Orfeu é um poeta que se torna obcecado pela Morte, a Princesa, e acabam se apaixonando. Sua esposa, Eurídice, é morta pelos asseclas da Princesa e Orfeu com a ajuda de Heurtebise vai ao mundo inferior tentar buscá-la.
- meldels, o orfeu desse filme odiava a própria esposa com todas as forças, chocado. ela chegava no mesmo cômodo ele revirava os olhos, ela abria a boca ele já dava uma patada - ele estava apaixonado mesmo pela morte, foi para o mundo inferior só por ela - fiquei maravilhado com todos os truques de câmera, as cenas em reverso, como usaram os espelhos, adorei a forma como fizeram essa fantasia funcionar
O privilégio das lendas é serem eternas, se assim quiserem. Portanto, na mitologia grega, Orfeu, trovador de Trácia, desce ao submundo para resgatar sua musa Eurídice da morte. Pegando tal mote, o ilustríssimo Jean Cocteau, cidadão francês sempre na vanguarda da arte, transfere o mito ao cinema épico num mix de romance e aventura, utilizando a imortalidade dos poetas (mas que precisam morrer várias vezes para se tornarem imortais) como pano de fundo deste maravilhoso e poético filme. Amparada pela metalinguagem fantasiosa e surrealista, a obra exemplifica, como naturais, as mortes através de espelhos, que não apenas refletem mas, especialmente, retratam cotidianamente o envelhecer. Como num estado de sonho imagético, a vida de um poeta transcende o tempo e transita entre o real e o onírico sem cansar o telespectador. Uma fábula perfeita.
Como fã de CDZ, sou um grande conhecedor da mitologia Grega e do conto do Orfeu, sei que é um adaptação e Jean Cocteau adaptou da sua maneira, o protagonista não é um cantor e sim um poeta, um já sem ânimo, o diretor também colocou meio que um quarteto amoroso, enfim algumas mudanças que não me fazem dar nota máxima mas entendo o porque o fez, algumas coisas que eu curti foram o visual do submundo e a utilização do reverse motion.
Essa versão do diretor Jean Cocteau do mito de Orfeu tem uma parte inicial confusa e pouco interessante. Depois dela é que o filme parece ganhar vida levando a história para rumos cada vez mais surpreendentes e entregando cenas visualmente impressionantes.
- meldels, o orfeu desse filme odiava a própria esposa com todas as forças, chocado. ela chegava no mesmo cômodo ele revirava os olhos, ela abria a boca ele já dava uma patada
- ele estava apaixonado mesmo pela morte, foi para o mundo inferior só por ela
- fiquei maravilhado com todos os truques de câmera, as cenas em reverso, como usaram os espelhos, adorei a forma como fizeram essa fantasia funcionar
O privilégio das lendas é serem eternas, se assim quiserem. Portanto, na mitologia grega, Orfeu, trovador de Trácia, desce ao submundo para resgatar sua musa Eurídice da morte. Pegando tal mote, o ilustríssimo Jean Cocteau, cidadão francês sempre na vanguarda da arte, transfere o mito ao cinema épico num mix de romance e aventura, utilizando a imortalidade dos poetas (mas que precisam morrer várias vezes para se tornarem imortais) como pano de fundo deste maravilhoso e poético filme. Amparada pela metalinguagem fantasiosa e surrealista, a obra exemplifica, como naturais, as mortes através de espelhos, que não apenas refletem mas, especialmente, retratam cotidianamente o envelhecer. Como num estado de sonho imagético, a vida de um poeta transcende o tempo e transita entre o real e o onírico sem cansar o telespectador. Uma fábula perfeita.
Como fã de CDZ, sou um grande conhecedor da mitologia Grega e do conto do Orfeu, sei que é um adaptação e Jean Cocteau adaptou da sua maneira, o protagonista não é um cantor e sim um poeta, um já sem ânimo, o diretor também colocou meio que um quarteto amoroso, enfim algumas mudanças que não me fazem dar nota máxima mas entendo o porque o fez, algumas coisas que eu curti foram o visual do submundo e a utilização do reverse motion.
01.10.2000
Essa versão do diretor Jean Cocteau do mito de Orfeu tem uma parte inicial confusa e pouco interessante. Depois dela é que o filme parece ganhar vida levando a história para rumos cada vez mais surpreendentes e entregando cenas visualmente impressionantes.