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Duração
Os espaços são seis: um rochedo, uma montanha, a areia desenhada pelas ondas, o quebra-mar de uma praia do outro lado do oceano, a passarela sob uma ponte que liga uma ilha ao continente, o quarto de uma adolescente. Personagens são três: um homem que está preso num ciclo de vida e morte, um segundo que revisita um lugar onde uma transformação irreversível aconteceu, e uma jovem que está iniciando sua vida de artista. “Oráculo” situa-se entre experimento, método e dispositivo, e convida à contemplação. Particular em sua forma e ritmo, é universal nas lembranças que faz ecoar, comuns a todas as pessoas: família; começos, fins e recomeços; dores e traumas, e desejo intenso de vida e de sentido.
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Comentei noutro lugar que talvez o filme pareça decepcionante para quem esperava uma continuidade direta do filme anterior da dupla de diretores, MUITO ROMÂNTICO. Para quem aceitou o rumo à deriva desta viagem sem mapa porém não desagradável, o resultado final é confuso mas aprazível: curti o ritmo, passa rápido, é agradável, não termina focalizando as nuvens por acaso... Achei parecido com um longa-metragem do James Benning que vi recentemente, a despeito de esta não ser uma obra de cunho estrutural: a intenção é distinta, quase uma aplicação estendida do "efeito Kuleshov", em termos muito mais emocionais. São seis longos planos, apenas. O último funcionaria em qualquer contexto, o primeiro e o terceiro dialogam derivadamente entre si, e o quarto e o quinto chamam a nossa atenção pela musicalidade cativante. Mas aquele segundo plano, com o velho andando em câmera lenta, anunciando algo que ocorrera em 2013, do que se trata? O que quer dizer? Durante a sessão, temi alguma incoesão, reforçada pela informação, nos créditos finais, de que a filmagem de cada plano ocorreu numa época e local distinto. Confirma-se? Eis a apreciação do filme em curso... (WPC>)