Baseado na obra de Antônio Carlos Viana, o filme foi adaptado e dirigido por Jade Moraes e trata sobre a violência sexual sofrida por uma jovem nordestina.
O roteiro é interessante, no que tange à tomada de partido em relação ao sofrimento da filha continuamente estuprada pelo pai. Minha mãe ficou bastante sensibilizada com o que viu, e eu gostei particularmente do modo silencioso como a atriz que interpreta a mãe da protagonista expressa-se. Mas achei Jaque Barroso um tanto histriônica na composição da personagem, desvia a atenção afetiva, infelizmente, o que é reiterado durante os créditos finais, quando vemos fotos da equipe do filme, durante as filmagens. Com isso, por mais válido que seja a exposição processual, é como se o tecnicismo se sobressaísse em relação à denúncia íntima, constante do conto original. Fica uma tentativa, numa produção que logo se destacará no panorama local, pelo acabamento cuidadoso. (WPC>)
O roteiro é interessante, no que tange à tomada de partido em relação ao sofrimento da filha continuamente estuprada pelo pai. Minha mãe ficou bastante sensibilizada com o que viu, e eu gostei particularmente do modo silencioso como a atriz que interpreta a mãe da protagonista expressa-se. Mas achei Jaque Barroso um tanto histriônica na composição da personagem, desvia a atenção afetiva, infelizmente, o que é reiterado durante os créditos finais, quando vemos fotos da equipe do filme, durante as filmagens. Com isso, por mais válido que seja a exposição processual, é como se o tecnicismo se sobressaísse em relação à denúncia íntima, constante do conto original. Fica uma tentativa, numa produção que logo se destacará no panorama local, pelo acabamento cuidadoso. (WPC>)