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Data de lançamento
2 Ago. 1970Duração
Uma espécie de play-boy do mundo ocidental, após assassinar o pai, sai pelo mundo. Em um cortejo vão se agregando um preso fugitivo, um intelectual que é enforcado, uma travesti, um anjo de asa quebrada, prostitutas, cangaceiro, até chegarem à cidade grande.
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É muito massante, barulhento e teatral (tudo muito caricato). O que acaba não prendendo o telespectador. A pessoa não se conecta com o enredo e só quer que termine logo.
"A vida é dura para quem é mole".
- no estilo de cinema marginal do sganzerla e do bressane, mas enquanto o deles é muito urbano, trevisan nos apresenta uma história mais rural, florestal e até quem sabe originaria
- me remeteu ao exercito de brancaleone, mas com muito mais caos, com muita essência brasileira, exalando várias criticas aos sistema, mas com seu jeito diferenciado, talvez também para passar ileso pela censura
- adorei o final o diretor prestando contas sobre os gastos do filme bem acidamente
Talvez o melhor final de filme que eu conheça.
É tarefa árdua imaginar o desafio de parir (rs) um filme antropofágico, brasileiríssimo e anarquista como Orgia ou o Homem que Deu Cria. Um jovem e genial João Silvério Trevisan brilha, em meio a muito barulho e Carmen Miranda drag citando Oswald de Andrade, em sua única longa metragem (ao menos até o momento…). Um passarinho colorido me contou que há muitos roteiros prontos para tomar vida. Há de se desejar.
Obs.: que a Cinemateca Brasileira faça seu importante papel e remasterize essa maravilha marginal. 🌷
Achei bem cansativo e barulhento, mas o conceito pra criticar o cinema novo e o regime militar não é pra qualquer um. estamos DESCOBRINDO O BRASIL. o texto do final sobre a produção me tocou, é puro cinema independente e de resistência