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Outros títulos
A Noite do Caçador - Brasil
A Sombra do Caçador - Portugal
Sinopse
Um assassino de viúvas ricas ao sair da prisão, persegue uma família para encontrar o dinheiro que o pai, que conhecera na cadeia, havia guardado em lugar não revelado.
Considerando a época, é um ótimo filme, geralmente filme antigo principalmente preto e branco me cansa muito, mas este aqui me deixou muito vidrado e louco pra saber o desfecho. <spoiler>me deu muita a raiva do garoto o entregando o dinheirokkk</spoiler>
Charles Laughton dirigiu esse filmaço? Rapaz, lembro que vi da primeira vez uns dez anos atrás, não sabia quem ele era nem quem era Lillian Gish, que também está aqui. Assisti uns quatro filmes do Laughton (três deles com a Deanna Durbin e um se não me engano com a Vivien Leigh) e acho ele um excelente ator, nunca tinha imaginado que teria um crédito por direção. Aparentemente, foi o único trabalho dele nesse sentido já que, pelo que ouvi falar, o filme não teve uma boa bilheteria. Imagina só se ele tivesse tido mais oportunidades, não sei se estou exagerando mas poderíamos ter um grande rival para Hitchcock. O filme tem uma estrutura um pouco anômala, você acha que está no fim e quando vê ainda faltam meia hora de produção (seria esse o motivo de não ter feito sucesso?) e do nada a Lillian Gish aparece no filme (você provavelmente até já esqueceu que ela aprece rapidamente nos créditos iniciais). Enfim, o filme é até pesado, tem uma estrutura narrativa não muito convencional para a época (pelo menos até onde eu sei), com algumas quebras de expectativa. O suspense dele não é muito de tensão, ele prefere ser mais seco e isso funciona muito bem. Possui diversos takes belíssimos e extremamente inspirados, como o corpo debaixo d’água ou a cena da Lillian de tocaia. Achei apenas que escorregou um pouco no final, delonga muito como se quisesse justificar demais sua mensagem, como se fosse realmente necessário ter uma ou explicitá-la, uma insegurança não condizente com um filme que tinha sido extremamente seguro em sua condução, mesmo quando ousava. Deveria ter terminado uma cena antes da cena final, teria sido melhor. Ah sim, e Robert Mitchum entrega uma excelente atuação também. Nota: 9.3.
Dirigido por Charles Laughton, ator renomado que atuou em diversas obras entre a década de 30 e 60, O Mensageiro do Diabo é a única película dirigida pelo ator, que nesse caso também ficou responsável pelo roteiro e tudo muito bem feito. Os aspectos técnicos são excelentes, com um grande destaque para a fotografia. O filme até sofreu uma colorização, mas o charme do preto e branco se destaca muito mais. A história do filme é até simples, mas muito bem executada, muito por conta do elenco que está ótimo, principalmente por conta do elenco infantil. O desfecho pode parecer bobo, mas faz parte de todo o contexto da época.
Filmes absurdo de lindo, noir e toques de fantasia
a cena no barco, q coisa linda.
Considerando a época, é um ótimo filme, geralmente filme antigo principalmente preto e branco me cansa muito, mas este aqui me deixou muito vidrado e louco pra saber o desfecho.
<spoiler>me deu muita a raiva do garoto o entregando o dinheirokkk</spoiler>
Charles Laughton dirigiu esse filmaço? Rapaz, lembro que vi da primeira vez uns dez anos atrás, não sabia quem ele era nem quem era Lillian Gish, que também está aqui. Assisti uns quatro filmes do Laughton (três deles com a Deanna Durbin e um se não me engano com a Vivien Leigh) e acho ele um excelente ator, nunca tinha imaginado que teria um crédito por direção. Aparentemente, foi o único trabalho dele nesse sentido já que, pelo que ouvi falar, o filme não teve uma boa bilheteria. Imagina só se ele tivesse tido mais oportunidades, não sei se estou exagerando mas poderíamos ter um grande rival para Hitchcock.
O filme tem uma estrutura um pouco anômala, você acha que está no fim e quando vê ainda faltam meia hora de produção (seria esse o motivo de não ter feito sucesso?) e do nada a Lillian Gish aparece no filme (você provavelmente até já esqueceu que ela aprece rapidamente nos créditos iniciais).
Enfim, o filme é até pesado, tem uma estrutura narrativa não muito convencional para a época (pelo menos até onde eu sei), com algumas quebras de expectativa. O suspense dele não é muito de tensão, ele prefere ser mais seco e isso funciona muito bem. Possui diversos takes belíssimos e extremamente inspirados, como o corpo debaixo d’água ou a cena da Lillian de tocaia.
Achei apenas que escorregou um pouco no final, delonga muito como se quisesse justificar demais sua mensagem, como se fosse realmente necessário ter uma ou explicitá-la, uma insegurança não condizente com um filme que tinha sido extremamente seguro em sua condução, mesmo quando ousava. Deveria ter terminado uma cena antes da cena final, teria sido melhor. Ah sim, e Robert Mitchum entrega uma excelente atuação também.
Nota: 9.3.
Entre sombras e sustos, o horror da adultização forçada.
Dirigido por Charles Laughton, ator renomado que atuou em diversas obras entre a década de 30 e 60, O Mensageiro do Diabo é a única película dirigida pelo ator, que nesse caso também ficou responsável pelo roteiro e tudo muito bem feito. Os aspectos técnicos são excelentes, com um grande destaque para a fotografia. O filme até sofreu uma colorização, mas o charme do preto e branco se destaca muito mais. A história do filme é até simples, mas muito bem executada, muito por conta do elenco que está ótimo, principalmente por conta do elenco infantil. O desfecho pode parecer bobo, mas faz parte de todo o contexto da época.
*** (Bom)