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Filme de ficção que imita um documentário sobre os cineastas que exploram a miséria com fins mercantilistas. É uma crítica mordaz à “pornografia da miséria” e ao oportunismo dos documentaristas desonestos que fazem “documentários sócio-políticos” no Terceiro Mundo com a finalidade de vendê-los na Europa e ganhar prêmios.
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A pessoa que age assim não busca o que está filmando, mas sim o dinheiro. Eu, por outro lado, não corro atrás disso; corro atrás do registro, do documento.
Sempre há alguém lucrando às suas custas, mesmo sem você perceber.
A miséria frequentemente se torna o cenário para muitas lentes, especialmente as desses covardes obcecados."
Uma das cenas mais importantes do cinema está nesse filme
Soube hoje, exatamente hoje, que um dos diretores faleceu recentemente, justamente o mais famoso, elaborador do termo 'pornomiséria', a partir deste filme, inclusive. Por mais que o curta-metragem seja ótimo, contundente e arrebatador - o desfecho é atroz em mais de um sentido! - há algo de muito presunçoso nas denúncias trazidas aqui à tona, muito similares ao tom ressentido dos filmes de Sérgio Bianchi. Obviamente, funciona magistralmente e sua mensagem é sociologicamente atual, mas o preciosismo elaborado da clarificação processual do título brasileiro força exageradamente a barra, torna-se quase cômico, num sentido perigoso enquanto autocondescendência crítica. Um debate conjunto com TARUMÃ (1975), do Aloysio Raulino, é providencial. Vide o que o Jean-Claude Bernardet fala sobre o "empréstimo" de voz audiovisual aos pobres, por parte de cineastas positivamente engajados... (WPC>)
isso é maravilhoso!
Sensacional!