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Nova York, 1936, uma época de tumulto social. Os sindicatos de trabalhadores lutam pelas ruas, os grandes industriais aproximam-se do Fascismo Europeu e os programas de trabalho do Governo são acusados de promover o comunismo. Contra este cenário geral, o jovem Orson Welles encena sua mais controversa peça, um violento musical sobre a opressão numa pequena cidade. Sua trupe de miseráveis e excêntricos atores estão comprometidos com o show, mas as forças que agem contra eles são terríveis.
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"A verdade é que não penso em nada quando estou cantando. Não penso se estou com fome ou frio. Posso até estar cantando coisas tristes e me sentindo feliz..." Olive
O roteiro desse belíssimo filme é uma adaptação da peça musical homônima, no título original, de dois atos, do compositor, letrista e libretista americano, Marc Blitzstein, que fazia parte de um grande programa de apoio a produção teatral nos anos 30, durante a grande depressão (Federal Theatre Project) e inspirada em eventos reais.
O filme, assim como a peça original, é uma grande analogia a corrupção no mundo corporativo devido a sua relevância social, política e acessibilidade ao público em geral.
A trama segue os esforços para unir os trabalhadores da cidade sob a bandeira do sindicato e lutar contra o controle corporativo em todas as partes da cidade.
Uma obra atemporal sobre a sociedade contemporânea retratando por meio da música os conflitos entre segurança e liberdade, poder e integridade, inocência e corrupção.
São vários os aspectos positivos nesse filme, além dos já elencados, como os belos figurinos, a eficaz direção, uma trilha sonora impactante e encantadora que divaga entre os gêneros, a impressionante qualidade e capacidade vocal do elenco, além das atuações extremamente convincentes, fazem desse longa metragem uma obra necessária.
Muito bom.
Maratona Gretchen Mol (7º assistido)
Elenco bom, filme bom.
Esse recado foi MODERADO.
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Equipe Filmow.comPerformances maravilhosas de Vanessa Redgrave, Paul Giamatti, Emily Watson, e uma boa parte do resto do elenco, mais meus preferidos são o John Turturro e a MARAVILHOSA Cherry Jones, uma atriz que eu não conhecia e pela qual eu me apaixonei. Sou fã do Tim Robbins, e mesmo com várias falhas de caracterização eu me diverti e até me emocionei um pouco com o filme.
Tim Robbins é daqueles artistas que não disfarçam suas preferências políticas ao se lançarem à realização de filmes. "O Poder Vai Dançar", a pretexto de centrar-se numa controversa encenação teatral dirigida por Orson Welles nos anos 30, mostra uma simpatia pelo liberalismo e a defesa da liberdade de expressão, ainda mais quando ameaçada num contexto histórico de ascensão do fascismo na Europa e o prenúncio da caça às bruxas do macartismo nos anos 50. Com um vasto e excelente elenco, que atua com notável boa vontade, "O Poder Vai Dançar", a despeito de algumas licenças estéticas quanto à caracterização de alguns personagens reais (custava terem feito um Orson Welles mais convincente?), é um filme divertido e que permite algumas reflexões sobre política, arte e o perigo de se misturá-los.