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Após o lançamento do livro "The Sinner", sobre sexo, as puritanas da pequena cidade de Lynnfield ficam estupefatas. Mas elas nem suspeitam que Caroline Adams. a autora do livro, na verdade é Theodora Lynn (Irene Dunne), uma mulher que pertence a uma das famílias mais ilustres da cidade.
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Ao menos como comédia o filme não funcionou para mim. Foram poucas as risadas que dei, a ponto de poderem ser contadas nos dedos de uma única mão. Lembro que tentei assistir uma vez e a história não me prendia, desistindo nos 20 minutos iniciais e deixando para outra oportunidade. Na segunda tentativa, novamente o mesmo problema e vi que não era comigo, já que estava querendo ver, mas sim do filme.
A questão principal é que Os Pecados de Theodora tem uma premissa interessante e de fato é muito corajoso ao se utilizar de diversas técnicas para chocar o público e driblar o Código Hayes. Uma personagem esconde sua gravidez, mas é uma gravidez durante o casamento. O tio libertino tem um problema de saúde, como uma penalidade pela vida promíscua.
O problema é que o casal não possui a menor química, talvez justamente por essa limitação do período. Então ao invés de você gostar de Michael passa a torná-lo desprezível, querendo que deixe Theodora em paz. Você não compra os motivos dele ir até a cidade e só quer que ele arrume algo para fazer. Em virtude disso, o filme se torna mais agradável no momento da "vingança", o que faz valer a pena.
Comédia romântica indicada a 2 categorias no Oscar: melhor atriz, Irene Dunne (1898-1990), e melhor edição; no Festival de Veneza, foi nomeado ao prêmio Mussolini Cup de melhor filme estrangeiro. É frequentemente mencionado como uma comédia 'screwball'. Foi o penúltimo filme do diretor polonês Richard Boleslawski (1889-1937).
Antes deste filme, Dunne havia sido escalado para filmes dramáticos. Esta foi sua 1° comédia e, embora tenha sido relatado em uma biografia de Cary Grant que ela não tinha certeza de si mesma em comédias, este filme extremamente popular provou ser o início de uma nova fase em sua carreira cinematográfica como comediante de tela.
Se esta produção ingênua não parece tão engraçada agora como na década de 30, é apenas porque a maioria dos seus alvos satíricos (principalmente as tias solteironas da época) deixaram de existir. Razoável comédia excêntrica sobre a transformação de uma garota simples e reprimida (esplendidamente interpretada por Irene Dunne) em uma mulher excêntrica e amorosa. O cão-ator Corky, que 'interpreta' Jake, é o que mais chama atenção na estória.
Quando vi esse filme pela primeira vez, fiquei encantado. Revendo ele, o encanto persiste. Teodora é uma mulher reprimida, vivendo em uma pequena cidade conservadora e antiquada. Teodora tem um segredo: ela escreve histórias eróticas sob o pseudônimo de Caroline Adams. Indo a Nova York, ela acidentalmente conhece Michael Grant, o ilustrador de seus livros. Ele fica fascinado pela figura contraditória de "Caroline", já que todos pensavam que ela era uma mulher livre e sem pudores e ele se depara com uma mulher totalmente tímida e insegura. Michael consegue informações sobre "Caroline" e logo descobre detalhes sobre sua vida. Então, ele decide ir atrás dela e descobre que ela vive de forma bastante conservadora. Michael então mostra a Teodora que ela não precisa viver aquela vida a qual ela sente que não pertence. Que ela pode ser gigante. Que ela pode ser livre. O legal do filme é que não é Michael que muda a vida de Teodora. Ele apenas faz com que ela olhe pra dentro de si mesma e faça suas próprias mudanças. Após Teodora dar o grande salto de sua vida, ela descobre que Michael também vive preso em uma bolha e decide então "retribuir" o favor que ele lhe fez e o mostra que ele também pode ser livre e feliz, vivendo da forma em que ele acha correta.
Uma passagem curiosa do filme é quando Teodora dá uma entrevista a um grupo de repórteres. Existe apenas uma mulher entre eles e ela é sempre interrompida por um desses repórteres. Encaro isso como um contraponto a Teodora. Enquanto Teodora atingiu o seu patamar de escritora respeitada, outras mulheres lutavam para conquistarem o seu lugar e respeito e era constantemente inibidas pelos homens.
Conheci esse filme por acaso, lendo sua sinopse, porém foi um inferno achá-lo, mas consegui. E valeu a pena a busca. É um filme bastante leve e agradável de se ver. Pude matar a saudade de ver um filme com Irene Dunne, amo-a profundamente. Melvyn Douglas era um ator espetacular, uma pena ser tão esquecido hoje em dia. A química de ambos é maravilhosa e rende bons momentos, nota-se que ambos estão mais se divertindo do que trabalhando. Gostei do filme, por ser um leve tapa na cara da hipocrisia moralista. O filme conta a história de Theodora, uma moça toda certinha, que frequenta a igreja, mas que esconde um segredo: escreve vários livros escandalosos, sobre o pseudônimo de Caroline Adams. Os livros até então eram publicados apenas na cidade grande, porém a fama e os livros de Caroline, finalmente chegam em sua cidadezinha natal, gerando escândalos entre os (falsos) moralistas. A vida de Theodora muda ao ir pra cidade em uma visita e conhecer Michael Grant (Melvyn Douglas) que é o ilustrador de seus livros e que acaba descobrindo o seu segredo. Mas ao invés de desmascará-la, ele a incentiva a descobrir uma vida fora de sua cidadezinha e também uma nova descoberta de valores. Theodora acaba se apaixonando por Michael que também tem os seus segredos e quando Theodora os descobre, decide então retribuir a generosidade de Michael e faz com que ele também descubra uma vida além dos seus valores.
Sátira no melhor estilo screwball (um gênero de comédia fora do convencional, que vai para diferentes direções e origina situações inesperadas), com roteiro inteligente, direção do ótimo e subestimado Richard Boleslawski, com Irene Dunne mostrando todo seu talento para às comédias, uma atriz um pouco esquecida hoje, mais que brilhou muito na era de ouro de Hollywood.