Dirigido por
Data de lançamento
25 Julho 2016Duração
Observar e Absorver é um documentário que retrata a vida e a obra de Eduardo Marinho. Um homem que seguiu o caminho contrário dos padrões da sociedade.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Marília Mendonça: Sentimento Louco
extremamente questionável em atos
principalmente sobre por colocar uma menina pra dormir em papelão nas ruas, sem as estabilidades essenciais para o crescimento de uma criança, porque ELE quer viver essa ausência. E esses recortes são extremamente brancos e cirandeiros.
Não sei se compro a ideia de buda moderno.
Mas ele tem desenhos ótimos e algumas aspas boas
Foi nesse documentário que eu conheci Eduardo Marinho. Algumas ideias e palavras são bastante pontuais e tocantes em certas pessoas. Gosto da linha de raciocínio anticapitalista dele e adorei o termo empregado para denominar o mesmo: filósofo de rua.
Eu já conhecia o diretor desse documentário da época do La Fênix, mas quando vi que ele tava querendo dá uma guinada na carreira e na vida, em mim, criou uma proximidade afetiva por esse documentário. Que o eterno Júnior SQL continue crescendo e fazendo documentários e longas pertinentes para a gente.
Desacelerar é necessário, a riqueza não é tudo na vida. Documentário necessário.
Não conhecia o biografado, mas percebi que ele é endeusado pelos 'outsiders' brancos, pelos abastados que largam tudo para viver nas estradas, "comercializando arte". Li algo sobre o autoproclamado "filósofo das ruas" e não gostei do que descobri, o que só piorou vendo o documentário em si, que é editado de maneira extremamente reverente, de modo que não é permitido sequer que o tal do Eduardo Marinho gagueje. Assim sendo, ele dispara Verdades (com V maiúsculo mesmo) do início até o fim, falando sempre com um tom de arrogância e superioridade, proclamando-se contra o saber acadêmico, mas louvado a sua habilidade iridescente de conscientizar as pessoas, "sempre mais, sempre mais"... Como tudo o que ele fala é truísmo, acerta em alguns julgamentos, mas demonstra-se extremamente machista no modo como refere-se às suas ex-mulheres e esnobe quando refere-se ao seu supostamente rejeitado passado familiar de privilégios. Em termos tramáticos, antecede o longa-metragem O BUSCADOR, mas sem um infinitésimo de autocrítca: o biografado aparece quase como um novo Deus, um profeta neo-zaratrústico, que colabora com os amiguinhos da pós-Forfun, numa canção de protesto da banda Braza. Ouvi apenas o início da canção após a sessão: enojado que ainda estava, não consegui avançar... Mas li a letra. E senti vergonha da usurpação de representatividade que o protagonista leva à frente, em seu arrebanhamento de mariposas, como bem disse um amigo. Exceto pelos grafiteiros entusiasmados, os credos marinhenses parecem direcionar-se apenas à branquitude, atestando a falibilidade anunciada de seus vitupérios e profecias anticapitalistas. Enquanto pessoa, ele tem todo o direito. Enquanto assunto fílmico, entretanto, blargh! :( - WPC>
admiração, é isso