da mensagem. Mesmo que meio rasa, um pouco piegas, as vezes meio expositiva demais e "açucarada", ela ainda é válida. Pontos sobre amizade, solidão, companheirismo, responsabilidade, trabalho em equipe, escolhas da vida (e o peso delas), empatia consigo mesmo e com o próximo, saúde mental, objetivos perdidos, acreditar em si mesmo, consequências de péssimo acompanhamento (familiares, profissional, íntimos), o valor dos "outsiders", "ser diferente também tem seu lugar ao sol". Bem legal e um ponto bem favorável para agregar, elevar e passar uma mensagem boa/positiva pra essas gerações que [infelizmente] tão meio carente de valores. É bem simples, mas um "motor" significativo do filme, estando diretamente entranhado e atrelado na "espinha dorsal" da trama. Ponto positivo. Não fica estúpido, e também não cai na ladainha da autoajuda.
O elenco também ajuda bastante, mantendo o "time", e fazendo o que podem para a simplicidade de tudo ser crível/convincente. Se apoiando em familiaridades com os personagens, e um conhecimento prévio desse tipo de produção. Imprimindo mais suas marcas pessoais, e lhes emprestando seus carismas naturais, aliado as atuações para ajudar a manter o interesse na traminha mixuruca. Mérito mais deles que do roteiro. Fazem o que podem com o que tem.
Adorei ver o um certo personagem, ele e sua "outra metade" fazem muito sentido e foram bem usados para escancarar mais a mensagem das características "mais humanas" da trama já citadas. Talvez não seja o espetáculo esperado, pois esse personagem é um monstro, mas aqui ele funciona bem ao que quer contar, dentro de uma "conveniência limitante positiva", por assim dizer. Se ele fosse ser ele mesmo o filme seria um curta de 2 minutos. Mas muito legal finalmente levarem esse personagem as telas.
"Lewis Pullman" ficou muito bem e soube dar personalidade para seu personagem misterioso. Ele é terno, bobo e vulnerável, mas não é "chorão" e cansativo, mantendo o interesse e ficando na medida, dentro do que foi proposto. O ator mandou bem, se houvesse excessos, botaria tudo a perder.
"Sebastian Stan" está aqui também, dando mais um palha do seu [legal] "Soldado Invernal". Ele pensa e improvisa enquanto dá preferencia a dar porrada e baixar o cassete!. Aqui mais "tranquilo", ""menos"" letal (comparado ao que ele pode fazer e já fez), mas é sempre legal vê-lo em cena.
"Wyatt Russell" está impecável, certamente filho do seu pai Kurt Russell. O cara consegue fazer um cara babaca, arrogante, com a moral duvidosa, ficar simpático, engraçado e carismático, fazendo você se importar com ele.
"David Harbour" faz o "tiozão do churrasco" russo. Basicamente a mesma coisa que ele faz em "Stranger Things". Ele grande, ele é brabo, bronco, mas é animado, bobão com coração e vontade de ajudar os outros.
"Julia Louis-Dreyfus" está linda, carismática, encantadora, parecendo a personagem "Vampira" com uma mecha branca no cabelo lhe dando um charme a mais, que mesmo não sendo uma vilã que tenha muita força ou algo para mostrar, seus anos de experiência, presença em cena a ajudam a fazer um contrapeso interessante para sua personagem.
Não há muito mais o que explorar. O filme é bem básico, "reto", faz o básico do básico, e tudo é muito pouco ou quase nada explorado (ou desenvolvido) direito. Nem quer e nem tenta, "tudo bem" (?), mas é uma "Safezone" escancarada total, pulsante aos olhos, preguiçosa, talvez com medo de se perder com quantos personagens estranhos ou arriscar o interesse do público com os mesmos. Mas é visível sua falta de ousadia, desenvolvimento, ou vontade de fazer um pouco mais e de correr o mínimo de riscos, imprimindo um "DNA diferente". Ele é "diferente" apenas por não ter rostos conhecidos e por "equipes disfuncionais", mas nem isso a essa altura do campeonato (e com tantas produções) é "diferente" mais.
Uma coisa que não me surpreendeu foi a atriz "Florence Pugh". Ela é legal, mas achei ela apagada perto dos outros. Poderia ter tido mais, pelo menos dela (ou da atriz), já que é a "protagonista". Mas é morna/ok/funcional. Como o filme, não acrescenta/maximiza, mas também não põem tudo a perder. Merecia melhor tratamento, mas... Pelo menos sempre é bom ter uma personagem feminina que não é tosca, você se importa e tem seu valor. Já é um ponto a favor.
O filme também, por ser tão "safe", ele acabam soando "capenga" e muito pouco memorável, fazendo com que certas coisas sejam esquecidas logo depois de exibidas, com algumas cenas meio estranhas, meio mal filmadas, "empobrecidas", corridas e com o visível corte de orçamento. Chegado a deixar até certos atores "meio perdidos" e alguns momentos meio incoerentes.
Como ver uns guardas armados perdidos em cena correndo "esperando levar um soco" ou alguém bater neles, mesmo estando com as armas carregadas e com o dedo no gatilho. Alguém sendo procurado minuciosamente em meio a um deserto, e alguém vir fazendo uma poeirada danada chamando atenção de todo mundo e "ninguém ver". Um carro entrar numa vitrine, destruir tudo, e o transito [ao fundo] continuar com as pessoas passando normalmente, como algo super comum. Fora certas burrices, conveniências e forçadas de barra que tem em maior ou menor numero nessas produções. O que implica uma displicência e uma certa falta de cuidado, claramente não levando a produção tão a sério quando [certas] outras.
O "trufo" (intencional ou não) é que usa sua "faca de dois gumes" [super] simplista em prol da fluidez narrativa, dinâmica de grupo e apoio em seus personagens/atores, que mesmo que pouco desenvolvidos e ora perdidos, conseguem fazer um milagre e entender seus espaços dentro do time, se apoiando em cenas curiosas e movimentadas.
O "roteiro" é menor que uma bula de remédio, e que se tentasse soar mais complexo seria bem idiota, mais desengonçado e descambaria de vez. Então ele se apoia numa receita pronta e vai embora. Felizmente o ritmo é bom, e GRAÇA A DEUS o humor é [mais] contido/na medida, deixando mais "excentricidades" com certos personagens e não na trama toda em si, ou ininterrupto em cada cena/momento, como algumas atrocidades da "nova safra" por aí. Ponto pro filme, amém!! "Thunderbolts" pode ser "bobo", pode ser "fraco", pode ser "esquecível", pode ser "medíocre", mas não é retardado. Já é uma coisa pra se agradecer, visto a concorrência.. tem espaço para drama, ação, dinâmica, comédia. Ufa! Algumas vergonhas, mas nada de abominável. Enfim..
"Curti", meio mais ou menos. Certamente já esqueci. É bem fraquinho, e poucas cenas ficam na memória, ele quase derrapa e cruza várias linhas de perigo, quase ficando estúpido, mas no tom que ele se apoia, e na entrega que ele se propõem, dá pra passar uma tarde. Pegar "aquela revistinha em quadrinhos de fundo de banca de jornal" e se deixar levar... ou cair em bocejos. haha Vai de cada um..
Não é difícil entender o receio de lançar esse filme. Não sei os pequenos, não tenho mais crianças na família, não sei o "feedback nos baixinhos". Mas o filme parece ser mais para NÓS ADULTOS que fomos crianças um dia e crescemos com esses personagens. Alguém pensou que o filme não "sairia bem" por causa disso, o risco de não agradar os "pequenos" e nem os adultos, o que é compreensível, porém estranho, visto que lançam tanta porcaria hoje em dia sem filtro nenhum, gastam dinheiro com tanta coisa sem importância, fizeram o filme e iriam "engaveta-lo" por uma motivo meio esquisito, e o pior de tudo, SUBESTIMAN os grandes "Looney Tunes", isso não se faz. Eles são muito rentáveis se souberem o que ser feito com eles, e por sorte, alguém lá dentro acreditava nisso, pois não só "Coiote vs. Acme" está indo bem, com é um filme bem "light", despretensioso, leve, simples, movimentado e divertido. Sobrando tempo para passar uma mensagem legal, positiva.
Eu gostei! Adorava o Coiote, passava horas e horas vendo ele se descacetado todo fazendo as armadilhas e tentando pegar seu almoço, o 'Papa-Léguas", então, é muito natural pra mim rever meu velho e bom amigo e companheiro das tardes, e o filme respeita isso, entende isso, e é seguro do publico que era seu alvo "maior", parecendo um episódio estendido da série, ou um "epílogo" com um humano.
Uma coisa legal é ver que várias bugigangas aparecem, e podemos reconhecer e lembrar dos episódios que elas foram usadas, muitos personagens "Looney Tunes" também aparecem, muitos fazendo uma ponta, uma "gadget" rápida, ou de plano de fundo em uma cena ou outra, e é muito legal velos novamente, você fica: "Caramba! É o "tal" personagem! "iii! a lá o monstrengo daquele episódio!", "cadê "tal" personagem? olha ele aí!", é bem divertido encontra-los, sua presença, aparições e carisma estão intactos, mesmo que por breves momentos!
Adorei certas justificativas para manter a essência dos desenhos originais, porque eles são como são, ou justificar certos padrões comportamentais dos mesmos, encaixaram como uma luva e brincaram bem com isso, que mesmo que o filme seja BEM simples, se vê que alguém lá dentro conhece esses personagens e tem carinho por eles.
Gostei demais dá testemunha que chamam pra depor no tribunal. Gostei dos personagens que oferecem ajuda a causa. Faz TODO o sentido o "Patolino" está onde está, ficou perfeito! kkk E "o que que há, velhinho?", não podia faltar com a sua presença sempre confiante, debochada e de líder, que quando aparece passa aquela confiança que vai dar tudo certo.
O elenco humano também foi bem, simpáticos, não fazem muito e nem precisam, o filme não exige tanto, não quer, e nem sobre eles por assim dizer, mas não ficaram ruins, movimentam a trama. Uma parte de mim achou que poderia ter mais coisas, como certos enredos antigos, até das animações, que tinham episódios inspiração em filmes consagrados, tramas de detetive, ou tomavam rumos espetaculosos, porém esse aqui é mais "contido", por assim dizer, e tem um orçamento mais "modesto", sendo aplicado com uma visível cautela. Não vai além, mas também não derrapa. Bom, melhor que fazer uma lambança, ou mirar rumos pretenciosos sem ter capacidade, cacife ou talento pra isso.
"Coiote vs. Acme" é uma brincadeira de alguém que sente falta desses personagens, que quer ver eles brilhando novamente, com um enredo muito, muito simples, inspirado mais em episódios menores das séries, que não tenta reinventar a roda, ou se valer de um marketing ilusório e exagerado, mas sim fazer uma leve brincadeira, que te deixa intrigado de como vai terminar. Adorei que não apelaram pra caça niqueis baratos e medalhões do estúdio, usaram o bom e velho Coiote, se comunicando por sua plaquinhas (haha) e seu companheiro ultra veloz e astuto o "Papa-Léguas", dos quais nunca senti raiva, mantendo a essência do desenho intacta.
Bem legal, "bom/bonzinho", dando "1 estrela" a mais pela surpresa. Um parte de mim acho que poderia ser uma bomba de mal gosto, etc. Mas esse filme me fez lembrar como eu tenho carinho por meus velhos companheiros, e como eles me marcaram, sentido falta deles e do meu velho eu, que via o mundo colorido, sem preocupações, que só se preocupava com o próximo episódio deles e suas aventuras, sem nem imaginar que seria consumido pelos velhos e cansado clichês da vida. Deu um leve calor no coração reencontra-los. Não achei um "primor", uma "obra de arte", "maravilhoso", mas é bom, prende, entretém, como um velho e bom "Looney Tune" deve fazer. Então, cumpriu sua proposta/objetivo.
"Isso é tudo pessoal". Aquele abraço do meu eu criança aos meus companheiros de aventuras imaginarias de televisão que nunca conhecemos, e que tenham uma boa sessão.
Se dá um desconto pra esse filme por ser de 1966, e por ser muito influente para a época e diretores posteriores. Há uma crítica a certos comportamentos, atitudes e indiferenças do ser humano, consigo mesmo e com o próximo que são interessantes.
Adorei certas cenas aqui "espaçadamente", e algumas que mantém o clima de suspense com o ocorrido. A situação incomum que o Thomas se encontra ainda funciona, e suas reações são coerentes com seu personagem, gerando CURIOSIDADE. Pontos para o mesmo.
As pessoas que forem ver esse filme, digo, não como "crítico", "resenhador", "sabichão", etc. Digo numa boa, como opinião. Não esperarem um trama convencional/contemporânea como em outros filmes, alguns [até] dá nessa época (anteriores ou posteriores), pois não é bem assim. O filme tem certas "afetações dá época", coisas que hoje soam BEM desnecessárias para alguns (até pra mim em certas partes), que não levam realmente a alguma coisa no sentido de trama em "mais padrão", sendo algo mais atrelado a sua época correspondente como "registro cultural", do que da trama em si, mas ambos servindo um ao outro de alguma forma intrínseca, propositalmente e inevitavelmente.
O ator "David Hemmings" (Thomas) está bem e tem seu carisma, junto a um roteiro que ainda usava certos personagens de índoles duvidosas para passar suas historias, não se valendo de certos moralismos [cansados], era o que era O PERSONAGEM e como era seu envolvimento com o que viria ser ser contado. Bom ponto, e sinto falta disso em muitos filmes as vezes (inclusive atuais!), sem ter que ficar justificando personagens toda hora, ele é o que é, e pronto, "show don't tell" total". O levando a CURIOSIDADE e a expectativa com seu ciclo e atitudes na trama. Com um personagem arrogante, meio nojento, convencido, indiferente, esquisito, que EU não vi problema algum. Alguns podem não gostar, mas o filme usa isso bem. Ok
A cena da banda foi um grata surpresa também, não sabia realmente que aqueles músicos apareceriam, e a cena em si é curiosa pela plateia. Há coisas no filme que lamentavelmente se vê até os dia de hoje.
Mas meu maior problema com "Blow-Up", é que de forma alguma achei ele "ruim", uma "bomba", etc. Meu maior problema foi seu ritmo, seu andamento em alguma partes, o deixando meio "maçante", "cansativo", arrastado desnecessariamente, dando uma leve desinteressada na acertada "CURIOSIDADE", pois o filme já é em uma linguagem mais "devagar", e ele, convenhamos, não tem tanta trama assim pra se sustentar por 1:51, levando o diretor a dar sua "floreada", para outros "aplicar estilo", enfim. Na minha humilde opinião, certas cenas poderiam ser levemente encurtadas, dando facilmente uns 20minutos a menos pra a obra, que não a prejudicaria, tiraria seu peso, ou faria tanta diferença assim no produto final. Entendo a proposta, entendo a "linguagem da época", entendo " estilos" e "particularidade do diretor", mas me cansou um pouco. Como se "pesasse para um lado ou para o outro" em algo que já estava bom, já tinha passado a mensagem perfeitamente, não precisava mais. Faz diferença o "time", não ruiu minha atenção, mas me cansou um pouco.
Não tenho essa sensação com alguns filmes desse tipo/estilo dessa época (ou anteriores). Fora que há cenas onde se promete um acontecimento, se gera uma expectativa, e nada acontece de relevante, o cara deita no chão, vai "beber vinho", "olhar a parede", ver uns peitinhos, enfim.., entendo. Mas tem horas que parece uma esteira em baixa rotação sem necessidade, "vai" mas cansa, pesa aqueles "quilinhos", sendo meu maior """problema""" com o filme.
O filme em si, também pra mim, não chega a ser algo que esteja, ou vá para minha "prateleira particular" com outros clássicos da mesma época ou anteriores, gosto bem mais de outros filmes, que vejo e revejo com da primeira vez, mantendo na memória, e considerando mais "atemporais" em certos quesitos de linguagem e interesse. Mas é questão de gosto pessoal.
Tudo bem que a vida do personagem é vazia, o cara tem uma personalidade meio "repelente", o filme transmite isso muito bem para o pro telespectador, sensação bem acertada, mas também não precisava ser tão ""imersivo"", no mau sentido. Lhe dá movimento e lhe nega o movimento, leva a uma situação, situação tem a expectativa quebrada. Arriscado? sim, "contracultura", ok, caso pensado, beleza! proposita, ótimo, entendo. Porém eu não tenho que me obrigar a gostar disso ou achar "bom" só porque é um filme de "Michelangelo Antonioni", como alguns por aí.. Direito de cada um, mas não curti tanto assim. Não botou tudo a perder pra mim, mas era [bem] redundante e uns pontos. Nada horrível, só cansa..
Como alguns disseram aí, dá uma "sensação de perda de tempo". Pra mim foi [mais] "de boa", mas já meu pai achou horrível. rs
Fora o final... Como disse, não é um filme convencional, nem hoje muitas coisas as pessoas gostam, imagino na época. Eu até curti.
A direção de "Michelangelo Antonioni" é boa, segura e competente pra época. Mas acho que a CURIOSIDADE e o valor histórico do filme/"status", é muito maior que a obra em si. O que não anula sua importância, mas nesse raciocino, eu não botaria minhas expectativas lá na estratosfera, como "a maior obra prima absoluta da 7ª arte", um "primor em tudo do início ou fim". Negativo, eu "fujo" desses "rótulos" e desses exageros, veria como vi, de bom grado, como costumo ver tudo.
Gostei de ter visto, matei a vontade, tem muitas coisas interessantes, reconheço seu valor, sua época, etc. Mas não curti o filme como um todo, e não sei se veria de novo.
Boa sessão a todos.
Visto como meu velho em: 04-09-2026
A indiferença, alienação, apatia, a maldade, falta de empatia e respeito consigo mesmo e com seu próximo, desde de tantas eras... Onde nós demos errado?!
Achei legal esse Spider-Man. Entretém, diverte e passa bem o tempo. Infelizmente, apesar da super produção, dos gastos astronômicos, do "Know How" dos filmes anteriores, da escolha acertada de Andrew Garfield, a sensação que se tem é que "pensaram em tudo", "investiram e tudo", "prepararam tudo", mas esqueceram do primordial, uma ""pequena coisinha"" chamada ROTEIRO, que faz tudo andar, amarra e justifica tudo. Um roteiro interessante, com um storytelling coerente, contundente, condizente teriam ajudado bastante, né. O que é bizarro e imperdoável, sendo um reboot e vindo de experiências anteriores de Homem-Aranha!. Eles sabiam que as expectativas eram altas e o herói já viria com comparações gratuitas e prematuras. Mandaram mal!.
Muita gente esperava um "Homem-Aranha 4" com "Tobey Maguire" (eu incluso!), e a sensação que se tinha era de apreensão e coisa desnecessária/"que ninguém pediu". A Sony não podia errar, e não podia fazer mal feito, só que repetiu outros e alguns erros dos aranhas anteriores. Muito por causa da mesma pressão que fizeram já no estabelecido, competente, e que dava dinheiro para eles, o diretor "Sam Raimi", imagina o pobre "Marc Webb". Que como muitos estúdios fazem, contratam um diretor pouco experiente, mais barato ("controlável"), para segurar uma produção gigantesca do modo [automático] que eles querem.
"Webb", vindo de filme mais simples e flertando com o romance, ainda faz um filme simpático, tenta imprimir coração e boas cenas, mas muito aquém das expectativas e do que poderia ser feito, com outros fatores pesando bastante para imprimir certa autoralidade, talvez, até pegando algo muito maior do que ele desse conta, como visto em sua carreira posteriormente. Enfim..
Acho engraçado em uma galera mais jovem e certos fãs, fazem o aranha do Andrew Garfield ter um paralelo com o "007" do "Timothy Dalton", claro, em suas devidas proporções, época e franquias. Mas como heróis que renderiam mais em seus papeis e duologias, e faz [até] sentido.
Achei o Andrew bem legal aqui e simpático, "gostável", ligeiramente diferente. Acho que um dos maiores "erros" desse filme é tentar "copiar" certas coisas dos filmes [anteriores] do Raimi, que além de não serem bem feitas e construídas como nos anteriores, ainda são repetitivas, gratuitas e redundantes, atrofiando o filme de andar com as próprias pernas, e tirando bastante da graça e do fator surpresa do mesmo, infelizmente. Não mata o filme, mas é desproporcional, pouco criativo, e gera(ria) uma comparação desnecessariamente gratuita, desleal com seu novo herói/produto.
A cena que o Tio Ben é horrível, mas o Andrew e seu carisma no personagem consegue contornar certas coisas. A química dele com a Gwen (Emma Stone) foi um boa sacada, e ficou muito bem acertada. Os dois são meio desengonçados um com o outro e se dão bem de uma forma muito natural e orgânica, sendo um bom acerto e novidade no filme.
Mas tem coisas duvidosas aqui, porém uma "forcinha/vista grossa", apesar de não apagar, tu deixa passar pra ver qual é.. Mas a cena das aranhas não é muito legal, até meio imbecil. O lance dos pais do Peter Parker e a pesquisa do pai dele não é legal, e bem desnecessário já aqui, se tornando muito pior no 2! A forma como certas cenas são conduzidas e o peso delas é irregular. Se vê que houve muita interferência, cortes e mudanças em cima da hora.
Um prejudicado por isso é o ator "Rhys Ifans", quase saindo no prejuízo por cortes de cenas, decisões incontestes e alterações sem sentido na historia do personagem "Lagarto/Lizard", além do design meio duvidoso. Bizarro. Suas motivações ficam meio vazias, e ele acaba parecendo mais um "Duende Verde 2" do William Dafoe piorado. Com "a formula dando errado", mais loucura/"vozes na cabeça" e é isso, de novo! é...ok!? (???) . Acho que tiraram boa parte de seu drama (a família) e a motivação mais aprofundada do personagem. Pra que? Não sei! Se for pra piorar não precisa mexer no que funciona.
Tem até uma brincadeira, "porque ele simplesmente não colocou uma prótese em vez de virar um largado?". É claro que é uma brincadeira, mas sem um estofo coerente, acaba abrindo brecha pra essas coisas. Mas "Rhys Ifans" ainda se esforça, e apesar de eu gostar dele como um lagartão mais puxado pra um dinossauro/dragão de jaleco, se vê que ele é bem perigoso e uma ameaça para um jovem Peter Parker recém transformado enfrentar.
É aí que reside boas cenas, onde o filme anda com as próprias pernas. Gostei o Spider "investigativo", adoro aquela cena do esgoto, onde ele arma as teias de uma forma para perceber movimento. Gosto da briga também, tensa. A cena na escola também é bem legal, e você ver o spider andando nele como uma verdadeira aranha são sacadas bem legais e divertidas de se ver. "Connors" é perigoso e astuto, mas Peter também é habilidoso e esperto. Legal quando "Connors", na briga, mistura duas formulas químicas e joga no aranha, ou ficam em câmera lenta brigando no fundo de uma biblioteca com Stan Lee em primeiro plano. Peter ainda sangra, se ferra todo também.
Gostei do uniforme dele, apesar do "Amazing 2" ficar bem bonito. Ainda tem espaço pra moralidade e lição de valores. Sendo esse Peter mais convencido, com mais atitude e impulsivo, mas também com mais tendência a erros e infelizes baixas. Oh aranha pra se ferrar, e acho ele bem trágico.
O pai da Gwen também faz um personagem legal, servindo de uma bússola moral, e dando uma outra perspectiva para o Parker e o que ele fazia, e se eram "nobres" mesmos seus motivos [de vigilante]. Esse Peter também não é aceito logo de cara e tem diversos problemas, mas vai conquistando a simpatia e respeito das pessoas, e entendendo seu valor e suas responsabilidades, vide a cenas da ponte, do menininho, da promessa, dos guindastes, etc. Bem legal mesmo, e o filme ganha pontos muito positivos com isso.
Assisti esse filme depois de muito tempo, e foi uma grata surpresa divertida, defeituosa, mas com substância, com conteúdo, que com mais carinho e respeito a sua produção e personagens, poderiam ser melhoradas em uma sequência tranquilamente. A Sony estava com "a faca e o queijo na mão", mas lamentavelmente tinha-se outros planos. Uma pena, uma pena mesmo.
O aranha do Garfield ficou inconclusivo, defeituoso e irregular. Mas sua breve jornada, suas virtudes e seus defeitos ainda o faziam carismático. Esse Homem-Aranha é um fodido, ele logo cedo tem mais mortes nas costas e culpa pra carregar que os outros. Em "No Way Home" é legal ver ele complacente, resiliente, e até "positivo", mas se vê que é um cara quebrado, que precisava de mais uma historia para, ao menos, fechar seu ciclo narrativo deixado em aberto.
O tom do filme dele também bate (para alguns) com coisas do futuro (horrível e já cancelado) "Sonyverso", pela forma como as coisas são levadas e o pelo jeito dele. Viasse facilmente Garfield se metendo com vilões excêntricos, "B" (melhor trabalhados), bizarros e esquisitos da galeria do teioso, como o "Morlun", "The Thousand", "Vernin", "Doppelganger", "Carnage", "Venom", etc. Funcionaria, porque ainda tinha um elemento de suspense/terror, que ia do normal ao bizarro em poucos minutos, herdado do aranha do Raimi.
Mas... É isso. Ficou como ficou, acabou como acabou, mas esse aqui passou pra mim. Foi "do céu ao inferno" de um filme pro outro em qualidade abruptamente, com já disse na resenha de "Amazing 2", se perdeu totalmente por decisões abestadas, equivocadas e ridículas do estúdio, mas deixou uma curiosidade e mais uma encarnação do "cabeça de teia", que pode entreter aqueles que gosta do personagem e querem mais dele em curiosas e diferentes aventuras, ficando na historia, deixando nosso "multiverso particular mental" escrever futuras tramas desse "Spider-Garfield" na nossa imaginação. É isso.
Posso dizer que gostei do filme, mesmo que tenha umas ressalvas, suas conveniências, certas "liberdades", que para muitos é sem importância, para outros é negativa, outros positiva, eu digo que gostei do que vi, porque sua mensagem de heroísmo, altruísmos, bondade, ainda é passada. Você tem aquela sensação acertada de querer fazer o bem, querer ser um herói, os sacrifícios de um herói, seus erros, burrices, os aprendizados, virtudes e experiências. Ponto pro filme.
E como passar a mesma mensagem várias e várias vezes, sem se repetir depois de tantos anos e encarnações, escritas e historias diferentes do Spider a essa altura do campeonato, é uma bela tarefa, e aqui, achei bem bacana, divertido, "pipocão".
"Um Novo Dia" tem toda uma estrada, todo um "know how", toda uma "formula pronta"/estrutura hoje em dia, comparado aos filmes do aranha mais "antigos", o que lhe da certa "vantagem de campo", porém e portanto, certas coisas não tem "desculpa" e devem tomar mais cuidado com [certos] erros já repetidos e conhecidos, mas como muitas revistas diferentes, escritas diferentes, tramas diferentes, "encarnações", gostei dessa historia do teioso.
A sua duração de 145 minutos é boa, cuidadosa, pois quando parece que vai passar um pouco, acontece algo que a torna relevante e justificável, mas em alguns momentos expõem certas "rachaduras", que quando você começa a pensar demais em tecnologias, conveniências, como certas coisas são resolvidas com uma certa facilidade "roteiristica", certas questões morais ficam meio ambíguas e dão um leve "forçadinha" em várias situações para que elas aconteçam e se resolvam. É uma coisa que está aqui e não tem como negar, mas dá pra se "relevar", pois trama consegue "amarrar" seu "fio narrativo" de forma constante, veja, "constante", mas nem sempre convincente. Como quando alguém tem conta uma coisa de um jeito tão rápido e tão confiante, que você só vai perceber que a pessoa está te dizendo besteiras sem sentido posteriormente, mas que no momento passaram batido, mas se faz uma "vista grossa".
Certas coisas da historia também são meio estranhas e meio incoerentes com certos personagens, mas eu ainda relevo, pois quero ver aonde querem chegar com isso. São liberdades com certos personagens antigos, já estabelecidos, com uma base de fãs e bem conhecidos, que pode ser ousada, e passar a linha tênue da estupides. O que para muitos esse filme passa, respeito, vejo, mas não me incomodou tanto assim (ainda).
É ousado pra uns e idiota pra outras a liberdade tomada com certos personagens. "Punisher" aqui é "PG13", não "18", ok! Algumas burrices de certos personagens, "ok", algumas cenas gratuitas, "ok". O humor está bem balanceado aqui, tem um cena ou outra que meio que não precisava, mas é simpática, não é horrorosa, enfadonha, ou "quebra clima" como outros filmes por aí. O drama aqui está bem legal, "Tom Holland" mandou bem, gostando dele ou não, acaba que a faceta dele de "bom moço" e de "cara legal" (aparentemente, ele é assim na vida real também) ajudam E MUITO o personagem do Peter/Aranha, pois você se importa com ele, entende seu atos, apesar de ainda ter uma certa imaturidade e dependência de certas coisas, mas ao mesmo tempo você sente pena dele, dá dó dele, que ele é um ingênuo puro, de bom coração mesmo. Alguns podem argumentar certas coisas, mas parece que essa é a "cara" desse aranha mesmo desse universo do "Avengers/MCU". Aí tudo vai depender da onde, da forma, e de como serão contadas as próximas historias. Ok
Tem muito boas cenas aqui com o seu personagem, umas meio corridas, mas tem, tanto de drama quanto de ação. As cenas dele com a MJ (bem melhor aqui) são de cortar o coração. Coitado do Holland/Peter/Aranha. Fora as cenas dele solitário, pesando na vida e nos seus rumos, bem triste, mas ainda se mantendo positivo pelos outros, pelas pessoas, e por si mesmo. Se em "Homem-Aranha 2" (Tobey Maguire) Peter "desiste" ser o teioso, aqui o teioso "desiste" de ser Peter Parker. Ficou legal a sacana, não é novidade, mas funciona.
As cenas de ação também são bem boas, não são super coreografadas como em outros filmes, mas funcionam sem certos exageros desnecessários. Aqui gostei também que a ameaça não é numa escala global hiper/mega destruidora, etc. É um problema grande mas "local", de New York mesmo, sem destruições em larga escala mundiais ou "multiversal". Bom ponto. Para se contar muito, as vezes basta pouco/suficiente.
A essa altura do campeonato todo mundo sabe que a atriz "Sadie Sink" está aqui. Eu particularmente gosto da atriz, acho ela muito competente, esforçada, comprometida e profissional com seu trabalho, passando bem suas emoções e intensidade quando certas cenas exigem, e isso é muito positivo para identificação, apresentação e convencimento numa historia. Ela é "nanica e fofinha", mas sabe fazer um contrapeso muito bem, demostrar emoções e segurar suas pontas sem problemas. Há umas certas "forçadas de barra" com o roteiro, e uma "ajudadas" quanto a poderes, mas ela, A ATRIZ está legal.
A personagem é interessante [também]. Muito acharam péssimo, de extremo mal gosto o que fizeram, outros clichês, outros já não curtiram, outros já não ligaram, outros acharam legal, "badass", enfim.
Eu curti, mas não vejo como a mesma personagem do "The Animated Series", do "Evolution", de certas HQs, ou de filmes anteriores, etc. Nunca foi minha personagem favorita, mas gostei dessa nova ela, sem a dependência do "cadeira"/professor, sem a dependência do Scott, sem certas ladainhas ou moralismos meio "Lisa Simpson", como algumas versões da personagem que tem por aí. Entendo perfeitamente quem não gostou, igual o Scott do Bryan Singer (rs), mas aqui a guria ainda é braba, sem "lacrações" e outras besteiras (eu não quero nem saber). O filme diverte e entretém.
É o que falei da "linha tênue entre ousadia e estupides", tem aqui, não vou negar. Mas uma parte de mim ficou bem curioso de onde isso vai dar, se haverá consequências, respostas, se "vão se perder", etc. Essas coisas de ficar "compartilhando universos", ou ficar usando certos filmes como "propaganda" para outras produções acabam se embolando (como muitos) e com resultados de gosto duvidoso. Então, somente espero que as próximas escritas sejam mais cuidadosas com certas coisas, ou pelo menos, menos óbvias.
O Homem Aranha ainda é um símbolo, o super mais perto de uma pessoa comum, não gosto quando suas historias são ruins ou mal feitas. Eu quero ele entretendo a garotada por aí, lhe dando o que se divertir, valores e mundos imaginativos, como foi pra mim quando moleque.
A cena final mostra isso bem, e acerta em sua montagem, que é outra bem legal. Mostrando bem o que é ser o "Spider-Man". Mas esse aranha ainda tem lenha pra queimar e crescer, é como o Frank/Punisher diz em um determinado momento;
"Ah é?! E depois?!?" "Não se preocupe com "o depois", Frank"... "...E qual é o plano, em??" Torcer para o ""seu plano"" funcionar??"
Esse Homem-Aranha ainda vai "muito na cagada", no "roteirismo", na "ajuda de todo mundo". Quando dizem que ele é "reativo" e não "proativo", não tem como negar.., e uma hora a "dona Sony" ou a "dona Marvel", vão ter que mexer nisso em algum momento, não vai ter pra onde correr. Eu, como telespectador, só cruzo o dedos, torcendo pela qualidade, visão e sucesso das empreitadas futuras. É isso.
Caralho, que filme horrível! É tão ruim que as 1:22 dele são eternas e sem carisma!
É o tipo de coisa que assistir dá dor de cabeça, prejudica o cérebro, destrói os neurônios, te emburrece, te deixa deprimido, faz mal..
É uma coisa que não serve nem como distração, num "trash semi assumido", só que é um trash ruim, pois não é movimentado corretamente, não é envolvente, não é interessante, não tem nada de incomum, não tem aquele "certo humor" (ou "chame/crítica") característico de um bom trash, e se nega a ser divertido, sendo burro, modorrento, tedioso, porco, cansativo, mal parido, sem sal e amador [demais] no mau sentido.
Muito diretores conhecidos começaram nesse "gênero", e muita gente gosta, porém em vários você vê que a um talento bruto (as vezes) por trás das lentes, aqui nem isso...
Comecei a assistir o filme e em poucos minutos já estava igual o "ator" do personagem "Rico", completamente apático, inexpressivo, caricato, e me perguntando, "o que estou fazendo da minha vida, do meu [mau] uso cerebral, de tempo, das minhas córneas, e o escambau", que pelo amor de deus...
Tudo aqui é horrível, sem peso, sem sal, insosso! É como se nós pegássemos nosso celular [agora] e chamássemos conhecidos do bairro, "a dona fofoqueira", o "vizinho tagarela", o dono da quitanda local, o bebum do bar, o pobre mendigo andarilho, etc., e resolvêssemos que somos ""atores/diretores"" e fossemos "fazer um filme" no nosso "achismo", "delírio/deslumbre de diretor", déssemos um papel higiênico (roteiro) com algumas coisas escritas para nosso "atores" "interpretarem" e lerem como profissionais, e botássemos uns figurantes [sei lá] do "Castelo Rá-Tim-Bum" pra dizer que tem "algum famoso envolvido" e "justificar projetos furados", pois esse "filme" é isso, nada mais, nada menos que isso.
Eu desconfio (depois de ver), que tudo isso tenha sido pra pagar despesas médicas, sequelas de drogas, remédios, tratamentos toxicológicos, psiquiátricos, reabilitações, dívidas e traficantes, mas é um palpite.
Muita gente divulgou esse filme (inclusive Youtubers oportunistas fedorentos querendo tirar um casquinha) como algo para "ser assistido", "que estava empacado mas estava sendo produzido/polido", "que estava no forno algo de muita qualidade que precisava ser refinado" e "valeria a pena o resultado final de ser exibido", usaram o "marketing urubu" de "o último filme de Shelley Duvall", ou o nome (do também decadente ator) Edward Furlong para promover essa atrocidade.
Mas o que nasceu aqui é uma coisa horrível, aborrecida, que não importava quanta "produção tivesse" já nasceu ruim, numa extrema perda de tempo, mau gosto, e que já tem trocentas dessas porcarias por aí a anos. A trama de "sangue", "lobisomens", "paranoia", poderia ser trocada por uma dor de "barriga/prisão de ventre" severa que não iria mudar muita coisa, pois tudo é um prato de comida estragado que só jogando fora, todo mundo aqui está com a síndrome do "horripilus atualis", com péssimas atuações/interpretações, com cara de quem está sendo ameaçado de processo por trás das câmeras, numa má vontade desalinhada sem fim, sem empolgação ou qualquer coração, sendo justificada coerentemente (intencional ou não) com sua obra.
Como já disse, muitos filmes amadores baratos tem coração, ou são [toscamente] divertidos, se vê [algum] potencial ali, ou não se levam nada a sério, se assumindo amalucados, usando o gore como brincadeira/sátira ou crítica, mas em "The Forest Hills" não, o mesmo se leva a sério (O.O') em muitos takes, tentando botar trilha, ambientação e música de suspense, criar "tensão", porém nada funciona, se esquecendo totalmente que certas coisas precisam ser minimamente pensadas, trabalhadas, ou se ter ciência mínima (ou competência) para serem realizadas, não basta ter uma graninha e um "eu acho e só". Aqui é [mais] uma basteirada de mal gosto que nem [sequer] segurar suas pontas, não mantem seu ritmo, não gera empatia (nem simpatia), não tem cacife em criar algo que se sustente (nem dentro do seu já batido gênero), entrega um "mistério" expositivamente/tosco, onde nada (ou pouco) importa, e te deixa perguntando o tempo todo;
"Porque eu estou assistindo isso se não me diverte, não corresponde ao seu gênero, é incompetente com sua proposta, e nem me distrai?" Fala sério!
Fiquei me perguntando por que Edward Furlong não era logo o personagem "Rico", mas meia hora depois quando ele dá as caras se entende o porque. Todos esses atores (ligeiramente) conhecidos de outros tempos, muitos já decadentes, muitos oriundos de filmes de terror B/C/D/Trash não servem pra nada (diferente do que alguns marketings dizem por aí), não alimentam nada, não põem em pratica seus anos de experiência, nem servem aos personagens, levando a pensar que muitos realmente [até] merecem/mereciam o limbo da historia e estar onde estão. Lamento por eles, mas lamento mais pelo meu tempo perdido nessa porcaria, que seria melhor se nem tivesse existido.
A história da realização horrenda dessa bomba dá um filme melhor que próprio filme, que não tem muito o que se contar, sendo um perda de tempo chata e aborrecida, que tu fica se perguntando como diabos deram tanto dinheiro em um negócio desses?! O.o'
Num filme completamente perdido, engolido, absorvido e sabotado pela visão amalucada (ou falta dela) de seus envolvidos, com muitos já sabendo que era uma granada sem pino desde o início, que em vez de "achar o pino", tiraram de mais algumas. Assinando contratos, assassinando qualquer criatividade, e estourando orçamentos de uma forma que era impagável. Ou perdia de uma forma ou já perdia de outra.
E comprovadamente, uma coisa maior que o todo fracasso/fiascos que esse filme é/foi, era o ego inflado e a arrogância de Eddie Murphy nessa época. Reescrevendo cenas o tempo todo, não seguindo o roteiro, mudando tudo na hora/quando queria, desrespeitando horários, atores, recomendação de diretores, roteirista. Era o que ele queria e acabou! Elevando o orçamento muito mais, e MAIS AINDA, mandando refazer coisas só porque não gostava, e os puxa sacos de plantão atendendo tudo como meros lacaios imbecilizados, numa infeliz bomba atômica que deu um prejuízo absurdo para os envolvidos, prejudicando muitos, inclusive o próprio Eddie Murphy, já rico, com a carreira meio em baixa, parecia não estar nem aí pra porra nenhuma, tendo sua própria órbita (com planetas girando ao seu redor), piorando o que já não devia ser muito bom, em desastre total apedrejado (merecidamente) por crítica e publico.
[Mais] Um marco negativo de gastos astronômicos, megalomaníacos, estapafúrdios, de estúpidos milionários, que acabam entrando para história bizarramente com suas esbanjadas desnecessárias, extravagâncias imbecis, adulações faraônicas, desrespeito tresloucados, egos estratosféricos, burrices e desperdícios absurdos. Loucura.
Eu sinto falta desse tempo, dessas comédias mais família, "sessão da tarde", com essas situações inusitadas, com personagens incomuns com atitudes comuns, das questionáveis a bondosas, do lado maluco, porém inusitado e humano, diferente do rumo que as comédias atuais tomaram. Entre as sabotagens, as de mau gosto absoluto, muito escrachadas, emporcalhadas, com um humor nada sutil/"in your face" (ou completamente abobalhado), além das paródias frequentes e auto parodias repetitivas que já encheram o saco, fora outros fatores que limitaram, atrofiaram e engessaram o humor completamente a uma fórmula quadrada encaixotada só, uma pena, enfim.. foi tempo. Dito isso, já dá pra ter uma ideia do que vai se encontrar em "De Médico e Louco Todo Mundo Tem pouco" (título BR horrível). Que mesmo que eu tenha gostado do filme e me distraindo muito bem, tendo umas situações bem legais, sabendo se levar. Esse é daqueles filmes que se vale mais pela situação curiosa, competência e carisma dos atores com seus papeis, do que o filme em si, pois de "The Dream Team" (título bem melhor!)...
...É impreciso, o "time" não é bom com as piadas as vezes, e MUITAS ficam perdidas, ou poderiam ser melhor trabalhadas. Muitas vezes a situação é gerada mas não vai pra lugar nenhum, geram expectativa e terminam abruptamente em seguida, projetam um campo pra situações que parecem que vão desenvolver, pra acabar logo na próxima cena, isso me incomodou um pouco. Se vê que faltou uma revisão, cuidado e capricho (talvez até verba), deixando a piada/situação meio "jogada" pelo caminho. Poderia ser mais, mas ok.
Os atores estão bem e bem a vontade em seus papéis. Mas senti o tempo todo que faltou desenvoltura em sua ótima ideia/dar mais corpo a mesma. O diretor "Howard Zieff" se mantem morno, robótico, no piloto automático fazendo o mesmo "feijão com arroz" de sempre, ele não maximiza a trama, porém não põem tudo a perder.
Deixando tudo leve, descompromissado, semi cartunesco, com conveniências, coisas furadas e sem sentido, que você pode relevar, pois o filme não se leva a sério e veste essa carapuça a todo momento. O que pode ser seu maior trunfo.
É agradável, simpático e curioso, mas não é o tipo de coisa que tu [talvez] vá rever tão cedo, e talvez nem fique muito na memória, tirando uma cena ou outra. De novo, não é porque é uma comédia "leve e despretensiosa/sem se levar a sério", que é desculpa para ser medíocre em certos pontos.
Ele cai MUITO em conceito numa revisão posterior, perdendo bastante seu "charme" e [até] a graça, deixando certas falhas mais evidentes.
Esse é o tipo de filme que tem uma premissa ótima e renderia uma coisa muito melhor, mas entrega um bê-á-bá bem chinfrim, comum demais para sua trama inusitada, acabando por se valer quase que exclusivamente pelo carisma e comprometimento de seus atores! Arrisco dizer, que se fossem outros atores na pele desses personagens, ele seria muito menos lembrado, e muito mais esquecido no buraco negro cinematográfico. Uma pena, se vê que renderiam mais/fariam mais.
Se entrega algo de "regular" pra "irregular" em seu entretenimento/aplicação ("1 estrela e meia/2"), mas que consegue entreter do jeito que ficou, sendo generoso e levando a [talvez] um "bom/bonzinho" ("3/2 e meia") na máximo, e está de ótimo tamanho. Como disse, não é "incrível", "memorável", mas também não é horrível, podre de horroroso, tem seu "chamariz".
Além de ser daquelas comédias que também não entrega tudo dos seus personagens de bandeja, deixando que os conheçamos melhor um pouco conforme a trama avança, abrindo um breve espaço pra um leve ""draminha"" de alguns personagens. Não é muito, pois o filme não se dá espaço pra crescer, mas tem, levando a gerar uma empatia a mais por seus envolvidos e situações/condições, principalmente "Christopher Lloyd". É um "espirro", piscou passou.. mas está aqui. É muito aquém de outras comédias da mesma época (até mais baratas) ou anteriores, meio raso, mas como o filme todo tem pouca (ou quase nenhuma) nuance, é uma forma de dar algum "tempero" com esse recurso de roteiro.
Com certeza, nas mãos de gente mais competente, que acreditasse mais no projeto, com mais investimento, revisão e um diretor melhor, seria ouro dos anos 80, do jeito que ficou, é uma coisa leve, banal, que pode vir a agradar/distrair/divertir, mas facilmente esquecível e sem peso, quase não representando direito o gênero que possui, elenco e ideia. É isso.
Falando assim, parece que eu achei o filme horrível, e pende muito mais pro negativo, mas não é bem assim. Os personagens são legais, uns legais até demais, "gente boas" (ponto positivo), e o filme distrai bem, fluí bem e é super simpático, acessível. Não acho que os filme tenham que ser todos iguais, e nem todos tem a "obrigação de serem incríveis ou memoráveis", muitos funcionam bem sendo leves e simples, situações onde o "menos é mais", só acho que aqui, aqui, esse filme merecia mais/poderia ser mais! Mas do jeito que ficou, tá bom. Importante foi cumprido, distrair.
O Demônio da Garrafa
3.1 132Dublado [BR]:
https://www.youtube.com/watch?v=iH146ehaoEM
Pecados do Passado
0.5 1[Em Inglês, Sem Legenda]:
https://ok.ru/video/2164911639044
American Pie: O Casamento
3.2 542Nesse filme aqui o Stifler "rouba" a cena, ficando com basicamente os melhores momentos do filme, preenchendo lacunas, dando andamento e conclusão para muitos acontecimentos na trama, de propósito ou não. O personagem está totalmente insano, sem noção, bizarro e despirocado das ideias, mais que nos outros filmes. Tem que se dar o credito a escrita, e o trabalho de "Seann William Scott", que fez muito bem todas as maluquices desse personagem inconsequente terem vida e serem muito críveis e orgânicas, ao MESMO TEMPO que ele é um porco, sociopata, egoísta, de personalidade horrível, ele AINDA consegue se redimir, sendo engraçado, natural, gerando empatia e simpatia no público. O personagem não é um marco atoa. Quem gosta dele, aqui é prato cheio. E tanto na voz original, quanto nas duas dublagens Brs que o filme possui, é diversão garantida. Apesar da comédia ser algo muito pessoal.
O lance, que todo esse "mega foco" no Stifler, pode atrapalhar um pouco quem gosta, ou queria ver mais de outros personagens.
"Oz" desapareceu completamente, nem é citado. Só foi explicado posteriormente no "American Reunion" em 2012, que se não existisse, deixaria esse furo no grupo de amigos.
"Kevin" virou coadjuvante de vez, parecendo um enfeite de cenário, tendo pouquíssimas cenas, somente quando convém. Ele ainda serve meio que como um apoio moral, mas aqui está totalmente apagado.
Quem conseguiu mais destaque "por tabela" foi o "babacão", "cagão", "comedor de milfs", Paul Finch. Que só consegue o "feito" por já ter uma rivalidade com Stifler, servindo de contrapeso com o personagem. Stifler é gigante aqui, mas Paul Finch não faz feio, tendo boas cenas também, mas indo muito mais no rastro do "furação Stifler".
Quem fica bem e óbvio, tem que ficar!, pois se não o filme não se chamaria "O Casamento", é o "Jim". O homem "que precisa de manual de instrução pro pau", que colou a mão no próprio pinto, "fez" o vídeo pornô mais ridículo da face da terra, etc. O personagem é um tonto, desajeitado, sem jeito, esquisito, mas é aquele cara bom, leal, legal, que é um bom amigo. Aqui não é diferente, mas diferente dos anteriores que ele é mais moleque, aqui ele está um pouco mais consciente, e tentando não fazer [muita] besteira para que seu casamento de certo. Jim vai mais pro lado da "novela" com sua companheira em certos momentos, que são legais também, deixando a narrativa mais doce, coração, daquele jeito que os american pies antigos levavam bem. Não tem como haver "american pie" sem o Jim, ele é a representação de uma fase da vida e de um tipo de pessoa que da o charme da base inicial da franquia, do pastelão mas com sentimento.
Outra que não poderia faltar é o par de casamento do Jim, a ruivinha "Michelle", muito bonitinha, graciosa, simpática, e de gostos estranhos, exóticos, pervertidos, na pele da acertadíssima Alyson Hannigan. O casal foi uma ideia natural, e os dois estranhos se completam como almas gêmeas em seus caminhos de peculiaridades. Como se se merecessem, numa química boa, desenvolvida melhor em "Pie 2".
"A esquisita da banda??"
"Não, Nadia. O esquisito sou eu. Só não faço parte da banda".
- Jim
".... Eu nunca entrei em um lugar em que todo mundo ficasse, uau! nossa!, olha! ela não tá linda??'"
"É exatamente assim que nosso casamento será". Muito bonitinho/fofinho os dois.
Mas não se engane, o filme não é agridoce ou "novelesco", não é esse o foco ir para esse caminho de "romance". Tem cenas que tinham que ter, e o que tem funciona para o que se propõem.
""""Infelizmente"""", "American Pie 3" é um "filme do Stifler", no sentido de que pouco (ou quase nada) há de espaço para boas sketchs ou arcos com outros personagens, com algumas coisas ficando até meio em um "limbo", não tendo muita graça, ou "perdendo a piada", como quando você entende mas não ri. A sorte é que o filme tem cortes precisos, rápidos e um ritmo bom (até meio apressado), passando sem grandes estragos e com uma duração pequena. Tendo uma cena ou outra meio gratuitas, mas passa.
A impressão que se dá, que apesar das qualidades, esse filme foi meio "feito as pressas", para aproveitar o hype que a franquia tinha na época, fazer uma grana e ser mais "safe". Não quiseram arriscar com "tantos" personagens, dos quais muitos não sabiam mais o que ser feitos. "Melhor deixar de fora do que estragar", pode ser, vai de cada um. Felizmente não comete erros absurdos, esdrúxulos e "desmoronadores", focando mais em fazer a coisa funcionar e ser uma comédia agradável, conclusiva em seu título. Tem seus "detalhes", mas ela é fechadinha em si mesmo, podendo-se ver muito bem, sendo um de meus favoritos nesse sentido. A vinda de "Reunion" posteriormente, completou e complementou esse aqui positivamente, dando um ar de "série de cinema" e fechando o ciclo do grupo de amigos dentro de uma fase da vida.
Quem sabe uma próxima?! não sei.. Quem sabe?
""Melhor deixar de fora do que estragar"? Pode ser.
Sei que vejo sempre que passa, e apesar da vida ter me deixado cinza e amargo, esse filme ainda consegue me tirar sorrisos sinceros, mas sem ser [só] por nostalgia, mas pelo o que ele é mesmo, o que ele revive e o que ele passa nas entrelinhas. Daquele momento da vida, das amizades, do planejamento, da inocência com o desconhecido, das coisas que vieram e ficaram/ficarão pelo caminho das memórias. Nem tudo pode funcionar, mas também não é o caso onde "estraga" ou "nada funciona". "Pie 3" tem seu charme, entre cachorros e alianças. flores e tetas de vaca, combinando a ternura a a inocência com escabroso e embaraçoso, como tinha que ser.
Logan
4.3 2,6K Assista Agora"The Last of Logan"
Pô, caiu bastante pra mim na revisão e não achei "a despedida definitiva do Hugh Jackman como o Wolverine".
Primeiro que não foi, uma montanha de dinheiro fez ele mudar de ideia, "Deadpool e Wolverine" (2024) está aí, mas não o criticando e "apontando o dedo", problema é dele, mas é um fato.
Segundo, que caramba! O cara passa o filme inteiro morrendo, o filme inteiro deprimido, o filme inteiro sendo um cretino, o filme inteiro querendo se matar, o filme inteiro sem a mínima esperança (até quando encontra uma!), querendo "juntar uma grana" e "comprar um barco", nossa... Pô! cansativo demais ver um personagem assim, e eu gosto/sou muito tolerante com encarnações e adaptações de personagens que eu gosto, mas "Logan" deram um pesada na coisa, que mesmo em seu final, não achei que torna o "full circle" ou definitivo, num "fechamento digno". Fora que o filme faz parecer até que o "Senador Kelly" estava certo, que os mutantes são uma ameaça, que não sabem lidar com eles mesmos. Há uma fagulha de esperança, mas o que se vê é um oceano de morosidade. Porque se fosse "só" isso é até compreensível, e justo com as circunstancias do filme.
O lance é que o filme/o roteiro resolve englobar o que é mais desinteressante, se mantendo morno, raso, pífio, engessado, arrastado e pouco inventivo, parecendo até que é como essas séries "modernas" chatas, que não acontece nada de relevante em vários episódios, e tem um "gancho", que te ilude e te força a assistir o próximo, indo assim até o fim. Seus intervalos são deprimentemente ocos, não tendo uma junção/elos narrativos bem pensados, construídos e fluidos
Logan tem essa "montagem" estranha. Aliado a um mundo sombrio onde "os mutantes foram devastados", o que seria um plot já tenso por si só e levaria a descobertas interessantes, ele não se justifica como tensão e nem tenta ser interessante. Escolhendo um forma de contar tudo de um jeito duvidoso e sem sentido. Além de escolher não explicar ou mal explicar as coisas, deixando muita coisa subentendida ou interpretativa. O que um negocio curioso, na linha do ousado e do imbecil, do curioso e sem graça. Como se preparasse uma piada, e ela não tivesse um final propositalmente. Tudo bem, se inspiraram em "Velho Logan", mas porra! Passar isso pras telas DESSE JEITO como ficou aqui, achei um negócio muito cansativo.
Em 1hora de filme pouco acontece de real intensidade! Tem horas que nem parece que estão lutando pela vida, parando [até] em hotéis para ver "Shane" (1953), ou ficar de papo furado com uma família de estranhos como se tivesse tudo bem e não em uma situação de alto risco para todos. Se contradizendo, porque o aparecimento de um novo mutante, seria um coisa pra se mostrar um grande acontecimento, mas tanto o filme não faz isso [direito], quanto o personagem [principal] não liga pra isso. Dê novo, "tudo bem" em não querer se "iludir ou ter nova esperanças/expectativas", mas a forma que o filme passa isso é [achei] péssima.
Não consegui me imergir na trama por causa dessas coisas, não consegui me importar com os personagens e nem com seus novos dramas, nem com o [grande] professor Xavier, que é um personagem importantíssimo em qualquer mídia, com tudo que ele representa e sua causa, sendo reduzido por boa parte a "um velho isolado com demência". Pô! Não me leva a mal não! Mas dava pra fazer MAIS com ele, com um esforcinho sai mais, rendia mais!.
Pra piorar os VILÕES SÃO HORRÍVEIS, fraquíssimos, rasos, clichês, vazios, repetitivos, pouco explorados e sem força como antagonistas. Um é um cocô, um fanfarrão, numa mistura de playboy soldado sem graça, com um braço biônico que nem serve pra nada no filme. Fica se achando pra caramba enquanto morrem 50 soldados do seu batalhão de 51. O "outro" é um "doutor" mal explorado, genérico, sem vida e sem carisma. E o "OUTRO" é um Wolverine (Hugh Jackman) clone, mais jovem e retardado, lotado de drogas, que só server para fazer o Wolve de saco de pancadas ambulante. Jesus! Botassem o "Ômega Vermelho", o "Bloodscream e o Roughhouse", sei lá. "Stryker" já tinha usado 3 vezes (!!), não dava mais, né Fox?!. Dizer que "dariam trabalho pro Logan" é bobagem, pois nesses filmes cheios de conveniências e recursos preguiçosos de roteiro, isso seria fácil de resolver.
Enfim. Acaba que tu tem 3 vilões ruins, numa historia pífia, rasa, levada de forma aleijada, cansada, arrastada e desajeitada pelo roteiro. Numa intensidade que convém, basicamente deixada para as cenas de lutas, gore e sangue, e não na importância real das coisas, do mundo, andamento, historia de personagens, peso e intensidade da trama em si, que ela merecia/deveria ter. O filme é +18 em classificação indicativa, mas burro e igualmente preguiçoso em roteiro, como suas versões "light"/livres. Do que adianta? A não ser uma mera "novidade por novidade", que nem é tão "novidade" assim.
Acaba toda essa bobagem prejudicando bastante a personagem Laura, que eu também não curti como personagem, mais por coreografia. Ela é uma criança, beleza, "não fala" no início (pelo menos com Jackman), mas 1 hora depois ela começa a falar, primeiro em espanhol, depois em inglês. Ok! Deve ter sido parte [lá] do treinamento, beleza. Mas como eu saberia se nada é explicado?! suponha-se que ela "não confiava nele", pode ser, ou o roteiro ou alguém da produção viu que era chato pra caramba ela muda?! Não sei, posso supor também pois nada é explicado em vários pontos! Aí dá forma que o filme conta sua rasa história, tu começa a se perguntar; Cadê os outros mutantes restantes? Cadê o Magneto?? Cadê o Doutor Sinistro? Cadê aqueles mutantes "imortais"?! O que aconteceu em todos esses anos?! Veneno? Beleza!, mas quem está levantando a bandeira e lutando pela causa??, 25 anos sem mutantes, e aí? onde estão os outros mutantes?? estão se escondendo? estão presos?? em laboratório?? sendo estudados??? Capturados?? O que aconteceu em todos esses anos?? Que porra de empresa é essa? dá onde veio?? Que mundo é esse com IAs nas estradas, alimentos artificiais?? Que porra de lugar é esse?? Há esperança pros humanos também??. Porra! Acho que há um limite pra coisas que podem ficar sem explicação e coisas que devem ficar sem explicação. Fazer isso, a meu ver, não agregar ao mundo de "Logan", que como eu falei, tem um narrativa e personagem cansados, derrotados e a beira da extinção e suicídio. Cansa meu! Pelo menos me cansou demais!. Acho que não tinha necessidade disso nesse tipo de filme.
A sensação que se dá, é que o mundo não quer ser ambíguo de caso pensado, planejado e orgânico, mas sim por preguiça, porque alguém achou que deveria meter todos os tipos de influencias de diversos filmes diferentes justos, desde desesperançosos, de jornada, "westerns", "road movies" e """pós-apocalípticos""", porque? por que não?!. Usando a desculpa de "+18" como ""novidade"" da vez. Ficou "legal e tals" em certas partes.. mas e a historia??
Na época, ainda tinha um "ar de novidade", mas hoje em dia já está tão batido essa violência por violência, gore e gratuita. E no meio dessas preguiças, abre-se a porta da conveniência a bel prazer! Pô, ficou muito cansativo, e só as cenas de ação acabam não se sustentando se você não tem uma espinha dorsal narrativa bem construída.
É um conceito, um ideia que vai até o fim, onde parece que ninguém quis desenvolver ou elaborar nada melhor. Aí apelam pro sentimentalismo, mas comigo não rolou, pois como disse, não consegui me apegar com nada que estava sendo contado, nem me imergir na trama. Na boa, não deu mesmo. Parecia até que eu tinha sido acertado pelo poder descontrolado do Xavier, ficando travado e "poker face" por boa parte do filme, só querendo que acabasse logo.
E "Logan" perde muito, porque diferente dos X-Men, ou de certos outros filmes, aqui também não há uma equipe, ou outros personagens que tu tenha um certo carinho ou apego, ou uma dinâmica com outros personagens legais ou mutantes exilados diferentes. É Logan sendo um pé no saco o tempo todo, e cismando que "não é um herói", mesmo já tendo feito trocentos filmes que ele salva o mundo e a situação. Recurso de roteiro bem sem graça e desnecessário. E como de praxe nos X-Men da Fox, tudo é meio incoerente, subutilizado e com furos.
Na moral, achei MUITO MELHOR a ""despedida"" do personagem em "Dias de um Futuro Esquecido" (2014), e gostaria que tivessem continuado a partir dali, com aquele elenco, mas deu no que deu, e o resto é resto.
Não gostei de "Logan", e é um filme que dificilmente veria novamente. Muito cansativo, e sem um fio condutor consistente, que nem o pouco de bom fica interessante conforme avança. É isso.
Revisto em: 06-10-2026
A Origem dos Guardiões
4.0 1,5K Assista AgoraEu adoro animações, e sou muito tolerante com vários tipos, abordagens e estilos delas. Mas "A Origem dos Guardiões" é um treco que não me pega, nunca me pegou. Por várias vezes tentava/tentei assistir e não consigo/conseguia, várias vezes colocava para ver e ficava disperso, desinteressado e indo ver qualquer outra coisa, até outra animação.
Vendo hoje, eu só posso chegar a conclusão que é questão de gosto, e essa historia não me cativou nem um pouco, mas acho que o meu maior problema com ela, é o protagonista [sem sal] e com um design sem graça, Jack Frost. Toda vez que eu vejo/via não me cativa/cativava, tirando logo em seguida e perdendo o interesse, MAS bastava aparecer qualquer outro dos personagens (bem melhores), que o filme prendia minha atenção. Eu associo [E MUITO] a isso.
Mas como disse, a história [também] não me pegou, lamento, mesmo com sua pouca duração. Só queira deixar um destaque para o vilão "Breu", que é um antagonista super interessante, que [infelizmente] não tem um protagonista a altura.
É isso. Quem sabe uma próxima... Nem toda "magia" ou feitiço dá certo.
Revisto: 04-10-2026
X-Men: Apocalipse
3.5 2,1K Assista AgoraBryan Singer depois de fazer 3 bons filmes dos X-Men, devia estar com a mão (e o nariz) "coçando" pra fazer uma lambança completa pra "chamar de sua".
Conseguiu com louvor, perdendo de vez a chefia e as lentes do que tinha começado lá em 2000, numa bagunça completa. Desperdiçando personagens, plot, atores, dinheiro, paciência e tempo das pessoas, num apocalipse narrativo sem igual.
Se Singer, que já não é lá um diretor interessante, ainda conseguia passar na prova e manter uma "certa" coerência narrativa, ou sequencias de ação. Aqui ele dá asas ao pior dele e faz com maestria. Parabéns.
Mesmo depois de duras criticas dos fãs, opiniões construtivas. Ignoraram tudo, nitidamente na vontade de fazer um lixo totalmente perdido, e o resultado não poderia ser diferente.
Apocalipse teve uma das piores adaptações, o que é uma pena. O tipo de filme que nem vale a pena revisar, que quanto mais vê piora. Tudo é gratuito, sem peso, corrido, medonho de distante, sem carisma, chato, cansativo, num espetáculo de inocuidade. É isso, chega. Já falei demais.
Homem-Aranha 3
3.1 1,5K Assista AgoraNão acho tão ruim assim. Como já disseram (e todo mundo já sabe), o maior problema é o excesso de personagens e arcos narrativos, que se tornam frágeis, inchados, cansativos, redundantes.
Tem umas vergonhas alheias também, que já parecia que Sam Raimi já tava chutando o pau da barraca para tanta imposição do estúdio em cima dele. Principalmente vinda de "Avi Arad", que insistiu forçadamente a presença do "Venom" na porra do filme. Se ""arrependeu depois""... mas depois de prejudicar terceiros, manchar o nome dos outros, cagar na visão artística e desenvolvimento saudável de uma narrativa, em prol, unicamente do seu próprio egoísmo... O que é um "depois", né?!.
O triste, é que esse filme poderia ter sido muito bom, muito bom, porque todas as cenas do "Homem de Areia" são boas! [Excluindo, o pra mim desnecessário, retcon do Ben]. As cenas do "Harry/Duende Verde" são boas [tirando o mordomo], a Mary Jane (apesar do "arco novelesco") não achei tão ruim assim. Num claro distanciamento de CASAL (os dois, um e outro), perda de afeto e comunicação, muito pelo Peter se tornar exageradamente confiante, não se colocando em seus dramas conjugais, achando que "tá tudo bem", sem equilíbrio e um ausente com sua esposa, nesse "vai em vem" como Peter/Spider/companheiro. Vejo que "Mary Jane" leva a culpa quase sozinha de muitas coisas nesses filmes, mas Peter também é um "virjão" indeciso inexperiente (pelos seus motivos), que acha que somente "estar apaixonado" é chave de tudo numa rotina conjugal. Não falo isso como "cavaleiro branco", "paladino da justiça", "feministo", "colorfull pill", essas porcarias. Falo numa impressão simples e pessoal, não achando "Mary Jane" tão ruim assim. Nesse então, isoladamente, acho funcional e crível. Acho ela "pior" no 2, e legal/simpática no 1. Ela tem um novo conflito junto de Peter, e ele achando que todo mundo tem exatamente seus mesmos pés para calçar seus exatos sapatos, viajando na maionese, e fantasiando a realidade. É até tragicômico a cena das alianças, da "florzinha na ponte", só faltou elas "murcharem" igual desenho animado. Essa balança envolve seu personagem no 3, entre uma ingenuidade, imaturidade como Peter, e uma confiança, naturalidade como "Homem-Aranha". Claro, tem as cenas do Harry, da Gwen, do simbionte e tals, bem "novela", mas é o que eu falei, "CASAL", "distanciamento", "insegurança", "distância", ELES TEM SEUS PROBLEMAS JUNTOS.
Se o roteiro não tivesse sido forçado a fazer concessões sem sentido, esse arco não teria sido tão prejudicado e teria sido melhor desenvolvido.
Uma pena. Fico imaginando esse filme sem o Venom, sem essas sacanagens, como teria sido mais fluído, melhor e enxugado. Removendo barrigas, bobagens e cenas convenientemente burras e gratuitas, como a "da verdade do mordomo". Merda total, que só enfraquecem e sabotam a força da trama e seus personagens como um todo.
"Harry" com o Peter depois com aqueles; "Ei, amigão!" ("buddy", em inglês), "vamos lá, amigão", "isso aí, amigão", "você é meu amigo, amigão", cheio de chamegos e gracinhas depois do que passaram é abobalhado, corrido e embaraçoso. "Sorte" que o caminho construído foi sólido e seguro nas virtudes dos outros filmes, não arrebentando seu desfecho completamente.
"Homem de areia" ficou bem legal e seus efeitos impressionam até hoje, numa boa adaptação do personagem para as telas. O final é bagunçado, mas não tira a força do personagem. Sua cena de nascimento ainda é muito boa, tocante ao mesmo tempo alarmante, embalada por uma boa e segura trilha sonora pra o mesmo.
A ideia do simbionte na roupa (não o Venom!) até funciona, que além da roupa ter ficado legal, com direito a tema próprio e tudo, ainda o deixa diferente, ajudado a dar um "ar de novidade no filme", e com um comportamento mais decisivo e agressivo. Já no Peter Parker, achei questionável... Eu não curto muito não, mas "Emo Peter" virou um ícone/meme (para o bem ou para o mal) inegável da série/cultura pop.
"Eddie Brock" poderia ter sido APRESENTADO nesse filme, e sido usado posteriormente em outro filme, como foi pensado. E acabou que o "Dr. Curt Connors/Lagarto" (Dylan Baker), apresentado no filme anterior nunca teve chance de brilhar.
É um encerramento melancólico e bagunçado, infelizmente. Poderia ter ""fechado"" com chave de ouro, ou ter levado ao (aguardado na época) "Spiderman 4", mas por causa da Sony e pressão de idiotas, a saga parou, sofrendo posteriormente um "reboot" que ninguém pediu, e levando a "The Amazing Spider-man" (2012) já chegar com desconfiança, um peso desnecessário e uma responsabilidade grande nas costas, com comparações inevitavelmente gratuitas aos anteriores. Numa despedida prematura do "Aranha do Raimi/Tobey Maguire/Peter Parker", que ficou marcado no imaginário das pessoas ATÉ hoje. "Perdido" por causa de decisões maldosas, equivocadas, egoístas e sem sentido.
Por muitas vezes parece que "esses caras não gostam de dinheiro", "não gostam de prosperar", e a impressão que se dá, é que nem todos os milhões de dólares (ou bilhões) que uma franquia podem gerar, jamais vão massagear o ego dos seres mais asquerosos e arrogantes do planeta, que são os maiores vilões de si mesmos, e de "Homem Aranha 3", o prejudicando e sabotando o máximo possível.
"Sorte" (mais uma vez) que Sam Raimi foi hábil, sua câmera e seu trabalho pessoal estão competentes. Você consegue enxergar o filme que ele queria contar pelas entrelinhas perdidas nesse aqui. Várias vezes, sua confiança e coração por trás da lentes que salvam spider 3 de ser uma bomba completa, fora os alicerces sólidos que ele tinha construído para franquia, mantendo uma base narrativa, apoiado na importância do mundo edificado e apego do público com os personagens já conhecidos, que apesar dos pesares, consegue funcionar e [até] entreter. Vejo suas falhas, mas não acho "Homem-Aranha 3" TÃO ruim assim. E comparado com coisas que saem por aí hoje em dia, "Spider 3" parece ouro bruto.
Mas não lhe dou tanta importância assim, e basicamente quase não o revisito. O deixando como um entretenimento irregular, "1 estrela e meia". No máximo, sendo camarada, "Regular/2 estrelas", "bonzinho/2 estrelas e meia". Mas não é minha vibe (com ele) nesse momento. É isso.
Rocket Power (1ª Temporada)
3.6 37 Assista Agora"Rocket Power" é daqueles desenhos super simples, para distrair e passar o tempo, mas com uma boa mensagem, valores, aprendizados, aliado a bons personagens.
Nem todos os episódios são bons, alguns repetitivos em mensagem, outros são chatinhos e sem graça. Mas revendo hoje, vejo que muitos são bacanas e a distração é garantida.
Quando era moleque achava o "Otto" meio chato, e muitos que conheço acham ele insuportável, e é compreensível.
Mas por outros olhos hoje, vejo que o "Otto" é um excelente personagem! Muito por ser um dos mais falhos do grupo, ao mesmo tempo que ele é o "melhor"/mais talentoso dele. Tornando seu caminho delicado, que sem ter uma direção positiva, ele facilmente seria uma pessoa horrível.
É uma contradição, pois ele é "o líder", mas é [muitas vezes] invejoso, mesquinho, impulsivo, arrogante, egoísta, vitimista, querendo ser o centro das atenções, ao mesmo tempo que é bom, confiante, destemido, proativo e hipercompetitivo, confundindo várias vezes o "vencer o tempo" todo como se fosse o único caminho na vida e perder fosse o fracasso absoluto. Mas a grande sacada de roteiro que o torna "único" (e merecidamente o "numero 1"), não está somente nos esportes, mas na capacidade de reconhecer seu erros, suas falha e limitações, o tornando um dos melhores personagens. Bem legal. Não é (e nem acho que será!) mas tão comum ver escritas assim com os desenhos, com personagens admitindo suas falhas de moral e caráter, e procurando melhorar a si mesmo e seu mundo. Para alguém com a características de "Otto Rocket", isso é um dos seus maiores troféus, e ele não faz isso dá boca pra fora, mesmo a contra gosto as vezes, as partes que o personagem mais ganha é quando ele reconhece que perdeu. Muito bom! Mesmo quando ele "perde", ele "vence". Ele é a síntese da competição em si, e que sem maturidade, sem humildade, você pode ser sua maior ruína.
"Otto Rocket" poderia facilmente ser "revivido" em um "revival" da série. Imagina alguém como ele, com uma aptidão e talento extremo em [quase] qualquer esporte não seguindo esse caminho na vida por algum motivo, ou sua fase tivesse passado!?. Seria um ótimo personagem novamente para gerar certos [novos] conflitos na série e amadurecer em novas áreas da vida. Talvez como um "mentor fodão" de uma nova turma, que ao mesmo tempo que lida com suas responsabilidades, tem que ser maduro por si mesmo e pela nova molecada, lhes dando uma "luz" e um caminho digno. Ou talvez perdendo toda a sua confiança e tendo que conquista-la de volta. Seria legal de assistir, mas vou ver só em meus pensamentos mesmo.
Mas muito compreensível muita gente não gostar dele. E apesar dos pesares, ele é um moleque bom, um bom amigo, e está lá para dar o seu melhor para ajudar. Aquele tipo de parceiro que se tiver ao seu lado vai sair um bagulho bacana, de coração, mesmo que não seja necessariamente bom/bem feito, talvez mais nos esportes, né?! rs
"Twister" também é legal. Quase nenhum deles chega perto de "Otto", e o show não quer ser um "Ei Arnold!" ou um "Doug" da vida, mantendo mais o foco mesmo nos protagonistas. "Twister" é o meio "miolo mole", desalentado, "cabeça de vento" e "alivio cômico" do grupo. As vezes ele é maldoso, babaca, mas por muitas vezes ele tem uma pureza nas suas falas, não sabendo do que se trama mesmo, e levando as coisas mais pura ingenuidade e inocência total. Ele é aquele parceiro que tá sempre contigo, te ajuda, entra contigo nas enrascadas, faz uma "cagada" e tem que ser ajudado, sendo bem fraco de autoestima, desmazelado com as coisas, e necessitando que alguém o ponha na linha, inclusive ele mesmo. Gosto do "Twister", até seu estilo usando um chapéu, e por várias vezes fazendo as mesmas manobra que o "Otto" (e os outros), mas com uma câmera na mão. Brabo, Maurice! Ele tem uma dinâmica de "irmão mais novo mais velho" com o seu irmão ["""vilão"""] desdentado "Lars", o que lhe coloca em enrascadas e geram situações diversas bem orgânicas e naturais dessa dinâmica. Quem tem irmão sabe do que estou falando. rs
"Reggie Rocket" é uma das personagens femininas [de desenho] que me chamou atenção quando garoto. Ela não é a melhor personagem feminina do mundo, lógico. Mas sua forma de ver as coisa no grupo, sua dinâmica com eles é bacana. Sendo menina, mais velha, mais "responsável", hora se colocando como uma "mãezona" para os outros, e horas pesando a mão demais, achando que tem controle sobre todos eles, e que tudo tem que ser da forma que ela quer ou não tem conversa. Ela é geniosa, habilidosa, inteligente, competente e um pouco mais responsável, servindo como uma bussola moral pro grupo. Eu gosto da "Reggie" e são bem legais os conflitos dela em certos episódios, principalmente dela ser "menina fazendo coisas de meninos", ele não ser "feminina o bastante", ou "não estar acima da capacidade dos meninos e até mesmo das meninas", gerando vários momentos de questionamento e reflexão pra ela. Ela também tem uma ótima relação com o personagem "Tito", que é uma relação muito legal, carinhosa, e um amor platônico entre eles, como se o "Tito" fosse um segundo pai pra ela. Bem bonito seus momentos juntos, a ternura é natural, e você vê o quanto um é importante para o outro, sendo cuidadosamente bem escrito. Talvez hoje em dia isso fosse muito mal cuidado e escrito, visto [até] com maus olhos, infelizmente, mas aqui, em "um desenho velho, boboca, infantojuvenil, de 1999(!!!)", funciona muito bem.
"Sam/Pirralho" também é um contraste excelente! Sendo o único que não é um "esportista fodão", indo mais pra onda "nerd clássica", o nerd que era "cdf", estudioso, inteligente, e não qualquer um que "vê animes" ou "acompanha o universo da cultura pop" como hoje, o bom e velho "nerd raiz!". haha "Sam" é muito legal e companheiro, além de ser um dos mais falhos e realistas! Ele, "por não ser bom em nada", é um que entra em várias crises consigo mesmo várias vezes, se questionando com seu lugar no grupo, sua aptidão e auto estima. Ele é canadense, e no primeiro episódio somos apresentando ele (com nós junto) a turma. Claro, ele é zoado, é rebaixado e feito de bobo, mas é um excelente personagem, dando um dinâmica de grupo muito boa, e ajudando demais sempre que todo mundo precisa, ainda mais em coisas que envolvem o cérebro. "Otto" ama quando Sam ajuda a cria, prever, e analisar movimentos e manobras esportivas, maluco que ele é, e competitivo ao extremo, sempre tenta superar os próprios dados da física/ciência que o computador de Sam gera, levando "Otto" a prosperar ou se ferrar muitas vez. O episódio que uma bola de tênis faz ele dar um giro de skate impossível, e ele acha que é mérito dele, é um dos maiores exemplos dessa dinâmica. Mas Sam se diverte com isso, e é onde as diferenças se cruzam e se tornam uma tarefa divertida para ambos. Sam também tem uma trama de pai ausente, e o personagem não é fraco em todos os esportes, sendo bom no surf (depois do conselho/ajuda do "Tito") e é um mestre goleiro no hóquei autodidata. É engraçado quando [em um episódio] ele cria a "caminhada irada!", que é basicamente um parkour piorado. rs
"Ray Rocket" é o "pai da galera" junto de "Tito". Eles são legais, ex esportistas já mais velhos que cuidam agora de um negócio próprio. Os dois não são os principais, mas são personagens frequentes, as vezes fazem besteiras, se desentendem, funcionando mais como alivio cômico, porém muitas vezes como ombro amigo, conselheiros, apoio emocional e amigo/porto seguro da garotada, com os papeis se invertendo em certas ocasiões junto com "Tito" e seu conhecido bordão começando com, "os antigo havaianos costumavam dizer...", ou "É como os antigos havaianos sempre diziam...", falando frases certeiras e reflexivas para a situação, ou coisas que nem ele mesmo sabe do que se trata. Mas a compaixão, a empatia, a camaradagem, o carinho está lá, sempre disposto a ajudar.
O desenho é bem simples bacana, um marco nas animações da "Nickelodeon", tendo 4 temporadas, e se firmando como um clássico e carros chefes da empresa ao lado de outros. "Rocket Power" tem seu valor, as mensagens eram legais e continuam atuais, e apesar das loucuras, a animação também era boa e fluída, deixando as manobras cabulosas mais radicais. hehe
Adorava, e mesmo não estando nos meus favoritos da vida, certamente me marcaram, tendo muito carinho com esses personagens. Eu cheguei a ter uma banda que se chamava "Ocean Shores", que é o nome da cidade que se passa a série. De vez enquanto estou revisitando a animação, e resolvi fazer essa resenha/homenagem a eles. Sinto falta desses desenhos e dessa vibe, dos meus camaradas radicais e outros que compuseram minha infância. Estarão sempre comigo, em um "podium" especial para eles. Se cuidem!
A quem for ver, ou gostava/não gostava. Tenham um boa sessão.
X-Men 2
3.5 810 Assista AgoraVou ser meio do contra e dizer que eu gosto mais do primeiro. Questão de gosto.
Engraçado que os dois tem a mesma "média" aqui (por enquanto) "3.5", os deixando equivalentes, sendo eles quase irmãos, e talvez os únicos que não tenham tantos furos, incoerências, erros de continuidade, coisas que não fazem o menor sentido entre um e outro. Inclusive, até certas cafonices, tosqueiras e problemas narrativos acontecem da mesma forma.
Com o orçamento maior, uma equipe mais parruda, é "interessante" e estranho que coisas foram melhoradas e certas coisas [importantes] se mantiveram do mesmo jeito.
Diferente de todo mundo, lamento, mas não curto a cena de abertura na casa branca, NÃO PELA CENA, mas por esse "Noturno", que eu acho um pamonha passivo abobalhado demais. EU prefiro muito mais o personagem quando ele tem a fé pura dele, é ativo na trama, ou espadachim, enfim. Não gosto do ator também, achando ele um porre excêntrico saído do "Castelo Rá-Tim-Bum". De novo, adoro o personagem "Noturno", mas o do "Alan Cumming" não fede e nem cheira.
Outro problema é foco absolutamente excessivo no Wolverine/Hugh Jackman, outro personagem que eu também adoro, mas em um filme do X-MEN, eu queria ver mais dos X-MEN, porra! E ele já tinha sido o protagonista no primeiro! Caramba! Achei muito cansativo! É o tipo de coisa que "em time que está ganhado não se mexe" mas do jeito errado. Na época eu já não gostei, e revendo piora bastante. Não me entenda mal, "Jackman" manda muito bem, e todas as suas cenas são boas! é que o filme é quase um "Project Wolverine Origins", com tudo em torno dele.
Entrando em outro problema. Se no primeiro os personagens são apresentados, mas são subtilizados e jogados para escanteio. Aqui eles são """melhores apresentados""", porém NÃO gostei do que foi """apresentado""", jogando meus amados mutantes para escanteio [de novo], e os deixando rasos como um pires novamente! Poxa! Achei isso horrível!
O movimento das cenas, os andamento rápido, as cenas de ação [boas] dão um tom, mas o elemento básico que eu queria ver foi negligenciado [de novo!]. O que para muitos é mais "de boa", "irrelevante", para mim é (e sempre foi) um incomodo constante.
Seria muito legal se "Ciclope" ajudasse Wolverine na mansão, ou Jean e Tempestade tivessem papeis melhores, com cenas de destaques melhores e tramas significativas. "Rogue/Vampira" também faz muito pouco novamente. "Homem de Gelo" eu não curti, e ele está muito "nerfado" para o que o personagem pode fazer, até mesmo para versões suas mais jovens. "Pyro" eu achei horrível, apesar de ter uma cena de destaque, ele está longe de ser o personagem que ele é, inclusive [até] seus poderes se tornaram meros poderes de fogo genéricos! Esse cara pode fazer de tudo controlando chamas, desde animais a monstros gigantescos. Ele é altamente perigoso, apesar de ser burro e impulsivo, aqui ele é só chato mesmo. E como todos os outros jovens, em vez de terem um tratamento mais puxado, no mínimo, para "X-Men Evolution", eles são puxados para "Malhação", chatíssimo todos eles!. "Colossos" poderia ter ficado no time já nesse, mas... pois é.
Na época eu não ligava muito, mas acabei gostando mais do vilão "Stryker", vivido por um bom "Brian Cox". Claro! Ele é um vilão dos X-Men, mas ele tinha que ser o contrapeso ao astro e vilão direto ligado [ao passado do] "Wolverine", sendo posteriormente o "arroz de festa" da franquia da Fox, e vivido por 3 atores diferentes, com idades malucas/incoerentes e semblantes sem sentido, como ficaria "comum" [infelizmente] nesse desmazelo da Fox com os mutantes. Outra que ficou legal e impõem presença é Lady Letal (Lady Deathstrike), vivida pela bela "Kelly Hu", que apesar de não falar, ele impõem respeito, imponência e presença. Ela é perigosa, e ficou muito legal com seus efeitos, unhas de adamantium e seus olhos "azuis gelados" (pelo controle), que ainda tem um desfecho dramático. Personagem acertada, mesmo que fora de suas características e encarnações mais comuns.
"Magneto" está aqui também e tem suas cenas, mas não esperem algo muito louco dele aqui, ou coisas MUITO LOUCAS de verdade, como o do "Fassbender", menos, bem menos, ele não é destaque aqui. Diferente dos X-Men, aqui resolveram dar espaço para outro vilão.
Mística da "Rebecca Romijn" está aqui também. Adoro a personagem e suas partes, tanto de luta quanto de espionagem são bem legais. A muié manda bem e se garante como ninguém! "Badass" demais! Tem um cena (ou outra) meio nada haver, mas não desanda a personagem.
Infelizmente Ciclope, Jean, Rogue, Tempestade, Noturno, ficam bem jogados. Ciclope nem pra dar mais trabalho pra Lady deu. Poderia ter feito umas cenas muito boas ali, mesmo que ele perdesse!. Uma pena.
Nunca gostei muito da "Jean Grey", dependente de um, dependente de outro, morosa, chorona, moralista meio "Lisa Simpson", e muitas vezes quase inútil, principalmente em certas adaptações e animações, mas jogar a "fênix" na história assim de forma tão porca, mal desenvolvida e preguiçosa foi uma bola fora. Tem gente que gosta, tem gente que não liga, mas achei uma droga, acabando por não ter impacto nenhum seu destino na trama pra mim.
Até aquela cena final perde MUITO do impacto para mim, pois tenta botar todos como um grupo unido e importante, enquando o filme não mostra isso. Claro, tem seus momentos e tem sua causa, mas dá pra entender o que quero dizer.
"Charles Xavier" do "Patrick Stewart" continua muito bem, e aqui ainda lhe dão mais um coisa para se fazer numa parte dramática atrelada ao filho do Stryker, Jason, que também ficou funcional para o que se é apresentando, poderia mais, mas funciona. Mas não espere nada como "A Série Animada" de 1992.
Como pode ver, tem muitas cenas boas, muitas qualidades, mas também deixa muito a desejar, gerando comparações gratuitas com coisas melhores e até episódios de suas séries/encarnações anteriores. Não gosto muito do rumo do roteiro e certos destaques excessivos que se formaram, sempre prejudicam/prejudicaram minha sessão, infelizmente. Prefiro muito mais ver partes isoladas do que o filme inteiro, e isso é ruim, eu mesmo não gosto disso. Não tenho esse problema com o primeiro, engraçado, aceito muito mais certas falhas e coisas por "ser o primeiro", o "protótipo", o "episodio standalone". No segundo certas coisa deveriam ser melhores trabalhadas, tinham obrigação, mas deixaram, ao meu ver, a desejar.
O final com o menino no colo do "Wolverine" acho meio tosco, e depois de uma parte que deveria ser dramática, ainda tem uma "gracinha", já aí a "semente do MCU". Poderia ter botado o moleque no avião, ou nas costa, mas ele tem que ser o "donzelo".
Se tivessem tirado todo mundo do filme, como talvez muitos quisessem lá dentro, talvez tivesse ficado melhor (?), mas aí não seria um filme do GRUPO "X-Men". Ainda não tinha sido dessa vez que alimentariam os sonhos molhados dos produtores com um filme solo do Hugh Jackman/Logan, mas futuramente eles conseguiram.. felizmente levando a "Logan" (2017), mas já era algo claramente pensado desde o início/embrião. Querendo ou não, "Logan/Wolverine/Hugh Jackman" é ao mesmo tempo, o que tem de pior e o que tem de melhor no filme, como seu adamantium, que o ajuda e o envenena ao mesmo tempo. Só faltou o "Bloodscream, Roughhouse e o "Ômega Vermelho" na empreitada, mas aí ficaria obvio demais, ou descaracterizado demais, até pro povão.
Não acho o filme ruim da maneira nenhuma, tanto que o marco como um entretenimento regular (2 estrelas), mas tem coisas aqui que me incomodam muito, sempre me incomodaram, e sempre incomodarão, muito mais que o primeiro. É isso, questão de gosto, só.
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido: Edição Vampira
4.0 99 Assista AgoraOlha, vou te falar. Prefiro MUITO mais a versão normal/"theatrical" do filme.
Posso ser "do contra", mas se dizem "Rogue Cut", poderia se esperar que fosse algo fodástico com a personagem, que a "Rogue" da "Anna Paquin" finalmente não seria uma inútil insossa completa. Ela "na teoria", talvez aparecesse e roubasse os poderes de todo mundo pra deitar as sentinelas, quem sabe?! Talvez ela até se materializasse no passado para ajudar um Logan nerfado e um Beast sozinho na batalha desigual no final? Talvez ela tivesse uma cena dramática super importante ou remetesse a relação que se teve no primeiro filme com o "Wolverine"(?).
Mas não! Jogue tudo isso e todas as suas ideias na privada, de descarga, e faça ela fazer a mesma coisa, ficando SOMENTE no lugar de "Kitty Pryde"! Puta merda!
Sem querer das "spoilers", mas o filme é basicamente a mesma coisa, acrescentando o resgate "super importante" dela, ela no lugar da Kitty, como as sentinelas acharam o esconderijo, e umas [certas] cenas que vou explicar. O resgate da "Vampira" é muito mal explicado, corrido, gratuito, sem emoção, sem graça e inútil. Explica o "sumiço" do [chato] "Homem de Gelo", porém dilui um pouco a importância, letalidade e forma implacável atribuída as sentinelas overpower e maneiras que esse filme apresenta.
Eu não gostei disso. Ainda brinca com nossa inteligência, mentido como corte e nos iludindo a acreditar nessa porcaria!
Outra cena que não gostei e aqui fica com problemas é a cena dos "Magnetos" agindo simultaneamente. Olha, no papel é muito legal, mas é preciso ter talento, consciência, destreza, noção de andamento, montagem, e "Singer" não é lá do diretores mais brilhantes não, lamento quem gosta.
Não leve a mal, as cenas separadas são boas e tem seus impactos em suas épocas, mas a DUAS cenas justas rolando em simultâneo só prejudica e diminui a força de ambas, deixando as mesmas estranhas e as vezes até confusas. Se fosse bem feito seria memorável! A ideia é muito boa, mas a execução não deu o impacto prometido, eu não gostei.
Esse minutos inúteis a mais, meio bagunçados, acabam abalando um pouco a duração também. A versão original, pra mim, tem a duração perfeita pra um filme desses moldes e pelo o que tem para apresentar.
O lance, que é, em essência o filme é o mesmo, então ele ainda é bom, acho ele legal. Mas me deu uma cansada essas coisas e me senti enganado com essa besteira de "Rogue Cut", preferindo muito mais a versão "theatrical". Não tive vontade de fazer uma resenha sobre ela ainda, mas tudo que era pra ser dito sobre essa aqui já foi dito. É isso.
Boa curiosidade.
Jurassic Park III
3.1 509 Assista AgoraAté tenho uma simpatia por "Joe Johnston", por ele ter feito o filme "O Céu de Outubro" (1999), e por ele ter feito um dos meus filmes favoritos da vida, que é "Jumanji" (1995) com Robin Willians.
Tem certas "pérolas da sessão da tarde" como; "Querida, Encolhi as Crianças" (1989), "The Rocketeer" (1991), "Pagemaster, o Mestre da Fantasia" (1994), e tals. Na teoria, seria o diretor """certo""" para tornar real uma aventura fantástica como "Jurassic Park". Mas se era para bater em "O Céu de Outubro" ou "Jumanji", bateu foi na mediocridade clichê absoluta, inclusive, muito aquém do "Jurassic Park" original de 1993 [também].
"Johnston" não é um diretor com um "DNA" único, diferenciado, incrível ou maravilhoso, mas naquela época, o "feijão com arroz" de muitos diretores era, no mínimo, aceitável. Porém, "Ivan" se deparou com uma [já em andamento] franquia tomando forma, e feita pelo aclamado, consagrado e "puxa sacado" "Steven Spielberg". Franquia que posteriormente se mostraria rentável, mas capenga em conteúdo, com uma régua baixíssima entre os fãs e quem espera algo melhor dela, além de ter que lidar com as já conhecidas e óbvias pressões de estúdio.
O estúdio pressiona, mas não dá material suficientemente criativo no mesmo nível dessa pressão estúpida e exagerada, e o resultado é muito aquém de do que deveria ser na grande maioria das vezes.
"Jurassic Park III" já nasceu forçado e em meio a obrigações contratuais, além de [já] vir de uma continuação "O Mundo Perdido" (1997), que falhou miseravelmente em capturar a mágica do original, inclusive assumidamente feito com desânimo por seu criador "Steven Spielberg", que já não estava ligando muito para tornar isso uma franquia, cometendo erros básicos e negligenciando o mesmo em vários momentos, nem tentando mais chegar perto, no mínimo, da qualidade, carinho e mágica do original, deixando o mesmo como um "raio na garrafa" e invicto até hoje.
Goste você ou não de "The Lost World" (1997), é inegável que ele ficou muito aquém do original também, com "Spielberg" broxado e descuidado, num filme que dividiu opiniões, além de não captar nem metade do clima de aventura de 1993.
Nesse cenário "Jurassic Park 3" foi construído, totalmente perdido em si mesmo e de suas ideias, assim como suas decisões com seus personagens, resolvendo jogar numa "safezone" automática nojenta, cansativa, mecânica, pouco interessante, fluída e natural, baseada em um roteiro burro, conveniente, clichê em "montanha russa" para manter a atenção.
Trazem um personagem conhecido e mais favorito, que é o "Dr. Alan Grant" (Sam Neill), reduzem a graça, escala, intensidade, sentido, inteligência e [até] duração. Tentam trazer [""de volta""] um clima mais leve e "similar com o original" numa ilusão de novidades escancarada.
A "Ilha Sorna", também conhecida como "Sítio B" já tinha sido apresentada na franquia, e a ideia para se ir para ilha é bem qualquer coisa, pra não dizer muito ruim! O filme é um clichê genérico ambulante, a dinâmica entre "nada acontece, barulho, nada, barulho, nada, barulho" é usada a exaustão, indo assim até o final. Seus personagens são poucos, porém ruins e mal desenvolvidos, a menor quantidade dá uma falsa impressão que eles funcionam, mas são tão ruins quanto o do filme anterior, carregados em um filme medíocre, enjoativo, pouco criativo, sem muito gás, com uma ideia estapafúrdia e sem sal.
Apesar de NÃO ACHAR esse TÃO RUIM quanto o segundo, esse acabou ficando, como o "pior da franquia" por um bom tempo (e no imaginário popular por alguns até hoje!), não acho. Não é um TÃO ruim assim, pois é mais "safe", leve, e há um movimento, mas comparado ao que foi estabelecido, principalmente no primeiro, a qualidade foi caindo vertiginosamente. O que é uma pena, pois a franquia renderia coisas muito melhores e incrivelmente bacanas. Na mente dos fãs há historias bem melhores e mais bem elaboras do que se é produzido. Poderiam explorar tantas coisas em uma ilha sombria e hostil repleta dos mais diferentes tipos de dinossauros possíveis, mas infelizmente, quase nunca é isso que acontece, preferindo ir mais para uma "safezone blockbuster descerebrada".
Os próprios "Dinos" parecem mais inteligentes que os realizadores da franquia (dado suas circunstâncias), que acabam se tornando meros monstrinhos para gerar situações fracas, que poderiam ter matado esses personagens horríveis dezenas de vezes, e eles escapam da forma mais preguiçosa possível!
"Alan" mesmo, o "mestre dos dinossauros", quase morre várias vezes, cercado por Velociraptors, até por uma escada (!), mas é salvo por um menino que ficou 8 semanas (!!!) naquela floresta """perigosíssima"", que até "mijo de T-Rex" pegou (o.O''). Putz! O moleque já sabia "tudo" da sobrevivência, conhecendo a floresta como uma extensão de si mesmo, ouvindo "Dinos" a distâncias, se preparado com tralhas, mais um pouco ele virava o "Dr. Dolittle dos dinossauros" na ilha, só faltando "falar com eles". Cruzes! Exército pra quê?
As cenas de "comédia" também não funcionam direito, são contidas, ruinzinhas ou constrangedoras, seria melhor até não ter, mas tiveram medo do filme "soar como o segundo", ou não ser "sessão da tarde o bastante"/"family friendly".
Aqui também é o filme onde o ""beta"" bigodudo descobre sua ""macheza"" e coragem, impressionando sua mulher novamente e rejuntando sua família. Não é TÃO bem isso, mas é tão horrível e mal feito que pode se "entender" assim..
A personagem de "Téa Leoni" é horrível, muito ruim, nem cenas de destaque ela tem, ela "pega nos ovos", mas no final os ovos ficam sendo [talvez] o do "bigodudo beta" novamente, além de ficar gritando como uma imbecil e fazendo aquela "mãe de família genérica" e sem graça de trocentos filmes por aí. Ficando tudo MUITO PIOR, pois a "Ellie Sattler" (Laura Dern) está no filme e não faz porra nenhuma! Horrível! E um absoluto desperdício de atrizes e personagens!
A cena do bebê é aquela coisa, "puta merda! que bosta!", "é isso que põem pra gerar suspense a essa altura do campeonato?", jesus... faltaram boas ideias nesse filme, ou desenvolver o que se tinha de bom.. medonho!
"Alessandro Nivola" está no filme. Eu nunca gostei desse ator, mas ele está aqui. Ele tem até suas cenas, mas é engraçado que pelo roteiro ser tão ruim, um "chapéu" parece mais importante que ele, nem pra ter uma mera frase para mostrar que um certo personagem se arrepende do que disse teve! Horroroso! A cena da conversa na barca é tosca, constrangedora e totalmente ausente de direção de atores e ternura.
Cara, tudo fica tão ruim a ponto dos "Dinos" (em animatronic ou CGI) serem melhores "atores" e os "salvadores" da trama, dando mais movimento ao filme que os personagens, que não fazem realmente nada de significativo a não ser ficar pra lá e pra cá na floresta o filme inteiro. Nada! Nem uma nova descoberta nem nada! O filme é um pires, e a sinopse é tudo que tem no filme, sem tirar nem por.
De vez enquando toca a musica tema de "John Williams" para você não esquecer que está vendo "Jurassic Park" e não um filme genérico qualquer. A impressão que se dá é que acharam o roteiro dentro do cocô do "Espinossauro "[uma das ""gracinhas"" do filme].
Uma pena! Uma pena mesmo! A ambientação ainda é muito boa, as locações, clima, mas isso é mérito do lugar e dá equipe de produção, que infelizmente não foi bem retribuída com uma trama a altura que merecia, com essas amebas/personagens caminhando sobre mesma.
Apesar do meu eu moleque ter um certo "carinho" por esse filme, uma "simpatia", não o achando pior que o "O Mundo Perdido" (e outros da franquia). Revendo [me] dá um sensação de cansaço, de perda de tempo, que tirando a mais mera curiosidade e algumas cenas, poderia estar vendo qualquer outra coisa.
No máximo, sendo camarada, apesar de TODOS o pesares, consigo dar um regular pra ele, "2 estrelas", mas muito mais por achar o segundo muito pior e ele ter uma média maior, mexendo mais na média dele aqui no que na minha preferência mesmo, questão de gosto. Não acho o pior de todos, mas é bem ruim, pode entreter, mas sem grandes expectativas, sendo menos em tudo, inclusive empolgação.
É como andar uma montanha russa bocejando. É isso, só.
27-08-2026
Os Caça-Fantasmas
3.7 749 Assista AgoraMuito criativo, engenhoso, ácido e descontraído, ao mesmo tempo que é bobo, astuto, absurdo e divertido. Junta o comum ao fantasioso com muita competência, e faz (em 1984!) coisas que até certos filmes atuais não conseguem fazer direito (até esqueceram como fazer!), sendo muito hábil em estabelecer seu universo, tipo de humor, particularidades, peculiaridades, trama, tom e personagens logo de cara, que sem você perceber, você aceita as maluquices e rumos das coisas de forma muito prática, "plástica", natural e orgânica, do mais mais mundano aos mais absurdos.
Falando assim parece fácil, mas é um coisa difícil de se fazer, tem que ter tato, "time", um bom material, visão de cena, conexão de mundo proposto/personagens, consciência, competência e uma equipe de talento. Ainda mais sendo uma das peças importantíssimas da trama, e por mais "simples/suave" que pareça, é difícil e delicado de se fazer.
É quase [como] um episódio de um desenho animado vivo, mas continua com os pés no chão e na realidade, mesmo na forma e no andamento de como se lida com as coisas, transitando de forma muito [MUITO] boa entre a seriedade, patetice, humor pastelão, piadinhas de duplo sentido, tiradas precisas, dramaticidade, seriedade (sic) e suspense curioso.
O sobrenatural e o estranho ficam "de mãos dadas" a rotina normal do "pião" trabalhador. "New York" também se torna uma locação acertada, quase um "personagem extra", com sua massa demográfica gigante assustadora, intimidadora e quase "claustrofobia", acontecimentos diários, e [seu] aspecto popular de que "tudo acontece por lá", a tornam aliada perfeita para os "dedetizadores de fantasmas" serem algo presente no dia a dia das pessoas.
[A cena de New York sendo "pega pelo mal" ao som de "I believe It's Magic" é marcante e icônica, prendendo a atenção, intrigando e imergindo muita gente, naquela época e hoje].
MUITOS filmes comédia ou fantasia falham nisso (ou nem se ligam mais nesse aspecto), inclusive as continuações/sequencias da própria franquia.
O elenco também foi muito bem escolhido, pensado e afiado. Muito a vontade em seus personagens, e dá pra ver que eles foram pensados e escritos com suas características estabelecidas, interpretados exatamente da forma que tinham/queriam ser. Algumas coisas [infelizmente] são impensáveis hoje em dia, pois o ser humanos parece que regrediu em vários quesitos de educação, respeito, bom senso/senso de realidade, deixando tudo "padronizado", moralista, mecânico, cansativo, pouco dinâmico e limitado. Uma pena, alguns nem o anacronismo entendem mais. Mas... o filme existe e está aí pra ser visto, ainda bem.
Em "Ghostbusters" me espanta o quanto tudo é fluído, natural, orgânico e identificável, do dia a dia a ambientes de trabalho comuns. Bem bacana! Não me admira que ainda fale com o público, e gere empatia na novas e velhas gerações durante tanto tempo.
Os fantasmas e monstros também tem exatamente o tom do filme. Uns são bobos, outros são cartunesco, outros são estranhos, outros mais "padrão", realistas, e tem aqueles praticamente alienígenas, entidades sem um corpo físico real, ou que tenham sido seres humanos. Bem legal, e teria aberto uma franquia de cinema com potenciais infinitos tranquilamente por eras, mas não era a visão da obra (e de alguns dos envolvidos) na época. Apesar de ter ido para desenhos e outras mídias, e posteriormente, continuações em "live-action" novamente.
O filme, falando, muitas vezes parece bobo, e até é! Mas ele tem qualidades, um afinco, um suor, uma "arregaçada de camisas" trabalhosa para fazer tudo ser crível e dar certo, sem soar gratuito e idiota para todos. Poderia ser a coisa mais estupida, "trash" e imbecil possível, sendo feito da forma errada, mas botaram mentes para trabalhar, e fizeram por merecer seu marco na cultura pop do momento e da historia. Sua musica tema, carro, roupas, quartel general, mochilas protônicas são icônicos, e o filme, certamente merece uma espiada por aqueles que tem curiosidade, ou os tais "amantes dos anos 80".
Podem não gostar do filme, mas certamente reconhecerão seu valor e suas qualidades, para época e posteriores.
Não ponho "Ghostbusters" com "estrelas" maiores e entre os meus favoritos porque não é! Acho ele um bom filme, já exaltei as qualidades positivas dele. Mas ele perde força em algumas partes, nem tudo funciona, e não é tão perfeito assim como dizem. Esse tom entre "sério e cartunesco" é arriscadíssimo e difícil de se reproduzir, então, tem horas você nem mesmo leva o filme ou as cenas a sério, deixando o filme "meio solto", "ah tá acontecendo alguma coisa aí!", mas (também) é legal a forma como o próprio filme brinca com a indiferença das pessoas. "Os Caça Fantasmas" é um inegável marco no cinema pipoca, da época, do anos 80, e até hoje é assistível e está por aí.
Quem não gosta, normal, respeito. Se quiser assisti-lo, tanto seu idioma original, quanto na dublagem [BR] clássica funcionam. Todos desempenham e mostraram muito respeito com a obra e com os personagens, podendo [até] ser visto várias vezes seguidas de tanto que ele é simples em sua FORMA, mas cheio de nuances e charme que lhe dão um toque único.
Revendo hoje. Cresceu em meu conceito mais do que na época, achando bem legal, satisfatório, diferenciadamente divertido/esquisitamente descontraído. Pontos para o filme.
27-09-2026 Boa sessão!
Wolverine: Imortal
3.2 2,3K Assista AgoraCara, não consigo gostar desse filme, acho no máximo passável, e questão de gosto. Porém, enquanto "X-Men Origins Wolverine" é BURRO, ele pelo menos é assumido, pobretão e capenga. Agora "Wolverine Imortal" é "BURRO FLOREADO", disfarçado em uma produção maior, orçamento maior, um relativo cuidado maior, tendo um diretor mais competente e já veterano no comando.
Ele tem uma "liberdade" maior, e uma consciência melhor do que quer ser. Mas ele continua capenga e pobretão no sentido de história, que mesmo cheio de movimento e mais personagens, não achei nenhum deles ou seus conflitos interessantes. Nunca gostei dessa história do "Wolverine no Japão", esse clima de novela, essa dor de corno, e esse cansativo e insosso "Samurai de Prata", aqui sendo quase um "Transformer".
O filme acaba fazendo a mesma coisa que seu irmão pobretão e se apoiando quase que totalmente na figura/carisma de Hugh Jackman e cenas de ação, vai ficando cansativo.
Assisti as duas versões, e sinceramente, não vi melhoras significativas "astronômicas" assim, são cenas a mais e tals, mas não me pegou do mesmo jeito, pois a historinha dele é ruim, a dramaticidade é ruim e tudo cansa logo, sendo ele também maior em duração.
Esse filme funciona como uma continuação de "X-Men 3" (2006), mas o que a Fox estava fazendo (ou deixando de fazer) com esses filmes era bizarro, totalmente perdidos, incoerentes, cheio de furos, que tudo ia ficando cada vez mais sem sentido e gratuito.
Felizmente James Mangold conseguiu fazer um ensaio aqui e conhecer o personagem, de uma forma que o levaria a "Logan" (2017). Mas apesar de ter suas cenas, nenhuma foi tão bem como a da bomba atômica no início. Tem o trem, certas lutas, mas eu achei que o filme seria mais impactante, ou mais divertido, não me pegou em nada, além de não ter interesse nem simpatia pela trama, a sensação se estendeu para os personagens, não me importando com nada nem com ninguém.
Mas isso... Questão de gosto. Só.
Revisto em: 25-09-2026
X-Men Origens: Wolverine
3.2 2,2K Assista AgoraEu vou ser meio do contra aqui. Esse filme tem coisas bizarras, inconsistências malucas, falta de coerência com quase tudo, um final, um meio e um início todo atrapalhado, e um """"Deadpool"""" bisonho, que parece que alguém "leu" somente uma tirinha, perguntou para alguém que não sabia nada direito dos personagens, ou simplesmente não estava nem aí para quem habitaria a trama, em um total desleixo e descaso consigo mesmo/material. Padrão X-Men/Fox de "qualidade'.
Além dele ser todo torto, corrido, capenga, burro e sem razão de existir, ele ainda sofre com um orçamento limitado, efeitos piores que os filmes mais antigos, e um diretor amador totalmente desconhecido para estar por trás das câmeras, enquanto a Fox estava atrás dele, o controlando como um boneco de ventríloquo. Um filme que já nasceu errado.
Tudo é atropelado e pouco se tem para desenvolver, mas uma coisa que o "salva" e acaba me pegando, é esse "ar amador", mais puxado para o primeiro filme dos X-Men (2000), e o fato de que ele ainda cria uma empatia, se aproveitando de algumas boas escolhas de elenco e se apoiando na única coisa que funciona e que move o filme, fazendo até ele parece um ep perdido de alguma série, que é a trama dos [aqui] irmãos "Logan" e "Victor Creed"/Wolverine e Dentes-de-Sabre. o.O'.
Não faz sentido, e isso não existia, mas aqui tentaram fazer sentido e até "funciona" como uma breve/rasa trama de vingança. A química e o trabalho, tanto de "Hugh Jackman", quando de "Liev Schreiber" funciona, há um contrapeso. Mesmo que "Liev Schreiber" não seja gigante, loiro e assassino em série, ele ainda tem uma postura e impõem presença com seu "Dentes-de-Sabre", sendo frio, sádico, e sentido prazer pelos atos ruins que comete, além da inveja e rivalidade com Wolverine.
Tem as diferenças, mas tem suas coerências. Isso funciona, pois ainda é algo levemente baseado no seu material característico original. O filme ""seria"" como um episódio do "Dentes-de-Sabre" e do "Wolverine" brigando, numa rivalidade que sempre deu certo, e aqui, mesmo que com tudo jogado, uma leve palha/fagulha dessa rivalidade funciona. Mérito dos personagens e atores, não do filme. O filme também se beneficia da duração menor, fazendo bem pra ele, pois não tem muita coisa. Eu não sou muito fã de "tramas novelescas", mas a atriz "Lynn Collins" ficou bem, bonita e simpática, que mesmo apagada e com motivações clichês, "fiapentas", ela ficou bem em cena com Hugh Jackman, e suas cenas são funcionais quando acontecem.
Outro personagem já conhecido (e "arroz de festa" da Fox) é o "Stryker", prefiro a versão do "Brian Cox" em X-Men 2 (2003), mas funciona, pois não é preciso perder tempo apresentando esse personagem novamente, apesar do semblante e os atores não fazerem o menor sentido, mas é a Fox e seu desleixo total com qualquer outra coisa que não fosse o Wolverine/Hugh Jackman.
Um personagem desperdiçado [como vários!] desde sempre na franquia foi o "Gambit", aqui bem escalado, porém descaracterizado, mas simpático na pele de "Taylor Kitsch". Queria mais cenas do personagem (e o ator merecia), cheguei a olhar se houve cenas cortadas, mas é só isso mesmo, o cara aparece por aparecer, entra, caga, dá descarga e some, sem desenvolver nada, mas "tá aí".
"Blob" achei horrível, medonho, ele parecia "melhor" na primeira aparição, depois põem um CGI pavoroso no ator e uma ""comicidade" ridícula gratuita, quase de cartunesca. Nossa! Felizmente é rápido.
"will.i.am" ficou horroroso, tanto o personagem quanto o ""ator"", que nem as falas ruins dele ele faz direito, péssima escalação.
"Ryan Reynolds", apesar dos pesares, acabou FUTURAMENTE vingando e se dando muito bem com o personagem. Aqui tendo até uma breve boa cena, dos quais ele parodiaria no filme "Deadpool 2". Só que há uma inversão, enquanto "Origins" é um filme feito de má vontade, o personagem faz o trabalho com vontade, em "Deadpool 2", o filme é feito com vontade e o personagem faz de má vontade, sendo a parte cômica e referência direta a "Origins".
Mas o filme continua ruim, não acho o filme bom. Mas tenho uma simpatia por ele e acho que ele funciona melhor em certo quesitos, sendo até menos pior que muita coisa que sai por aí com orçamentos maiores e aclamações exageradas. As cenas do Logan pequeno são inúteis e poderiam ter sido cortadas, ele querer o adamantium é apressado e faz pouco sentido, quase todos os personagens são jogados e desperdiçados em uma trama [ruim] totalmente corrida e abobalhada. Porém, inexplicavelmente, consigo me distrair/deixar passando as vezes, até rever! Enquanto outros filmes não consigo nem botar os olhos. É tudo tão tosco e fora da continuidade correta, que dá pra ver como algo fechado, sem se importar com continuidade e nem parar para pensar nisso. É tosco, é ruim, mas e o que é.
"Origins" tem uma cafonice, uma "capenguice" pobre, quase trash, que ainda passa um feeling de uma revistinha em quadrinhos vagabunda comemorativa "cash grab" ruim assumida, com algumas qualidades em pontos certos, que servem melhor para me entreter.
Talvez por gostar do "Gambit", do "Wolverine", do "Stryker", do "Dentes de Sabre", do "Deadpool" contribua com minha "simpatia" com o mesmo, pois estão todos aqui. Poderia ficar puto pela forma como foram usados, mas sei lá, tem tanta coisa pior por aí. Vejo mais esse filme como um delírio maluco em um limbo sem sentido, que acaba tirando o peso de pensar em lógica, pois nem ele tem, que eu acho que se eu ficar chateado só seria pior pra mim mesmo.
Engraçado que ele tem até uma nota relativamente boa aqui e próxima a "Imortal" (2013), que também acho bem ruim, e já não curto totalmente. Apesar de "Origins" ser uma experiência duvidosa, o mero resquício de presença desses personagens, e a impressão dada com algumas performances, contribuem para que eu me importe com eles, levando a uma visão "mais branda" com o filme, sendo o famoso "a gente sabe que é ruim, sabe que é defeituoso, mas não odeia". Fazer o que...
Revisto em: 25-09-2026
O Mundo Perdido: Jurassic Park
3.5 632 Assista AgoraÉ mais fácil matar um T-Rex com um cortador de unha que aturar um Steven Spielberg com preguiça.
Esses personagens horríveis cairiam bem num filme do Jason para serem massacrados. E a trama é horrível, pouquíssimo inspirada, arrastada, filmadas no piloto automático, numa preguiça que sei lá.
Parece que Spielberg estava de férias no caribe e mandou seu mordomo para fazer o filme em nome dele. Tudo é tão chato e cansativo que é difícil trafegar nos seus atos e se importar com o que está acontecendo. "Cash grab" total, e muito, MUITO AQUÉM do filme original.
Dá até preguiça em escrever sobre porcarias como essa. Já teve 2:08:47 da minha vida, e já foi muito. Me aborreceu e saio com a impressão muito pior que dá primeira vez..
É um filme ruim com algumas cenas curiosas, mas algumas cenas não salvam 128 minutos de um filme inteiro do marasmo narrativo preguiçoso absoluto. Puta merda...
Quer jogar dinheiro fora despeja em um vulcão, ou dá pra alguém que precisa, não façam essas merdas não. Tem gente que tem mais o que fazer da vida! Dá até raiva gastar as córneas e tempo em coisas assim.
1 Estrela de curiosidade e só.
Revisto em: 26-09-2026
Thunderbolts*
3.4 482 Assista AgoraComo já disseram. Ele é bem "ok", "meio fraco", "nada demais". Realmente, concordo.
Mas digo, é muito "8 e 80" as médias de filmes nesse site ou em alguns outros, porém, acho que aqui é uma das vezes onde a nota coincide com o produto/experiência, sendo 3.4, "bom/bonzinho", "tá na média/distrai", meio que acertada.
Pois "Thunderbolts*" não vai além, não "espetaculariza" muito sua trama, não é "épica" ou memorável (como outros), mas também não é cheia de erros que a deixam meio duvidosa, ou cheia de problemas que a descambam para o medonho lixo absoluto. Ela é como uma revistinha em quadrinhos de banca de jornal, de uma batalha simplista local com uns "heróis improváveis", que tu compra, lê, pega o bonde andando/distrai e depois a esquece no fundo de uma gaveta.
A Marvel com essa coisa de "multiverso" ou "universo compartilhado" deixou algumas coisas meio confusas para quem não acompanha, ou certas partes de certas tramas/personagens em outros filmes, porém aqui, tirando uma coisinha ou outra para dar um leve "complemento", é possível assistir esse em "modo solo" tranquilamente, que não prejudica entendimento algum, o que é ótimo.
Comecei a ver o filme com "2 pés atrás" e com a empolgação de alguém que vai desentupir uma privada, e felizmente o filme foi uma distração positiva.
Gostei da mensagem. Mesmo que meio rasa, um pouco piegas, as vezes meio expositiva demais e "açucarada", ela ainda é válida. Pontos sobre amizade, solidão, companheirismo, responsabilidade, trabalho em equipe, escolhas da vida (e o peso delas), empatia consigo mesmo e com o próximo, saúde mental, objetivos perdidos, acreditar em si mesmo, consequências de péssimo acompanhamento (familiares, profissional, íntimos), o valor dos "outsiders", "ser diferente também tem seu lugar ao sol". Bem legal e um ponto bem favorável para agregar, elevar e passar uma mensagem boa/positiva pra essas gerações que [infelizmente] tão meio carente de valores. É bem simples, mas um "motor" significativo do filme, estando diretamente entranhado e atrelado na "espinha dorsal" da trama. Ponto positivo. Não fica estúpido, e também não cai na ladainha da autoajuda.
O elenco também ajuda bastante, mantendo o "time", e fazendo o que podem para a simplicidade de tudo ser crível/convincente. Se apoiando em familiaridades com os personagens, e um conhecimento prévio desse tipo de produção. Imprimindo mais suas marcas pessoais, e lhes emprestando seus carismas naturais, aliado as atuações para ajudar a manter o interesse na traminha mixuruca. Mérito mais deles que do roteiro. Fazem o que podem com o que tem.
Adorei ver o um certo personagem, ele e sua "outra metade" fazem muito sentido e foram bem usados para escancarar mais a mensagem das características "mais humanas" da trama já citadas. Talvez não seja o espetáculo esperado, pois esse personagem é um monstro, mas aqui ele funciona bem ao que quer contar, dentro de uma "conveniência limitante positiva", por assim dizer. Se ele fosse ser ele mesmo o filme seria um curta de 2 minutos. Mas muito legal finalmente levarem esse personagem as telas.
"Lewis Pullman" ficou muito bem e soube dar personalidade para seu personagem misterioso. Ele é terno, bobo e vulnerável, mas não é "chorão" e cansativo, mantendo o interesse e ficando na medida, dentro do que foi proposto. O ator mandou bem, se houvesse excessos, botaria tudo a perder.
"Sebastian Stan" está aqui também, dando mais um palha do seu [legal] "Soldado Invernal". Ele pensa e improvisa enquanto dá preferencia a dar porrada e baixar o cassete!. Aqui mais "tranquilo", ""menos"" letal (comparado ao que ele pode fazer e já fez), mas é sempre legal vê-lo em cena.
"Wyatt Russell" está impecável, certamente filho do seu pai Kurt Russell. O cara consegue fazer um cara babaca, arrogante, com a moral duvidosa, ficar simpático, engraçado e carismático, fazendo você se importar com ele.
"David Harbour" faz o "tiozão do churrasco" russo. Basicamente a mesma coisa que ele faz em "Stranger Things". Ele grande, ele é brabo, bronco, mas é animado, bobão com coração e vontade de ajudar os outros.
"Julia Louis-Dreyfus" está linda, carismática, encantadora, parecendo a personagem "Vampira" com uma mecha branca no cabelo lhe dando um charme a mais, que mesmo não sendo uma vilã que tenha muita força ou algo para mostrar, seus anos de experiência, presença em cena a ajudam a fazer um contrapeso interessante para sua personagem.
Não há muito mais o que explorar. O filme é bem básico, "reto", faz o básico do básico, e tudo é muito pouco ou quase nada explorado (ou desenvolvido) direito. Nem quer e nem tenta, "tudo bem" (?), mas é uma "Safezone" escancarada total, pulsante aos olhos, preguiçosa, talvez com medo de se perder com quantos personagens estranhos ou arriscar o interesse do público com os mesmos. Mas é visível sua falta de ousadia, desenvolvimento, ou vontade de fazer um pouco mais e de correr o mínimo de riscos, imprimindo um "DNA diferente". Ele é "diferente" apenas por não ter rostos conhecidos e por "equipes disfuncionais", mas nem isso a essa altura do campeonato (e com tantas produções) é "diferente" mais.
Uma coisa que não me surpreendeu foi a atriz "Florence Pugh". Ela é legal, mas achei ela apagada perto dos outros. Poderia ter tido mais, pelo menos dela (ou da atriz), já que é a "protagonista". Mas é morna/ok/funcional. Como o filme, não acrescenta/maximiza, mas também não põem tudo a perder. Merecia melhor tratamento, mas... Pelo menos sempre é bom ter uma personagem feminina que não é tosca, você se importa e tem seu valor. Já é um ponto a favor.
O filme também, por ser tão "safe", ele acabam soando "capenga" e muito pouco memorável, fazendo com que certas coisas sejam esquecidas logo depois de exibidas, com algumas cenas meio estranhas, meio mal filmadas, "empobrecidas", corridas e com o visível corte de orçamento. Chegado a deixar até certos atores "meio perdidos" e alguns momentos meio incoerentes.
Como ver uns guardas armados perdidos em cena correndo "esperando levar um soco" ou alguém bater neles, mesmo estando com as armas carregadas e com o dedo no gatilho. Alguém sendo procurado minuciosamente em meio a um deserto, e alguém vir fazendo uma poeirada danada chamando atenção de todo mundo e "ninguém ver". Um carro entrar numa vitrine, destruir tudo, e o transito [ao fundo] continuar com as pessoas passando normalmente, como algo super comum. Fora certas burrices, conveniências e forçadas de barra que tem em maior ou menor numero nessas produções. O que implica uma displicência e uma certa falta de cuidado, claramente não levando a produção tão a sério quando [certas] outras.
O "trufo" (intencional ou não) é que usa sua "faca de dois gumes" [super] simplista em prol da fluidez narrativa, dinâmica de grupo e apoio em seus personagens/atores, que mesmo que pouco desenvolvidos e ora perdidos, conseguem fazer um milagre e entender seus espaços dentro do time, se apoiando em cenas curiosas e movimentadas.
O "roteiro" é menor que uma bula de remédio, e que se tentasse soar mais complexo seria bem idiota, mais desengonçado e descambaria de vez. Então ele se apoia numa receita pronta e vai embora. Felizmente o ritmo é bom, e GRAÇA A DEUS o humor é [mais] contido/na medida, deixando mais "excentricidades" com certos personagens e não na trama toda em si, ou ininterrupto em cada cena/momento, como algumas atrocidades da "nova safra" por aí. Ponto pro filme, amém!! "Thunderbolts" pode ser "bobo", pode ser "fraco", pode ser "esquecível", pode ser "medíocre", mas não é retardado. Já é uma coisa pra se agradecer, visto a concorrência.. tem espaço para drama, ação, dinâmica, comédia. Ufa! Algumas vergonhas, mas nada de abominável. Enfim..
"Curti", meio mais ou menos. Certamente já esqueci. É bem fraquinho, e poucas cenas ficam na memória, ele quase derrapa e cruza várias linhas de perigo, quase ficando estúpido, mas no tom que ele se apoia, e na entrega que ele se propõem, dá pra passar uma tarde. Pegar "aquela revistinha em quadrinhos de fundo de banca de jornal" e se deixar levar... ou cair em bocejos. haha Vai de cada um..
Boa sessão!
Visto em: 24-09-2026
Coyote vs. Acme
3.7 97Não é difícil entender o receio de lançar esse filme. Não sei os pequenos, não tenho mais crianças na família, não sei o "feedback nos baixinhos". Mas o filme parece ser mais para NÓS ADULTOS que fomos crianças um dia e crescemos com esses personagens. Alguém pensou que o filme não "sairia bem" por causa disso, o risco de não agradar os "pequenos" e nem os adultos, o que é compreensível, porém estranho, visto que lançam tanta porcaria hoje em dia sem filtro nenhum, gastam dinheiro com tanta coisa sem importância, fizeram o filme e iriam "engaveta-lo" por uma motivo meio esquisito, e o pior de tudo, SUBESTIMAN os grandes "Looney Tunes", isso não se faz. Eles são muito rentáveis se souberem o que ser feito com eles, e por sorte, alguém lá dentro acreditava nisso, pois não só "Coiote vs. Acme" está indo bem, com é um filme bem "light", despretensioso, leve, simples, movimentado e divertido. Sobrando tempo para passar uma mensagem legal, positiva.
Eu gostei! Adorava o Coiote, passava horas e horas vendo ele se descacetado todo fazendo as armadilhas e tentando pegar seu almoço, o 'Papa-Léguas", então, é muito natural pra mim rever meu velho e bom amigo e companheiro das tardes, e o filme respeita isso, entende isso, e é seguro do publico que era seu alvo "maior", parecendo um episódio estendido da série, ou um "epílogo" com um humano.
Uma coisa legal é ver que várias bugigangas aparecem, e podemos reconhecer e lembrar dos episódios que elas foram usadas, muitos personagens "Looney Tunes" também aparecem, muitos fazendo uma ponta, uma "gadget" rápida, ou de plano de fundo em uma cena ou outra, e é muito legal velos novamente, você fica: "Caramba! É o "tal" personagem! "iii! a lá o monstrengo daquele episódio!", "cadê "tal" personagem? olha ele aí!", é bem divertido encontra-los, sua presença, aparições e carisma estão intactos, mesmo que por breves momentos!
Adorei certas justificativas para manter a essência dos desenhos originais, porque eles são como são, ou justificar certos padrões comportamentais dos mesmos, encaixaram como uma luva e brincaram bem com isso, que mesmo que o filme seja BEM simples, se vê que alguém lá dentro conhece esses personagens e tem carinho por eles.
Gostei demais dá testemunha que chamam pra depor no tribunal. Gostei dos personagens que oferecem ajuda a causa. Faz TODO o sentido o "Patolino" está onde está, ficou perfeito! kkk E "o que que há, velhinho?", não podia faltar com a sua presença sempre confiante, debochada e de líder, que quando aparece passa aquela confiança que vai dar tudo certo.
O elenco humano também foi bem, simpáticos, não fazem muito e nem precisam, o filme não exige tanto, não quer, e nem sobre eles por assim dizer, mas não ficaram ruins, movimentam a trama. Uma parte de mim achou que poderia ter mais coisas, como certos enredos antigos, até das animações, que tinham episódios inspiração em filmes consagrados, tramas de detetive, ou tomavam rumos espetaculosos, porém esse aqui é mais "contido", por assim dizer, e tem um orçamento mais "modesto", sendo aplicado com uma visível cautela. Não vai além, mas também não derrapa. Bom, melhor que fazer uma lambança, ou mirar rumos pretenciosos sem ter capacidade, cacife ou talento pra isso.
"Coiote vs. Acme" é uma brincadeira de alguém que sente falta desses personagens, que quer ver eles brilhando novamente, com um enredo muito, muito simples, inspirado mais em episódios menores das séries, que não tenta reinventar a roda, ou se valer de um marketing ilusório e exagerado, mas sim fazer uma leve brincadeira, que te deixa intrigado de como vai terminar. Adorei que não apelaram pra caça niqueis baratos e medalhões do estúdio, usaram o bom e velho Coiote, se comunicando por sua plaquinhas (haha) e seu companheiro ultra veloz e astuto o "Papa-Léguas", dos quais nunca senti raiva, mantendo a essência do desenho intacta.
Bem legal, "bom/bonzinho", dando "1 estrela" a mais pela surpresa. Um parte de mim acho que poderia ser uma bomba de mal gosto, etc. Mas esse filme me fez lembrar como eu tenho carinho por meus velhos companheiros, e como eles me marcaram, sentido falta deles e do meu velho eu, que via o mundo colorido, sem preocupações, que só se preocupava com o próximo episódio deles e suas aventuras, sem nem imaginar que seria consumido pelos velhos e cansado clichês da vida. Deu um leve calor no coração reencontra-los. Não achei um "primor", uma "obra de arte", "maravilhoso", mas é bom, prende, entretém, como um velho e bom "Looney Tune" deve fazer. Então, cumpriu sua proposta/objetivo.
"Isso é tudo pessoal". Aquele abraço do meu eu criança aos meus companheiros de aventuras imaginarias de televisão que nunca conhecemos, e que tenham uma boa sessão.
Visto em: 06-09-2025
Especiais Efeitos
3.1 10[Em Inglês, Legenda BR]:
https://ok.ru/video/2207488936509
Blow-Up: Depois Daquele Beijo
3.9 380Se dá um desconto pra esse filme por ser de 1966, e por ser muito influente para a época e diretores posteriores. Há uma crítica a certos comportamentos, atitudes e indiferenças do ser humano, consigo mesmo e com o próximo que são interessantes.
Adorei certas cenas aqui "espaçadamente", e algumas que mantém o clima de suspense com o ocorrido. A situação incomum que o Thomas se encontra ainda funciona, e suas reações são coerentes com seu personagem, gerando CURIOSIDADE. Pontos para o mesmo.
As pessoas que forem ver esse filme, digo, não como "crítico", "resenhador", "sabichão", etc. Digo numa boa, como opinião. Não esperarem um trama convencional/contemporânea como em outros filmes, alguns [até] dá nessa época (anteriores ou posteriores), pois não é bem assim.
O filme tem certas "afetações dá época", coisas que hoje soam BEM desnecessárias para alguns (até pra mim em certas partes), que não levam realmente a alguma coisa no sentido de trama em "mais padrão", sendo algo mais atrelado a sua época correspondente como "registro cultural", do que da trama em si, mas ambos servindo um ao outro de alguma forma intrínseca, propositalmente e inevitavelmente.
O ator "David Hemmings" (Thomas) está bem e tem seu carisma, junto a um roteiro que ainda usava certos personagens de índoles duvidosas para passar suas historias, não se valendo de certos moralismos [cansados], era o que era O PERSONAGEM e como era seu envolvimento com o que viria ser ser contado. Bom ponto, e sinto falta disso em muitos filmes as vezes (inclusive atuais!), sem ter que ficar justificando personagens toda hora, ele é o que é, e pronto, "show don't tell" total". O levando a CURIOSIDADE e a expectativa com seu ciclo e atitudes na trama.
Com um personagem arrogante, meio nojento, convencido, indiferente, esquisito, que EU não vi problema algum. Alguns podem não gostar, mas o filme usa isso bem. Ok
A cena da banda foi um grata surpresa também, não sabia realmente que aqueles músicos apareceriam, e a cena em si é curiosa pela plateia. Há coisas no filme que lamentavelmente se vê até os dia de hoje.
Mas meu maior problema com "Blow-Up", é que de forma alguma achei ele "ruim", uma "bomba", etc. Meu maior problema foi seu ritmo, seu andamento em alguma partes, o deixando meio "maçante", "cansativo", arrastado desnecessariamente, dando uma leve desinteressada na acertada "CURIOSIDADE", pois o filme já é em uma linguagem mais "devagar", e ele, convenhamos, não tem tanta trama assim pra se sustentar por 1:51, levando o diretor a dar sua "floreada", para outros "aplicar estilo", enfim. Na minha humilde opinião, certas cenas poderiam ser levemente encurtadas, dando facilmente uns 20minutos a menos pra a obra, que não a prejudicaria, tiraria seu peso, ou faria tanta diferença assim no produto final. Entendo a proposta, entendo a "linguagem da época", entendo " estilos" e "particularidade do diretor", mas me cansou um pouco. Como se "pesasse para um lado ou para o outro" em algo que já estava bom, já tinha passado a mensagem perfeitamente, não precisava mais. Faz diferença o "time", não ruiu minha atenção, mas me cansou um pouco.
Não tenho essa sensação com alguns filmes desse tipo/estilo dessa época (ou anteriores). Fora que há cenas onde se promete um acontecimento, se gera uma expectativa, e nada acontece de relevante, o cara deita no chão, vai "beber vinho", "olhar a parede", ver uns peitinhos, enfim.., entendo. Mas tem horas que parece uma esteira em baixa rotação sem necessidade, "vai" mas cansa, pesa aqueles "quilinhos", sendo meu maior """problema""" com o filme.
O filme em si, também pra mim, não chega a ser algo que esteja, ou vá para minha "prateleira particular" com outros clássicos da mesma época ou anteriores, gosto bem mais de outros filmes, que vejo e revejo com da primeira vez, mantendo na memória, e considerando mais "atemporais" em certos quesitos de linguagem e interesse. Mas é questão de gosto pessoal.
Tudo bem que a vida do personagem é vazia, o cara tem uma personalidade meio "repelente", o filme transmite isso muito bem para o pro telespectador, sensação bem acertada, mas também não precisava ser tão ""imersivo"", no mau sentido. Lhe dá movimento e lhe nega o movimento, leva a uma situação, situação tem a expectativa quebrada. Arriscado? sim, "contracultura", ok, caso pensado, beleza! proposita, ótimo, entendo. Porém eu não tenho que me obrigar a gostar disso ou achar "bom" só porque é um filme de "Michelangelo Antonioni", como alguns por aí.. Direito de cada um, mas não curti tanto assim. Não botou tudo a perder pra mim, mas era [bem] redundante e uns pontos. Nada horrível, só cansa..
Como alguns disseram aí, dá uma "sensação de perda de tempo". Pra mim foi [mais] "de boa", mas já meu pai achou horrível. rs
Fora o final... Como disse, não é um filme convencional, nem hoje muitas coisas as pessoas gostam, imagino na época. Eu até curti.
A direção de "Michelangelo Antonioni" é boa, segura e competente pra época. Mas acho que a CURIOSIDADE e o valor histórico do filme/"status", é muito maior que a obra em si. O que não anula sua importância, mas nesse raciocino, eu não botaria minhas expectativas lá na estratosfera, como "a maior obra prima absoluta da 7ª arte", um "primor em tudo do início ou fim". Negativo, eu "fujo" desses "rótulos" e desses exageros, veria como vi, de bom grado, como costumo ver tudo.
Gostei de ter visto, matei a vontade, tem muitas coisas interessantes, reconheço seu valor, sua época, etc. Mas não curti o filme como um todo, e não sei se veria de novo.
Boa sessão a todos.
Visto como meu velho em: 04-09-2026
A indiferença, alienação, apatia, a maldade, falta de empatia e respeito consigo mesmo e com seu próximo, desde de tantas eras...
Onde nós demos errado?!
O Espetacular Homem-Aranha
3.4 4,8K Assista AgoraAchei legal esse Spider-Man. Entretém, diverte e passa bem o tempo. Infelizmente, apesar da super produção, dos gastos astronômicos, do "Know How" dos filmes anteriores, da escolha acertada de Andrew Garfield, a sensação que se tem é que "pensaram em tudo", "investiram e tudo", "prepararam tudo", mas esqueceram do primordial, uma ""pequena coisinha"" chamada ROTEIRO, que faz tudo andar, amarra e justifica tudo. Um roteiro interessante, com um storytelling coerente, contundente, condizente teriam ajudado bastante, né. O que é bizarro e imperdoável, sendo um reboot e vindo de experiências anteriores de Homem-Aranha!. Eles sabiam que as expectativas eram altas e o herói já viria com comparações gratuitas e prematuras.
Mandaram mal!.
Muita gente esperava um "Homem-Aranha 4" com "Tobey Maguire" (eu incluso!), e a sensação que se tinha era de apreensão e coisa desnecessária/"que ninguém pediu". A Sony não podia errar, e não podia fazer mal feito, só que repetiu outros e alguns erros dos aranhas anteriores. Muito por causa da mesma pressão que fizeram já no estabelecido, competente, e que dava dinheiro para eles, o diretor "Sam Raimi", imagina o pobre "Marc Webb". Que como muitos estúdios fazem, contratam um diretor pouco experiente, mais barato ("controlável"), para segurar uma produção gigantesca do modo [automático] que eles querem.
"Webb", vindo de filme mais simples e flertando com o romance, ainda faz um filme simpático, tenta imprimir coração e boas cenas, mas muito aquém das expectativas e do que poderia ser feito, com outros fatores pesando bastante para imprimir certa autoralidade, talvez, até pegando algo muito maior do que ele desse conta, como visto em sua carreira posteriormente. Enfim..
Acho engraçado em uma galera mais jovem e certos fãs, fazem o aranha do Andrew Garfield ter um paralelo com o "007" do "Timothy Dalton", claro, em suas devidas proporções, época e franquias. Mas como heróis que renderiam mais em seus papeis e duologias, e faz [até] sentido.
Achei o Andrew bem legal aqui e simpático, "gostável", ligeiramente diferente. Acho que um dos maiores "erros" desse filme é tentar "copiar" certas coisas dos filmes [anteriores] do Raimi, que além de não serem bem feitas e construídas como nos anteriores, ainda são repetitivas, gratuitas e redundantes, atrofiando o filme de andar com as próprias pernas, e tirando bastante da graça e do fator surpresa do mesmo, infelizmente. Não mata o filme, mas é desproporcional, pouco criativo, e gera(ria) uma comparação desnecessariamente gratuita, desleal com seu novo herói/produto.
A cena que o Tio Ben é horrível, mas o Andrew e seu carisma no personagem consegue contornar certas coisas. A química dele com a Gwen (Emma Stone) foi um boa sacada, e ficou muito bem acertada. Os dois são meio desengonçados um com o outro e se dão bem de uma forma muito natural e orgânica, sendo um bom acerto e novidade no filme.
Mas tem coisas duvidosas aqui, porém uma "forcinha/vista grossa", apesar de não apagar, tu deixa passar pra ver qual é.. Mas a cena das aranhas não é muito legal, até meio imbecil. O lance dos pais do Peter Parker e a pesquisa do pai dele não é legal, e bem desnecessário já aqui, se tornando muito pior no 2! A forma como certas cenas são conduzidas e o peso delas é irregular. Se vê que houve muita interferência, cortes e mudanças em cima da hora.
Um prejudicado por isso é o ator "Rhys Ifans", quase saindo no prejuízo por cortes de cenas, decisões incontestes e alterações sem sentido na historia do personagem "Lagarto/Lizard", além do design meio duvidoso. Bizarro. Suas motivações ficam meio vazias, e ele acaba parecendo mais um "Duende Verde 2" do William Dafoe piorado. Com "a formula dando errado", mais loucura/"vozes na cabeça" e é isso, de novo! é...ok!? (???) . Acho que tiraram boa parte de seu drama (a família) e a motivação mais aprofundada do personagem. Pra que? Não sei! Se for pra piorar não precisa mexer no que funciona.
Tem até uma brincadeira, "porque ele simplesmente não colocou uma prótese em vez de virar um largado?". É claro que é uma brincadeira, mas sem um estofo coerente, acaba abrindo brecha pra essas coisas. Mas "Rhys Ifans" ainda se esforça, e apesar de eu gostar dele como um lagartão mais puxado pra um dinossauro/dragão de jaleco, se vê que ele é bem perigoso e uma ameaça para um jovem Peter Parker recém transformado enfrentar.
É aí que reside boas cenas, onde o filme anda com as próprias pernas. Gostei o Spider "investigativo", adoro aquela cena do esgoto, onde ele arma as teias de uma forma para perceber movimento. Gosto da briga também, tensa. A cena na escola também é bem legal, e você ver o spider andando nele como uma verdadeira aranha são sacadas bem legais e divertidas de se ver. "Connors" é perigoso e astuto, mas Peter também é habilidoso e esperto. Legal quando "Connors", na briga, mistura duas formulas químicas e joga no aranha, ou ficam em câmera lenta brigando no fundo de uma biblioteca com Stan Lee em primeiro plano. Peter ainda sangra, se ferra todo também.
Gostei do uniforme dele, apesar do "Amazing 2" ficar bem bonito. Ainda tem espaço pra moralidade e lição de valores. Sendo esse Peter mais convencido, com mais atitude e impulsivo, mas também com mais tendência a erros e infelizes baixas. Oh aranha pra se ferrar, e acho ele bem trágico.
O pai da Gwen também faz um personagem legal, servindo de uma bússola moral, e dando uma outra perspectiva para o Parker e o que ele fazia, e se eram "nobres" mesmos seus motivos [de vigilante]. Esse Peter também não é aceito logo de cara e tem diversos problemas, mas vai conquistando a simpatia e respeito das pessoas, e entendendo seu valor e suas responsabilidades, vide a cenas da ponte, do menininho, da promessa, dos guindastes, etc. Bem legal mesmo, e o filme ganha pontos muito positivos com isso.
Assisti esse filme depois de muito tempo, e foi uma grata surpresa divertida, defeituosa, mas com substância, com conteúdo, que com mais carinho e respeito a sua produção e personagens, poderiam ser melhoradas em uma sequência tranquilamente. A Sony estava com "a faca e o queijo na mão", mas lamentavelmente tinha-se outros planos. Uma pena, uma pena mesmo.
O aranha do Garfield ficou inconclusivo, defeituoso e irregular. Mas sua breve jornada, suas virtudes e seus defeitos ainda o faziam carismático. Esse Homem-Aranha é um fodido, ele logo cedo tem mais mortes nas costas e culpa pra carregar que os outros. Em "No Way Home" é legal ver ele complacente, resiliente, e até "positivo", mas se vê que é um cara quebrado, que precisava de mais uma historia para, ao menos, fechar seu ciclo narrativo deixado em aberto.
O tom do filme dele também bate (para alguns) com coisas do futuro (horrível e já cancelado) "Sonyverso", pela forma como as coisas são levadas e o pelo jeito dele. Viasse facilmente Garfield se metendo com vilões excêntricos, "B" (melhor trabalhados), bizarros e esquisitos da galeria do teioso, como o "Morlun", "The Thousand", "Vernin", "Doppelganger", "Carnage", "Venom", etc. Funcionaria, porque ainda tinha um elemento de suspense/terror, que ia do normal ao bizarro em poucos minutos, herdado do aranha do Raimi.
Mas... É isso. Ficou como ficou, acabou como acabou, mas esse aqui passou pra mim. Foi "do céu ao inferno" de um filme pro outro em qualidade abruptamente, com já disse na resenha de "Amazing 2", se perdeu totalmente por decisões abestadas, equivocadas e ridículas do estúdio, mas deixou uma curiosidade e mais uma encarnação do "cabeça de teia", que pode entreter aqueles que gosta do personagem e querem mais dele em curiosas e diferentes aventuras, ficando na historia, deixando nosso "multiverso particular mental" escrever futuras tramas desse "Spider-Garfield" na nossa imaginação. É isso.
Revisto.
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 472 Assista AgoraDia 03-09-2026
Posso dizer que gostei do filme, mesmo que tenha umas ressalvas, suas conveniências, certas "liberdades", que para muitos é sem importância, para outros é negativa, outros positiva, eu digo que gostei do que vi, porque sua mensagem de heroísmo, altruísmos, bondade, ainda é passada. Você tem aquela sensação acertada de querer fazer o bem, querer ser um herói, os sacrifícios de um herói, seus erros, burrices, os aprendizados, virtudes e experiências. Ponto pro filme.
E como passar a mesma mensagem várias e várias vezes, sem se repetir depois de tantos anos e encarnações, escritas e historias diferentes do Spider a essa altura do campeonato, é uma bela tarefa, e aqui, achei bem bacana, divertido, "pipocão".
"Um Novo Dia" tem toda uma estrada, todo um "know how", toda uma "formula pronta"/estrutura hoje em dia, comparado aos filmes do aranha mais "antigos", o que lhe da certa "vantagem de campo", porém e portanto, certas coisas não tem "desculpa" e devem tomar mais cuidado com [certos] erros já repetidos e conhecidos, mas como muitas revistas diferentes, escritas diferentes, tramas diferentes, "encarnações", gostei dessa historia do teioso.
A sua duração de 145 minutos é boa, cuidadosa, pois quando parece que vai passar um pouco, acontece algo que a torna relevante e justificável, mas em alguns momentos expõem certas "rachaduras", que quando você começa a pensar demais em tecnologias, conveniências, como certas coisas são resolvidas com uma certa facilidade "roteiristica", certas questões morais ficam meio ambíguas e dão um leve "forçadinha" em várias situações para que elas aconteçam e se resolvam. É uma coisa que está aqui e não tem como negar, mas dá pra se "relevar", pois trama consegue "amarrar" seu "fio narrativo" de forma constante, veja, "constante", mas nem sempre convincente.
Como quando alguém tem conta uma coisa de um jeito tão rápido e tão confiante, que você só vai perceber que a pessoa está te dizendo besteiras sem sentido posteriormente, mas que no momento passaram batido, mas se faz uma "vista grossa".
Certas coisas da historia também são meio estranhas e meio incoerentes com certos personagens, mas eu ainda relevo, pois quero ver aonde querem chegar com isso. São liberdades com certos personagens antigos, já estabelecidos, com uma base de fãs e bem conhecidos, que pode ser ousada, e passar a linha tênue da estupides. O que para muitos esse filme passa, respeito, vejo, mas não me incomodou tanto assim (ainda).
É ousado pra uns e idiota pra outras a liberdade tomada com certos personagens. "Punisher" aqui é "PG13", não "18", ok! Algumas burrices de certos personagens, "ok", algumas cenas gratuitas, "ok". O humor está bem balanceado aqui, tem um cena ou outra que meio que não precisava, mas é simpática, não é horrorosa, enfadonha, ou "quebra clima" como outros filmes por aí. O drama aqui está bem legal, "Tom Holland" mandou bem, gostando dele ou não, acaba que a faceta dele de "bom moço" e de "cara legal" (aparentemente, ele é assim na vida real também) ajudam E MUITO o personagem do Peter/Aranha, pois você se importa com ele, entende seu atos, apesar de ainda ter uma certa imaturidade e dependência de certas coisas, mas ao mesmo tempo você sente pena dele, dá dó dele, que ele é um ingênuo puro, de bom coração mesmo. Alguns podem argumentar certas coisas, mas parece que essa é a "cara" desse aranha mesmo desse universo do "Avengers/MCU". Aí tudo vai depender da onde, da forma, e de como serão contadas as próximas historias. Ok
Tem muito boas cenas aqui com o seu personagem, umas meio corridas, mas tem, tanto de drama quanto de ação. As cenas dele com a MJ (bem melhor aqui) são de cortar o coração. Coitado do Holland/Peter/Aranha. Fora as cenas dele solitário, pesando na vida e nos seus rumos, bem triste, mas ainda se mantendo positivo pelos outros, pelas pessoas, e por si mesmo. Se em "Homem-Aranha 2" (Tobey Maguire) Peter "desiste" ser o teioso, aqui o teioso "desiste" de ser Peter Parker. Ficou legal a sacana, não é novidade, mas funciona.
As cenas de ação também são bem boas, não são super coreografadas como em outros filmes, mas funcionam sem certos exageros desnecessários. Aqui gostei também que a ameaça não é numa escala global hiper/mega destruidora, etc. É um problema grande mas "local", de New York mesmo, sem destruições em larga escala mundiais ou "multiversal". Bom ponto. Para se contar muito, as vezes basta pouco/suficiente.
A essa altura do campeonato todo mundo sabe que a atriz "Sadie Sink" está aqui. Eu particularmente gosto da atriz, acho ela muito competente, esforçada, comprometida e profissional com seu trabalho, passando bem suas emoções e intensidade quando certas cenas exigem, e isso é muito positivo para identificação, apresentação e convencimento numa historia. Ela é "nanica e fofinha", mas sabe fazer um contrapeso muito bem, demostrar emoções e segurar suas pontas sem problemas. Há umas certas "forçadas de barra" com o roteiro, e uma "ajudadas" quanto a poderes, mas ela, A ATRIZ está legal.
A personagem é interessante [também]. Muito acharam péssimo, de extremo mal gosto o que fizeram, outros clichês, outros já não curtiram, outros já não ligaram, outros acharam legal, "badass", enfim.
Eu curti, mas não vejo como a mesma personagem do "The Animated Series", do "Evolution", de certas HQs, ou de filmes anteriores, etc. Nunca foi minha personagem favorita, mas gostei dessa nova ela, sem a dependência do "cadeira"/professor, sem a dependência do Scott, sem certas ladainhas ou moralismos meio "Lisa Simpson", como algumas versões da personagem que tem por aí. Entendo perfeitamente quem não gostou, igual o Scott do Bryan Singer (rs), mas aqui a guria ainda é braba, sem "lacrações" e outras besteiras (eu não quero nem saber). O filme diverte e entretém.
É o que falei da "linha tênue entre ousadia e estupides", tem aqui, não vou negar. Mas uma parte de mim ficou bem curioso de onde isso vai dar, se haverá consequências, respostas, se "vão se perder", etc. Essas coisas de ficar "compartilhando universos", ou ficar usando certos filmes como "propaganda" para outras produções acabam se embolando (como muitos) e com resultados de gosto duvidoso. Então, somente espero que as próximas escritas sejam mais cuidadosas com certas coisas, ou pelo menos, menos óbvias.
O Homem Aranha ainda é um símbolo, o super mais perto de uma pessoa comum, não gosto quando suas historias são ruins ou mal feitas. Eu quero ele entretendo a garotada por aí, lhe dando o que se divertir, valores e mundos imaginativos, como foi pra mim quando moleque.
A cena final mostra isso bem, e acerta em sua montagem, que é outra bem legal. Mostrando bem o que é ser o "Spider-Man". Mas esse aranha ainda tem lenha pra queimar e crescer, é como o Frank/Punisher diz em um determinado momento;
"Ah é?! E depois?!?"
"Não se preocupe com "o depois", Frank"...
"...E qual é o plano, em??" Torcer para o ""seu plano"" funcionar??"
Esse Homem-Aranha ainda vai "muito na cagada", no "roteirismo", na "ajuda de todo mundo". Quando dizem que ele é "reativo" e não "proativo", não tem como negar.., e uma hora a "dona Sony" ou a "dona Marvel", vão ter que mexer nisso em algum momento, não vai ter pra onde correr.
Eu, como telespectador, só cruzo o dedos, torcendo pela qualidade, visão e sucesso das empreitadas futuras. É isso.
Boa sessão a todos.
The Forest Hills
1.8 5Caralho, que filme horrível! É tão ruim que as 1:22 dele são eternas e sem carisma!
É o tipo de coisa que assistir dá dor de cabeça, prejudica o cérebro, destrói os neurônios, te emburrece, te deixa deprimido, faz mal..
É uma coisa que não serve nem como distração, num "trash semi assumido", só que é um trash ruim, pois não é movimentado corretamente, não é envolvente, não é interessante, não tem nada de incomum, não tem aquele "certo humor" (ou "chame/crítica") característico de um bom trash, e se nega a ser divertido, sendo burro, modorrento, tedioso, porco, cansativo, mal parido, sem sal e amador [demais] no mau sentido.
Muito diretores conhecidos começaram nesse "gênero", e muita gente gosta, porém em vários você vê que a um talento bruto (as vezes) por trás das lentes, aqui nem isso...
Comecei a assistir o filme e em poucos minutos já estava igual o "ator" do personagem "Rico", completamente apático, inexpressivo, caricato, e me perguntando, "o que estou fazendo da minha vida, do meu [mau] uso cerebral, de tempo, das minhas córneas, e o escambau", que pelo amor de deus...
Tudo aqui é horrível, sem peso, sem sal, insosso! É como se nós pegássemos nosso celular [agora] e chamássemos conhecidos do bairro, "a dona fofoqueira", o "vizinho tagarela", o dono da quitanda local, o bebum do bar, o pobre mendigo andarilho, etc., e resolvêssemos que somos ""atores/diretores"" e fossemos "fazer um filme" no nosso "achismo", "delírio/deslumbre de diretor", déssemos um papel higiênico (roteiro) com algumas coisas escritas para nosso "atores" "interpretarem" e lerem como profissionais, e botássemos uns figurantes [sei lá] do "Castelo Rá-Tim-Bum" pra dizer que tem "algum famoso envolvido" e "justificar projetos furados", pois esse "filme" é isso, nada mais, nada menos que isso.
Eu desconfio (depois de ver), que tudo isso tenha sido pra pagar despesas médicas, sequelas de drogas, remédios, tratamentos toxicológicos, psiquiátricos, reabilitações, dívidas e traficantes, mas é um palpite.
Muita gente divulgou esse filme (inclusive Youtubers oportunistas fedorentos querendo tirar um casquinha) como algo para "ser assistido", "que estava empacado mas estava sendo produzido/polido", "que estava no forno algo de muita qualidade que precisava ser refinado" e "valeria a pena o resultado final de ser exibido", usaram o "marketing urubu" de "o último filme de Shelley Duvall", ou o nome (do também decadente ator) Edward Furlong para promover essa atrocidade.
Mas o que nasceu aqui é uma coisa horrível, aborrecida, que não importava quanta "produção tivesse" já nasceu ruim, numa extrema perda de tempo, mau gosto, e que já tem trocentas dessas porcarias por aí a anos. A trama de "sangue", "lobisomens", "paranoia", poderia ser trocada por uma dor de "barriga/prisão de ventre" severa que não iria mudar muita coisa, pois tudo é um prato de comida estragado que só jogando fora, todo mundo aqui está com a síndrome do "horripilus atualis", com péssimas atuações/interpretações, com cara de quem está sendo ameaçado de processo por trás das câmeras, numa má vontade desalinhada sem fim, sem empolgação ou qualquer coração, sendo justificada coerentemente (intencional ou não) com sua obra.
Como já disse, muitos filmes amadores baratos tem coração, ou são [toscamente] divertidos, se vê [algum] potencial ali, ou não se levam nada a sério, se assumindo amalucados, usando o gore como brincadeira/sátira ou crítica, mas em "The Forest Hills" não, o mesmo se leva a sério (O.O') em muitos takes, tentando botar trilha, ambientação e música de suspense, criar "tensão", porém nada funciona, se esquecendo totalmente que certas coisas precisam ser minimamente pensadas, trabalhadas, ou se ter ciência mínima (ou competência) para serem realizadas, não basta ter uma graninha e um "eu acho e só". Aqui é [mais] uma basteirada de mal gosto que nem [sequer] segurar suas pontas, não mantem seu ritmo, não gera empatia (nem simpatia), não tem cacife em criar algo que se sustente (nem dentro do seu já batido gênero), entrega um "mistério" expositivamente/tosco, onde nada (ou pouco) importa, e te deixa perguntando o tempo todo;
"Porque eu estou assistindo isso se não me diverte, não corresponde ao seu gênero, é incompetente com sua proposta, e nem me distrai?" Fala sério!
Fiquei me perguntando por que Edward Furlong não era logo o personagem "Rico", mas meia hora depois quando ele dá as caras se entende o porque. Todos esses atores (ligeiramente) conhecidos de outros tempos, muitos já decadentes, muitos oriundos de filmes de terror B/C/D/Trash não servem pra nada (diferente do que alguns marketings dizem por aí), não alimentam nada, não põem em pratica seus anos de experiência, nem servem aos personagens, levando a pensar que muitos realmente [até] merecem/mereciam o limbo da historia e estar onde estão. Lamento por eles, mas lamento mais pelo meu tempo perdido nessa porcaria, que seria melhor se nem tivesse existido.
Boa sessão.
02-09-2026
Pluto Nash
1.8 88Como jogar dinheiro fora em um filme horrível.
A história da realização horrenda dessa bomba dá um filme melhor que próprio filme, que não tem muito o que se contar, sendo um perda de tempo chata e aborrecida, que tu fica se perguntando como diabos deram tanto dinheiro em um negócio desses?! O.o'
Num filme completamente perdido, engolido, absorvido e sabotado pela visão amalucada (ou falta dela) de seus envolvidos, com muitos já sabendo que era uma granada sem pino desde o início, que em vez de "achar o pino", tiraram de mais algumas. Assinando contratos, assassinando qualquer criatividade, e estourando orçamentos de uma forma que era impagável. Ou perdia de uma forma ou já perdia de outra.
E comprovadamente, uma coisa maior que o todo fracasso/fiascos que esse filme é/foi, era o ego inflado e a arrogância de Eddie Murphy nessa época. Reescrevendo cenas o tempo todo, não seguindo o roteiro, mudando tudo na hora/quando queria, desrespeitando horários, atores, recomendação de diretores, roteirista. Era o que ele queria e acabou! Elevando o orçamento muito mais, e MAIS AINDA, mandando refazer coisas só porque não gostava, e os puxa sacos de plantão atendendo tudo como meros lacaios imbecilizados, numa infeliz bomba atômica que deu um prejuízo absurdo para os envolvidos, prejudicando muitos, inclusive o próprio Eddie Murphy, já rico, com a carreira meio em baixa, parecia não estar nem aí pra porra nenhuma, tendo sua própria órbita (com planetas girando ao seu redor), piorando o que já não devia ser muito bom, em desastre total apedrejado (merecidamente) por crítica e publico.
[Mais] Um marco negativo de gastos astronômicos, megalomaníacos, estapafúrdios, de estúpidos milionários, que acabam entrando para história bizarramente com suas esbanjadas desnecessárias, extravagâncias imbecis, adulações faraônicas, desrespeito tresloucados, egos estratosféricos, burrices e desperdícios absurdos. Loucura.
De Médico e Louco Todo Mundo Tem Um Pouco
3.2 47Eu sinto falta desse tempo, dessas comédias mais família, "sessão da tarde", com essas situações inusitadas, com personagens incomuns com atitudes comuns, das questionáveis a bondosas, do lado maluco, porém inusitado e humano, diferente do rumo que as comédias atuais tomaram. Entre as sabotagens, as de mau gosto absoluto, muito escrachadas, emporcalhadas, com um humor nada sutil/"in your face" (ou completamente abobalhado), além das paródias frequentes e auto parodias repetitivas que já encheram o saco, fora outros fatores que limitaram, atrofiaram e engessaram o humor completamente a uma fórmula quadrada encaixotada só, uma pena, enfim.. foi tempo. Dito isso, já dá pra ter uma ideia do que vai se encontrar em "De Médico e Louco Todo Mundo Tem pouco" (título BR horrível). Que mesmo que eu tenha gostado do filme e me distraindo muito bem, tendo umas situações bem legais, sabendo se levar. Esse é daqueles filmes que se vale mais pela situação curiosa, competência e carisma dos atores com seus papeis, do que o filme em si, pois de "The Dream Team" (título bem melhor!)...
...É impreciso, o "time" não é bom com as piadas as vezes, e MUITAS ficam perdidas, ou poderiam ser melhor trabalhadas. Muitas vezes a situação é gerada mas não vai pra lugar nenhum, geram expectativa e terminam abruptamente em seguida, projetam um campo pra situações que parecem que vão desenvolver, pra acabar logo na próxima cena, isso me incomodou um pouco. Se vê que faltou uma revisão, cuidado e capricho (talvez até verba), deixando a piada/situação meio "jogada" pelo caminho. Poderia ser mais, mas ok.
Os atores estão bem e bem a vontade em seus papéis. Mas senti o tempo todo que faltou desenvoltura em sua ótima ideia/dar mais corpo a mesma. O diretor "Howard Zieff" se mantem morno, robótico, no piloto automático fazendo o mesmo "feijão com arroz" de sempre, ele não maximiza a trama, porém não põem tudo a perder.
Deixando tudo leve, descompromissado, semi cartunesco, com conveniências, coisas furadas e sem sentido, que você pode relevar, pois o filme não se leva a sério e veste essa carapuça a todo momento. O que pode ser seu maior trunfo.
É agradável, simpático e curioso, mas não é o tipo de coisa que tu [talvez] vá rever tão cedo, e talvez nem fique muito na memória, tirando uma cena ou outra. De novo, não é porque é uma comédia "leve e despretensiosa/sem se levar a sério", que é desculpa para ser medíocre em certos pontos.
Ele cai MUITO em conceito numa revisão posterior, perdendo bastante seu "charme" e [até] a graça, deixando certas falhas mais evidentes.
Esse é o tipo de filme que tem uma premissa ótima e renderia uma coisa muito melhor, mas entrega um bê-á-bá bem chinfrim, comum demais para sua trama inusitada, acabando por se valer quase que exclusivamente pelo carisma e comprometimento de seus atores! Arrisco dizer, que se fossem outros atores na pele desses personagens, ele seria muito menos lembrado, e muito mais esquecido no buraco negro cinematográfico. Uma pena, se vê que renderiam mais/fariam mais.
Se entrega algo de "regular" pra "irregular" em seu entretenimento/aplicação ("1 estrela e meia/2"), mas que consegue entreter do jeito que ficou, sendo generoso e levando a [talvez] um "bom/bonzinho" ("3/2 e meia") na máximo, e está de ótimo tamanho. Como disse, não é "incrível", "memorável", mas também não é horrível, podre de horroroso, tem seu "chamariz".
Além de ser daquelas comédias que também não entrega tudo dos seus personagens de bandeja, deixando que os conheçamos melhor um pouco conforme a trama avança, abrindo um breve espaço pra um leve ""draminha"" de alguns personagens. Não é muito, pois o filme não se dá espaço pra crescer, mas tem, levando a gerar uma empatia a mais por seus envolvidos e situações/condições, principalmente "Christopher Lloyd". É um "espirro", piscou passou.. mas está aqui. É muito aquém de outras comédias da mesma época (até mais baratas) ou anteriores, meio raso, mas como o filme todo tem pouca (ou quase nenhuma) nuance, é uma forma de dar algum "tempero" com esse recurso de roteiro.
Com certeza, nas mãos de gente mais competente, que acreditasse mais no projeto, com mais investimento, revisão e um diretor melhor, seria ouro dos anos 80, do jeito que ficou, é uma coisa leve, banal, que pode vir a agradar/distrair/divertir, mas facilmente esquecível e sem peso, quase não representando direito o gênero que possui, elenco e ideia. É isso.
Falando assim, parece que eu achei o filme horrível, e pende muito mais pro negativo, mas não é bem assim. Os personagens são legais, uns legais até demais, "gente boas" (ponto positivo), e o filme distrai bem, fluí bem e é super simpático, acessível. Não acho que os filme tenham que ser todos iguais, e nem todos tem a "obrigação de serem incríveis ou memoráveis", muitos funcionam bem sendo leves e simples, situações onde o "menos é mais", só acho que aqui, aqui, esse filme merecia mais/poderia ser mais! Mas do jeito que ficou, tá bom. Importante foi cumprido, distrair.
É o que importa..
Visto em: 24-08-2026