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Duração
Um "cinepoeta" condenado ao exílio pela ditadura militar, é convidado a embarcar num disco voador.
Ou seja, "misturando imagens da própria vida, com características de filme-diário; imagens com encenação e improviso de atores; a imagens e sons de arquivo (filmando projeções de filmes diretamente do cinema e da televisão, usando narrações de rádio, músicas), aparecendo nas imagens, declamando poemas; Jairo Ferreira incorpora estes e outros elementos na construção do discurso do filme, que pode ser chamado de documentário em primeira pessoa, performático, experimental. Um filme de montagem, onde os signos e as significações são articulados na edição das imagens e sons, numa estética de colagem. Se existe algum tema principal no filme, este seria o próprio cinema, nunca tratado como mero entretenimento ou mercadoria, mas na sua condição e potencial como arte e poesia". (UFSCAR)
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Uma obra muito interessante, com uma premissa original e muito marcante.
- um vampiro que não se alimenta de sangue e sim de cinema e se utiliza de trechos de filmes que sugou para fazer o seu próprio
- aquela anarquia estonteante do cinema marginal
- cheio de criticas e frases ótimas
- glauber deve ter adora esse filme
Não o radicalismo do tema, mas o radicalismo da forma.
que filme MARAVILHOSO!!!!! são tantas referências, citações e filmagens incríveis que me faziam voltar pra rever muita coisa. é uma homenagem gigantesca ao cinema brasileiro e suas inspirações. as frases fortes e a edição são um suco de cinema marginal com um toque de godard
e não vamos esquecer que O SOM TÁ UMA BOSTA E A CULPA É DA KODAK
Que elenco, meus caros, que elenco! Prometeram e cumpriram:
"a magia dos signos da Chanchada reinventados. A tela vista por trás. O cinema revirado pelo avesso".
Essa também foi pesada:
"Os bastidores do cinema mudo sempre foram muito sonoros, muito barulhentos!"