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1952. Corvalán (Ricardo Daín) é um detetive particular medíocre, que trabalha com seu amigo Santana (Diego Peretti). Cansado de investigar casos de infidelidade e outras questões menores, ele anseia por algo diferente em sua carreira. É quando surge em sua vida Gloria (Julieta Díaz), uma mulher sedutora e misteriosa que lhe entrega um caso aparentemente rotineiro, mas que se desdobra de uma forma imprevisível.
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tentei assistir pelo Darín, meu ator Argentino predileto... e na direção do filme! mas tava difícil, viu?!!!
de qq forma... terminei!!! rs!
22/01/2018
Bonzinho
A cinematografia latina nos apresenta algumas ótimas produções de mistério e suspense, encabeçadas por ótimos diretores e com elencos extremamente eficazes. Esse é um bom filme, com uma produção caprichada e um bom clima de cinema "noir". Existem outros exemplos bem cuidados de produções argentinas com resultados maravilhosos, a exemplo da filmografia dos promissores diretores Damián Szifron, Juan José Campanella e Fabian Bielinsky. Sem esquecer das ótimas atuações do talentoso Ricardo Darín.
O SINAL
O talentoso ator argentino Ricardo Darín escolheu homenagear o cinema "noir" em sua estréia na direção com este "O Sinal", ao lado de Martin Hodara, porém a rigidez da estética acaba prejudicando o resultado como um todo já que a evolução da narrativa é burocrática. Corvalán (Darín) é um detetive particular solitário, melancólico, que mora ao lado do seu cão "Lobo", que precisa lidar com seu divórcio recente e divide seu tempo entre as visitas ao seu pai em uma casa de repouso e os trabalhos mal remunerados ao lado do seu parceiro Santana (Diego Peretti), resumindo-se a casos envolvendo maridos traídos. Quando Gloria (Julieta Diaz), uma mulher linda e misteriosa, entra em seu escritório e lhe oferece um trabalho, ele adentra em um submundo de crimes, assassinatos e vingança.
Amparado por um lindo e impecável trabalho de fotografia, "O Sinal" é um clássico exemplar de filme que procura homenagear o estilo e a estética dos filmes "noir", inserindo a sua trama na Argentina do início da década de 50, marcada pelos desdobramentos do governo do general Juan Domingo Perón e da comoção com o estado de saúde de sua esposa Eva Perón. O filme tenta ir além da simples homenagem, oferecendo em algumas ocasiões um certo charme latino, mas a estrutura do filme acaba condicionando a narrativa a meras sequências de investigações a espreita, suspeitas previsíveis e fotografias e jornais que ajudam a ligar as pontas soltas. É como seguir a montagem de um quebra-cabeça com um manual de instruções na tela já que os clichês e os desdobramentos típicos de obras desse gênero já são historicamente conhecidos, inclusive do próprio cinema norte-americano.
Ricardo Darín oferece mais uma atuação segura e autêntica, porém o seu trabalho de direção ao lado de Hodara resume-se a emular o estilo, inclusive na utilização de efeitos de montagem e na transição de cenas, tendo poucas oportunidades para imprimir um lado mais autoral (destaco a sequência que se passa em uma ponte e que inúmeras pessoas fazem vigília por Eva Peron). E aqui cabe a observação de ser difícil a identificação do quanto representa o trabalho de cada um. Embora seja bonita e tenha talento, Julieta Diaz não mostra ser uma atriz tão arrojada e adequada para o que exige a sua personagem lhe faltando um pouco mais de carisma e "sexy appeal". Já Diego Peretti tem uma atuação crescente ao longo do filme e se torna uma figura que explora muito bem o lado amigo e companheiro de Santana, tornando-se uma espécie de anjo da guarda de Corvalán que por sua vez também se preocupa com a vida dele ao sugerir o rompimento da parceria quando vê que o caso investigado está indo por um caminho perigoso.
Contando com um desfecho irônico e cínico ao som de Frank Sinatra, "O Sinal" sobrevive como homenagem, mas empalidece pela falta de personalidade própria, embora tenha algumas poucas boas virtudes, especialmente no seu esmeril técnico. Pode parecer pouco, mas certamente não é quase nada.
6.0/10
Gostei muito da fotografia e do figurino .