Jean-François (Emmanuel Bilodeau) é um pai solteiro e vive sozinho com sua filha Julyvonne (Philomène Bilodeau) de 12 anos, que não vai à escola e nem tem amigos. Além de dedicado ao trabalho, ele é também superprotetor e juntos levam uma vida tranquila, isolados socialmente do mundo. Até o dia em que estranhos acontecimentos começam a quebrar a rotina da família e a perturbar o delicado equilíbrio de suas vidas.
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Curling - Canadá - 2010 - visto no dia 07.01.2021
Não gostei quase do filme. Não pela sua lentidão, nem nada do gênero, mas pela sua história que não chega a lugar algum. Filme anda, anda e não conta nada, não fala nada e é quase vazio completo, sem sentido. Não vejo sentido ficar contemplando cenas que não agregam nada durante minutos no filme. Cenas sem conexão entre si, só para ficar admirando? Ah me poupe. Se trouxesse reflexão pelo menos. Aqui tem várias cenas descartáveis que desagregou na trama. Tem uma cena ou outra que se salva: Fala da
super proteção do pai em cima de uma garota adolescente, que não vive a sua vida pois ela é anulada pelo pai neurótico
nem para a escola foi pelo "medo" do pai
isolar da sociedade,
mãe da menina que fala da real personalidade do pai da menina e nada mais.
cara encontra um corpo, põe no carro, o esconde em outro lugar e fica por isso mesmo?
Nota: 3,0
Estrada coberta por neve, um vento amargamente frio e duas figuras a avançarem por meio desta paisagem desordenada: os primeiros quadros de Curling impulsionam-nos para um mundo hostil e desconhecido, mas a sua singularidade não é o resultado de algum exotismo geográfico ou cultural, mas sim do seu aparente desrespeito por categorias conhecidas, associado a uma pretensão de as abraçar todas. As duas personagens que caminham na neve, ao abrir o filme, são um homem, Jean-François Sauvageau, e a sua filha de 12 anos. Aprendemos rapidamente que ele está a educá-la sozinho, que a mantém fora da escola, preferindo ser ele próprio cuidar da sua educação enquanto faz a manutenção num hotel isolado. Homem de poucas palavras, parece dividir o seu tempo entre o seu trabalho e as viagens à pista de bowling aos sábados à noite. Caso contrário, os seus amigos tentam interessar-se por ele em competições de curling, um desporto que envolve deslizar uma pedra por uma pista de gelo para a posicionar o mais próximo possível do centro de um alvo. Para começar, parece que o Curling é uma obra de realismo austero, o seu naturalismo autenticado pela aparente banalidade das condições, a insignificância dos acontecimentos e o fato do diretor Denis Côté ter escolhido uma dupla de pai e filha da vida real para interpretar as duas personagens principais. O estilo de direção, com planos longos com apenas pequenas alterações de ângulo para acompanhar as pessoas à medida que se movem, introduz uma dimensão atonal e esparsa.; mas gradualmente apercebemo-nos de que algo imperceptível está a perturbar a realidade aparente. O realismo inicial do filme é insidiosamente minado por alguma ameaça vaga, sutilmente contaminada por truques emprestados de um filme de terror. Entretanto, vários elementos, mais habituais no cinema conceitual, influenciados pela arte contemporânea, parecem também ter infectado o cenário original. O que torna o Curling invulgarmente belo é a forma como uma negritude indecifrável, marcada pela loucura e pela morte, se insere num sistema que gradualmente se corrói sem nunca ganhar vantagem. Continua a ser um filme misterioso e aberto, despojado por qualquer das revelações ou explicações tranquilizadoras que nos podem consolar e acalmar o nosso medo de qualquer coisa realmente imaginária. Percebe-se gradualmente que se trata de uma brilhante reelaboração de Psicose (de Hitchcock), em que mãe e filho foram substituídos por pai e filha e despojados de todas as convenções que se tornaram o paradigma do gênero suspense. Não se vê com frequência um filme tão bom. Gosto e indico!
Achei o filme muito bom, eu entendo que é de difícil "digestão" para muitas pessoas, principalmente pelo ritmo lento. Mas eu me identifiquei com a filha dele. Quando criança passei por situações muito semelhantes da dela.
Mas eu compreendo perfeitamente que o filme tem que ter os longos silêncios para contar a história de pessoas tímidas, fóbicas e reclusas como as dos personagens apresentados.
O filme é interessante, mas os personagens agem sem um compasso pleno e o todo incomoda depois da segunda metade, no momento em que esperamos que algo comece a fazer algum sentido.
As ondulações do personagem principal, sua filha e dos moradores da pacata cidade se tornam poéticos, mas a inconsistência em suas razões de ser prejudicam o resultado final, transformando a projeção em qualquer coisa como mediana.
eu gosto da técnica desse filme porque ele deixa o espectador decidir ou suspeitar quem realmente sao essas pessoas e qual é a razao de certos acontecimentos, ele joga as imagens, a gente acompanha como se a gente estivesse vendo pela janela da nossa casa o que se passa na rua, mas nao sabemos como as coisas começaram ou como elas terminarao, irrita porque nao tem um desfecho, a gente quer saber mais, mas a gente nao pode sair lá fora para perguntar o que está acontecendo. Bela sacada! Enche nossa cabeça de porquês e fica por isso mesmo.