Uma rede de agricultores brasileiros se apodera de uma área protegida na floresta tropical amazônica. Um jovem líder indígena e seu mentor lutam para defender a terra e um grupo isolado que vive nas profundezas da selva.
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É difícil se manter são enquanto há quem destrua o nosso planeta e promova a extinção de povos indígenas ao mesmo tempo em que segura uma Bíblia e cita passagens deturpadas em prol do próprio interesse.
Precisamos nos lembrar de que uma parcela generosa do desmatamento e das invasões dessas comunidades tem nome, agronegócio. E, enquanto não mudarmos (ou reduzirmos) nossos hábitos, estaremos mantendo a engrenagem girando. Comer também é um ato político.
Assisti com muita dor no coração ao ver
o inicio da queimada, o cerco da cidade ao redor da ultima floresta tropical em Rondonia, o assassinato de Ari.
Um documentário é a construção de uma narrativa para se defender uma ideia. Em se tratando de Amazônia, na maioria das vezes, a ideia é ideologia. Infelizmente, a Amazônia serve como ferramenta política, tanto para a esquerda quanto para a direita. Eu gostei da parte artística do documentário e por ter dado voz aos outros personagens, mesmo o documentário tendo um viés pré determinado. Mas pude ver no documentário alguns lugares comuns que são forçados e que são colocados na boca dos indígenas, coisas que nem mesmo os ativistas acreditam mais. Há também um certo exagero na dramatização na parte que o documentário escolheu como a correta. E esse é um dos principais problemas, tratar coisas complexas de maneira simples. Enquanto não surgir uma entidade que consiga realmente pacificar as personagens da Amazônia, ela sempre será uma oportunidade para políticos e ativistas oportunistas.
Acabei de assistir "O Território", documentário brasileiro vencedor do Emmy 2023. O filme conta a história de indígenas e ativistas em defesa da Amazônia em Rondônia em suas ações nos anos anteiores e no começo do governo Bolsonaro.
O curioso foi descobrir que os garimpeiros - que também são entrevistados no filme - são, em geral, pessoas pobres e sem instrução que são exploradas por garimpeiros e agronegóciers. Funciona assim: eles mandam uma pessoa pobre que entra, grila e acha que a terra é dela, depois invadem, tomam tudo e colocam essa pessoa pra trabalhar pra eles.
Um destaque para o indígena Ari, assassinado durante a filmagem, da ativista Neidinha, incansável, e do incrível trabalho de patrulhamento e divulgação da causa feito pelos indígenas em plena pandemia.
Vale a pena assistir!
- mais um dos inúmeros crimes e dos motivos que não deve haver anistia pra esse desgoverno genocida
- foram 4 anos de descaso, destruição, doença, violência e morte para os povos indígenas e para a floresta amazônica
- e incentivo aos que sabiam que estavam errados, sabem que é terra dos povos originários e continuavam a invadir, vão atrás de terra improdutiva dos grandes ricos, apoiem a reforma agrária, esse sim é o caminho