Baseado no romance Sátántangó do húngaro László Krasznahorkai, o enredo trata do colapso de uma fazenda coletiva na Hungria perto do fim do comunismo. Várias pessoas na fazenda estão ansiosas para sair com o dinheiro que vão receber para o encerramento da comunidade, mas não ouviram falar que o bom e carismático Irimias, que tinha desaparecido há mais de dois anos e quem eles pensavam estar morto, está retornando.
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♫ Una mattina mi son svegliato
♫ Oh Bela Tarr, Bela Tarr, Bela Tarr, Tarr, Tarr...
De fato é uma experiencia e tanto assistir a esse filme com essa duração toda. Não foi difícil, pelo contrário foi prazeroso. As cenas extremamente longas nos fazem ficar imersos dentro daquela comunidade como se estivéssemos realmente lá.
PS.
a cena do gato é lamentável
Infelizmente esse filme não existe sem o livro. Eu não acho que filmes tem que ser 100% fieis aos livros, pelo contrário, acho que por serem mídias diferentes, filmes devem ser cuidadosamente adaptados. Faltou o Bela Tarr saber disso. Ele tenta adaptar o livro com perfeição, não cria nada, só grava os acontecimentos do livro, o problema é que ele deixa de lado tudo que a literatura é capaz de captar mas o cinema não. O passado, o interior, as motivações, tudo falta aqui, ao ponto em que muitos pontos chave da história não fazem o menor sentido.
Eu não tenho o menor problema com filmes longos e parados, então a duração foi irrelevante pra mim. Meu ponto é que é um filme com pouco a dizer, e o que ele diz, eu não compro. Decadência moral? Não me impressionou. E se parar pra pensar, todos acabam em condições melhores do que a que começaram.
Gosto muito de como os sinos representam o chamado de um deus que, conforme descobrimos no final, sequer existe. É um assentamento abandonado por deus que, assim como o medico, seguiu atrás de um chamado falso.
Esse é o tipo de filme que você precisa realmente estar disposto a começar, pois são quase 8 horas de filme; e a duração não é um problema, já que ele é dividido em capítulos, podendo ser visto como se fosse uma série, cada dia 1 ou 2 episódios, se preferir; o problema mesmo são algumas cenas que parecem se perpetuar, como uma caminhada numa estrada, bois atravessando um vilarejo, close em rostos por vários e vários minutos. Tem cenas extremamente lindas, ainda mais nos tons de preto e branco, já outras, senti tédio, só que de modo algum isso atrapalhou a experiência, pois eu veria até 20 horas desse filme. Uma tarefa difícil, mas extremamente encantadora, visualmente belo, melancólico, chuvoso e composto pela ótima trilha sonora de acordeão.
• MUBI
*Dica: Shoah (1985)
Esse filme não foi dirigido, foi esculpido. Cada plano sequência, cada cena é uma obra bucólica que consegue impressionar de vários ângulos a atmosfera sombria dos personagens, do lugar lúgubre e assombroso de uma vila decadente.