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"O Último voo do Flamingo", realizado pelo cineasta moçambicano João Ribeiro, a partir de uma obra do escritor Mia Couto.
No filme O Último Vôo do Flamingo, um oficial das Nações Unidas investiga uma série de misteriosas explosões (cinco) que mataram soldados da Missão de Paz em Tizangara, uma pequena vila perdida no interior de Moçambique, poucos meses depois do fim da Guerra Civil.
Provas do crime? Apenas pénis decepados e os emblemáticos capacetes azuis. É este o ponto de partida para uma enigmática investigação conduzida pelo oficial de serviço designado pelas Nações Unidas, o Tenente-Coronel italiano Massimo Risi.
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Li o livro e estou ansioso por ver o filme
Dalmir
Gostei do filme por dois motivos: Se trata de uma critica politica bem colocada e poetica e é uma produção que se esforçou pacas! Nos primeiros minutos do filme já sacamos que se houvesse mais grana ali, teriamos um filme duas vezes melhor, ainda assim a produção se esforça para nos brindar com cenas oníricas, interpretações aceitaveis e um punhado de diálogos que poderiamos encontrar em qualquer lugar do mundo "real". Não li o livro, mas o filme me agradou.
A maior certeza que provém da audiência a este filme é que o livro original deve ser muuuuuuuuuuuuuuuuuito melhor! A direção até que se esforça para transmitir toda a grandeza do realismo mágico e político do filme, mas a curta duração espreme tudo, o clima de investigação fica indefinido, os atores e personagens soçobram em meio a simbolismos que parecem filmados de forma paradoxalmente 'for export', traindo um pouco do que é veementemente criticado no enredo. Mas tenho que dar o braço a torcer pelo esforço, insisto. É um filme agradável e que nos incita a conhecer a obra deste grande escritor que atende pelo nome de Mia Couto. Dica mais que anotada! (WPC>)
O Mia Couto não merecia isso...
Fantástico! Seguiu muito bem os padrões do livro, ficou com uma cara bem africana, portuguesa, brasileira. Sintetizou e poetizou muitas coisas e acho que até os efeitos especiais bagaceiros deram uma cara mais África ao filme. Muito feliz mesmo de terem feito um longa baseado numa obra de Mia. Muito bom!!!!