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O QUE SE MOVE aborda três núcleos familiares que, em três diferentes situações, precisam lidar com uma perda brusca ou com o reencontro de um ente querido perdido há dezesseis anos. Contudo, o entorno e a vida cotidiana dos personagens são o foco do filme. Dessa maneira, o roteiro se debruça sobre pequenos eventos totalmente ficcionais imaginados ao redor daqueles momentos mais duros por que passam os personagens.
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Saí da sessão estraçalhado, e continua até agora. Chorei compulsivamente durante o primeiro episódio e declarei-me apaixonado pelo diretor, ao final. Elenco, fotografia, roteiro, tudo neste filme é impressionante, mas a grande surpresa são as canções sublimes que surgem em momentos mui dolorosos, que são ressignificados a partir das mesmas. Não obstante haver muita dor nas tramas, há também enfrentamento e abertura esperançosa para a resolução dialogística. Os personagens são excelentes e defendidos por um elenco soberbo, principalmente no que diz respeito às intérpretes femininas e cantantes. Montagem percuciente e tramas angustiantes, mas conduzidas com leveza impressionante. O modo como as imagens televisivas instauram-se na terceira trama, perenemente atroz em seu impacto dramático inelutável, serve como lenitivo motivador, como demonstração caprichada da valorização sanativa do esforço. A primeira trama é magistral em cada detalhe, mas é o seu desfecho que realmente impressiona, enquanto a segunda, intermediária, ainda que não seja leve, possui minutos de alívio, de respiro, de consolo através da dança. Não entendo como este filmaço não é mais elogiado: belíssimo, arrasou comigo! (WPC>)
Três histórias, três mães, três dramas!
Um filmão!
Esse filme mexeu comigo de uma forma que eu nem sei muito bem o porquê. Mas achei um absurdo de realização do Gotardo, em tudo: direção, direção de atores, roteiro, mise en scene... E ele sabe muito bem trabalhar com suas próprias limitações. Difícil também é ver um filme com várias histórias diferentes, onde todas elas funcionam de uma maneira muito, muito semelhante. O Que Se Move consegue isso. E é fantástico.
Talvez eu mudasse a ordem das histórias. Acho que a primeira deveria ter sido a última, mas tirando esse mínimo detalhe: QUE FILME!
Que dor! Só a música conseguiria expressar essa dor tão profunda, essa culpa, essa não mais vontade de viver.
De fato as atuações não são primorosas e há alguns problemas na direção ou aspectos técnicos, contudo as estórias me tocaram profundamente e a escolha estética me fez ter a experiência perfeita de integrar, vivenciar esse filme. Por isso indico este filme. Pra lembrar que nossos filhos são o pedaço da gente que nos faz permanecer vivas.
A melodia do vazio ecoa sobre as nossas certezas, tão frágeis quando a felicidade. Tudo se transforma e se reordena quando uma lacuna é subtraída. Quando a vida para, a dor cantada é o que se move.