Arthur Hamilton (John Randolph) é um homem de meia idade, vice-presidente de um banco, que vive com a esposa numa confortável casa de subúrbio. Insatisfeito com sua vida, contrata uma empresa especializada em "renascimentos". A organização forja sua morte e, após determinados procedimentos cirúrgicos, faz com que ele renasça na figura de Anthiocus Wilson (Rock Hudson), um pintor de sucesso. Renovado por fora, Hamilton (ou Wilson) enfrentará o desafio da segunda chance.
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A seleção nessa situação e o Carlo Ancelotti estrelando filme...
aquela festa tava a pura clamídia, cê é loco
esquema de pirâmide
O filme "Seconds" foi lançado em 1966 com um enredo ficcional que descreve um processo apavorante de desaparecimento. Hoje esse roteiro não seria totalmente uma ficção ou terror, ao contrário, a história poderia ser considerada visionária, quase profética. Digo isso porque atualmente há empresas especializadas em fazer exatamente o que o filme descreve: dar oportunidade para que se inicie uma vida inteiramente nova.
Claro que, na vida real, esse processo não envolve mutilações físicas nem a simulação de motivos para o desaparecimento. No Japão, aqueles que optam pelo sumiço são conhecidos como 'jouhatsu' (evaporados) e têm sua privacidade protegida por lei. Os familiares apenas certificam-se de que não houve crime ou acidente, passando em seguida a esperar que um dia o ente querido decida retornar.
É assustador pensar que, nessa "segunda vida", quase todos os rastros podem ser apagados, menos as lembranças. Ainda não dá para fugir de si mesmo. É uma ilusão acreditar que deixar tudo para trás pode trazer a liberdade desejada e que zerar a vida apagará erros e garantirá realizações. Tal como o protagonista do filme, essa decisão pode levar a um colapso emocional, desencadeando arrependimentos, culpa e saudade. Às vezes, tentar evitar as batalhas pessoais é escolher o terror.
Há muitos casos em que fechar portas e recomeçar a vida é imprescindível, principalmente se for para escapar de abusos ou violência. Mas o simples fugitivo nunca será livre. Esconder-se de tudo equivale a criar novas prisões.
Muita uva e tetinhas e pouco desenvolvimento no que importa. Esse filme merece um remake polindo o roteiro tirando lacunas e dando maior aprofundamento.