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Duração
"Fugitivo de um hospital psiquiátrico - advogado, divorciado com filhos e, também, vendedor de colchões - conta o seu drama pessoal num botequim, desde o dia em que se viu desempregado, na véspera do Ano Novo. Vivendo num claustrofóbico conjugado em Copacabana, o personagem mantém como única ligação com o mundo exterior as notícias dadas regularmente por um repórter da televisão, permanentemente ligada. Diante do aparelho - em que a realidade ultrapassa a ficção - , o drama do personagem compete com os filmes e reportagens exibidos na TV. Ele vivencia diversos estados de espírito, mergulhado na mais completa solidão. Essa animosidade homem X televisão aumenta, progressivamente, e estado de depressão do advogado que, diversas vezes, tenta o suicídio. No entanto, a paixão platônica por uma estrela da TV e o prêmio de um grande sorteio de final de ano fazem com que a vida do personagem se modifique radicalmente." (CBMC/1995-1999)
Extraído do site da cinemateca brasileira.
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O filme parece um pasticho mal-feito dos filmes do Sérgio Bianchi: admito que os segmentos televisivos são críticos e enfiam o dedo em feridas perpétuas da sociedade brasileira, porém... O filme se entrega, capitula, resolve transformar tudo num delírio psiquiátrico banal e sub-erótico. Do meio para o final, qualquer possível boa idéia estava desgastada. E não gostei da interpretação exagerada do Francisco Millani. Mas não deixa de ser um filme corajoso, dentro da época de desilusão extrema em que foi realizado! (WPC>)