Dirigido por
Data de lançamento
28 Fev. 1991Duração
Uma mulher fica trancada à noite em um museu e tem que esperar até a manhã seguinte para que possa sair. Passeando pelos corredores, percebe que não está sozinha. Um estranho se apresenta e a conduz pelo museu. Pouco a pouco ele a seduz e fazem amor até o amanhecer. Quando descobre que o estranho possuía as chaves do museu ela se sente enganada e o denuncia à polícia por estupro. No julgamento, surge um terceiro protagonista: o promotor público Giovanni Malatesta. O argumento de defesa do acusado, o orgasmo da vítima, provoca uma crise pessoal. Incapaz de fazer Mônica, sua companheira, chegar ao orgasmo, Giovanni pede à Corte que declare o acusado culpado, pois assim estaria condenando a si mesmo. Urso de Prata em Berlim 91.
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Drama italiano, escrito e dirigido pelo Marco Bellocchio (que fez o mesmo no bom La Visione del Sabba), que traz um conceito meio delicado para um assunto bem polêmico. Com a bela Claire Nebout. O museu tem um visual maneiro. A "prisão" (achei meio forçado). Bons diálogos. O professor. O jogo de sedução (tudo meio teatral e poético). Uma ou outra cena de nudez. A revelação do professor. O julgamento. O relacionamento (em crise) do promotor (e a forma inusitada de tentar salvar o mesmo). A diferença entre o acusado e o promotor. Enfim... O filme é bem lento e quase nada de interessante acontece. Achei bem mais ou menos.
Natureza humana segundo o sexo biológico. Tá bom.
"Peço-te que não me dês aquilo que te peço".
Uma joia do cinema italiano! Um ensaio concluído com maestria para se dialogar sobre o obscuro, o buraco e o silêncio. Muito além de um filme sobre julgamento, o roteiro aponta questões cruciais que envolvem os encontros humanos em sua dimensão propriamente física. Não por menos um personagem tão racional quanto o promotor é colocado a ser julgado por si mesmo e por todos num caminho à descoberta de que o sexo se situa muito além da racionalidade. Implica entrega, abandono, disparate. Existe beleza a ser contemplada em cada detalhe deste filme.
Bom filme e boa temática abordada por Bellocchio.
Provocante é a palavra certa para definir esta obra de Marco Bellocchio. Mestre na arte da provocação, Bellocchio é o tipo de cineasta que a cada filme procura enfrentar o espectador e desconstruir seus paradigmas. Aqui, o objeto de discussão é um dos sentimentos mais primitivos do homem, o desejo.
A questão que fica para o espectador ao final da sessão é: Qual o preço da concessão ao desejo?
"Você me violenta todos os dias ao me iludir."