Data de lançamento
25 Set. 1930Duração
Peggy é uma dançarina do teatro de variedades se casa com o milionário Morton, logo descobre ele é muito aborrecido. Quando o pianista Paul, seu antigo amor, retorna de Paris, ela cai novamente em seus braços, pois ele é sempre engraçado e lhe devolve a magia do riso. Enquanto isso, sua enteada Marjorie se apaixona por Ralph, um escultor malandro à beira do suicídio.
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Comédia romântica pré-Código indicada ao Oscar de melhor história original que foi filmada no Astoria Studios em Nova York. O diretor argentino Harry d'Abbadie d'Arrast (1897-1968) teve carreira pequena e discreta em Hollywood, sendo que ele foi um dos diretores (não creditados) do clássico premiado Asas (27).
Versões em idiomas alternativos: o português A mulher que ri (31), o americano Bairro dos artistas (31), o espanhol Lo mejor es reir (31) e o alemão Die männer um Lucie (31). Orson Welles escalou o ator Glenn Anders (1889-1981), que rouba todas as cenas, em A dama de Shanghai (47), porque se lembrou de como era bom no filme. O filme é bem mediano e convencional, mas no quarto final ele melhora e chama atenção quando se torna um suspense imprevisível.
O março elegante e descuidado é a alma do filme, mas há pequenos problemas com o ritmo até o meio do filme, como em tantos outros filmes falados. Apesar do leve esquematismo da trama [arte (espontaneidade ou melodrama) vs comércio (morte em vida)], a vida real do filme reside na compaixão do diretor latino até pelos personagens mais secundários, seu olho para pequenos gestos, o delicado humor dissecante e visão frágil de classes.