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Alexis Tremblay, acompanhado de sua mulher Marie, de seu filho Léopold e de sua nora, parte para a França em busca de seus antepassados, na Bretanha e na Perche. Pierre Perrault o segue a Tourouvre, onde se encontra a fazenda dos primeiros Tremblay que emigraram para o Canadá. Os Tremblay do Quebec descobrem com curiosidade e espanto o modo de vida dos franceses que lhes recebem, tanto os burgueses quanto os camponeses.
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Continuando a situação rural e nostálgica que justificava PARA QUE O MUNDO PROSSIGA, o diretor aqui resolve buscar as origens genealógicas de um dos caçadores de belugas, e viaja até a França, oferecendo-nos uma demonstração efetiva e lamentosa do quanto a região campestre do Canadá que ele filme tem a ver com as suas heranças colonizatórias. A seqüência da festa do porco adianta a crueldade que reencontraremos em O PORCO (1970), de Jean Eustache, ainda que, tanto lá quanto aqui, tudo seja visto como diversão, não obstante as imagens de matança serem de uma crueldade atroz. felizmente, o diretor consegue inculcar simpatia em seu protagonista, a fim de demonstrar os jargões de que "os dias bons tendem a ser mais curtos" e de que alguns monumentos são francamente inúteis. Longo e verborrágico, mas também obsedante em sua etnografia afetiva dos camponeses brancos, que ressignificam os truísmos idílicos. Gradualmente, vou fazendo as pazes com o cinema quiçá hipervalorizado do Pierre Perrault. Mas uma coisa admito: ele sabe utilizar a música com maestria em seus documentários! (WPC>)