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Em torno do funeral de Palmiro Togliatti, líder histórico do Partido Comunista Italiano, desenrolam-se quatro histórias de militância. Ettore, revolucionário venezuelano exilado na Itália, precisa voltar ao seu país para assumir o posto de um companheiro morto. Sebastiano, funcionário do Partido Comunista, entra em crise conjugal ao encontrar sua mulher na cama com uma amiga. O fotógrafo Ermano, de origem familiar abastada, enfrenta questionamentos sobre sua crença política. E o cineasta Ludovico abandona seu filme para viajar pelo mundo em busca de um contato mais direto com a realidade.
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Absolutamente genial, filme que faz incrivelmente jus ao seu título: que montagem inusitada, abrupta e brilhante! Que roteiro inaudito e corajoso! Que composição magnífica de personagens (fiquei absolutamente apaixonado pelos devaneios utópicos do venezuelano Hector)! Maravilhoso, absolutamente maravilhoso. Admito que demoramos um pouco para compreender as meadas narrativas esparsamente entrecruzadas (o mote concatenador é o funeral, deixa para uma reflexão sobre os pontos de contato popular dos comportamentos dos personagens), mas, quando tudo expõe o seu sentido, ficamos impressionados com a audácia de sua abordagem: homossexualismo, crise das esquerdas e autocrítica intelectual, tudo isso ainda na década de 1960, uau! O desfecho é inevitavelmente brusco, mas maravilhoso. Bastante diferente da abordagem ruralista para o antifascismo que encontraremos nos filmes posteriores desta ótima dupla de diretores. Lindo, lindo, lindo: fiquei encantadíssimo! [e o personagem do diretor com hérnia de disco e devaneios literatos foi obviamente inspirado no Guido Anselmi parido por Federico Fellini, hahahaha] - WPC>